Notas iniciais
E que comece a guerra!

Então o filho de minha Bella poderia estar com meus parentes. Isso parecia impossível. Lembro quando nossas primas nos apresentaram o garotinho de pele clara e olhos castanhos. Tão pequeno, delicado e lindo, aquela criança trouxe felicidade à família. Mas as custas de que? Do sofrimento de Bella e da família dela? Isso era inconcebível! Porque, com tantas crianças necessitadas de um lar, alguém roubaria o filho de Bella?

Os Swan foram convidados para jantar hoje lá em casa e eu já expliquei para minha família o que se passava. Ninguém consegue acreditar que nossas primas roubariam uma criança. O dia em que fomos apresentados ao Arthur foi relembrado em toda emoção.

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— Olhe Esme! Finalmente a vida me deu um bebê. – Carmen disse orgulhosa com o menino de uns dois meses nos braços. – Ele não é lindo?

— Sim Carmen! Lindo, um belo menino. Você o adotou legalmente já?

Mamãe tinha experiência em adoções e conhecia todo o trâmite.

— Sim. Peter trouxe todas as licenças hoje.

— Que ótimo! Ele é órfão ou foi retirado dos pais?

— Órfão. O pobrezinho só tinha a mãe e ela morreu no parto.

— Que triste. – Carlisle respondeu. – Ainda bem que agora ele tem você, Peter, Irina e Kate.

— Sim. Um menino lindo, Arthur, esse é o nome que a mãe queria colocar e eu vou manter. Peter queria trocar, mas acho justo manter. Mesmo morta sei que ela amará o filho de onde estiver.

— Bem vindo a família Arthur! – Esme falou antes de abraçar Carmen.

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Será que nos enganamos tanto? Bella teve o filho roubado assim que nasceu. Mas ele só chegou às Denali com dois meses de vida. Se é o mesmo bebê, onde ele esteve durante esse tempo. Quem o roubou? Essa pessoa o entregou para Peter e Carmen por qual razão? Eles teriam comprado a criança?

Estávamos todos na mesa de jantar. Eu, Carlisle, Esme, Rose, Emmett, Alice, Bella, Charlie, Adam, Felipe e Mateus. Fizemos um pacto: estávamos ali para combinar o que seria feito para descobrir a verdade e, caso fosse, provar que o bebê dos Denali era, na realidade, o filho de Bella. A comida estava parada, esquecida nos belos pratos preparados por mamãe. A mão de Bella tremia na minha e os olhos de Charlie brilhavam na perspectiva de finalmente ter o neto nos braços.

Agora percebia com Carlisle e Charlie eram parecidos. Ambos tinham imensos corações capazes de inchar para acolher novos filhos. Os dois conheciam o sabor doce de receber um filho que não tem seu filho, mas receberá a sua educação. E nenhum deles entendia as razões que levariam alguém a roubar uma criança.

— O que vamos fazer? – Charlie perguntou.

— Vamos na casa deles. Quero ver meu filho! – Bella gritou.

— Calma amor. A gente não tem como ter certeza de que esse é seu Arthur. Vamos com calma. Talvez a melhor alternativa fosse conversar com Peter e Carmen. Falar da nossa desconfiança. Eles não devem saber que essa criança, se for verdade, foi roubada.

— E se souberem? E se foram eles? Não posso arriscar! – Bella respondeu.

— Eu confio em minhas primas Bella. Carmen é uma mulher maravilhosa e tentou engravidar por anos. Jamais tiraria o filho de uma mãe.

— Mas e Peter? Foi ele que trouxe o menino, certo? Vocês confiam nele? – Charlie questionou.

— É complicado afirmar isso Charlie. – Carlisle disse. – Ele entrou para a família há alguns anos já. Casou com Carmen fazem cinco anos e sempre se deu bem com todos.

— O que ele faz? No que trabalha?

Eles se entreolharam.

— O que há? Digam! – Insistiu o Sr. Swan.

— Não sabemos bem. Parece que ele é um militar reformado. Agora só faz consultorias em segurança.

— Muito estranho isso! Vou investigar.

— É justo Charlie. Vamos investigar tudo antes. Depois, se descobrirmos algo, aí sim falamos com eles e precisaremos fazer exames que confirmem a maternidade. – Disse Esme.

Já estávamos saindo quando algo inesperado aconteceu. Da calçada vimos um carro encostar. Nele duas mulheres. Uma loira ao volante e outra morena, no banco do carona segurando uma criança. Um menino de três anos adormecido. Arthur!

Senti Bella apertar minha mão. Ela quis correr até o carro, mas a segurei enquanto via a mulher vir até nós carregando o menino.

— Olá Esme, carlisle. Nós estávamos na cidade passeando e o Arthur cai no sono. Só resolvi passar para dar um beijo em vocês. Desculpem atrapalhar. Não sabia que tinham visitas.

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— Não tem problema. – Esme respondeu. – Essa é a Bella. Ela é namorada do Edward.

Só que Bella encarava mãe e filho com olhos arregalados, não dizia uma palavra e Carmen percebeu isso.

— Tudo bem Bella? É um prazer te conhecer.

Bella demorou para falar.

— Si..s...sim. Esse menino é seu?

— Sim, se chama Arthur. É o meu principezinho. Um anjo que alegrou minha vida. Bomm, mas eu realmente tenho de ir. Esse príncipe está pesado e ainda tenho de lhe dar banho antes de colocar no berço.

Assim que vimos o carro se afastar Bella desabou em choro. Ela disse apenas uma frase.

— É o meu bebê! Sei que é o meu filho. Eu sinto que é!

Notas finais
Desculpem a demora. Não se repetirá!
Quero muito saber o q acham q irá acontecer e se estão gostando.
bjss