Amor Soviético
15 Глава пятнадцатая/Capítulo quinze - Who the hell is Natasha?
Notas iniciais


"Concentre-se... Não deixe-a sair... Não deixe que tirem-na de sua mente... Pense em alguma forma de se lembrar dela..."
Esses pensamentos eram os únicos na mente dele, a dor em sua nuca era quase insuportável e seus membros doíam sem motivo algum. Ele pode ouvi-la gritar seu nome, porém estava muito fraco para abrir os olhos novamente.
– James! — a voz dela estava distante, histérica, mas ao mesmo tempo triste. Angustiada. Ele se forçou a abrir os olhos, virando o rosto na direção dela, que tinha algumas finas lágrimas escorrendo por suas bochechas.
Ele, então, sentiu algo cobrir sua cabeça e seus olhos, não vendo absolutamente nada além da escuridão. Sua respiração ficou levemente ofegante ao pensar que aquilo iria começar, novamente iriam apagar suas lembranças.
– Nós aprimoramos a máquina desde a última vez que a usamos nele — disse Yelena, puxando Natasha pelo pescoço e a empurrando com força contra a parede. A ruiva logo sentiu seus pés saírem do chão e o ar lhe faltar, não sabia que a loira era tão forte. — Isso nos poupa tempo de apagar tudo de uma vez, agora nós escolhemos o que deve ser apagado. Não vamos precisar destruir as lembranças da Hidra, apenas as da SHIELD, as do Capitão e as suas, é claro — um sorriso vitorioso apareceu no rosto dela, fazendo Natasha dar um leve rosnado de raiva.
– Está pronta — disse um dos cientistas, se sentando na frente de um computador.
– Comece — Yelena sorriu, vendo Natasha olhar para Bucky no momento em que a primeira onda de choques acertou sua mente. Ele gritou e apertou o braço da cadeira, mais forte do que antes, amassando o metal de forma nada normal. Por mais que tentasse se soltar, era inútil. Ele não estava tão forte quanto era e a partir do momento em que a máquina foi ligada, sua mente ficava completamente dominada por ondas elétricas que destruíam suas lembranças aos poucos.
– Bucky! — gritou Natasha, sua voz começou a ficar fraca conforme Yelena apertava cada vez mais sua mão ao redor da garganta da ruiva.
Ela sentiu que estava a ponto de perder a consciência, quando viu o escudo de Steve passar zunindo pela porta e acertar os computadores do outro lado da sala, fazendo-os serem completamente destruído. O objeto feito de vibranium bateu na parede mais próxima e voltou para a entrada, onde Steve estava parado e o encaixou novamente em seu braço.
O Capitão viu os computadores começarem a soltar faíscas e explodirem, logo começando a pegar fogo. O cientistas que ali estavam fugiram as pressas para fora da sala, mas Steve não queria detê-los. Ele viu Yelena a ponto de quebrar o pescoço de Natasha, então lançou seu escudo mais uma vez, agora nas costas dela, a fazendo soltar a ruiva e cair no chão.
A loira se virou rapidamente para trás, sua pistola já em mãos, e começou a atirar contra o herói, que se defendia com seu escudo enquanto andava para o outro lado da sala e desviava a atenção de Natasha.
Agente Romanoff sentia sua visão recuperando o foco e, com a mão na garganta na tentativa de fazer a dor parar, se levantou e andou na direção de Bucky, que havia parado de gritar quando os computadores foram destruídos. Ela xingou Steve mentalmente por ter feito aquilo sem pensar nas consequências que isso traria para a mente de James, mas não havia sido culpa dele, pois o loiro não sabia o que estava acontecendo Ela removeu o capacete da cabeça dele, na esperança de que sua mente não tivesse sido danificada, então viu que Bucky havia desmaiado.
– Steve, precisamos tirá-lo daqui! — gritou Natasha, desprendendo as mãos do soldado da cadeira.
