Amor Soviético
7 Глава седьмая/Capítulo sete - Shock
Notas iniciais

O fogo aumentava cada vez mais, já que as paredes e o chão eram feitos de madeira, as colunas grossas feitas do material começavam a despencar do teto, fazendo com que a fumaça aumentasse e ele perdesse Natasha de vista. Madame Hidra ainda estava na sua frente, como se esperasse mesmo que ele fosse com ela por livre e espontânea vontade.
– Se levante logo, não quero queimar viva nesse lugar — ordenou ela, estalando os dedos e mandando um dos homens levantar Bucky, que ainda estava no chão. Quando eles se aproximaram, ele se desvencilhou deles e os jogou para longe usando seu braço biônico, então se levantou e andou até o outro lado do local, onde Natasha estava caída no chão com alguns ferimentos no rosto. Ele se ajoelhou ao lado dela e a ajudou a se sentar, vendo que havia um pequeno corte no canto da testa dela que sangrava muito.
– Consegue se levantar? — perguntou ele, segurando ela pelo braço e a ajudando a ficar de pé.
– Sim... — Natasha colocou a mão na cabeça e viu que estava sangrando.
– Sai daqui e eu cuido deles — Bucky se virou e viu mais homens armados entrando no local.
– Nem pensar, esse lugar vai desabar em alguns minutos, se você ficar aqui vai morrer — ela tossiu por causa da fumaça e viu um dos homens apontar sua arma para eles, então a ruiva empurrou Bucky para o lado e desviou a arma para o lado, quebrando o braço do homem, pegando a arma da mão dele e a usando para atirar em um outro que estava ao lado de Madame Hidra.
Bucky usou seu braço para levantar uma coluna de madeira que pegava fogo e a jogou em cima de três homens, fazendo com que todos caíssem no chão. Madame Hidra pegou um pequeno dispositivo no bolso de seu sobretudo verde e o jogou na direção de Barnes. O dispositivo acertou sua testa e liberou uma corrente elétrica muito forte, fazendo-o gritar de dor e cair no chão com as mãos na cabeça.
Natasha o viu cair e tentou ir até ele, mas um dos homens da Hidra tentou atirar nela, a obrigando a ficar atrás do balcão do bar, quase que totalmente destruído. Bucky sentiu sua visão ficar turva, sua cabeça doía de uma forma agoniante e logo ele sentiu como se tivesse desmaiado, mas ele continuava acordado.
Winter Soldier usou sua mão de metal para arrancar o dispositivo de sua testa e se levantou, olhando para Madame Hidra com raiva, então andou na direção dela com os punhos cerrados, mas antes que chegasse nela, sentiu que alguém atirara em sua barriga. Ele correu na direção do atirador e quebrou a arma usando as mãos, para logo em seguida jogar o homem no fogo que se alastrava por todo o restaurante.
Depois disso ele se virou e deu um soco em outro dos homens, um soco tão forte que o fez atravessar a janela e cair na rua. Winter Soldier viu que havia um homem atirando na direção de Natasha, que ainda estava atrás do balcão, então correu até ele e o virou em sua direção, arrancando a arma de sua mão e o empurrando no chão. Então ele começou a desferir vários socos no rosto dele, logo vendo-o ficar completamente ensaguentado.
– Madame Hidra, a SHIELD está vindo — um dos agente entrou no local e avisou para ela, que olhava sorrindo para a cena do Winter Soldier batendo naquele homem.
– Quero que coloque alguém de olho nele enquanto estiver na SHIELD — disse ela, então deixou o local.
Natasha saiu de trás do balcão e viu que Bucky socava o homem sem parar. Suas mãos já estavam cobertas de sangue e o homem estava com seu rosto completamente deformado. Ela se levantou e correu até ele, colocando sua mão em seu ombro e o puxando para trás.
– James! Já chega! — gritou ela, mas ele parecia não ter ouvido. Seu olhar estava distante e vazio, como o do Winter Soldier. — James! — dessa vez ele olhou para ela e então caiu no chão de joelhos. Ela se ajoelhou ao lado dele e viu que na barriga dele havia um ferimento a bala que sangrava muito. — Você está sangrando...
Ao ouvir isso ele olhou para baixo e pode sentir a dor que aquilo lhe causava. Sua raiva começou a diminuir, assim como a adrenalina, e ele caiu de costas no chão. Natasha tentou segurá-lo, mas ele era muito pesado.
– Aguenta firme, eles já devem estar chegando! — disse ela, pressionando o ferimento dele e o fazendo dar um grito abafado de dor. A visão dele começou a ficar preta e a última coisa que ouviu foi Natasha pedindo para que ele ficasse acordado.
§
Ele sentia uma máscara de oxigênio em seu rosto, mas aquilo parecia não ajudá-lo a respirar melhor, mas sim, sufocá-lo. Ele abriu os olhos e viu Natasha segurando sua mão enquanto falava com Maria, percebendo que elas empurravam ele, que estava em uma maca, para um quarto branco de hospital.
– Eu quero todos os doutores no quarto andar, agora! — gritou Natasha pelo comunicador. A voz dela estava distante para ele, mas Bucky conseguia ver seu rosto perfeitamente.
