Amor Se Escreve Com Sangue.
1 She need a chance.
Notas iniciais
(Século x — PVO — Autora)
O quarto da antiga casa de madeira estava escuro, apenas iluminado por duas velas na cabeceira da cama, lá havia um casal abraçados despidos, tapados por um lençol de algodão, ela olhava atentamente nos olhos do rapaz e ele fazia o mesmo, dando leves sorrisos para a moça, o lugar estava em silencio até ele se pronunciar:
- Você nunca mais me falou sobre meu filho, algo aconteceu? – O rapaz perguntava se sentando na cama, a jovem se sentou também puxando o lençol para se cobrir;
- Nós combinamos que ele nunca seria seu filho lembra? – Ela dizia olhando para baixo com uma voz em um tom calmo;
- Sim, foi o que combinamos Esther, mas eu tenho direitos de saber como ele é, faz 1 ano que ele nasceu e eu nunca o vi. – Ele dizia suspirando. – Eu queria que você fosse minha esposa, eu lhe daria o que você quisesse, e você me daria uma família;
- Eu já tenho minha família, já tenho 3 filhos com Mikael, seria um caos tentar reverter a situação agora, eu sou a esposa dele... – Ela disse, mas ele a interrompeu;
- Niklaus é meu filho Esther, não dele. – Ele disse com uma expressão indignada;
- Mas Mikael é meu marido, Niklaus é filho dele, não precisamos falar disso agora, logo agora que estava tudo tão bom. – Esther disse sorrindo colocando a mão no rosto do rapaz, dando-lhe um selinho;
- Tudo bem, agora não é a hora. – Ele sorrio e retribuiu o selinho passando as mãos nos longos cabelos loiros de Esther. – Preciso lhe pedir algo;
- Peça o que quiser. – Ela o olhava atentamente vendo uma expressão um tanto preocupada se formar no rosto dele;
- Minha amiga, Louise, teve uma filha há poucos dias antes de falecer, a menina está fraca, sem família, está sendo levada de casa em casa todos os dias, e eu sei que se você passar a cuidar dela, ela ficará melhor do que aqui. – O rapaz dizia com uma expressão preocupada em seu rosto, suspirando olhando nos olhos de Esther; — Preciso que cuide dela.
- Deixe-me vê-la. – Esther diz com um olhar de compreensão se virando e pegando suas vestes de cima da mesinha que ficava ao lado da cama, as vestindo rapidamente, o rapaz se vestiu de uma forma apropriada também, eles foram até a porta da casa e ele olhou a rua escura e vazia, ele saiu primeiro dando passagem para Esther, os dois se deslocaram rapidamente até uma casa mais distante a adentrando, lá havia uma mulher morena que se levantou rapidamente ao vê-los entrar;
- Algum problema senhor? – A mulher que se levantara perguntou abaixando a cabeça e olhando para o pequeno berço de relance;
- Nenhum problema Laura, apenas vim mostrar a menina para Esther. – Ele disse e sorrio olhando Esther, ele se aproximou do berço puxando Esther com ele enquanto Laura saia discretamente da casa, ele parou perto do berço vendo um bebê tão que pequeno que caberia perfeitamente em suas duas mãos, Esther a olhava maravilhada e deu um sorriso que tapou a expressão preocupada que estava formada anteriormente em sua face.
- Ela é linda, Louis – Esther disse sorrindo, passando o dedo indicador pelo rostinho do bebê.
(PVO – Esther)
Olhava para o pequeno bebê dormindo no berço, acariciando o rosto do mesmo olho para Louis dando um leve sorriso.
- Ela é linda, Louis. – Digo acariciando o rosto do bebê e ele retribui o sorriso, logo colocando a mão em cima da minha.
- Preciso que a leve daqui, é perigoso, principalmente em noites de lua cheia, a lua cheia se aproxima e não quero ela por perto quando isso acontecer. – Ele desfaz o sorriso em seu rosto me olhando.
- O que eu direi a Mikael, o que direi aos meus filhos? – Digo, ele se afasta um pouco pegando um cobertor e se voltando para minha direção.
- Não precisa dizer nada demais, apenas diga que uma amiga entrou em trabalho de parto e não resistiu, a noticia da morte de Louise ainda não se espalhou e a menina tem apenas 4 dias de vida, é uma recém nascida, da para enganar. – Ele diz pegando a menina nos braços e a enrolando no cobertor colocando-a em meus braços. – É melhor ir rápido Esther, já é tarde para uma mulher andar sozinha pelas ruas. – Ele diz se aproximando de mim tocando meus lábios com o polegar, selando nossos lábios logo em seguida, ele se afasta me direcionando até a porta da casa, saímos da casa e ele me acompanhou até uma parte do caminho, caminhei mais rápido depois que ele me deixou e seguiu caminho de volta para o vilarejo onde morava, olho para a menina em meus braços dormindo, suspiro ao ver que estávamos nos aproximando de casa.
- Mikael? Está em casa? – Digo entrando dentro de minha casa olhando em volta vendo Finn, Elijah e Niklaus dormindo juntos na minha cama e de Mikael.
- Onde você estava Esther? – Ouço uma voz alta e rouca soar a poucos metros de mim, me viro vendo Mikael encostado na parede com os braços cruzados, tento esconder a menina em meus braços.
- Uma amiga... – Digo gaguejando um pouco. – Ela entrou em trabalho de parto, eu a ajudei, mas ela não resistiu. – Abaixo a cabeça olhando para a menina, tiro o cobertor do rostinho da mesma.
- Porque a trouxe junto, não tem porque trazer esse bastardo para dentro de uma casa de família. – Mikael dizia aumentando o tom de voz olhando diretamente para o bebê.
- É uma menina Mikael.. – Digo abaixando mais a cabeça e o tom de voz junto.
- Quanto mais você fala mais piora, uma menina Esther, uma mulher que vai trazer mais bastardos para dentro desta casa? Eu não a quero aqui, livre-se dela, o mais rápido possível. – Ele dizia dando as costas.
- Mikael! – Digo caminhando até ele colocando a mão em seu ombro sentindo a tensão do mesmo. – Lembra do nosso sonho? O sonho de ter uma filha, aquela que eu não posso mais ter por motivos que sei lá Deus sabe, estão nos dando uma chance, a chance de realizar nosso sonho, por favor, a menina precisa de nós tanto quando precisávamos dela. – Ele se vira para mim e encara a menina com desgosto e olha para mim em seguida falando pausadamente.
- Livre-se dela. – Mikael dizia dando as costas novamente caminhando rápido até a porta pegando um facão e saindo porta a fora.
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