– Estou meio ocupado! — gritou ele de volta, sentindo Yelena bloquear seu soco e, em um movimento imperceptível, torcer o braço dele para suas costas, o empurrando de cara no chão.
Natasha pegou uma arma que estava no chão e atirou em Belova várias vezes na cabeça, fazendo-a soltar Steve. Ela sabia que não podia feri-la, contudo havia ganhado tempo. Rogers rolou para o lado e pegou seu escudo novamente, o acertando em cheio na cabeça da loira e vendo-a cambalear para trás até que suas costas batessem na parede. O escudo voltou com a mesma velocidade que foi lançado, e Steve se virou para Natasha.
– Tudo bem? — perguntou-lhe, vendo que sua respiração estava ofegante.
– Não importa agora, Bucky precisa sair desse lugar — respondeu, sua voz transbordava preocupação, e o loiro percebeu isso.
– Você mentiu.
– Vai querer mesmo falar sobre isso agora?! — gritou ela. A ruiva já havia passado por muita coisa naqueles últimos dias e podia jurar que se Steve insistisse naquele assunto ela iria colocar uma granada na boca dele.
O Capitão ficou sério e cedeu, andando até o outro lado da cadeira e ajudando-a a levantar Bucky, que por sinal era muito pesado. Os dois tiveram que fazer um grande esforço para conseguirem andar com ele, mas antes que chegassem a porta, Natasha ouviu o barulho de uma arma sendo disparada e viu Rogers cair no chão com a mão na perna. Consequentemente, ela caiu no chão juntamente com James, que deu um gemido de dor, sinal de que ele não estava morto, e isso deixou a ruiva aliviada. Ela viu que Yelena se levantava e estava com sua arma em mãos.
– Por que você não morre?! — disse Natasha, calmamente enquanto se levantava, deixando Bucky no chão ao lado de Steve.
– A única que vai morrer é você — a loira bufou de raiva e largou a arma, correndo na direção de Natasha e tentando lhe dar um soco, mas se viu socando o ar enquanto a ruiva havia passado por debaixo dela e lhe dado uma banda, fazendo-a bater com as costas no chão. A ruiva sabia que se tentasse uma luta corpo a corpo com ela perderia, porém sentia a necessidade de espancá-la até que deformasse seu rosto falso.
Agente Romanoff não perdeu tempo, chutou o rosto de Belova com força e depois ficou por cima dela, lhe dando vários socos. As mãos dela logo começaram a ficar vermelhas, no entanto, a ruiva não parava de socá-la. A pele falsa no rosto de Yelena começava a se desfazer e um sorriso macabro se formava em seu rosto metálico.
– Já terminou? — debochou ela, dando apenas um tapa no rosto de Natasha e vendo a ruiva ser lançada a vários metros de onde estava.
Natasha mal tinha percebido o que havia acontecido, tudo havia sido muito rápido, mas ela estava disposta a não desistir. Quando se levantou, sentiu uma mão em seu ombro e foi jogada violentamente contra a parede, sentindo todo o seu corpo tremer por alguns segundos.
Ela levantou os olhos e viu ser Bucky quem a empurrara para longe de Yelena e apenas uma palavra passou por sua mente naquele momento: "Merda..."
– Bucky, o que você está fazendo? — perguntou ela, andando na direção dele, mas logo sendo empurrada novamente para a parede pelo braço de metal do soldado em seu pescoço. Os olhos dele estava vazios, livres de emoções e isso fez Natasha sentir seu coração gelar de nervosismo.
– Mate-a — os dois ouviram Yelena dizer e sem hesitar, Bucky pegou a arma no coldre de Natasha e apontou na direção da sua cabeça. Quando ele ia apertar o gatilho, Steve segurou seu braço e o puxou para trás, caindo de costas e empurrando as costas de Bucky com seus pés, o jogando por cima de si até o outro lado da sala.
