Amor Soviético

12 Глава двенадцать/Capítulo doze - Keep your enemies close... But not so close


Notas iniciais
Olá leitores amados, Espero que tenham sentido a minha falta, porque eu senti a de vocês. Hoje teremos um capítulo que pode conter cenas explícitas de violência extrema (adorei escrever isso) e também muitas surpresas. Ah, e a fic vai ter mais uns três capítulos antes do fim. Passou tão rápido que eu nem percebi! Aproveitem esse novo capítulo!

Logo que o avião pousou, Steve e Bucky foram para a sala Fury, que havia mandado uma mensagem pedindo que eles fossem lá. Apesar de terem passado dez horas dentro de um avião e quase terem sido mortos, eles obedeceram.

O Capitão percebeu que Bucky estava menos tenso e parecia ter conseguido acalmar sua mente, e isso o deixou feliz. Os dois subiram pelo elevador até o último andar e quando as porta se abriram, andaram pelo corredor até chegar a sala do diretor.

– O que aconteceu? Por que precisa de nós com tanta urgência? — perguntou Steve. Nick ficou em silêncio, sua expressão era séria e nada amigável, o que mostrou aos dois que ai vinha notícia ruim.

– Quando foram verificar o galpão de armas que vocês haviam explodido não encontraram nada. Vocês explodiram uma sala vazia — essas palavras pegaram Bucky de surpresa, mas Steve já suspeitava disso ao ver que a passagem secreta havia sido trancada.

– Alguém já sabia do plano e avisou a Hidra. Temo que tenhamos outro traidor na SHIELD — disse Rogers.

– Isso é impossível, todos os agentes passaram pelo teste do polígrafo e tiveram seu passado investigado, ninguém tem nenhuma ligação com a Hidra — argumentou Fury.

Steve pensou que nem todos haviam tido seu passado investigado, já que eles não sabiam quase nada sobre Yelena Belova. Natasha já suspeitava que ela fosse uma traidora, mas nunca teve como provar, e ele não poderia acusar alguém sem provas. Ele precisaria investigar isso mais a fundo.

– Tente de novo, com certeza vai achar algo suspeito — dizendo isso, Steve virou as costas e saiu da sala. Bucky foi junto, ambos frustrados por quase terem morrido por nada, mas não poderiam fazer nada para mudar isso.

Enquanto caminhavam, um dos agentes parou James no corredor e lhe entregou um Iphone preto, indo embora sem dizer uma palavra. Steve e ele encararam o telefone, pensando o que aquilo significava, então o aparelho começou a vibrar e o número na tela era desconhecido pelos dois. Quando Bucky atendeu, não disse nada, apenas ficou esperando a pessoa do outro lado dizer alguma coisa.

– Como se saiu na missão?– ele ouviu a voz de Natasha dizer em russo, e isso fez um sorriso se formar em seu rosto, deixando Steve curioso.

– Como sabia? — perguntou o soldado, também em russo.

– Fury me disse que havia saído em missão com o Steve. Vocês estão se dando melhor agora?

– Eu... acho que sim — ele olhou para Steve e deu um leve sorriso. O Capitão queria muito saber com quem ele estava falando, mas se ele estava falando em russo, provavelmente era com a Natasha. Isso deixou ele ainda mais curioso e sua suspeita de que havia algo entre eles só aumentou.

– Eu vou para o refeitório — disse ele, apontando para o fim do corredor. Bucky assentiu e continuou a falar com ela, vendo o loiro ir embora.

– E como vai a sua missão? — perguntou ele, se afastando um pouco das pessoas que passavam pelo corredor.

{Alemanha, Berlim}

Natasha andou no meio das pessoas que estavam na festa dentro do cassino aonde ela estava infiltrada. Clint estava do outro lado, sempre alerta e vigiando tudo a sua volta, e como nada havia acontecido ainda, ela resolveu ligar para saber como as coisas estavam indo com o Bucky. Mesmo estando fora por apenas dois dias, a ruiva já sentia falta dele e ficou preocupada ao saber que ele estava indo em uma missão.

