Amor Soviético

2 Глава вторая/Capítulo dois - Escaping from the past


Notas iniciais
Olá, leitores queridos! Agradeço pelos comentários, isso me dá muito apoio e faz com que eu queira escrever mais. Esqueci de dizer como irão funcionar as postagens: Eu faço estágio, o que indica que terei pouco tempo para postar durante a semana, mas com o feriado eu irei tentar postar quase todos os dias. Obs: Na minha versão, a SHIELD não acabou, mas sim está mais secreta do que antes, ou seja, nada de prédios gigantes com centenas de agentes. Achei isso mó furo no filme, porque, que agência de espionagem tem um prédio gigante no meio de Washington?! Ah, e o Fury continua sendo o diretor. Aproveitem!

Fury andava pelo corredor estreito, as paredes de titânio parecendo estarem prestes a se fechar conforme ele se aproximava da porta que dizia: "Apenas pessoal autorizado." Ele abriu a porta com um simples empurrão e ao entrar na sala, viu centenas de agentes mexendo em computadores e monitorando o mundo.

– Diretor Fury — ele olhou para o lado ao ouvir uma voz feminina chamar seu nome.

– Agente Hill — ele a cumprimentou com um leve aceno de cabeça.

– Alguns de nossos espiões descobriram que o Winter Soldier está indo para a fronteira do México — disse ela, se posicionando na frente dele.

– Rogers vai gostar de saber disso. Mande que ele e Natasha vão lá e... — antes que ele terminasse, Capitão America entrou na sala e andou na direção dos dois. — Chegou bem na hora.

– Do que você está falando? — perguntou ele.

– Encontramos seu amigo — ouvir essas palavras fez com que Steve fizesse uma expressão de surpresa. — Ele está indo para a fronteira do México. Se ainda acha que ele pode ser reabilitado, é melhor ir logo. Descobrimos que a Hidra também está atrás dele.

– Eu vou atrás dele — Rogers andou de volta para a porta, porém sentiu uma mão em seu ombro, logo se virando e vendo ser Fury.

– Eu estou deixando você fazer isso porque eu confio em você. Se o seu amigo ameaçar a SHIELD ou qualquer um nessa nave, serei obrigado a dar um fim nele de uma vez.

Steve não respondeu, apenas permaneceu sério. Ele então se virou para Fury e Maria e perguntou:

– Onde está a Natasha? — ele não a via desde o dia anterior e, apesar de não querer admitir, sentia falta dela.

– Pensei que estivesse com você — respondeu Fury. Steve ficou decepcionado, mas precisava encontrar Bucky, com ou sem a ajuda dela. Ele assentiu e então correu para fora da sala, indo na direção do hangar, onde pegaria um dos jatos para poder chegar a fronteira do México.

§

Natasha dirigia mais devagar, agora que já se aproximavam do hotel. De vez em quando ela olhava para Bucky, que não havia dito uma palavra desde que eles havia saído daquele bar. A indiferença e a falta de interesse dele pela própria vida a deixava com raiva, porém algo nele a fazia lembrar de si mesma.

A ruiva logo avistou o pequeno hotel na beira da estrada de terra e estacionou no estacionamento gigantesco que havia ao lado dele. O local não era grande coisa, mas por ser quase no meio de um deserto tinha muito espaço em volta. Natasha abriu a porta e saiu do carro, vendo Bucky fazer o mesmo. Ambos andaram até a porta principal, adentrando no saguão e vendo que o hotel estava vazio. Havia apenas uma mulher lendo uma revista no balcão, e ela parecia não ter notado os dois entrando.

Natasha se aproximou da mulher e começou a falar com ela em espanhol. Bucky não estava entendendo o que ela dizia, então se afastou e começou a olhar em volta, pensando se vir com ela havia sido mesmo uma boa ideia. Além de ser amiga de Steve, Natasha ainda era espiã da SHIELD, o que significava que ela poderia estar tentando levá-lo para a base deles.

– Vamos? — ele se virou ao ouvir a voz de Nat e viu que ela estava subindo as escadas. Sem dizer nada, ele a seguiu até o segundo andar e andou atrás dela por um corredor pequeno, vendo que haviam apenas três quartos por andar. — Ah, eu esqueci uma mala no carro. Pode ir entrando, eu te encontro logo. — ela entregou a chave para ele e desceu as escadas novamente. Bucky olhou para o número na chave que eles estavam no quarto seis. Olhando para o lado, ele viu que estava parado na frente da porta, então a abriu e entrou no quarto relativamente grande.

As paredes estavam pintadas de azul escuro e havia uma grande janela ao lado de uma das camas de casal. Uma pequena tv estava sobre um criado mudo perto da porta que levava ao banheiro e havia um armário perto da porta. Ele caminhou na direção da cama e se sentou lá, tirando a arma que Natasha havia lhe dado de dentro do coldre em sua perna e a colocou em cima da mesa, olhando fixamente para ela.

Toda vez em que tocava em uma arma sentia a necessidade de matar. Essa era sua missão. Mas após ir no museu feito em homenagem ao Capitão América e descobrir mais sobre Bucky Barnes, que viria a ser ele mesmo, ele já não fazia ideia de nada. Sua mente estava uma bagunça e algo lhe dizia para apenas sumir. Tentar recomeçar. Porém essas lembranças reprimidas insistiam em martelar em seu cérebro, cada vez mais fortes.