O soldado se levantou e correu na direção de Steve, lhe dando alguns socos que foram bloqueados pelo loiro. Rogers sentiu que um dos socos passara despercebido e acertara sua barriga, o deixando quase sem fôlego por conta da força que ele usou ao desferir o golpe, então sentiu o cotovelo de Barnes bater contra seu maxilar e o empurrar no chão.
Steve ergueu o rosto, cuspindo um pouco de sangue e então sentindo o braço biônico dele envolveu seu pescoço, na tentativa de tirar seu ar. O Capitão tentou sair daquela posição, mas agora ele estava mais forte, apertando cada vez mais o braço ao redor da garganta do herói.
Natasha ainda estava em choque só por ver a imagem de Bucky apontando uma arma em sua direção. Não era a primeira vez que isso acontecia, por outro lado, dessa vez foi diferente. Ela não acreditava que ele tivesse se esquecido dela, não tão facilmente. A ruiva o viu dizer algo que pareceu alemão, mas que ela não compreendeu por não estar prestando muita atenção, e então o viu largar Steve, desmaiado, no chão.
Nesse momento, a porta se abriu e Madame Hidra entrou, sua expressão era de irritação ao ver a bagunça que o local estava, mas ela pareceu ignorar e olhou para Bucky.
– Você foi bem útil, soldado — disse ela, sorrindo e mostrando uma seringa com um líquido vermelho nas mãos. — O soro é nosso.
Natasha suspirou e caiu sentada no chão. Já havia esgotado todas as suas forças, mal aguentava ficar com os olhos abertos, e agora, Bucky não fazia ideia de quem ela era e o mundo estava prestes a ser dominado pela Hidra e seus super-soldados. Não tinha como piorar.
– Leve-os para a sala vinte e dois, quero que vejam a preciosa agência deles ser destruída.
– É melhor matá-los logo — disse Yelena, apontando sua arma na direção de Natasha.
– Quero que vejam tudo pelo que lutaram ser destruído — a mulher de cabelos esverdeados riu e saiu da sala, sendo seguida por Belova, que puxou Natasha pelo braço para fora enquanto Bucky arrastava Steve atrás delas, o escudo dele em sua mão direita.
Eles passaram por vários corredores até chegar a uma sala com um grande monitor pendurado na parede. As paredes da sala eram de metal puro e havia uma pequena máquina no centro, algo que não parecia nada ameaçador. Haviam alguns agentes lá, porém não mais do que trinta, todos concentrados em seus computadores.
Madame Hidra se posicionou ao lado da máquina, com a seringa em mãos, e sorriu de lado.
– Quando eu colocar o soro aqui dentro, teremos uma quantidade suficiente para fazer um exército e logo depois atacaremos a SHIELD. Ah, e como eu poderia deixar de agradecer a agente Romanoff que trouxe o nosso querido Winter Soldier de volta.
– Vai se ferrar! — disse Natasha, já impaciente com toda aquela ladainha. Ela sentiu Yelena dar uma pancada com a parte debaixo da arma em sua nuca, a fazendo cair de joelhos.
– Soldado, ela não precisa ficar viva — disse Madame Hidra, entregando uma arma para ele.
Bucky assentiu com a cabeça e soltou Steve no chão, segurando a arma com sua mão biônica e andando na direção de Natasha. A ruiva olhou para cima e viu mais uma vez aquela cena dolorosa, ele apontando uma arma para ela.
– Acaba logo com isso — disse a ruiva, suspirando e olhando para Steve. Ela podia jurar que viu sua mão se mexer, então pensou que ele estivesse acordando.
– Agora! — Steve gritou e Bucky jogou a arma para trás. O loiro se levantou rapidamente, segurando a pistola e atirando na perna dos agentes que estavam mais próximos deles. James, então, pegou outra arma em seu coldre e atirou em Yelena, a afastando de Natasha, que estava completamente confusa. Ele segurou a ruiva pelo braço e a puxou para trás de uma mesa de metal ao ver que os agentes da Hidra começavam a sacar suas armas.