– Está tudo bem, mas meu vestido é muito apertado — ela sorriu e olhou para baixo para o vestido vermelho justo que usava.

Vestido? Nossa, eu adoraria ver essa cena– disse Bucky, completando com uma risada.

– Engraçadinho — ela riu e então se aproximou de uma grande janela que havia perto de onde estava, olhando para as luzes da cidade não muito longes. — Eu sei que vai parecer meio bobo, mas estou com saudade.

– Eu também, Nat– ouvir ele dizer isso a fez sorrir, então ela ouviu outra voz do outro lado da linha, a de uma mulher.

– Bucky!– no começo ela não pode ouvir direito, mas sabia que conhecia aquela voz.

– Quem está ai? — perguntou a ruiva, colocando a mão no outro ouvido para poder ouvir melhor.

Ninguém, é que...– ele tentou dizer, mas a voz o interrompeu.

Agora eu sou ninguém, fofo?– dessa vez a voz foi muito nítida. Natasha sentiu raiva, ou melhor, ódio, mas respirou fundo, abriu a janela e jogou o telefone para fora. Depois disso ela fechou a janela e voltou para a festa, tentando se concentrar apenas na missão, mas com vontade de pegar um voo de volta para os Estados Unidos só para matar aquela vadia oxigenada.

{Estados Unidos, Nova York — Base da SHIELD}

– Natasha...? — Bucky tentou dizer algo, mas a ligação caiu.

– Quem era? — perguntou Yelena, com um sorriso em seus lábios vermelhos. James sabia que Natasha havia ouvido a voz de Belova e agora devia estar com raiva. Ele suspirou e guardou o telefone no bolso de sua calça, se virando para a loira sem um pingo de vontade de falar com ela.

– O que você quer? — perguntou ele.

– Saber como foi sua missão. Todos os agentes querem uma missão com o Capitão América, você teve sorte — ela sorriu mais abertamente.

– Eu não sou um agente, só fiz aquilo porque precisavam de mim.

– É uma pena, eu adoraria ver você todos os dias aqui na base — ela mordeu o lábio inferior e o puxou pelo braço na direção do refeitório. — Vamos, estão todos querendo saber como foi a missão.

Ele odiava ser puxado daquela forma, se ainda fosse o Winter Soldier com certeza teria matado ela, mas ele parecia não sentir mais a necessidade de matar. Agora ele se sentia no controle de sua própria mente e isso o deixava mais tranquilo.

Quando chegaram, Yelena abriu a porta e viu Steve conversando com Sharon, Sam, Hill e Tony.

– Você está muito machucado, precisa descansar — disse Sharon para Steve.

– Eu estou bem, mas se não fosse pelo Bucky eu estaria morto — o Capitão olhou para o amigo e sorriu.

– Oh, o picolé 2 está de volta — Tony sorriu e se sentou em uma das cadeiras que haviam lá. — E então, já que os dois não morreram, estão prontos para o aniversário da loirinha? — ele perguntou, olhando para Sharon.

– Não perderia isso por nada — Steve sorriu para ela, que desviou o olhar para o chão, mas sorriu de volta, então limpou a garganta e olhou para os outros.

– Quero todos lá hoje, entenderam? — disse ela.

– Conte comigo — disse Sam, erguendo a mão. — Dois meses sem nenhuma festa foi dureza, preciso relaxar.

– Todos vamos — Yelena olhou para Bucky sorrindo.

– Ah, não sei se é uma boa ideia — ele conseguiu fazer a loira soltar seu braço e se afastou dela.

– Qual é, Bucky, eu insisto. Você é novo por aqui, vai ser bom conhecer o pessoal — disse Sharon.

– Também acho que vai ser bom para você — Steve olhou para ele como se dissesse que estava tudo bem e que nada de mal iria acontecer se ele fosse.