– Quanto sangue ele perdeu? — perguntou a agente Hill, colocando a mão enluvada sobre o ferimento para tentar fazer o sangramento parar.
– Talvez dois litros, não sei. Ele precisa de ajuda agora! — gritou a ruiva, olhando para ele e vendo que seus olhos estavam abertos. — Vai ficar tudo bem, eu prometo.
Depois que ela disse isso, vários médicos entraram na sala e ela e Hill foram obrigadas a saírem. No momento em que ele percebeu que ela não segurava mais sua mão, ele olhou para o lado onde havia uma janela e a viu olhando para ele, angustiada.
– Nat... — ele sussurrou antes de ficar inconsciente de novo.
Natasha estava de braços cruzados e não tirava os olhos de Bucky. Os médicos começaram a remover a bala de dentro da barriga dele e agora tentavam fazê-lo parar de sangrar. Ela estava tão concentrada que não viu Steve e Clint entrarem na salinha ao lado do local onde os doutores operavam ele.
– Os problemas parecem seguir você mesmo quando não os procura, Nat — disse Clint olhando para a ruiva.
– Agora não, Barton — disse ela, de forma fria. Não estava com nem um pouco de vontade de ouvir piadinhas dele agora.
– O que aconteceu? Por que vocês estavam fora da base? — perguntou, Steve, também olhando para ela.
– Ele não é um cachorrinho para ficar preso aqui, ele tem o direito de conhecer o mundo lá fora, coisa que ninguém se deu ao trabalho de mostrar para ele — respondeu ela, ainda sem tirar os olhos de Bucky. Ela via as enfermeiras deixarem panos cheios de sangue na mesinha ao lado da mesa de operações e isso fazia o seu coração doer.
– Sabia que a Hidra estava procurando ele, não devia ter deixado que ele saísse sem algum agente — Steve insistiu no assunto e isso estava deixando Natasha com raiva.
– Se tivessem mais agentes lá todos teriam morrido — ela olhou para ele, séria e impaciente. — E caso você não tenha percebido eu quero saber se ele vai ficar bem, então pode parar de tentar me ensinar o que eu deveria ter feito?
Steve sabia que depois dessa devia ficar calado, Clint deu uma leve risada e saiu da sala, sentindo o clima pesado que havia ficado lá depois dessa resposta. Natasha voltou sua atenção para Bucky, e viu o doutor fazer um sinal positivo para ela, como se dissesse que ele estava bem. Ela não pode evitar de deixar um suspiro de alivio escapar por entre seus lábios, e isso não passou despercebido por Steve, que ficou curioso para saber de onde surgiu essa preocupação de Natasha por Bucky.
§
Ao abrir os olhos, Bucky olhou para baixo e viu que estava usando uma calça cinza e estava sem camisa, com uma atadura enrolada na parte de baixo do seu tronco logo acima da sua cintura. Ele também viu que estava deitado em uma cama de solteiro grande em um quarto relativamente pequeno, com um armário, uma janela, onde ele podia ver que começava a amanhecer, e uma tv grande pendurada na parede.
Ele não se lembrava do que havia acontecido e sua cabeça estava doendo, mas essa dor logo passou quando ele viu Natasha entrar no quarto. Ela sorriu ao vê-lo acordado e se sentou ao lado dele na cama.
– Como se sente? — perguntou ela, colocando a mão sobre a dele.
– Onde eu estou? — ele olhou em volta novamente, e então voltou seu olhar para ela.
– Estamos na base da SHIELD em Nova York, vai ficar seguro aqui.
– O que aconteceu no restaurante? — ele tentou se sentar, mas sentiu uma dor forte no local onde estava enfaixado e foi obrigado a se deitar novamente.
– Você não se lembra? — ela o olhava com curiosidade, pois tinha uma ideia do que podia ter acontecido.
– Eu só me lembro que a Madame Hidra jogou algo na minha testa e eu apaguei, mas depois disso eu só me lembro de ver você segurando a minha mão, acho que era em um hospital... — Bucky colocou a mão na cabeça, se sentindo um pouco tonto.
Natasha pensou em não contar que ele havia matado alguns agentes da Hidra, pois isso podia fazê-lo se sentir mal de novo.
– Você foi baleado e desmaiou. Eu consegui chamar alguns agente e eles nos tiraram de lá — disse ela. — Me desculpa, eu não devia ter te tirado da base sabendo que corria perigo.
– Não foi culpa sua, eu gostei de sair e conhecer Nova York com você — ele sorriu para ela, ainda segurando sua mão. — E ver você com ciúmes foi bem engraçado.
– Eu não fiquei com ciúmes! — ela deixou essas palavras saírem em um tom alto, coisa que ela geralmente fazia quando mentia da forma errada. Ela poderia dizer centenas de mentiras se estivesse preparada, mas aquela veio inesperadamente. — Eu só achei que aquelas garotas eram muito piranhas. — ouvir isso fez ele dar uma leve risada.