Steve se juntou a eles e virou a mesa, a usando como um escudo conforme os tiros vinham na direção deles e eram defendidos pela camada grossa de metal.
– O que foi isso?! — gritou Natasha, dando um soco em Steve e olhando confusa para Bucky.
– Eu também não sabia, mas enquanto lutávamos ele usou um código em alemão que usávamos na Guerra — respondeu Steve, calmamente enquanto pegava seu escudo com Bucky.
– E que porcaria de código era esse? — Natasha não queria demonstrar, mas estava aliviada e ao mesmo tempo com raiva por ter sido enganada pelos dois.
– Fingir de morto até a hora certa — disse Bucky, recarregando sua arma.
– Por que sua memória não foi apagada? — agora o tom de voz dela demonstrava menos raiva e mais curiosidade.
– Eles queriam apagar Natasha Romanoff da minha mente, mas esse nome não existia, o seu é Natalia Romanova. Por sorte o Steve destruiu a máquina antes de apagar o resto, mas eu sinto que além de terem tentado apagar eles também colocaram informações da Hidra na minha mente... Acho que consigo explodir esse lugar — disse ele, deixando os dois surpresos.
– Você agiu como se quisesse me matar! Por que não me disse o que estava fazendo? — Natasha começava a ficar frustrada. Ela odiava que escondessem os planos dela, principalmente ser feita de boba.
– Eu estava atuando, aprendi com a melhor — ele lançou um olhar frio para ela, que fez até mesmo Steve se sentir desconfortável.
– Ah, pessoal, podem falar disso mais tarde? — Steve notou que os agentes da Hidra se aproximavam conforme atiravam mais.
– Do que você está falando? — gritou ela, sem saber o motivo da grosseria dele e ignorando Steve por completo.
– Eu ouvi o que você disse sobre mim! Não precisa mais fingir, o soro do Zola já está nas mãos do inimigo, vocês não precisam mais de mim — gritou ele, apertando com força a arma em suas mãos.
– Você acreditou naquilo?! Por Deus, James, não sabia que você era tão estúpido!
– Sério, vocês vão ter muito tempo para falar sobre isso mais tarde — comentou Steve, tentando não passar o desespero que sentia ao ver mais agentes entrarem na sala.
– Eu só disse tudo aquilo porque o seu amigo cabeça dura aqui — ela apontou para Steve. — Ficou me aborrecendo e me importunando para que dissesse que estávamos juntos, mas naquele momento, se alguém descobrisse, pensariam que a Yelena estava certa sobre tudo e que você era um assassino! Eu não podia deixar que isso acontecesse, então menti. Tudo o que eu disse foram mentiras para esse loiro impaciente calar a boca!
– Eu estou aqui, você sabe, né? — disse Steve, atirando para manter os agentes da Hidra longe enquanto seus melhores amigos tinham uma DR. Aquilo era realmente estranho para ele.
Bucky se sentiu um idiota após ouvir isso, ele fora um tolo por acreditar que aquelas palavras eram mesmo verdade, mas agora não era realmente a hora ideal para que eles discutissem aquele assunto. Ele percebeu que os agentes se aproximavam, então olhou para Steve.
– Nos dê cobertura, Nat, mantêm a Belova ocupada enquanto eu pego o soro e explodo a base — disse ele, segurando sua arma firme em suas mãos.
– Ótimo, eu vou matá-la — Natasha pegou a arma de Steve e saiu de trás da mesa, rolando no chão até o outro lado da sala e atirando no ombro e na perna de dois agentes. Ela parou atrás de uma escrivaninha aonde havia um computador grande, centenas de fios eram ligados a ele e ela deduziu que seria o principal.
