Amor Proibido

13 Without You


Notas iniciais
Esse capítulo demorou para sair, sei que vou desapontar muitos de vocês no quesito de tretas, mas garanto que o rolo n~ao passa desse capítulo, okay? Espero que gostem... Nicole Mendes :)

...

– Lucas! Como ela pode ter feito isso comigo? – Eu disse chorando em seu colo. – Eu confiei nela. Ela me prometeu que não iria contar. O que eu fiz de errado? Me explica!

Lucas por sua vez não falou nada, só acariciou minha cabeça. Ás vezes o silêncio fala mais que mil palavras, e ele optou por dizê-las somente para me consolar. Isso que eu amo nele. Ele mudou muito sua personalidade desde a formatura. Ficou mais sensível...

Eu havia ligado para ele vir em meu apartamento, alguns minutos depois que Martín saiu, me deixando machucada novamente, não, ele não me violentou, ele me deu uma surra, e nenhum vizinho se importou em ver como eu estava. Meu nariz sangrou, meu olho inchou. Mas me perguntam até hoje por que eu não me defendi? Imagine um homem de 1,80 contra uma mulher de 1,65? Iria dar merda! Sem contar que ele muito mais forte do que eu.

Não apanhava nem do meu pai e a minha madrasta em Curitiba, e agora tenho que apanhar de um garoto ‘apaixonado’ por mim? Ah para!

Quando Lucas chegou, eu me lancei em seus braços e comecei a chorar.

– Sabrina! – Ele disse espantado por me ver daquele jeito. – O que fizeram com você?

– O seu irmão veio aqui e meio que me espancou...

– O Martín não toma jeito nunca! Me conta por que ele fez isso.

– Ele descobriu tudo.

– Não acredito, não brinca comigo. Quem contou?

– Natália.- Nisso vem o chororô do início do capítulo.

...

– Ei, Sabrina, por quê você não quer falar comigo?- Natália disse andando atrás de mim. – Volta aqui, sua louca!

– Pensei que você era minha amiga, que podia confiar em você. – eu disse ainda andando.

– Como assim? – ela disse puxando meu braço, fazendo-me virar para ela.

– Você contou para o Martín que eu fiquei grávida dele e perdi a criança. – ela me olhava confusa. – Sabe isso aqui? – mostrei-lhe o meu olho inchado. – Foi o Martín. Obrigado Natália, continue assim.

– Não. Não pode ser. Eu não disse nada pra ele!

– Okay, então o que foi o print que ele me mandou com seu contato e a sua mensagem?

– Não fui eu!

– Vai me dizer que falsificaram seu número, ou melhor, que o Martín trocou o contato de alguma pessoa pelo seu nome e editou a foto de perfil fazendo com que essa pessoa dissesse toda a verdade! Faça-me rir, né?

– Tudo bem, Sabrina! Acredite então no homem que te agrediu, te violentou e te engravidou. Alguma hora você descobrirá a verdade. Já que você não confia em mim, faça o favor de me esquecer, okay? Vou embora, o Pedro está me esperando. – E ela saiu do corredor do prédio em direção à porta de vidro. Havia perdido minha melhor amiga. Parabéns, Sabrina. Eu só faço merda mesmo, não tem jeito. Só tenho o Lucas, bem que a Mônica poderia ser minha amiga, mas eu não sei se ela quer o mesmo.

...

Mônica chegou em meu apartamento por volta de meia-noite, meio tarde né? Agradeço muito á Deus por Mônica ter aceitado ser a pessoa que me aturará e a chamarei de minha amiga. Não é porque eu não quero ficar sem amigas, é porque eu achei Mônica legalzinha e solitária... Parecida comigo. Sabe, algumas pessoas têm o dom de serem comunicativas e simpáticas, outras são somente simpáticas, e enquanto existem pessoas que são tímidas, porém conseguem amigos, e essas pessoas se comunicam quando necessário, sem excessão para fazer amigos. Essa última categoria é a que eu mais me encaixo. Não me abriria para qualquer pessoa, muito menos para alguém que só vi uma única vez. Mas devemos superar esses medos, de vez em quando, certo? Certo. Até que não foi tão difícil ser amiga de Mônica.

– Ai que horror, Sá! – ela me disse do outro lado do balcão que separava a cozinha da sala, quer dizer, ela na cozinha e eu no balcão, observando. – Nunca imaginei como seria perder a melhor amiga, ainda bem que você tem a mim. – ela riu e eu tentei forçar um sorriso, ainda olhando para o mármore da minha bancada. – Falando sério, fica bem, poxa, você tem a mim, ao Nicolas, ao Lucas. Não precisa de Natália. – ela sorri maliciosamente e eu já prevejo que vem pancada. – Mas, então, e o Lucas?

