Amor Soviético
8 Глава восьмая/Capítulo oito - Nightmares & Dreamscapes
Notas iniciais
Ele se viu dentro daquela sala maldita novamente, a mesma sala em que ele se lembrava de ter tido seu braço arrancado. Bucky viu a máquina preta que eles haviam usado para apagar sua memória no meio do local, vários cientistas andavam de um lado para o outro, preparando a máquina. Antes que percebesse, ele já havia sentado naquela cadeira e via o mecanismo, que parecia um braço, descer na direção da sua cabeça. Aquela sensação o deixou sem fôlego, ele tentava sair, mas seus braços estavam presos.
No momento em que sentiu que os choques iriam começar, a cena mudou e ele estava na sala vermelha. Podia ver vários agentes da SHIELD caídos no chão, até mesmo Steve, Barton, Fury, e no meio deles, estava Natasha. Sangue escorria de seus corpos sem vida, e Bucky não podia fazer nada a não ser ficar parado, olhando para aquela cena angustiante.
Ele então viu alguém de pé, era uma imagem dele mesmo. Suas mãos, mais uma vez, sujas com sangue. O soldado podia ver que aquele na sua frente não era ele, mas o Winter Soldier, que logo se virou e andou na sua direção. Seu sua mão de metal, agora, apertava a garganta de Bucky tão forte que ele estava quase sendo sufocado.
Quando Bucky sentiu que estava prestes a morrer, ele acordou. Sua respiração estava ofegante, algumas gotas de suor escorriam por sua testa, e um suspiro de alivio saiu por entre seus lábios ao ver que tudo o que havia acontecido tinha sido apenas um pesadelo. Ele se sentou na cama e colocou as mãos na cabeça, pensando se algum dia conseguiria ter uma noite de sono normal.
Aquele sonho podia ter sido apenas aquilo, um sonho, mas também podia estar mostrando o que iria acontecer cedo ou tarde. Sua mente era instável, havia sofrido muita lavagem cerebral para que acreditasse que era mesmo um assassino e, agora, parte de sua mente realmente acreditava nisso.
Já faziam três dias desde o incidente em Nova York e seu ferimento já estava bem melhor do que antes. Ele também já havia tido duas daquelas sessões de recuperação da mente, dessa vez com um psicólogo que havia lá, e também havia passado bastante tempo treinando com Natasha. Um pequeno sorriso se formou em seus lábios ao se lembrar dela, então ele se levantou e andou até a janela, fitando a cidade.
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Natasha estava sentada na sala de treinamento, suas mãos já estavam feridas de tanto que ela havia socado o saco de areia. Ela não conseguia dormir, pois toda vez que fechava os olhos, pensava nele, porém isso não era o maior dos problemas. Ela também pensava em todas as coisas que ele já havia feito, por mais que ela dissesse para James que não se importava, seu subconsciente ainda dizia para ela ficar longe dele.
Depois de apenas uma semana com ele, Natasha já sentia uma forte ligação com aquele homem, algo que era muito raro de ela sentir por alguém. No começo ela pretendia apenas ajudá-lo a fugir, mas agora ela queria ajudá-lo a se esquecer do passado para que ele possa viver o futuro. Ele não era uma pessoa má, muito pelo contrário, era um dos homens mais gentis e bons que ela já havia conhecido.
Enquanto ela pensava, alguém entrou na sala e ela olhou para a porta, vendo Barton caminhar em sua direção e se sentar na sua frente.
– Não está com sono? — perguntou ele.
– Nem um pouco... Muitas coisas na cabeça — a ruiva encostou a cabeça na parede, mas continuou a olhar para ele. — E você?
– Meu turno. Fury quer que alguns agentes tomem conta da base enquanto o seu amigo estiver por aqui, só para o caso da Hidra resolver aparecer — ele colocou seu arco no chão e ficou encarando ela, como se tentasse descobrir o que estava pensando.
– O que foi? — perguntou ela, curiosa para saber o motivo de ele a olhar daquela forma.
– Você gosta dele — essas palavras saíram tão espontâneas que nenhum dos dois acreditou que Clint havia mesmo dito aquilo.
– Não! — Natasha rebateu rapidamente.
– Não foi uma pergunta, estava afirmando — Barton deu riu um pouco e quando terminou manteve um sorriso no rosto. — Eu te conheço a muito tempo, sei quando você começa a se importar com uma pessoa, e pelo visto está mesmo se importando com ele.
