Amor Soviético
14 Глава четырнадцатая/Capítulo catorze - Your mind now belongs to Hydra
Notas iniciais
Seu braço biônico fez um rangido alto, fazendo-o sentir que sua força havia aumentado. Ele o usou para empurrar os dois agentes que estavam a sua volta, vendo-os baterem com suas costas contra a porta da sala de treinamento.
Steve e Natasha ouviram o estrondo, mas quando o Capitão tentou girar a maçaneta, a mesma parecia ter emperrado. Ele tentou mais uma vez, sem sucesso, podendo ouvir passos se afastando do lado de fora.
– O que aconteceu? — perguntou Natasha.
– Não sei — Steve se afastou poucos centímetros da porta e bateu nela com seu ombro, fazendo-a desabar para fora e quase acertar os agentes que haviam sido atacados pelo Winter Soldier. — O que houve? — perguntou o loiro, se aproximando dos agentes e os ajudando a se levantar.
– Aquele cara com o braço de metal nos atacou, ele caiu no chão e quando tentamos ajudá-lo ele nos afastou com um simples empurrão e foi por aquele lado — um deles disse. Ao perceberem que se tratava de Bucky, Steve e Natasha ficaram incrédulos. Como ele podia fazer aquilo, e por quê? Os dois heróis correram na direção que o agente dissera que ele fora, na esperança de encontrá-lo e fazê-lo se explicar.
Do outro lado da SHIELD, Winter Soldier andava com passos pesados e firmes, sem olhar para trás. Ele notou que todos usavam roupas com o símbolo da agência de espionagem, então as imagens de seus superiores dizendo para eliminar todos da SHIELD lhe vieram a mente. O soldado pegou a arma em seu coldre, mas antes que atirasse em alguém, viu o diretor Fury, Gavião Arqueiro e Stark saírem de uma das salas.
– Olha, se não é o cãozinho domesticado da Natasha — zombou Tony, rindo levemente. Winter Soldier ergueu a arma na direção dele e atirou, mas Barton o puxou pela camisa e segundos depois acertou uma flecha na arma, a fazendo sair das mãos dele.
– O que foi isso?! — gritou Clint, vendo Winter Soldier pegar outra arma que havia em seu coldre e atirar mais contra eles, os fazendo ficar atrás de uma pilastra. Outros agentes tentaram atirar nele, mas o soldado era rápido e conseguia desviar das balas que não acertavam seu colete e atirar na cabeça de quem estivesse desprotegido.
– Queria que a agente Romanoff estivesse aqui para ver o quão bom ele é — Tony ergueu a mão e segundos depois a armadura começou a se juntar ao seu corpo. Quando estava completa, ele saiu de detrás da pilastra e ergueu sua mão, quando fez isso, um raio azul foi disparado de seu propulsor, acertando em cheio o peito do soldado e o fazendo ser lançado contra a parede.
Natasha e Steve correram ainda mais rápido ao ouvirem o tiroteio. Assim que chegaram, viram James se levantando, dezenas de agentes mortos e Stark usando a armadura.
– Nat, sai de perto dele! — a ruiva ouviu Clint gritar, mas não entendeu o que ele quis dizer. Foi então que tudo havia ficado claro com o água, Bucky era agora o Winter Soldier e estava descontrolado, atacando todos os agentes a sua frente.
O soldado aponto a arma na direção de Stark, que não se preocupou em seu atingido por conta de sua armadura, mas antes que Winter Soldier pudesse fazer isso, Natasha se aproximou por trás dele e envolveu seu pescoço em um "mata-leão" apertado, usando seu joelho para acertar a mão direita dele e fazê-lo soltar a arma.
– Bucky, eu sei que você está ai! — gritou ela sentindo ele segurar a parte de trás do seu pescoço e a jogar de costas no chão. Steve viu que ele iria atacá-la, então lançou seu escudo, acertando-o no braço biônico do soldado, que cambaleou para longe da ruiva.