– Tudo bem — Bucky cedeu. Ao ouvir isso, Yelena se deu por satisfeita e deixou a sala, indo na direção do seu quarto. Ela colocou a mão no ouvido onde havia um comunicador e sussurrou:

– Fase um completa, quero todos os arquivos sobre o Winter Soldier enviados para o meu celular em dez minutos e fiquem atentos ao meu sinal.

§

Bucky tentou mais uma vez ligar para Natasha, sem sucesso. Já faziam horas que ele tentava, mas o número estava fora de área. Ele pensou que ela podia ter destruído o telefone, o que era bem a cara dela, mas mesmo assim continuou tentando ligar. O soldado já estava pronto para a festa de Sharon, usava uma calça jeans escura e uma blusa preta com um casaco de couro por cima, mas estava pensando em desistir, pois não se sentia confortável com muitas pessoas ao seu redor.

Ele andava pelo quarto com o celular no ouvido quando ouviu alguém bater na porta e ao abrir, viu Steve, usando uma blusa azul marinho e uma calça jeans, e Tony, que usava uma calça jeans clara e uma blusa branca com um paletó cinza.

– Festa, agora — disse Tony, apontando para o corredor.

– É tarde para desistir? — perguntou Bucky, guardando o telefone em seu bolso.

– Sim — Steve sorriu e fez um sinal com a cabeça para que ele os seguisse.

James sorriu levemente e fechou a porta do quarto, indo para a saída junto com os dois. Tony deu uma carona para eles até uma casa de festas que ficava em Nova York. O local parecia uma mansão por fora e isso fez com que os três ficassem surpresos.

– Não pensei que fosse ser algo assim... — disse Steve, vendo vários agentes entrarem na casa.

– Eu gostei — Tony sorriu e tomou a frente, entrando primeiro do que os dois. Ao passarem pela porta, que ficava no meio de duas colunas de mármore, Bucky e Steve ficaram espantados com o tamanho do local por dentro. No segundo andar haviam várias mesas e era mais iluminado, enquanto no primeiro havia uma pista de dança iluminada apenas com as luzes coloridas e pela luz estroboscópica. Do lado direito havia um bar e do outro mais algumas mesas, mas com a pouca iluminação eles quase não conseguiam ver nada.

– Steve e Bucky, que bom que vieram — eles ouviram a voz de Sharon, que usava um vestido curto azul escuro, seus cabelos estavam presos em um coque e em seu rosto havia uma maquiagem leve. Steve sorriu e ficou sem palavras, o que fez Bucky rir.

– Feliz aniversário, Sharon — disse Bucky, dando uma cotovelada fraca nas costas do amigo para fazê-lo sair do transe.

– Você está linda — disse ele, fazendo a loira sorrir.

– Obrigada — ela olhou para o outro lado do salão e depois para ele novamente. — Tem alguns amigos que querem conhecer você, se importa de me acompanhar?

– Nem um pouco — ele sorriu e a seguiu no meio da multidão. Bucky se juntou a Sam e Tony, que estavam no bar conversando.

§

– Foi mal pelo tiro, Barton — disse Natasha, colocando uma atadura sobre o ferimento dele após remover a bala.

– Sem problema, ah! — ele deu um leve gemido de dor e se recostou na cadeira do avião. Durante a missão, Clint havia sido capturado e feito como refém, e para salvá-lo, ela teve que atirar em todos que estavam ao redor dele, incluindo ele mesmo. — Foi um belo tiro.

– Eu me desconcentrei, não devia ter me distraído e atirado em você — ela andava pelo avião, desconcertada. Não parava de pensar no que Yelena fazia com Bucky e parecia que o Steve não estava tentando mantê-los separados como ela havia pedido.

– Foi um erro compreensível, Nat, o bom é que estamos voltando para casa — assim que ele disse isso, o avião pousou e eles saíram, percebendo que a base tinha poucos agentes.