Natasha não sabia se dava um soco na cara dele ou se explicava tudo o que se passava na mente dela naquele momento. Ela respirou fundo e olhou fixamente nos olhos dele, escolhendo as palavras certas.
– Se lembra de quando você me encontrou?
– Como eu poderia me esquecer, você tentou me matar — ele sorriu com o canto dos lábios e continuou a ouvi-la atentamente.
– Você se lembra que depois que você me trouxe para a SHIELD para eu poder recomeçar, eu lhe contei sobre a sala vermelha? — essas palavras fizeram o sorriso no rosto dele sumir, pois ele se lembrava bem dessa história que ela havia lhe contado. Ele apenas assentiu com a cabeça e ficou em silêncio. — Aquele homem, Winter Soldier, era o Bucky.
– Não brinca... Tá falando sério? — Barton estava visivelmente pasmo com a notícia. Não podia imaginar que ele era mesmo o Winter Soldier, e nem que agora Natasha estava gostando dele. — Isso é bem... estranho...
– Eu sei. Bucky é uma boa pessoa, mas no restaurante, enquanto ele lutava, eu olhei nos olhos dele e vi o mesmo olhar vazio e sem emoções que vi no Winter Soldier... Eu tenho medo que aconteça algo com a mente dele e ele acabe saindo do controle — Natasha aproximou seus joelhos de seu peito e colocou seus braços ao redor de suas pernas, olhando para o chão.
– Mas ele anda indo bem com o psicólogo e tem progredido muito, não mata ninguém há três dias! Isso é um bom começo — Clint tento procurar pontos positivos naquela questão, mas realmente não haviam muitos. Natasha estava gostando de um dos maiores inimigos dos Estados Unidos e da SHIELD, e ainda havia sido ele quem matou as pessoas que ela considerava o mais próximo de amigos. Era realmente uma situação complicada para ela.
– Algo me diz para eu me afastar dele, minha cabeça diz isso, mas eu sinto algo forte por ele. Eu me importo com ele e não quero deixar que ele passe por tudo isso sozinho — a ruiva olhou para ele, seus olhos estavam quase que suplicando por um conselho dele.
– Eu não entendo, você nunca foi do tipo de garota que fica em dúvida. Quando sua cabeça te diz para fazer uma coisa, você nem hesita em fazer, mas agora que o seu coração está mandando você ficar perto dele, enquanto sua cabeça diz para se afastar, você começa a duvidar da sua escolha... Sinceramente, se isso que você sente por ele foi o que te fez vir aqui me pedir um conselho, é porque ele te conquistou mesmo — Natasha não pode deixar de sorrir ao ouvir o último comentário dele, e o sorriso dela o fez sorrir também. — Sério, Nat, não se preocupa com o passado, isso só atrapalha todo mundo. Todos tem um passado obscuro, não quero nem comentar o meu, mas o que fazemos agora é o que importa.
A ruiva analisou cuidadosamente as palavras dele, e era verdade. Ela nunca havia duvidado de nada antes, e se agora ela estava duvidando era porque sentia mesmo algo por Bucky.
– Acho que você está certo. Eu vou falar com ele — ela se levantou e correu para fora da sala. — Obrigada, Clint! — gritou ela, antes de sair da sala. Quando a ruiva chegou na metade do caminho, parou bruscamente, pois não sabia o que iria dizer. Nunca havia compartilhado seus sentimentos com ninguém, e não sabia se ele também sentia o mesmo por ela.
Ela andou pelo corredor vazio da base até chegar a porta do quarto dele, mas antes de bater, se lembrou que eram três da manhã e que ele provavelmente estaria dormindo, mas por causa dos problemas que ele tinha para dormir ela deduziu que James estaria acordado. Natasha bateu duas vezes na porta e esperou, já havia pensado no que diria para ele, de forma que não deixasse claro que ela sentia algo por ele, pois se James não gostasse dela da mesma forma ela não pareceria decepcionada na frente dele.
Porém, no momento em que a porta se abriu, todas as palavras sumiram de sua mente. Ele não parecia estar cansado, então ela deduziu que não havia o acordado, seus olhos azuis brilharam ao verem ela e seus lábios se curvaram em um sorriso.