Porém, o ato de Steve o fez ficar mais perto de uma de suas armas que havia caído no chão, e ele conseguiu pegá-la, começando a disparar uma série de tiros no Capitão, que usava seu escudo para se defender. O soldado continuo fazendo isso até a munição acabar, contudo, mais tiros foram ouvidos, fazendo Natasha e Steve ficarem atrás de outra pilastra perto de Clint e Nick.
Ao olhar para trás, Winter Soldier viu uma mulher loira de cabelos curtos segurando uma submetralhadora, atirando contra os agentes.
– Venha comigo, a Hidra vai adorar saber que você está de volta — disse Belova em russo. Ele não sabia se foi o fato de ela ter mencionado a Hidra, ou ter falado em russo, mas ele resolveu não matá-la ainda. Yelena sorriu e andou para dentro do corredor, sendo seguida pelo soldado.
– Pessoas, eles estão fugindo — disse Stark, tentando ir atrás deles, mas sendo impedido por Natasha.
– Eu pego eles! — gritou ela, correndo atrás dos dois.
– Natasha, espera! — Steve correu atrás dela.
Yelena e Winter Soldier chegaram ao hangar onde haviam centenas de helicópteros, aviões e alguns carros. Ela pegou alguns pequenos dispositivos de metal e colocou na maioria dos meios de transporte que haviam lá, para depois se aproximar de um dos carros pretos perto da saída.
– Abram os portões — gritou ela para um dos guardas que estavam na cabine de segurança. Eles assentiram e abriram as portas, mesmo sem saber que aquilo havia sido a maior besteira de suas vidas.
A loira sorriu e então sentiu que alguém a empurrara no chão, percebendo ser Natasha. Ela se virou rapidamente, invertendo as posições e ficando por cima dela para logo em seguida dar-lhe um soco forte no rosto. A ruiva percebeu que ela iria desferir outro soco nela, então segurou seu punho e deu uma cotovelada em seu maxilar, não causando nenhuma dor a Yelena, porém fazendo-a ser lançada para trás e sair de cima dela.
Natasha se levantou e andou na direção de Bucky, que olhava para ela, mas não tentava fazer nada, até que sentiu as mãos de Yelena segurarem seu cabelo e a jogarem para trás, sentindo suas costas baterem com força na parede de metal.
A loira sorriu e caminhou na direção do carro, logo entrando nele com Winter Soldier. Ela olhou para o lado, ainda com a porta do carro aberta e viu a ruiva se levantando com dificuldade, então, Yelena colocou a mão na nuca do soldado e o puxou para mais perto, o beijando e deixando isso bem visível para que Natasha visse.
Natasha sentiu ódio ao ver aquilo, mas ficou paralisada, sem reação. Seu coração doeu ao vê-lo colocar seu braço biônico na parte de trás da cabeça dela, parecendo estar correspondendo ao beijo. Porém, Winter Soldier apenas usou sua mão para puxar o rosto de Yelena para longe do dele.
– Dirija — vociferou ele em russo e a loira sorriu, segurando o volante com uma das mãos enquanto fechava a porta com a outra e arrancava com o carro para fora da base.
Steve chegou no momento em que eles saíram e viu Natasha de joelhos no chão, rapidamente se aproximando dela.
– Está ferida? — perguntou ele, ajudando-a a se levantar.
– Não... Nós precisamos ir atrás deles! — a ruiva correu na direção de um dos outros carros que havia no hangar, mas o mesmo explodiu antes que ela entrasse. A força da explosão a jogou em cima de Steve, que caiu no chão, também afetado pela mesma. Segundos depois, a maioria dos aviões, helicópteros e carros que haviam no local explodiram, cortesia de Yelena. — Aquela vadia... — Natasha grunhiu de dor e se levantou, ajudando Rogers a fazer o mesmo.
Barton e Stark chegaram ao hangar e viram tudo em chamas, percebendo que havia perdido algo bem interessante.
– Pra onde foi seu amiguinho "nada assassino"? — perguntou Tony, usando os dedos para fazer as aspas. Natasha se limitou a revirar os olhos, então andou pelo local a procura de qualquer veículo que não estivesse em chamas.