– Sabia que você iria perguntar por isso. – eu digo rindo, sentindo minhas bochechas queimarem como uma chapa quente, mas tipo, muito, muito quente.

– Aha! – ela disse apontando para minhas bochechas e rindo. – Seus olhos brilharam e você está fazendo cosplay de tomate. Você gosta dele que eu sei.

– Tá, mas você promete que não vai ficar histérica? – ela assente com a cabeça. – Eu estava insegura em relação aos meus sentimentos, mas durante esse tempo tive certeza, estou novamente apaixonada por Lucas.

– Sabia! Mas pelo jeito, Lucas também sente a mesma coisa por você... – ela me olha séria. – Por quê você não volta com ele?

– Mônica, nós não estamos preparados para isso. Pelo menos não ainda.

Depois de conversarmos fomos para o sofá, eu deitei minha cabeça no colo de Mônica enquanto assistíamos a um filme qualquer.

...

– Lucas, minha mãe acabou de me ligar, ela comprou as passagens, eu vou ter que ir. – Eu disse no telefone com Lucas do outro lado da linha. Minha mãe havia me ligado e, meio que, me mandando voltar para Curitiba. Pelo menos para passar o natal e o ano novo lá. – Por favor, eu não quero ir sozinha!

– Sabrina, eu não vou complicar a sua vida?

– É claro que não vai, por favor, Lucas!

– Amanhã eu te encontro para comprarmos as passagens, tudo bem, meu amor?

– Tudo bem... Meu amor. – eu ri do outro lado da linha, não, não estamos namorando. Foi uma forma fofa nos tratarmos como melhores amigos.

...

Aeroporto Internacional de Guarulhos, 16 de dezembro de 2014 às 18:45.

Lucas e eu estamos à poucos minutos de embarcar no avião com destino ao Aeroporto Internacional de Curitiba. Já estava tudo pronto, tínhamos o carro alugado, o lugar onde ficaríamos, a casa de campo de meus pais. Na minha família todos iriam para lá. Somente eu estava em SP, seria uma surpresa para minha família ver Lucas me acompanhando, talvez até haja a reconciliação, ou não.

Quando o nosso voo é chamado ele se vira para mim e diz sorrindo:

– Está pronta?

– Pronta. – ele estendeu a sua mão para mim e eu a segurei. E assim fomos até o portão de embarque.

No avião, os nossos assentos eram juntos, então seriam os 40 minutos mais divertidos da minha vida, tirando o meu medo de altura. Aquela viagem seria a melhor de minha vida.

Passamos o tempo todo conversando, rindo e até dormindo. Dormir foi o que mais fizemos, uma hora acordei e me vi com a cabeça no ombro de Lucas. Tirei uma selfie no Snapchat e coloquei na legenda: Sonhe comigo, tá? ♥ #L . Acariciei seus cabelos loiros e disse muito baixo, mas alto o suficiente para que ele acordasse:

– Eu aceito, Lucas... Eu te amo demais... Simplesmente, eu aceito...

…

I can't win, I can't reign

I will never win this game

Without you

Without you

Eu estava tocando no piano da casa de meus pais, na noite de Natal. Minha mãe havia pedido para que eu tocasse para toda a família, mas eu olhava principalmente nos olhos de Lucas, que olhava intensamente nos meus.

I am lost, I am vain

I will never be the same

Without you

Without you

I won't run, I won't fly

I will never make it by

Without you

Without you

I can't rest, I can't fight

All I need is you and I

Without you

Without you

Oh, oh, oh

You, you, you

Without You, you, you

Without you

Como eu desejava que ele percebesse isso em mim...

Can't erase, so I'll take blame

But I can't accept that we're estranged

Without you

Without you

I can't quit now, this can't be right

I can't take one more sleepless night

Without you

Without you

I won't soar, I won't climb

If you're not here, I'm paralyzed

Without you

Without you

I can't look, I'm so blind

I lost my heart, I lost my mind

Without you

Without you

Oh, oh, oh

You, you, you Without

You, you, you

Without you

I am lost, I am vain

I will never be the same

Without you

Without you

Without you

Quando termino de tocar as últimas notas no piano, sou aplaudida, porém me levanto e vou até Lucas, e faço o que ninguém esperava naquela noite de Natal. Eu fui até ele, coloquei meus braços em volta de sua nuca e o beijei em meio á todos os meus parentes. Então, eu lhe digo:

– Lucas, eu te amo.

Notas finais
Só peço-lhes uma coisa: APAREÇAM PLEASEEE! Comentem, recomendem, favoritem, acompanhem, sei lá, mas apareçam. Até o próximo capítulo! Nicole Mendes :)