Ele fechou os olhos e colocou as mãos na cabeça, sentindo-a doer de uma forma agonizante, com lembranças dele caindo do trem, de seu braço sendo arrancado, das inúmeras vezes que havia matado pessoas inocentes. De repente, ele ouviu a porta se abrir e rapidamente pegou sua arma e a apontou para Natasha, que entrava no quarto parecendo não estar assustada com ele apontando a arma em sua direção.

– Já pode baixar a guarda, eu chequei e a Hidra não nos seguiu — a ruiva colocou uma mala grande preta em cima da cama ao lado dele. — Eu guardo isso para emergências. Tem algumas roupas, comida e armas.

– Por que? — ela se virou para ele ao ouvir a pergunta, então deu de ombros e andou até a janela.

– Porque eu poderia precisar algum dia -respondeu ela, calmamente.

– Não, eu quero saber por que você está me ajudando? Eu atirei em você, no Fury e no... — ele parou de falar, pois se tentasse se lembrar do nome dele sua cabeça voltaria a doer. — Por que a SHIELD me ajudaria depois de toda morte e destruição que causei?

Natasha se virou para ele e ficou alguns segundos sem responder, parecendo estar procurando uma resposta.

– Nem o Fury e nem ninguém sabe o que eu estou fazendo. Não estou te ajudando porque me mandaram fazer isso, mas porque eu quero — ela disse em russo, então caminhou na direção dele e parou na sua frente, de braços cruzados. — Eu tive uma amiga que também sofreu com experiências soviéticas e, apesar de a memória dela não ter sido apagada, eu sei como é não poder fazer nada além de seguir ordens. Agora eu tenho a oportunidade de ajudar alguém que ainda tem chance de ser livre e esse alguém é você.

– O que fizeram com sua amiga? — perguntou ele, também em russo. Natasha olhou para a mala e a abriu, pegando uma tesoura que havia na parte de cima.

– Isso não importa agora, você precisa sumir e o primeiro passo para fazer isso é cortar esse cabelo — ele não pode deixar de notar que ela queria evitar o assunto, ficando ainda mais curioso para saber sobre essa história. — Se você quiser eu posso...

Antes que ela terminasse, ele pegou a tesoura das mãos dela e entrou no banheiro, fechando a porta violentamente atrás de si. Natasha pode ouvir o barulho de água, o que indicava que ele iria tomar banho, então ela caminhou até a cama e tirou sua jaqueta, revelando um pequeno arranhão em seu braço por culpa de uma das balas que havia passado de raspão. Ela pega um quite de primeiros socorros que havia na mala e começa a enfaixar o ferimento nada grave enquanto esperava por Bucky.

Depois de quase meia hora, ela o viu sair do banheiro usando apenas uma calça jeans e com um coldre preso na sua cintura. Seu cabelo agora estava mais curto e ela podia ver melhor seu rosto, ficando surpresa ao ver que seus olhos eram azuis claro.

– Você foi atingida? — perguntou Bucky, caminhando na direção dela.

– Pegou de raspão. Não foi nada de mais — retrucou ela, se levantando da cama. Natasha então viu algumas marcas que pareciam ser cicatrizes perto do braço biônico dele. Ela estendeu a mão e tocou nelas, pensando no quão doloroso havia sido passar por isso. Bucky havia sido treinado para não deixar que ninguém chegasse tão perto dele, mas ele conseguiu se controlar para não matá-la. Ele sentiu a mão dela deslizar para o lado na direção do seu braço, mas antes que chegasse lá, ele a segurou com sua mão direita.

Ela olhou para ele, que permaneceu calado e olhando nos olhos azuis dela, mas logo soltou sua mão. Por algum motivo que Bucky não conhecia, seu coração bateu mais rápido do que o normal e para piorar a situação de desconforto, Natasha deu um passo para frente, deixando seu rosto a literalmente dois centímetros do dele. Ele ficou atônito, sem reação. Queria afasta-la e ao mesmo tempo não queria. De repente, ele sentiu as mãos dela em sua cintura e ouviu o barulho do seu coldre sendo solto. A ruiva então se afastou com o coldre nas mãos.

– Não vai precisar disso agora. Precisa descansar — ela o colocou em cima do criado mudo e andou na direção da outra cama.

Bucky continuou parado por mais alguns segundos encarando o vazio. A proximidade de Natasha fez ele sentir algo que não se lembrava de ter sentido a muito tempo. Desejo.

Ele se deita na cama e olha para o lado, vendo que Natasha estava deitada de costas para ele. O soldado então fecha os olhos e tenta dormir sem pensar em suas lembranças reprimidas.

Natasha ainda não havia conseguido pegar no sono, pois havia se lembrado da época em que lutara na Guerra Fria. Por um segundo ela ouviu o barulho dos tiros que havia disparado e o grito das pessoas que havia matado. Essas eram as lembranças que ela tentava esquecer, mas que vinham a sua mente todas as noites.

Notas finais
Vocês devem estar se perguntando: "Natasha na Guerra Fria?! Que doideira!" Mas é verdade, ela lutou na guerra fria, e se vocês forem olhar na wikipédia vão descobrir que ela é um pouquinho mais velha do que aparenta... Esse capítulo foi um pouco lento, mas o próximo vai ser cheio de ação, eu prometo. Comentem e me digam o que gostaram (e se eu preciso melhorar). Kisses!