Amor Soviético

1 Глава первая/Capítulo um - A little help


Notas iniciais
Olá leitores queridos! Obrigado por estarem lendo a minha fic.Eu não sei se sou a primeira a fazer uma fic da Natasha e do Bucky aqui, mas se eu não for me digam o nome da outra fic, pois eu adoraria lê-la! Eu shipo esse casal desde que eu vi o filme e não pude esperar para escrever essa fic. Se houverem erros de português me avisem, pois as vezes eles passam despercebidos. Aproveitem o capítulo :)

O som da música alta ecoava pelas paredes do bar, que fedia a cerveja, sexo e homens que não tomavam banho há dias. A tinta das paredes estava gasta e haviam marcas de sangue espalhadas pelo chão, indicando que já haviam ocorrido uma série de brigas naquele local desprezível.

No meio do salão, quatro homens parrudos jogavam sinuca enquanto bebiam suas cervejas. Todos estavam concentrados no jogo, porém o barulho da porta se abrindo fez com que olhassem para a entrada, vendo um homem alto com cabelos longos e escuros entrar. Ele usava roupas surradas, uma blusa preta, uma jaqueta de couro marrom, uma calça jeans e uma luva cobrindo uma de suas mãos.

O estranho andou por entre as mesas do bar sem dar atenção aos olhares que recebia e se sentou perto do balcão, mantendo seus olhos fixos nas bebidas a sua frente.

— Vai querer alguma coisa? — o barman perguntou.

— Eu não sei — respondeu ele, com a voz firme, como se estivesse irritado por não saber.

— Um dry martini para mim e uma água para ele — antes que pudesse pensar mais, ouviu uma voz feminina atrás de si, sentiu seu sangue gelar ao se virar e ver a mulher ruiva se aproximando dele.

Ela usava uma blusa vermelha, um casaco de couro preto por cima e uma calça legging da mesma cor. Seus cabelos estavam um pouco maiores desde o último encontro que eles tiveram e mais cacheados.

— Vai dizer que já se esqueceu de mim? — ela deu um leve sorriso com o canto dos lábios, sentando-se ao lado dele. — Se esse for o caso, sou Natasha Romanoff, a mulher em quem você atirou há algumas semanas atrás.

— Eu sei quem é você — Bucky respondeu, fria e impacientemente. — O que veio fazer aqui?

— James, — ao ouvir ela dizer esse nome, ele se obrigou a desviar o olhar de volta para as prateleiras de bebidas a sua frente. — Steve me disse que esse era o seu nome. Ele está procurando por você.

Bucky permaneceu em silêncio. Não se lembrava de nada, porém alguns flashes passavam por sua cabeça, cenas de batalhas, guerras, dele lutando ao lado de Steve Rogers, o Capitão América. Por mais que quisesse eliminar essas memórias e seguir em frente, sua mente parecia não aceitar isso e o fazia se lembrar a todo momento.

— A SHIELD e a Hidra estão atrás de você também — Natasha usou um tom mais sério agora. — Se qualquer uma delas pegar você, vai transformá-lo em uma arma novamente. Eu vim lhe oferecer ajuda.

— Eu não preciso da sua ajuda! — ele vociferou, chamando a atenção do barman, que se aproximava com relutância, deixando as bebidas deles sobre o balcão e se afastando novamente.

— Vai precisar, acredite — a ruiva bebeu um gole de seu martini e olhou para a porta, onde ouviu o barulho de um helicóptero pousando. A luz que emanava dele era tão forte que era quase impossível não se notar, e isso fez Bucky se levantar bruscamente.

Uma mulher de cabelos esverdeados longos entrou no salão. Ela usava um sobretudo preto com o símbolo da Hidra perto de seu ombro esquerdo, havia uma pistola em sua mão, porém era claro que uma arma bem maior estava escondida debaixo do casaco longo.

— Ah, finalmente o encontramos — o sotaque o fez perceber que ela era da Hungria, parecia confiante e paciente enquanto andava na direção dele. — Venha conosco, Winter Soldier. A Hidra ainda não terminou com você.

— Acha que vai ser tão fácil assim? — Bucky removeu sua jaqueta, revelando seu braço biônico e já se preparando para uma luta.

— Madame Hidra, faz muito tempo que não a vejo — Natasha ergueu seu martini, bebendo mais um gole dele enquanto encarava a criminosa.

— Viúva Negra, — Madame Hidra cuspiu as palavras e olhou com nojo para a ruiva. — Pensei que já estivesse morta.

— Muitos do seu tipo tentaram, nenhum conseguiu — ela deu um sorriso sem humor e olhou para Bucky, que parecia preparado para qualquer coisa que pudesse acontecer.