– Aconteceu alguma coisa? — Natasha perguntou, ajudando Barton a sair do avião.

– Acho que tem algo a ver com o aniversário da Sharon. Ela me convidou antes de a gente sair — disse Clint, se apoiando na ruiva com um braço enquanto segurava seu arco com a outra mão.

Eles então viram Fury falando com alguns guardas que cuidavam da segurança e se aproximaram dele.

– Nick, aonde foram todos os agentes? — perguntou Natasha, ficando preocupada com Bucky.

– Todos foram para a festa da agente Carter, inclusive seu amiguinho íntimo — disse Fury, sem tirar os olhos dos computadores que mostravam as filmagens de segurança.

– Ele não devia ter saído da base, ele está correndo perigo! — as palavras de Natasha saíram mais alto do que ela esperava.

– Diga isso a ele — Fury olhou para ela e então saiu da sala.

– Vamos, Barton — ela o puxou e o fez andar rápido na direção de um dos carros que havia na base.

– Calma, Nat, o que pode acontecer com ele em uma festa cheia de agente da SHIELD?

Ouvir essa pergunta a fez pensar em todas as coisas que poderiam acontecer e que Yelena poderia fazer, e isso a fez pisar fundo no acelerador, arrancando com o carro e indo na direção ao local da festa.

§

– Ele já está assim a duas horas, não vai rolar! — disse Sam para Tony, Bucky e Hill.

– Vamos dar uma chance para ele, eles estão conversando — disse Maria.

– Concordo, ele só precisa de tempo — disse Bucky, bebendo um gole do refrigerante em seu copo.

– Duas horas é demais, até mesmo para um cara lento igual a ele — Stark riu. Eles observavam enquanto Steve conversava com Sharon do outro lado do salão. Os dois estavam sentados em um sofá perto da pista de dança, a luz estava fraca, ninguém os incomodava e mesmo assim, ainda não havia rolado nada.

– Isso é frustante — disse Sam, rindo.

– Acho que ele gay — Stark comentou.

– Aposto que ele vai beijar ela e vocês vão ficar com cara de bobos — Maria sorriu e bebeu um gole de sua bebida.

– Duvido, ela vai beijar ele — disse Tony, se sentando em uma das mesas perto do bar.

Eles continuaram a observar a conversa dos dois e os viram rindo de alguma coisa, então houve um momento de silêncio entre eles e Sharon aproximou seu rosto do dele, mas Steve parecia não saber o que fazer, o que fez Tony e Sam rirem. Logo depois a loira colocou a mão na nuca dele e o puxou para mais perto, juntando seus lábios aos dele de forma delicada.

– Uhuu, ganhamos — Tony levantou as mãos.

– Nossa, nem vou comentar — Hill riu e se afastou deles, indo falar com outros agentes. Bucky apenas riu e olhou para o lado, vendo Yelena se aproximar e já pensando em uma desculpa para afastá-la.

– Parece que o Capitão está se divertido, mas e quanto a você? — ela sorriu e se posicionou ao lado dele no bar. Bucky colocou seu copo sobre o balcão e olhou para ela.

– Yelena, você é uma pessoa bem legal, mas eu não acho que seja uma boa ideia você ficar tão próxima de mim.

– É claro, só a Natasha pode ficar tão próxima de você — ela riu, mas ele permaneceu sério. — Foi mal, não devia ter dito isso, mas vocês não sabem disfarçar. E por falar nisso, é ela entrando pela porta?

Ao ouvir isso, Bucky olhou para a entrada e viu uma mulher ruiva entrar, mas não era Natasha, apesar de seu cabelo ser semelhante ao dela. Enquanto ele desviou o olhar, Yelena colocou um pó branco dentro do copo dele, que logo se dissolveu.