Bucky estava feliz em vê-la, pois Natasha parecia ser a única pessoa que acalmava sua mente turbulenta. Ele estava começando a perceber que não sentia apenas atração física por ela, mas também emocional. O soldado abriu a boca para dizer algo, mas ela colocou o dedo indicador sobre seus lábios e se aproximou, lhe beijando de forma delicada e suave.
Os lábios dele eram macios, movendo se lentamente enquanto pressionados contra os dela. A ruiva envolveu seus braços ao redor do pescoço dele, que colocou suas mãos na cintura dela e deu um passo para trás, a puxando com ele para que ninguém os visse se beijando no corredor. Ela fechou a porta usando seu pé, sem parar de beijá-lo, agora, de forma mais profunda.
Ele não entendeu por que ela estava lá, mas estava gostando de tê-la em seus braços mais uma vez. Sem perceber, James já havia a colocado contra a parede e pressionava seu corpo contra o dela. Ele a beijava de forma ainda mais feroz, sentindo o gosto dos lábios provocantes da ruiva e movendo sua mão de sua cintura para dentro de sua blusa.
Natasha corria suas duas mãos pelo abdômen nu dele, sentindo que o ferimento dele se curava rapidamente, coisa que devia ser graças a alguma coisa que os soviéticos haviam feito com seu DNA para que ele se curasse mais rápido que os humanos normais. Ela sentiu as mãos dele dentro de sua blusa, a de metal era fria e fez um arrepio percorrer sua espinha ao tocar sua pele, mas a outra era macia e a tocava de maneira delicada e suave.
Ele quebrou o beijo por alguns segundos, olhando nos olhos recém aberto de Natasha e usando suas duas mãos para puxar a blusa regata preta que ela usava para cima. A ruiva ergueu os braços e deixou que ele tirasse a peça de roupa, vendo-o jogá-la no chão e voltar a beijá-la como estava fazendo antes.
Ela o empurrou lentamente na direção da cama, fazendo-o se sentar e ficando na frente dele, seu sutiã ainda cobrindo seus seios. Bucky começou a beijar a barriga dela, fazendo mais arrepios percorrerem o corpo da ruiva, que sentia como se estivesse sem ar enquanto não beijava ele. Ele tirou a calça preta que ela usava, vendo o pano deslizar sobre as longas pernas dela até caírem no chão. Natasha se sentou no colo dele, logo voltando a unir seus lábios em um beijo molhado e sedutor, correndo seus dedos pelos finos cabelos dele.
Bucky interrompeu o beijo mais um vez, descendo seus lábios para o pescoço dela e distribuindo beijos demorados por todo ele, e deixando que sua língua tocasse a pele dela algumas vezes. Natasha deixou escapar um gemido suave e baixo, fechando os olhos para poder aproveitar aquela sensação.

A mão direita dele encontrou a abertura do sutiã preto que ela usava, então tratou de abri-lo sem cerimônia, deixando mais uma peça de roupa dela cair no chão ao lado da cama. Ele parou de beijar o pescoço dela para poder olhar seus seios perfeitamente esculpidos, então acariciou um deles com sua mão direita enquanto deslizava seus lábios sobre o outro.
Natasha sentia a respiração dele contra sua pele e isso a deixava completamente excitada. Ela o empurrou para que se deitasse na cama e levantou seu rosto com a ponta dos dedos, voltando a beijá-lo e a acariciar sua língua com a dela. James a sentiu puxando as calças dele para baixo, mas então se lembrou de algo importante. Ele mais uma vez interrompeu o beijo, contudo, antes que dissesse o que estava em sua mente, a ruiva pareceu ler seus pensamentos, então, rolou sobre a cama até o local onde havia uma pequena mesinha. Ela abriu a segunda gaveta da mesa e pegou um pacotinho de preservativo, que havia na maioria dos quartos da base, fazendo ele sorrir porque parecia mesmo que ela havia lido sua mente.
Ela entregou a camisinha para ele e começou a beijar a barriga dele, suas mãos ainda traziam suas calças para baixo enquanto ele abria o preservativo. Quando ele terminou, ela o pegou usando uma das mãos, e com a outra passou a mão no meio das pernas dele, sentindo o grande volume que havia por debaixo de sua cueca. A ruiva a tirou em um rápido movimento e começou a massagear o membro rijo dele conforme colocava a camisinha.
