Amor Sem Limites
12 Capítulo 11: sofrimento inevitável e acordo
Notas iniciais
Cometi um erro TERRÍVEL e uma leitora me alertou.
Simplesmente está faltando o cap 11. A fic pulou do 10 ao 12. Não sei se n arquivou quando eu postei o q foi, mas vcs ficaram muito mais tempo do q eu imaginei sem cap.
Desculpem. Para minimizar o problema vou postar aqui o texto dos dois caps e depois excluir o anterior.
— Como assim tomar o meu bebê? – Carmem estava em pânico pelo que o policial lhe dizia. – Vocês não podem entrar aqui e levar o meu filho. Eu o adotei legalmente. Ele é meu!
— Não reaja, senhora, será melhor para a criança se a entregar calmamente.
— Não vou entregar meu bebê! – Gritava ela enquanto ligava para o marido. – Peter! Eu preciso de você...estão aqui para levar Arthur...dizem que ele não é meu. Venha aqui...é a polícia. Eu preciso de você.
Mas Peter não apareceu e foi Esme e Carlisle que intercederam junto a polícia para terem uma conversa em particular com Carmem antes de levarem Arthur. Conversaram por mais de uma hora até esclarecer tudo. Falaram muito, mas Carmem se negava a acreditar.
— Quer dizer que a namoradinha do seu filho acha que Arthur é filho dela, sai por aí dizendo isso e vocês acreditam. Vocês me conhecem...como puderam me trair assim?
— Não é traição, querida.
— Como não?!?! Essa moça nem tem idade para ser mãe!
— Carmem, Bella teve um bebê e ele foi roubado. Existem muitas pistas que levam até Peter. – Esme disse. – Eu sei que é doloroso, mas você terá que entregar Arthur e ele ficará em um abrigo até que sejam feitos os exames de DNA.
— Não! Ele é o meu bebê. – Carmem chorava muito.
Não era uma situação fácil. Ela sempre sonhou ser mãe e por muito tempo desejou adotar uma criança. Agora, Arthur era seu, sem importar não ter saído de seu ventre. Ele era sua alegria de viver. Por fim, ainda com a certeza de que Peter voltaria e esclareceria tudo, Carmem entregou o filho.
— Mas não vão entregar à ela, vão? Ainda não sabem se é filho dela. – Pediu a autoridade policial.
— Não, senhora. Ele ficará sob responsabilidade do estado até que saiam os exames e o juiz diga com quem deve ficar.
Os dias que se seguiram foram de muito sofrimento para todos. Bella foi ao laboratório tirar uma amostra de sangue, mas não pode mais ver o bebê. Charlie, seus irmãos e Edward lhe davam apoio, o que não evitava o sabor amargo de imaginar seu filho sendo cuidado por estranhos.
— Eu não devia ter feito nada. Ele deve estar sofrendo por minha causa...eu tirei ele de Carmem e ela cuidava bem do meu filho. Fui má com ele. – Se recriminava.
— Não pense assim, Bella. Você fez o que é certo. Depois que tudo isso acabe, você e Carmem poderão entrar em um acordo. – Dizia Edward tentando consola-la.
Carmem teve outra decepção. Após aquela ligação ao marido, ele sumiu no mundo. Fugiu! O que a deixava, além de decepcionada, desesperada. Se fugiu é porque realmente Isabella podia ter razão. E, se perdesse Arthur, não teria mais nenhuma razão para viver.
— Chega de chorar, Carmen. – Irina tentava acalmá-la. – Você não é culpada de nada e certamente nossos primos vão dizer isso para Bella. Ela não vai lhe tirar Arthur.
— Mas enquanto isso ele está sozinho. E se não estiverem cuidando bem do meu bebê?
Os Cullen estavam divididos tentando apoiar Bella e Carmen. Mas sabiam que uma das duas teria que abrir mão de Arthur. A mãe verdadeira e que jamais teve a opção de ficar com seu filho, ou, a adotiva, que o amou desde o primeiro instante em que o viu.
Quase duas semanas depois ambas foram chamadas ao tribunal para abrir o exame e conversar com o juiz. Na recepção não se encaravam. O clima estava pesado. Uma sabia das razões da outra, mas estavam em lados opostos.
— Podem entrar. – Disse um funcionário.
Após alguns momentos de apresentações burocráticas, a autoridade falou o que às interessava.
— O exame confirmou o que a Polícia e a senhorita Isabella Swan afirmavam. O menor Arthur é filho dela.
— Não!!!!! – Carmen se desesperou.
Ambas choravam. Uma pela possível perda, a outra pela confirmação do que seu coração já afirmava.
— Isso faz com que seu esposo, senhora Carmen, seja um fugitivo procurado pela polícia já que ele lhe trouxe a criança, conforme a senhora afirmou em depoimento. E, certamente, ele não fez isso sozinho.
— Ele só desejava me dar um bebê. – Era o que ela desejava crer.
