Amor Proibido

31 Vou sonhar mais e mais...


Notas iniciais
Me perdoem pela demora, os mais íntimos sabem que eu estou postando o capítulo em um momento muito difícil, mas assumi um compromisso com vocês e tenho que honrar. Bem, de acordo com os meus planos, temos mais dois capítulos ou mais... mas é GARANTIA de uma segunda temporada! Ñ consegui explicar muito no capítulo passado. Mas, a narradora será... Luísa!!!!! Espero q gostem!

...

Mais um copo daquele maldito remédio. Fiquei tonta, muito tonta. Desacordada. Acordo sentada na poltrona com minhas pernas abertas e roxas. Meus seios estão doloridos, como se tivessem sido apertados com força. Até as minhas noites com Lucas são mais delicadas. Mas, enfim, só entendi o que aconteceu quando ele veio de novo. Aline chama ele de Tio Dos Remédio, mas seu nome é Antônio, ele é um velho funcionário do hospício. Ele sempre vem às terças para me dar alguns remédios para me acalmar.

Em uma dessas terças, ele chega em meu quarto, tranca-o e me senta na poltrona, me sinto incapaz de fazer algo quando ele está, mas não é paixão ou nada, ele não me deixa fazer movimento algum. Então, ele esteriliza meu braço, e pega uma seringa com um algo que eu não sei. Então ele injeta a droga em meu braço, senti o sono se aproximar e a inconsciência querer me levar, mas eu consigo resistir. Ele tira sua camisa, dá aquela calibrada no seu amigo e me penetra. Meus braços foram presos um tempo antes de tudo isso acontecer. Então gritei, me debati, pois sabia o que estava acontecendo, e não gostava daquilo com outras pessoas a não ser Lucas.

Ele sai do meu quarto, me deixando marcas dos seus chupões e de suas mãos mais uma vez. Então me levanto da cadeira e fico andando pelo quarto. Estou cansada disso tudo, sinto saudades de Lucas, de Luísa, de Eric, já aprendi a minha lição. Fazem duas semanas que não como nada. Perdi dez quilos. Era para eu ter perdido mais, porém tem os remédios. A noite chega e eu fico perambulando.

O sono se foi, escuto sua voz. Aline está na janela, então abro-a.

— Você é louca? — pergunto fechando a janela.

— Deve ser por isso que eu estou aqui, trouxa. — reviro os olhos

— Tem algum plano?

— Bem, eu falei com meu pai sobre fugirmos. Mas tem que ser a noite.

— Qual é o plano? — pergunto

— Amanhã te conto. Tenho que voltar para o meu quarto. — ela abre a janela e pula. — Fecha. — ela diz do outro lado e é isso o que faço.

Pego um pequeno radio que tenho e coloco o cd Cromático da Scalene. Então seleciono Nunca Apague a Luz, mas antes coloco minhas sapatilhas de ballet, que são de ponta e começo a dançar. A voz de Gustavo Bertoni ecoa profundamente pelo quarto junto com os toques do piano. Me diz o que vai ser de nós, de você sem ter alguém pra entender? Ele diz e eu me lembro de Lucas, que está com Luísa e Eric naquela sala, assistindo algo qualquer. Eles são a minha razão para fugir, eles são a minha razão de viver. Eles são o motivo para eu nunca apagar a minha luz. Dependo eternamente deles, por mais que eu tenha meus problemas, eu sou problemática. Mas eu os amo demais para negar.

...

Naquela noite, Mário já nos esperava fora do manicômio. Era só pular o muro, simples assim. Aline bate na janela e eu abro.

— Eu vou acabar entalada. — digo estendendo a corda.

— Vai logo, Sabrina! — então ponho a mochila nas costas e agarro a corda para subir.

— Caraca, é muito alto! — digo sentada na janela.

— Pula logo. — é isso o que eu faço.

Vamos tentando não chamar a atenção, Aline sobe primeiro e me estende a corda, então eu subo. Pulamos o muro e já estamos na rua. Respiro profundamente, e vamos correndo até um certo carro branco. Entramos, eu no banco de trás, Aline na frente e Mário na direção.

— Prontas? — ele pergunta com o pé no acelerador.

— Não enrola! — Aline diz e ele arranca com tudo.

