Amor Soviético

4 Глава четвертая/Capítulo quatro - Welcome to SHIELD


Notas iniciais
Olá leitores queridos, Para a alegria (ou não rsrs) de vocês eu estou de volta, e pronta para postar outro capítulo da fic. Agradeço novamente aos comentários e por vocês estarem me apoiando tanto. Eu teria postado mais cedo, mas comecei a ver umas fotos do Sebastian Stan (Winter Soldier), então comecei a ver algumas dele sem camisa e tals... Já viram no que deu, né? Duas horas se passaram e eu nem vi! Hahahaha Mas agora já escrevi e está aqui, prontinho para vocês. Aproveitem!

Quando ouviu o barulho do helicóptero pousando, Bucky olhou para Natasha, sentada a sua frente, como se suplicasse para que ela o tirasse de lá. Ele já havia tido experiências demais com agências secretas para saber no que tudo aquilo iria dar. Logo, as portas se abriram e a ruiva desceu, ajudando os médicos a carregaram Steve para fora. Bucky se levantou do banco e também saiu, vendo o enorme heliporto em que eles estavam. Vários caças estavam a sua volta, assim como carros blindados, agentes indo para missões e mais helicópteros pousando a sua volta.

– Bucky — ele ouviu Natasha lhe chamar, vendo que ela já estava na porta principal, então andou atrás dela. Quando passou pela porta, viu que centenas de guardas apontavam suas armas para ele, mas Bucky se limitou a revirar os olhos e continuar andando atrás da ruiva. Eles caminharam por um longo corredor com paredes de metal até chegarem a uma porta no fim dele.

Natasha abriu a porta e entrou, sendo seguida por ele, vendo que Steve já havia acordado e estava sentado na grande mesa que ocupava quase todo o local. Os olharem dele e de Bucky se cruzaram e Barnes cerrou os punhos, tentando conter sua raiva.

– Agente Romanoff — ela se virou para a porta e viu Fury entrar. — Pode dizer ao seu novo amiguinho que me acompanhe? — dizendo isso, ele gesticulou na direção da porta. Natasha não sabia por que ele queria que Bucky fosse com ele, mas resolveu seguir as ordens que Nick lhe dera.

– Por aqui, Bucky — ela colocou a mão em seu ombro e saiu da sala junto com ele, segundos depois sendo seguidos por Steve. Eles andaram até uma parte da SHIELD que nenhum dos dois heróis sabia que existia. Era uma sala gigantesca, branca, lotada de aparelhos modernos e com computadores de última geração.

– Preciso que entre naquela máquina — disse Fury, olhando para Bucky e apontando para uma cápsula de metal que se assemelhava a um aparelho de ressonância magnética. Só de pensar em entrar em uma máquina novamente, Bucky sentiu uma dor na cabeça e deu alguns passos para trás.

– Eu não vou entrar nisso... — disse ele, ainda olhando para a máquina.

– Por que ele precisa fazer isso? — perguntou Natasha a Fury.

– É para isso que ele está aqui, essa foi a única razão de eu ter permitido que ele ficasse vivo até agora. Precisamos ter certeza de uma coisa, e para isso ele tem que entrar na máquina — respondeu Nick.

– Eu não vou entrar! — gritou Bucky, sentindo sua cabeça doer mais uma vez. Natasha viu que ele poderia se descontrolar novamente, então colocou a mão em seu rosto e o fez olhar para ela.

– James, está tudo bem, nós não vamos mexer na sua mente. Essa máquina só vai tirar fotos do seu cérebro para sabermos se tem algo errado nele — disse ela, mesmo que não tivesse certeza do que a máquina fazia. Bucky respirou fundo e se acalmou. — Eu prometo que nada vai acontecer com você.

Ouvindo essas palavras, ele olhou novamente para a máquina de ressonância e andou até ela, vendo alguns homens de jaleco se aproximarem e o ajudarem a se deitar no colchão. Um deles tentou prender sua mão, mas Bucky a tirou com violência, fazendo com que todos os cientistas se assustasse. O soldado ia se levantar, quando sentiu a mão de Natasha em seu peito, o fazendo se deitar novamente.

– Fique calmo, eu estou aqui — disse ela, em russo, e então sorriu, um sorriso que passava a ele segurança e o deixava mais tranquilo com relação a tudo aquilo. Ele sentiu que prendiam seus dois pulsos na cama e logo o barulho da máquina se ligando invadiu seus ouvidos, o fazendo respirar fundo e fechar os olhos, sentido a cama em que estava deitado se mover para dentro da máquina e várias luzes azuis começaram a iluminar seu corpo.