A ruiva pegou mais munição que havia em seu cinto e se levantou mais uma vez, atirando contra os agentes da Hidra, que não estavam mais com suas atenções voltadas para Steve e Bucky, dando a eles tempo para saírem de trás da mesa. Ela continuou a atirar até que sentiu alguém lhe dar um soco pelas costas, fazendo-a ficar um pouco desorientada, mas a agente logo se virou, dando uma cotovelada no rosto da loira.
Yelena então segurou o braço dela e a jogou com força no chão, fazendo algumas rachaduras se formarem no mesmo.
– Suas últimas últimas palavras, Romanova? — perguntou ela em russo e com um sorriso no rosto.
– Você é uma vadia escrota — disse a ruiva calmamente enquanto deslizava sua mão para a parte de baixo da escrivaninha. Yelena riu e então apontou a arma diretamente para a cabeça da ruiva, contudo, antes que puxasse o gatilho, a ruiva arrancou um dos fios mais grossos que ligavam o computador, vendo algumas faíscas saírem dele e o pressionou contra a barriga de Belova. Uma corrente elétrica se alastrou pelo corpo dela e a vilã não conseguiu mais mover um dedo. As luzes do local começaram a piscar freneticamente até que a cabeça dela explodiu pela força do choque.
Natasha suspirou aliviada e empurrou o cabo para longe de si, vendo o corpo robótico de Yelena cair no chão. Steve usava seu escudo para defender os tiros, e toda vez que via alguém ameaçando atirar em Bucky ou Natasha jogava seu escudo nessa pessoa.
Bucky viu Madame Hidra se aproximar da saída e correu atrás dela, a empurrando contra a parede com força. Ela pegou uma faca que havia em sua cintura e tentou acertar a cabeça dele, mas o soldado segurou seu braço e tentou pegar a seringa em sua outra mão, mas a vilã lhe deu uma joelhada na barriga, vendo-o se afastar um pouco.
Ele deu um passo para trás, vendo-a tentar cravar a faca em seu pescoço, mas segurando o braço dela a tempo e dando um chute, não tão forte, em sua barriga. Madame Hidra sentiu suas costas baterem violentamente contra a parede e o impacto a fez soltar a faca e a seringa, que Bucky pegou antes que caísse no chão.
– Destrói isso logo! — gritou Natasha, derrubando um dos agentes da Hidra.
– Tenho uma ideia melhor — disse ele, correndo na direção dos computadores.
Steve conseguiu derrubar o último agente e olhou para Bucky, que digitava alguns números no computador rapidamente.
– É, vou conseguir explodir esse lugar, saiam rápido, estou bem atrás de vocês — ele se virou para Steve, que assentiu com a cabeça e andou na direção de Madame Hidra, a puxando pelo braço e a levando para fora da sala quase que totalmente destruída.
Natasha se aproximou de Bucky e o viu com uma expressão de dor por um segundo, mas então voltou ao normal. Ela colocou a mão no ombro dele e o virou para que pudesse encará-lo.
– Está ferido? — perguntou-lhe, claramente preocupada.
– Não, eu estou bem — respondeu, dando um leve e rápido sorriso, que rapidamente se desfez ao ver um dos agentes da Hidra se levantar e apontar a arma para as costas da ruiva na sua frente. Ele a puxou para o lado e a bala acertou seu braço, mas ele pareceu não sentir, logo pegando sua própria arma e atirando no peito do homem.
– James! — gritou Natasha, colocando a mão no local aonde a bala havia entrado e já se precipitando ao pressionar o ferimento, mas não havia sangue escorrendo do mesmo.
– Ele errou — disse Bucky, a puxando para a saída.
– Eu vi ele acertando, não me diga que ele errou! — indagou ela. A ruiva odiava quando a puxavam daquela maneira, e mesmo que tenha sido por ele, isso a deixara irritada.
– Se fossem inteligentes teriam me matado — comentou Madame Hidra quando os dois saíram da sala.