— Poderiam ter adotado uma das inúmeras crianças órfãs que vivem nos nossos abrigos. É obvio que seu marido ganhou algo mais para levar o bebê da senhorita Swan.
— Eu já posso pegar meu bebê? – Bella questionou pouco preocupada com as razões de Petter.
Sem conseguir pensar em nada mais do que seu bebê, Bella deixou a sala em direção ao abrigo onde Arthur estava. Para sua tranquilidade, ele estava limpo, bem alimentado e saudável. Fora bem cuidado durante esses dias.
— Aqui está. – Disse Charlie, que a acompanhava, ao entregar à diretora do lugar a autorização para levarem o menino. – Onde precisamos assinar?
Finalmente Bella podia ficar com seu filho. Ela o abraçou, beijou e deu todo o carinho que acumulou no decorrer dos anos. Ele estava tristinho, mas aceitou bem seu colo e afagos. Estava se conhecendo.
- Vem meu amor...vem com a mamãe. – Disse e viu que ele olhou em volta. – Sou eu filho, a mamãe.
No fundo sabia que ele procurava por Carmen. A mãe que ele conhecia.
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A campainha tocava incessantemente. Carmen a ouvia, mas não sentia vontade de se erguer da cama. Pediu para as irmãs deixá-la só em casa e sabia que não estava apresentável. Melhor deixar a campainha tocar até desistirem. Só que a pessoa do outro lado da porta era insistente e não dava sinais de cansaço.
- O que é? – Disse ao abrir..e antes de entrar em choque e ver de quem se tratava. – Arthur...Isabella...o que você quer?
- Por favor, me chame de Bella. Será que nós podemos entrar?
- É claro. – Depois que estavam acomodadas a sala de estar Carmen voltou a falar. – Como posso te chamar por um apelido carinhoso quando você me apunhalou? Você me tomou um filho.
- Não! Eu tive meu filho tomado.
- Não fui eu. – Arthur começou a chorar e Bella permitiu que ele fosse para o colo de Carmen. A ligação deles era forte. – Eu o amo.
Observá-los era doloroso para Bella. Seria uma longa caminhada fazer com que eles se afastem. Uma caminhada sem sentido. Carmen era uma boa mulher. Arthur tinha sorte em poder contar com ela.
- Eu sei. Peter o levou do hospital e vocês o adotaram sem que você soubesse as circunstâncias exatas. Mas isso não muda o meu sofrimento. Eu procurei por ele. Eu também o amo.
O olhar de ambas as mães era duro. Nenhuma estava disposta a abrir mão do menino. Cada uma tinha suas razões e muito amor para dar. Bella, além de ser a genitora biológica, tinha o desejo de finalmente conhecê-lo de verdade. Carmen era apegada a criança e sabia que não seria mãe naturalmente. Precisavam entrar em um acordo.
- Se você já o tem...porque veio me procurar? – Carmen perguntou.
- Carmen...eu não vou desistir de meu filho. Essa história ainda virá completamente a luz e Peter irá pagar junto com quem mais estiver envolvido. Eu tenho o direito de criá-lo...mas eu o quero feliz e você lhe faz falta. Então eu quero te propor um acordo.
- Acordo?
- Sim. Quero que você tenha contato com Arthur. Quero que ele saiba desde o início o que aconteceu, que tem duas mães que o amam, que pode contar com duas famílias cheias de tios de tias. Eu achava que o meu filho estava perdido no mundo, sem ninguém. E eu o achei com você, uma mãe maravilhosa. Não quero tirar nada dele. Só lhe dar mais amor. Será que nós conseguimos?
Não era o que Carmen desejava. Queria que tudo isso não passasse de um pesadelo e, ao acordar, seu bebê estivesse dormindo no quarto. Como sempre foi. Mas nada poderia ser pior do que não ver Arthur crescer.
- Eu vou me esforçar para que dê certo. – Disse emocionada. – Não quero ficar sem ele.
As semanas seguintes correram assim. Arthur foi se acostumando com a nova rotina e não parava de ser paparicado pelas famílias. Para ele se tratava de uma grande família!
Edward gostava muito do menino, mas é claro que não tinham uma relação de pai e filho. Eram amigos, as vezes pareciam primos os irmãos. Ele lhe trouxe brinquedos de pelúcia e um carrinho que capotava repetidas vezes. Arthur adorava ver isso.
- Ele te adora. – Bella disse depois de observá-los.
- Eu também gosto muito do seu filho, Bella. E fico imaginando como serão os nossos.
Essa pegou Bella de surpresa.
- Você é muito novo para ser pai, Ed. E eu para ser mãe...mas eu não tive escolha.
- Eu sei, Bella. Não queria te trazer lembranças ruins. É só que...um dia nós poderemos ter a nossa família.
- Sim. Poderemos.
Notas finais
bjss e me desculpem pelo engano.
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