– Acho que foi alarme falso — disse ela, pegando uma taça de vinho que um dos garçons estava servindo. — Mas eu apoio totalmente o relacionamento de vocês, acho algo muito fofo. — Yelena sorriu e bebeu um gole. Bucky não respondeu, apenas pegou seu copo e bebeu um gole, sem sentir o gosto do que ela havia colocado em sua bebida. — Que tal irmos dançar?

– Acho melhor não — ele colocou o copo sobre o balcão novamente e ela fez o mesmo, o segurando pelo braço e o puxando na direção da pista de dança. Assim que colocou os pés nela, sentiu uma dor de cabeça repentina, e as luzes coloridas não ajudavam muito. A música alta fez com que ele ficassem confuso e sua visão começou a ficar embaçada, fazendo-o quase cair no chão, mas Yelena o segurou.

– Tudo bem, Bucky? — perguntou ela, fazendo-se de inocente. Ele tentou responder, mas as luzes pareciam ter ficado mais fortes e agora ele mal conseguia pensar, nem ver nada. — Acho melhor eu tirar você daqui.

Ela colocou o braço dele ao redor do seu pescoço e o levou para os fundos. Ele tentava focalizar sua visão, porém tudo a sua volta girava e seus sentidos pareciam estar entorpecidos.

Na entrada da festa, Natasha e Clint chegam e procuram por Bucky ou Steve. A ruiva andou no meio da multidão até ver Sam conversando com Tony.

– Cadê o Bucky? — perguntou ela, curta e grossa.

– Acho que está com a Belova — respondeu Stark. — Não fica com ciúmes. — ele deu um sorriso provocador para ela, que revirou os olhos e mais uma vez examinou o salão a procura dele. De repente, Natasha vê Yelena levar Bucky para uma sala que havia nos fundos e sente a raiva consumi-la novamente.

Nos fundos, Yelena empurrou Bucky para dentro do quarto pequeno que havia nos fundos e o colocou contra a parede, pegando uma seringa que estava escondida por debaixo de seu vestido. Ele não conseguia ver direito o que ela fazia, mas sabia que era algo ruim. Seus membros estavam moles como gelatina e ele estava a ponto de cair no chão.

– Isso só vai te fazer dormir um pouco, depois você vem comigo para a Hidra, bonitinho — ela sorriu e se preparou para injetar a seringa no pescoço dele.

Nesse momento, a porta atrás dela se abriu e Natasha ficou alguns segundos observando a cena, que não era nada agradável. Ela pensou que algo estava acontecendo, mas ao ver a seringa nas mãos de Belova, viu que era uma armadilha.

– Eu vou adorar fazer isso — a ruiva correu na direção dela e lhe deu um chute na mão, a fazendo soltar a seringa e, em seguida, deu vários socos no rosto da loira, mas não pareceu haver nenhum efeito nela e as mãos de Natasha doeram bastante.

Yelena sorriu malignamente e segurou Romanoff pelo pescoço, mas a ruiva deu um chute na barriga dela, sentindo como se tivesse acabado de chutar uma parede de metal e não podendo deixar de gritar de dor. A loira a jogou contra a parede, fazendo um grande buraco se formar na mesma e depois a segurou pelos cabelos, a jogando de cara no chão.

Natasha cuspiu sangue e se virou com destreza, entrelaçando suas pernas nas dela e fazendo-a perder o equilíbrio, porém ao invés de cair no chão, ela deu um mortal e caiu de pé do outro lado da sala.

– Eu sabia que você era uma espiã desde que voltou — Natasha se levantou e limpou o sangue que escorria pelo canto dos seus lábios. — Devia ter te matado quando tive a chance.

– Mas você já me matou uma vez — Yelena ficou séria e correu na direção dela, lhe dando uma série de socos que eram desviados por Natasha, mas a velocidade com que ela os desferia os golpes aumentava a cada segundo.

– Do que você está falando?! Você me desobedeceu e quando o plano deu errado você caiu no fogo, não foi culpa minha! — gritou Natasha, recebendo uma cotovelada no maxilar e caindo no chão um pouco desnorteada.