– Agora me diz, Fury, por que tudo isso? — perguntou Steve.

– Quando Zola criou o Winter Soldier e apagou a memória de Barnes, ele também introduziu algo em sua mente — disse Fury, fazendo os dois heróis se entreolharem, curiosos.

– Senhor — disse um dos cientistas. — Está aqui.

Ao ouvir isso, Nick andou até o computador na frente do cientista e viu a foto do cérebro de Bucky, vendo uma parte na nuca dele onde havia um pequeno ponto preto.

– O quê é isso? — perguntou Natasha ao ver a foto.

– Há muitos anos, como vocês já sabem, Zola fez parte da SHIELD e conseguiu reerguer a Hidra. Ele começou a trabalhar em um projeto usando ambas as tecnologias, esse projeto era um soro, feito do mesmo usado para criar você, Capitão — Nick olhou para Steve, que ouvia atentamente o que ele dizia. — Mas esse soro era dez vezes mais potente, ele deixava o corpo praticamente indestrutível, retardava o envelhecimento, aumentava sua força em quase 150%... Para resumir, melhorava tudo o que já havia em você.

– O que isso tem a ver com James? — disse Natasha, cruzando os braços e olhando novamente para a máquina para saber se ele estava bem.

– Como Zola não confiava nem na Hidra e nem em nós, ele escondeu o soro em um lugar em que só ele sabia, mas como sabia que iria morrer, colocou a localização do esconderijo em um chip e o colocou na cabeça do Winter Soldier.

– O que pretende fazer sobre isso? — Steve perguntou, pensando já saber a resposta, mas querendo estar errado.

– Se a Hidra conseguir isso vão haver centenas de soldados tão poderosos quanto você, ou até mesmo que o Hulk, imagine o quanto difícil seria para limpar essa bagunça — Fury virou as costas para os dois heróis. — Mas se a atividade cerebral dele parar o chip automaticamente é destruído...

– Esqueça, vocês não vão matar ele! — Steve se irritou e andou na direção de Nick, que se virou para ele.

– Se tentarmos tirá-lo de lá vai ser um processo doloroso e ele provavelmente ficará agressivo, matando vários agentes. Eu não vou correr esse risco! — disse Fury, mais firme que uma rocha.

– Tem que haver outro jeito — Natasha andou até eles.

– Se souber de um me avise, mas até decidirmos o que fazer, ele fica na SHIELD — disse Nick.

– Vamos contar para ele...? — Steve olhou para Natasha.

– Eu ouvi tudo — eles se viraram para Bucky, que saia da máquina e andava na direção deles, parando na frente de Fury.

– Que bom, me poupa de explicar tudo de novo. Então já ouviu, você fica na base, temporariamente é claro, até que a agente Romanoff encontre uma forma de tirarmos isso da sua cabeça — Fury olhou para a ruiva. — E por você ter ido em uma missão não autorizada, está de castigo.

– O quê? — Natasha riu forçadamente. — Não pode me colocar de castigo!

– Um mês sem missões — Nick andou na direção da saída.

– Você não pode fazer isso! — ela andou atrás dele, começando a se preocupar agora que viu que ele estava falando sério.

– Não só posso como já fiz. Vai ter tempo para pensar em como ajudar seu novo amiguinho — dizendo isso, Fury saiu da sala e deixou os três lá dentro. Natasha saiu logo depois, com passos pesados, demonstrando toda a raiva que sentia naquele momento.

Bucky agora percebeu que ela dizia a verdade quando disse que ninguém sabia que ela o estava ajudando e se sentiu culpado por tê-la acusado de ter mentido. Ele andou para fora da sala e olhou para os dois lados do corredor, tentando pensar para onde ela teria ido. Depois de alguns minutos a procurando, ele finalmente chegou a uma sala extensa com um tatame azul cobrindo todo o chão. Alguns sacos de areia estavam pendurados no teto e havia um espelho grande que cobria toda uma parede da sala.

Seus olhos percorreram a sala até chegarem em Natasha, que estava na frente do espelho fazendo movimentos lentos e delicados com as pernas e os braços. Primeiro, ele pensou que ela estava se alongando, mas então viu que aquilo era balé. Ela viu o reflexo dele pelo espelho e então disse, em russo:

– Pode se aproximar, soldado, eu não mordo — ambos sorriram e ele se aproximou, ficando ao lado dela.

– Não sabia que fazia balé — disse ele, também em russo.

– Eu comecei quando era criança, agora quando a sala de treinamento fica vazia eu aproveito para praticar um pouco... As vezes me deixa mais calma — respondeu ela, ainda falando em russo.