§
Yelena dirigiu até a base secreta da Hidra em Nova Jersey, chegando lá em alguns minutos. Ela pegou seu telefone e mandou uma mensagem para Madame Hidra, dizendo que estava com o soldado e que o levaria para o laboratório. Quando estacionou, a loira fez um sinal com a cabeça para que ele a seguisse e os dois andaram lado a lado pela base.
Era um pouco maior do que a da SHIELD, totalmente feita de metal e com corredores mais largos. O número de agentes era maior, mas a desorganização deles também era. Yelena e Winter Soldier chegaram ao fim do corredor e ela apertou um botão na parede, fazendo uma porta secreta se abrir, revelando um enorme laboratório com centenas de máquinas.
– Você demorou — disse Madame Hidra com sua voz firme e seu sotaque húngaro.
– A agente Romanoff atrasou os meus planos, mas eu dei um jeito para que ela não nos seguisse — disse-lhe, cruzando os braços.
– Por que ela ainda está viva?
– Matar as pessoas é fácil, mas fazê-las sofrer é uma arte — um sorriso sombrio se formou nos lábios avermelhados de Belova e ela se sentou em uma cadeira perto da mesa aonde havia um enorme computador.
– Pelo menos você trouxe o Winter Soldier de volta — Madame Hidra andou até ele e apontou na direção de uma cadeira que se assemelhava a de um dentista, mas que havia um buraco na almofada onde a nuca deveria ficar.
Ele havia assimilado a voz dela e sua mente lhe dizia que deveria obedecê-la, então andou até a cadeira e se sentou nela, logo tendo seu braços presos por alguns cientistas.
– Ainda está nele? — perguntou Madame Hidra, olhando para Yelena, que mexia no computador.
– De acordo com a SHIELD, está. Só precisamos removê-lo e teremos a localização do soro de Zola — respondeu.
– Ótimo, comecem o processo de extração e me informem assim que terminarem — Madame Hidra olhou para Winter Soldier e sussurrou perto de seu ouvido. — Sua mente agora pertence a Hidra.
Depois de dizer isso, ela saiu do laboratório. Yelena observou enquanto os cientistas posicionavam uma máquina pequena perto da nuca do soldado, vendo uma agulha fina ficar bem perto da pele dele, sem tocá-la.
– Isso vai doer muito, não vou mentir — disse Yelena, dando uma risada antes de apertar um botão do teclado, fazendo a máquina ser ligada e a agulha ser inserida lentamente na nuca dele. O soldado fechou os olhos e um gritou de dor, um grito que não conseguia simbolizar nem metade da dor que ele sentia naquele momento. Suas mãos apertaram o braço da cadeira com força conforme a agulha ia mais fundo e seus gritos se intensificavam.

§
Natasha dirigia o mais rápido que podia, mas ainda não tinha uma direção concreta. A cena de Yelena beijando Bucky não saia de sua cabeça e isso a deixava mais determinada a encontrá-la e arrancar sua cabeça de metal.
– Vai mais devagar! Você nem sabe para aonde está indo! — disse Steve, que estava sentado no banco do carona. Ele havia insistido em ir com ela, enquanto Barton e Stark havia ficado na SHIELD para limpar a bagunça.
– O que aconteceu com ele? Já faziam dias que ele estava normal, o que pode ter desencadeado a volta da personalidade do Winter Soldier? — ela perguntava isso mais para si mesma do que para ele, mas ficaria feliz em obter uma resposta.
– Não sei, mas vamos encontrá-lo e fazê-lo voltar à razão — disse o Capitão. — Só não sabemos onde ele está... — ao ouvir isso, Natasha parou o carro bruscamente, quase fazendo-o bater de cara no vidro.
– Ele ainda está com o celular que eu dei, todos os celulares da SHIELD tem um localizador — a ruiva apertou um botão no painel, revelando um GPS moderno com um teclado pequeno embaixo. Ela digitou alguns números e a localização dele apareceu na tela. — Nova Jersey.
Natasha, então, pisou fundo e deu meia volta, indo a toda velocidade para o local em que o localizador dizia que Bucky estava. Minutos depois, eles estavam na frente da base da Hidra, que era camuflada por um falso prédio comercial. A ruiva pegou duas pistolas que havia dentro do carro e as colocou na cintura, andando com Steve para mais perto do prédio.
