Perdoe-me por ser egoísta

Perdoe-me por ser um/a mentiroso/a

Perdoe-me por te amar desse modo

Um amor corrupto

Tua face adormecida é o que necessita

Para quietar as criaturas do mundo

Assim, podes repousar em paz

Entre os lençóis de seda

Aconchegada/o no setim do travesseiro

Apenas a esperar pelo pequeno rouxinol

A esperar os raios da aurora

Deixo-te no silêncio

Apenas a observar teu belo ser

Como minh'alma desejar-te

A ponto de encarar a morte

Por mais que peças

A mim é que pedes para retrair-me

Mesmo que um frio fio transpassar-me

Prazeres seriam sentidos por mim

Pois mesmo perdendo minh'alma

Minh'alma nunca deixará de te amar

Enfim, a cotovia vem ao nosso encontro

Já é tarde e tadar eu mais queria

Sois um/a covarde ou um/a felizardo

Por não lutar por nosso amor?

Perdoe-me por ser egoísta

Perdoe-me por finalmente entender

Que nada vale amar se não lutarmos por nossos corações

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!