– Você não vai escapar dessa tão fácil, vamos te levar para a SHIELD onde vai ser julgada e passar o resto da sua vida na cadeia — disse Steve, segurando-a pelo braço e vendo-a revirar os olhos como se estivesse entediada. — O que você fez no computador?
– De alguma forma a Hidra possui mais informações sobre mim do que a SHIELD, assim que eu acionar a auto destruição da base todas essas informações vão sumir — disse Bucky. — O único problema é que não há contagem regressiva, então eu vou ter que acionar manualmente — ele se virou para Natasha e colocou a seringa nas mãos dela, olhando em seus olhos antes de entrar na sala novamente, vendo a porta se fechar atrás e si. Natasha e Steve ficaram parados, se perguntando se aquilo era mesmo sério.
– James Buchanan Barnes, você ficou maluco!? — gritou Natasha, tentando abrir a porta de metal grossa. Havia uma pequena janela de vidro reforçado na mesma e Natasha pode ver ele se aproximar.
– Eu preciso fazer isso, e agora que vocês tem a Madame Hidra vai facilitar o trabalho de eliminar a Hidra de uma vez — disse ele, mas Natasha deu um soco no vidro, fazendo-o trincar.
– Não quero saber do seu plano estúpido de salvar o mundo, podemos dar um jeito nisso depois, mas sai dessa sala agora! — gritou a ruiva, dando outro soco no vidro.
– Confia em mim, eu não posso explicar agora, mas preciso que vocês saiam — ele olhou para Steve através do vidro completamente rachado. — Se ela insistir em ficar, tira ela daqui.
– Bucky, nós não vamos sem você! — disse o loiro. O soldado apenas revirou os olhos e virou as costas, correndo na direção dos computadores novamente. Natasha continuou a socar e a chutar a porta, conseguindo apenas amassa-la e fazer sua mão ficar quase que totalmente em carne viva. Steve batia com seu escudo na porta, mas ele havia sido feito para receber impacto, não para abrir portas de aço reforçado. O Capitão continuou a bater, mesmo que não estivesse adiantando muito, até ver a sala onde antes estavam explodir.
Ele colocou seu escudo nas costas e segurou Natasha pela cintura, a afastando da porta, por mais que ela tentasse resistir. O loiro segurou o braço de Madame Hidra com a outra mão e a empurrou para que corresse na direção da saída quando o prédio todo começou a explodir e desabar. A ruiva tentava se soltar da pegada de Rogers, contudo ele era mais forte e conseguiu carregá-la até o lado de fora, mesmo também não querendo acreditar no que Bucky havia feito.
No momento em que os três chegaram ao lado de fora, o prédio explodiu por completo. Eles sentiram a força da explosão os lançarem para mais longe do local, caindo à alguns metros de onde antes ficava a base da Hidra.
– Quando eu sair da prisão, vou matar os dois por terem feito isso — vociferou Madame Hidra, olhando furiosa para Steve e Natasha. A ruiva e o Capitão olhavam pasmos para o local da explosão, sem acreditar no que havia acontecido. O corpo de ambos estava imóvel, até que Natasha se levantou e correu na direção dos destroços em chamas. Antes que tivesse a chance de se aproximar, sentiu alguém lhe puxar e se viu tendo seus dois braços segurados por Steve, que por trás da máscara tinha seus olhos marejados como os dela.
Naquele momento, ela sentiu que não importava mais, esconder seus sentimentos ou não. As lágrimas que se formavam em seus olhos começavam a rolar por suas bochechas, ela logo se viu abraçando Steve com toda sua força, sentindo-se com as emoções de uma criança que acabara de ter seu coração despedaçado. O soldado a abraçou de volta, percebendo que a ruiva chorava e não podendo mais evitar que as lágrimas em seus olhos caíssem também.
Natasha afundou seu rosto no peito dele, sentindo que apertava algo em suas mãos. Ela se afastou um pouco, olhando para sua mão esquerda e viu a seringa que Bucky havia lhe dado, mas para sua surpresa, estava vazia.
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