– Não tem a ver com o fato de você sentir algo por mim? — ele conseguiu fazer um esforço e se sentou na cama, mantendo contato visual com ela, que por um segundo ficou sem uma resposta.
– Quem te contou que eu sinto algo por você? — ela arqueou uma sobrancelha, mas não pode deixar de dar um leve e rápido sorriso. Bucky colocou sua mão direita na cintura dela e a puxou para mais perto, o toque dele a fez sentir um arrepio percorrer seu corpo e a proximidade de seus rostos a fez dar um suspiro baixo.
– Eu posso ver isso nos seus olhos — ele sorriu e então a beijou. Um beijo simples que ela correspondeu, como se já esperasse que fosse acontecer cedo ou tarde. Conforme ambos tomavam consciência do que estava acontecendo, o beijo se tornava cada vez mais profundo, sendo completado por suas línguas se entrelaçando suavemente, fazendo com que os dois provassem novamente o sabor do desejo que compartilhavam um pelo outro.
Antes que Natasha se desse conta, ela já havia passado sua perna direita sobre o corpo dele e a colocado do outro lado de seu corpo, se sentando no colo dele enquanto ainda se beijavam. A ruiva passava uma das mãos sobre as costas dele enquanto a outra permanecia em seu peito nu. Bucky mantinha suas duas mãos na cintura dela, mas as mesmas logo desceram para suas coxas ao senti-la o empurrando para que se deitasse novamente. Ele sentiu uma leve dor no abdômen, mas ignorou, continuando a beijá-la.
Natasha sentiu as mãos fortes dele apertarem suas coxas, e isso a fez dar um gemido suave, ela então sentiu um certo volume por debaixo da calça dele, e sorriu contra os lábios do soldado. Bucky deslizou sua mão direita para cima sobre o lado esquerdo do corpo dela, parando ao chegar ao seu tórax e acariciando o lado do seio dela com seu polegar. Aquilo definitivamente fez o autocontrole de Natasha sumir, ela começou a beijá-lo de maneira mais voraz e carregada de luxuria, e ele a retribuiu da mesma forma.
Ela desceu uma de suas mãos pelo peito dele na direção de sua calça, mas antes que chegasse lá, ela acidentalmente tocou no local que estava enfaixado, fazendo-o dar um grito controlado de dor e interrompendo o beijo. Ela se afastou ao perceber o que havia feito e concluiu que eles não poderia fazer nada com ele ferido daquele jeito.
– Desculpe, eu me esqueci desse detalhe.
– Sem problema — ele sorriu e a puxou para que se deitasse ao lado dele. — Esse foi o jeito de você mostrar que não sente nada por mim? — ele riu junto com ela.
– Você me tira do sério, sabia? Quando eu fico perto de você, todo o treinamento para esconder as minhas emoções parece inútil — a ruiva levantou os olhos para ele, que matinha seus braços ao redor dela.
– O mesmo acontece comigo quando eu estou com você — Bucky sorriu e se perdeu mais uma vez na imensidão dos olhos azuis dela. — Você é diferente de todos que eu já conheci.
Quando ela ia dizer alguma coisa, alguém bateu na porta e ela rapidamente se levantou. Foi a uma velocidade tão absurda que Bucky deu uma risada controlada e se sentou na cama. Natasha arrumou o cabelo e respirou fundo, andando na direção da porta e a abrindo, também se controlando para não rir. Quando a ruiva abriu a porta, viu Steve.
– Eu preciso falar com ele — disse o loiro. Ao ouvir sua voz, o sorriso no rosto de Bucky sumiu e ele virou o rosto.
– Steve, ele passou por muita coisa hoje, acho melhor você fazer isso outra hora... — Natasha sugeriu.
– Já faz três dias que nós o encontramos e eu ainda não consegui conversar com ele, eu passei todos esses anos pensando que ele havia morrido e quando eu finalmente encontro o meu melhor amigo eu não posso falar com ele!
– Sai daqui — disse Bucky, sentindo aquela dor de cabeça aumentar novamente ao ouvir as palavras de Steve. — Sai agora!
Natasha achou melhor tirá-lo de lá antes que Bucky se alterasse novamente, então empurrou Steve para fora e fechou a porta.
– Sério, Rogers, hoje não é um bom dia. Madame Hidra fez algo com o cérebro dele e ele está com tendência a se tornar o Winter Soldier quando fica irritado. Vai ter outra chance de conversar com ele, mas hoje não — disse ela, autoritária. Steve ficou um tempo em silêncio e então assentiu, andando para longe.
Natasha suspirou e se virou, vendo que Clint estava de braços cruzados olhando para ela.
– Tem algo rolando entre você e esse cara? — Barton apontou para a porta do quarto de Bucky.
– Claro que não — respondeu Natasha, rapidamente.
– Pode dizer o que quiser, mas não me chamam de Olho de Gavião atoa, eu vejo coisas que as pessoas normais não podem ver, e eu to vendo que tem algo rolando entre vocês — ele sorriu com o canto dos lábios e andou para o outro lado do corredor. Natasha encostou as costas na parede e pensou no que faria. Não podia negar que sentia algo por James, mas também não podia deixar que os outros descobrissem.
Fale com o autor