Bucky pensou em um jeito de se desculpar, afinal, quase a tinha matado sufocada algumas horas antes e agora, por causa dele, ela ficaria sem ir em uma missão por um mês, mas as palavras não saiam direito.

– Eu... Hun... Queria pedir... — antes que ele terminasse, ela o interrompeu.

– Não precisa pedir desculpas — a ruiva continuava a levantar sua perna a uma altura que muitos não conseguiam, parecendo não estar nem um pouco incomodada com o fato de seu joelho está ao lado de sua cabeça. — Eu teria pensado a mesma coisa que você.

Ela deu um leve sorriso para ele e então baixou sua perna direita.

– Eu não consigo ir tão alto com a esquerda, pode me ajudar? — ela estendeu a perna na direção dele, fazendo-o dar uma risada e então segurar seu pé delicadamente usando sua mão direita. Ele lentamente ergueu a perna dela, tendo que dar um passo para frente para que a mesma chegasse na altura do rosto da ruiva. Quando ele parou, estava de pé na sua frente e segurando a perna dela para cima, o que seria muito estranho para alguém que entrasse na sala naquele momento e visse aquela cena.

– Que tipo de balé é esse? — perguntou ele, em russo.

– Balé romântico, busca a fluidez do corpo e do movimento — ela colocou as mãos nos ombros dele e desceu sua perna lentamente, sem perder contato visual com ele. A ruiva colocou suas mãos sobre as dele e as levou até sua cintura, as deixando lá enquanto as suas voltavam para os ombros dele. Ela então, levantou a perna para trás e a dobrou, fazendo com que seu pé tocasse em suas costas.

– Você está tentando me impressionar? — ele sorriu para ela.

– Está funcionando? — Ela sorriu de volta e baixou sua perna, logo levantando a esquerda e fazendo com que sua blusa se levantasse um pouco. Por ele estar com suas mãos na cintura dela, ele pode sentir, com a mão direita, que havia uma pequena cicatriz no lado esquerdo de sua cintura. Um flash rápido passou em sua mente e ele se lembrou de quando havia dado esse tiro, podendo ver Natasha caindo no chão e tentando parar o sangramento.

Ela percebeu que ele estava com o olhar distante, então baixou a perna e se afastou um pouco.

– James? — ao ouvir seu nome, ele voltou a realidade e olhou para a cicatriz dela.

– Eu fiz isso... Eu me lembro — disse ele, parecendo ainda perdido em seus devaneios. Ao perceber o que havia acontecido, foi como se uma lâmpada acendesse na cabeça da ruiva.

– De alguma forma, esse chip está ligado as suas lembranças, se você conseguiu se lembrar de uma cena do seu passado ao ver a minha cicatriz, talvez consiga nos dizer aonde Zola guardou a fórmula. Então o Nick vai lá e a destrói antes que a Hidra a consiga — o raciocínio rápido dela deixou ele surpreso, mas o que ela havia dito fazia sentido.

– Seria melhor para todos se me matassem — disse ele, olhando para o vazio. — Eu posso sair do controle a qualquer momento... E eu não quero mais ser uma arma. Não quero ferir ninguém inocente.

– James, olha pra mim — Natasha segurou o rosto dele e fez com que seus olhos azuis e marejados encontrassem os dela. — Eu confio em você e sei que vai conseguir superar isso. Não quero mais ouvir você falando sobre morte, entendeu?

Ele demorou um pouco, mas assentiu com a cabeça, observando cada detalhe do rosto dela. Os lábios grossos e avermelhados logo abaixo do nariz levemente arrebitado que levava aos olhos azuis, mais parecidos com duas lagoas profundas. O silêncio incomodo havia reinado na sala, porém, nenhum dos dois se atrevia a quebrar o som daquele silêncio. As mãos dela ainda estavam nas laterais no rosto dele, sentindo a textura de seu rosto, que seria macio se não fosse a barba rala que crescia nele.

Bucky posicionou sua mão direita na nuca dela, subindo por seu pescoço até chegar lá. A mão dele estava gelada, o que faz com que um arrepio percorresse a espinha dela e um suspiro suave escapasse de seus lábios. Ele inclinou o rosto para frente, lentamente fechando os olhos ao ver que ela fazia isso também, então deixou que seus lábios fossem pressionados contra os dela de forma terna e delicada.

Notas finais
Não sei por que, mas quando penso neles dois, eu penso na música "I'm not the one" do 3oh3, quem quiser pode encontrá-la no meu perfil! Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo pessoal.