– Esse lugar é muito grande, vamos nos separar — disse o Capitão e a ruiva assentiu, andando discretamente para o lado direito do prédio enquanto ele ia para o esquerdo.
Ela encontrou um duto de ventilação e entrou por ele, mesmo sabendo que provavelmente haveriam câmeras lá. A ruiva engatinhou por alguns metros até chegar em uma grade, chutando-a e saindo do duto de ventilação, percebendo estar dentro de uma sala de reuniões, porém a mesma estava vazia. Aquilo havia sido um golpe de sorte, e ela esperava que continuasse daquele jeito.
Natasha abriu a porta e viu que vários agentes da Hidra passavam pelo corredor, o que iria dificultar a saída dela, mas ela não iria desistir tão facilmente. Ela abriu a porta por completo e atirou um dos ferrões venenosos, que ficavam em seu bracelete, no pescoço de um dos agentes da Hidra, vendo-o cair no chão em segundos.
Sem parar para esperar pela reação dos outros, Viúva Negra continuou a atirar os ferrões nos que se aproximavam ou que tentavam sacar suas armas e logo viu que já havia derrubados todos no corredor. Ela abriu todas as portas que encontrou pelo caminho, mas Bucky não estava em nenhuma delas. De repente, a ruiva ouviu vários gritos vindos do outro lado do corredor, contudo, ao se aproximar viu que não havia nenhuma porta lá.
Ela então viu um painel e apertou o botão, vendo a porta se abrir e se deparando com a cena de Bucky agonizando enquanto uma máquina perfurava sua nuca.
Assim que viu Natasha, Yelena se levantou e começou a atirar nela, mas a ruiva correu para trás de uma das múltiplas máquinas que havia no laboratório e pegou suas duas pistolas, se preparando para atirar. Ela saiu de detrás da máquina e disparou várias vezes contra a loira, que sentiu um tiro atingir sua barriga e o outro seu braço, sem causar nenhum dano permanente.
– Você não pode me vencer, Romanova — disse Yelena em russo, para depois correr na direção de Natasha e lhe dar um chute no rosto. — Eu vou sempre ser melhor do você.
Ela segurou os cabelos ruivos de Natasha e a tirou do chão, dando-lhe dois socos e a deixando cair perto da cadeira onde Bucky estava. A loira logo percebeu que ele havia parado de gritar e olhou para os cientistas, que fizeram um sinal positivo com a cabeça.
– O soro está em Washington — disse um deles.
– Mandem um agente para lá, quero esse soro aqui em uma hora, matem quem for necessário para pegá-lo — disse Yelena, andando até Natasha.
Bucky abriu os olhos lentamente, sentindo um pouco de sangue escorrer por sua nuca, que doía de forma angustiante. Ele não sabia por quanto tempo havia ficado "desmaiado", e agora não sabia aonde estava. O soldado olhou para o lado e viu Yelena erguer o rosto de Natasha, fazendo-a olhar para ele, e vê-la fez as lembranças do que ele havia ouvido antes voltarem.
– Quero que apaguem a mente dele — disse Belova para um dos cientistas. — E a primeira coisa que eu quero que apaguem são todas as lembranças de Natasha Romanoff.
Ao ouvir aquilo, a ruiva arregalou os olhos e tentou socar Yelena, mas a loira segurou seu punho e o torceu, fazendo-a gritar de dor.
– E você vai assistir enquanto é apagada por completo da mente do seu querido namoradinho — sussurrou Yelena perto do ouvido de Natasha, que pode sentir lágrimas se formando em seus olhos só de pensar nisso.
Bucky não conseguia focalizar as imagens na sua frente, mas pode ouvir claramente o que Yelena disse. Ele tentou se soltar, mas seus braços ainda estavam presos na cadeira e sua cabeça girava sem parar. Suas forças estavam esgotadas e ele não sabia por quanto mais tempo conseguiria ficar acordado, mas tentava pensar em um jeito de não se esquecer dela.
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