– Era minha missão, eu sempre fui melhor do que você! Mas você era sempre a favorita, sempre a espiã perfeita! — Yelena andou até ela e a segurou pela parte de trás do pescoço, levantando seu rosto. — Mas adivinha, agora eu sou melhor do que você. Depois de quase morrer queimada e a SHIELD ter me largado lá, a Hidra me encontrou e transferiu a minha consciência para...

Antes que ela terminasse, Natasha pegou sua pistola que estava presa em sua cintura e atirou na cabeça dela, a fazendo soltar seu pescoço e cair no chão.

– Odeio quando os vilões ficam de blá blá blá quando podem matar logo o herói — a ruiva se levantou e andou na direção de Bucky, que havia desmaiado e estava caído no chão. — James, acorda! — ela segurou o rosto dele e tentou acordá-lo, sem sucesso. — Bucky... — quando Natasha ia tentar acordá-lo novamente, sentiu alguém segurar o seu pescoço com força e a erguer, fazendo seus pés saírem do chão.

– Como eu dizia... — Yelena estava de pé com a bala presa em sua testa. — Eles transferiram minha consciência para um corpo robótico. — ela usou sua outra mão para tirar a bala e o Romanoff pode ver o interior do ferimento, totalmente feito de metal. Em segundos a pele dela cobriu o local onde a bala estava e o ferimento sumiu. — Depois que eu te matar, serei a espiã perfeita.

Quando ela ia quebrar o pescoço de Natasha, alguém bateu na porta.

– Nat, tudo bem ai dentro? — a voz de Clint foi ouvida e então Yelena soltou a ruiva no chão, que lutava para recuperar o oxigênio.

– Acho que vou ter que usar o plano B — a loira sorriu e então rasgou um pouco do seu vestido, para depois correr na direção da parede e derrubá-la, como se tivesse sido jogada com muita força. Toda a festa parou e Sharon pediu para o DJ parar a música, enquanto Steve correu até Yelena e a ajudou a se levantar.

– O que aconteceu? — perguntou Maria, se aproximando de Belova, assim como todos os outros.

– A agente Romanoff me atacou! — disse ela, simulando uma respiração ofegante e apontando para o buraco na parede. Segundos depois, Clint e Natasha saem da sala.

– Isso não pode ser verdade — diz Sam.

– Ela fez isso para proteger seu namoradinho, o homem que assassinou centenas de agentes da SHIELD, matou Howard Stark e quase matou Nick Fury! — gritou Yelena, fazendo todos olharem para Natasha.

– Já chega, eu mato essa vadia agora! — Natasha tentou ir até ela, mas Clint a segurou.

– Não piora sua situação — sussurrou ele.

– O homem que vocês conhecem como Bucky Barnes é o Winter Soldier e trabalhava com a Hidra, mas a Viúva Negra não exitou em colocá-lo dentro da nossa base para que ele descobrisse todos os nossos segredos. Ela é uma traidora — Yelena era ótima manipuladora e os agentes pareciam mesmo estar acreditando no que ela dizia.

Natasha se desvencilhou de Clint e andou na direção da loira com passos pesados, ficando cara a cara com ela.

– Guarde minhas palavras, Belova, eu vou te matar em um futuro não muito distante — disse a ruiva em russo.

– Estarei esperando sentada — retrucou ela, também em russo e deu um sorriso sínico.

– Vamos tirar o Bucky daqui — disse Barton, puxando Natasha pelo braço. Agora tudo seria um pesadelo inimaginável e ela teria que ser mais forte do que uma rocha para aguentar todas as bombas que ouviria a partir daquele momento, principalmente de Fury e Steve.

Notas finais
Quem quer matar a Belova?? Eu quero :) Sei aonde ela mora #PartiuMatá-la hahahaha' Espero que tenham gostado, me digam se houver algum problema! Kisses!