— De qualquer forma, a SHIELD não terá o Winter Soldier. Ele pertence a nós e vamos levá-lo por bem ou por mal — ela estalou os dedos e vários homens armados entraram no local, fazendo os civis ali presentes começarem a se afastar ou sair pelos fundos.

Bucky ficou irritado ao perceber que estava sendo disputado por duas agências de espionagem como um brinquedo de cachorro. Como se não bastasse sua mente estar uma bagunça, ele ainda precisava aturar toda essa ladainha. Barnes cerrou os punhos e estalou o pescoço, olhando para os homens que o cercavam e já decidindo como mataria eles.

— Quem é o primeiro? — no momento em que terminou de falar, um dos homens atirou em sua direção.

Bucky usou sua mão biônica para desviar o tiro, que teria acertado seu rosto, e correu na direção do homem que havia atirado, dando-lhe um soco na garganta e logo depois uma cotovelada na barriga, fazendo-o cair de joelhos. Então, com as mãos em ambos os lados do rosto de seu oponente, ele quebrou seu pescoço com um movimento rápido e quase imperceptível.

Todos os outros logo ficaram hesitantes, mas começaram a atirar nele à distância. Winter Soldier correu para trás do balcão e ficou um tempo abaixado, colocando a mão em sua cintura a procura de sua arma, logo se lembrando que a havia perdido em sua última luta contra Steve.

— Você não vai conseguir sair sozinho sem ser morto ou seguido — ele ouviu Natasha dizer. Não fazia ideia de como ela havia ido parar do seu lado, mas não questionou quando ela lhe entregou uma arma. —Vai aceitar minha ajuda agora?

— Não quero sua ajuda! — ele tentava falar mais alto que os tiros, e ela revirou os olhos por causa da teimosia dele.

Parecia que os agentes da Hidra não ficavam sem munição, o que significava que eles ficariam atrás daquela bancada por um longo tempo se não planejassem algo.

— Eu sei que você está confuso, que não se lembra de nada relacionado ao seu passado e é horrível se sentir vazio. Pelo o que o Steve me contou, você não merece isso, ninguém merece — Natasha usava um tom compreensivo, porém impaciente. Fazia muito tempo que ninguém se dirigia a ele com tanto respeito. — Eu tenho um carro. Posso levá-lo para um lugar seguro até que a Hidra saia da sua cola.

Bucky ficou calado, pensando. Ela era da SHIELD, certamente iria tentar levá-lo para lá onde seria obrigado a encarar seu passado e provavelmente teria sua memória apagada novamente para que se tornasse uma arma como era antes.

Я не враг (Eu não sou sua inimiga) — Nat falou em russo, pensando que ele poderia sentir-se mais a vontade falando em russo, uma língua que havia sido obrigado a falar por anos.

Ele pensou por mais alguns segundos e então assentiu, carregando sua arma e se levantando rapidamente quando percebeu que os homens estavam finalmente recarregando as deles.

Um tiro na cabeça de cada homem foi o suficiente para que eles caíssem no chão, e isso fez com que mais agentes começassem a entrar. Estes eram mortos por Natasha, que atirava com a mesma precisão de Bucky. Enquanto atiravam, os dois correram na direção da porta dos fundos e saíram do barna primeira oportunidade que tiveram, até uma picape azul estacionada do outro lado da rua.

Eles ouviram mais tiros e a ruiva deu partida no momento em que entraram, dirigindo o mais rápido que pode na direção de uma trilha que cortava por uma floresta, onde conseguiriam despistar o helicóptero com mais facilidade.

Bucky olhou para Natasha, percebendo que nenhum deles estava sem fôlego ou agitados. Já haviam feito aquele tipo de coisa tantas vezes, participado de inúmeros tiroteios e matado milhares de pessoas, era tudo normal para os dois. Não conseguia pensar em outra pessoa que desse conta daquela situação tão bem quanto ela, se perguntava se isso tinha a ver com o fato de ela ser a melhor agente da SHIELD, ou se era algo mais.

— Conheço um hotel do outro lado da cidade. Vamos chegar lá em duas horas, então pode descansar se quiser — ela olhou para ele por um segundo e depois voltou seus olhos para a estrada.

— Eu nunca fico cansado — ele respondeu de forma fria e virou o olhar para a janela.

— Você tem resposta para tudo — Natasha balançou a cabeça em sinal negativo.

Ela pensava em como ele podia ser tão frio quanto ela, mas a resposta veio junto com a pergunta: Suas emoções haviam sido apagadas junto com sua memória. Ele não sentia afeto, compaixão e nem amor.

Notas finais
'~' Me digam se está bom, pessoal!! [Revisado 10/12/2017]