Ele mordia o lábio inferior para não deixar um gemido alto sair, porém ela percebia que ele estava se controlando e sorriu. Natasha subiu novamente e uniu seus lábios, começando outro beijo carregado de desejo. Bucky inverteu as posições e ficou em cima dela, sentindo os seios da ruiva pressionados contra o peito dele. Suas mãos desceram até a fina calcinha que ela usava e a removeram sem dificuldade alguma.
O soldado então afastou um pouco seus rostos, deixando a ponta de seu nariz tocando o dele, seus olhos azuis fixos nos dele. Naquele momento, ele sentiu algo queimar dentro de si, como se apenas um olhar dela bastasse para fazê-lo sentir que havia mesmo um coração. Natasha posicionou suas mãos nos ombros dele e deu um gemido alto ao sentir que ele a penetrava lentamente, não colocando tudo de uma vez, mas fazendo movimentos lentos, indo para frente e para trás. Toda vez que ia para trás, entrava mais um pouco quando ia para frente, assim ela poderia se acostumar com o tamanho.
Mais gemidos baixos saiam por entre os lábios de ambos enquanto sentiam que ele havia conseguido entrar totalmente dentro dele após alguns movimentos. Ele permaneceu parado por alguns segundos, então a beijou, começando a mover sua cintura um pouco mais rápido para frente e para trás. A ruiva apertava suas mãos nos ombros dele enquanto tinha a sensação deliciosa e, ao mesmo tempo, um pouco dolorosa de tê-lo dentro dela. Ela gemia contra os lábios dele, não sabendo se respirava ou se o beijava, uma decisão difícil naquele momento, porém esse dilema logo foi resolvido quando ele desceu seus lábios para o pescoço dela, o beijando e dando alguns chupões leves no mesmo.
Os movimentos dele começavam a se intensificar, Natasha já não se controlava para dar gemidos baixos e eles ecoavam por toda sala, assim como os dele. Bucky colocou sua mão biônica na parte de cima da cama e deixou a outra na cintura dela, sentindo a ruiva envolver suas pernas na cintura dele, como se implorasse para que ele fosse mais rápido. O soldado deixou os movimentos mais rápidos, podendo sentir que ela estava quase chegando ao ápice, então ele colocou suas duas mãos na cintura dela e a puxou para cima, a fazendo se sentar em seu colo. Natasha deu um gemido controlado, que pareceu um pouco misturado com um grito, então sentiu seu corpo queimar por dentro, seus membros ficarem moles como gelatina e seu coração bater a mil por hora. Os espasmos discretos que ela sentia foram percebidos por James, logo vendo que ela havia tido um orgasmo. Ele se moveu mais algumas vezes dentro dela e também chegou ao clímax, colocando a mão na nuca dela e a puxando para mais um beijo.
Ele saiu de dentro dela e se deitou na cama, um pouco de suor escorria por seu peito, e algumas gotas também eram visíveis na testa de Natasha. Ela se deitou ao lado dele e o encarou por alguns segundos, pensando em tudo o que eles haviam feito. Bucky sorriu e se apoiou em seu cotovelo para poder olhar para ela melhor, aproximando seus rostos novamente.
– Oi pra você também — disse ele, fazendo a ruiva rir e se lembrar de que não havia trocado uma palavra com ele desde que entrara no quarto.
– Me desculpe, eu vim aqui para conversar e acho que acabei me empolgando.
– Se isso é considerado uma conversa nos dias de hoje eu gostei. Adoraria ter mais conversar com você — ele se inclinou para frente e a beijou, então se deitou novamente na cama. — Sobre o que você queria conversar?
Natasha ficou um tempo olhando para ele antes de responder, então suspirou e se aproximou dele.
– Eu queria conversar sobre nós... Depois de ter uma conversa com Clint, percebi que eu realmente gosto de você e eu não me lembro de sentir isso por alguém a muito tempo — essas palavras fizeram James sorrir e acariciar o rosto dela com sua mão.
– Eu também gosto de você, não sei por que, mas sempre que estou com você eu me sinto... diferente. Como se todas as coisas pelas quais já passei sumissem quando eu estou ao seu lado.
Nat ficou feliz em ouvir isso, agora que sabia que ele também gostava dela, poderia ter uma boa noite de sono. Ela se deitou sobre o peito dele e sentiu que os braços fortes dele a envolviam de maneira protetora. A ruiva logo fechou os olhos e dormiu, o mesmo aconteceu com ele, que pela primeira vez em muito tempo, conseguiu ter uma noite de sono sem pesadelos.
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