No caminho vamos conversando algumas coisas absurdas. Foi bom voltar a esse convívio, precisava de amigos novos. Ele para em frente a minha casa e eu estranho.

— Como você sabe aonde eu moro? — pergunto.

— Todo mundo sabe. Vai lá. — ele diz e eu me despeço de todos.

Entrando em casa, tudo está como antes. Me sento no sofá, e vejo a arma na mesa de centro. Ouço o barulho do carro de Lucas na garagem e pego a arma, sentando de volta no sofá com as pernas cruzadas. Ele entra e se espanta, então começo a cantar Céu Azul, a nossa música, então me levanto. Me aproximo dele com a arma e ele larga a bolsa de brinquedos no chão.

— O que você vai fazer? — ele pergunta e eu continuo cantando, mas passo a arma em meu pescoço. — Não aperta esse gatilho. Por favor.

Seguro a arma a alguns centímetros da minha cabeça, então, no momento exato que aperto o gatilho, Lucas dá um tapa na minha mão, fazendo a bala acertar no sofá.

— Por que você não me visitou? — pergunto abraçando-o — Senti sua falta.

— Também senti. Espero que você esteja melhor.

— Estou sim. Aprendi a lição.

— Ainda bem. Então vamos voltar pra São Paulo, imediatamente. Vou buscar as crianças na casa do meu pai e, enquanto isso, você se arruma, toma um banho, sei lá. Mas quando voltarmos, vamos direto para o jatinho. Okay?

— Okay. — beijo-o e ele passa seu braço pela minha cintura, fazendo com que eu o sinta cada vez mais.

Então ele me pega no colo e eu coloco minhas pernas enroladas no seu quadril. Ele tira minha blusa dando acesso livre para que ele desabotoe meu sutiã nadador, é isso o que ele faz. Ele aperta meu seio esquerdo com força e delicadeza, como se aquele momento fosse único. Desço sua calça com meus pés e reparo o volume. Estamos famintos por isso. Até que ele faz algo inusitado.

— Vou ligar o rádio pra abafar o som. — ele liga e começa a tocar Worth It do Fifth Harmony.

Ele tira minha calça calmamente, mas percebo que ele se embolou então o ajudo, então ele joga minha calcinha longe e me penetra. Gemo seu nome e ele faz novamente fazendo com que eu morda meu lábio inferior com tamanho prazer. A música pula para Animals. Não foi nada selvagem, foi algo que supriu a nossa necessidade, a nossa saudade. Pois o amor que sentimos um pelo outro é maior que qualquer outra coisa.

Então ele se vira e diz:

— Você me ama. Verdadeiro ou falso?

E eu respondo.

— Verdadeiro.

...

Depois que voltamos para São Paulo, ainda antes do aniversário de um dos gêmeos, nossas relações tornaram-se quase que constantes.

Na noite da festa, Luísa e Eric ficaram lindos. A filha de Mônica e Nicolas, Ana Carolina, brincava alegremente com eles e Elizabeth. Natália, Pedro, Mônica, Nicolas, Felipe, Ana, eu e Lucas estávamos sentados conversando quando comecei a passar mal, um ácido entalou na minha garganta e tive que correr para o banheiro, onde vomitei até o que não devia. Lavei a minha boca, peguei minha bolsinha com minhas coisas de higiene e escovei meus dentes, feito isso, voltei para lá. Todos me perguntaram se eu estava bem e eu falei que estava, mas na verdade não estava nada bem.

Natália me puxou pelo braço junto com Ana e Mônica, então elas me levaram para o terraço do buffet, longe de todos os convidados.

— Por que você passou mal? — Natália pergunta me jogando na parede.

— Preciso falar? — pergunto e elas concordam com a cabeça. — Acho que estou grávida novamente.

— Quer que a gente compre o teste? — Ana pergunta.

— Vai atrapalhar?

— Claro que não. — Mônica diz. — Quer saber, vamos agora.

Tento segurar as quatro mas elas vão mesmo assim. Sento-me de volta com o grupo para esperá-las, até que Felipe pergunta sobre o paradeiro delas, e eu começo a inventar desculpas, até que Elizabeth aparece correndo com suas perninhas gorduchas de bebê.

— Papá, cadê a mamãe?

— Ela foi dar remédio pro ursinho, amor. — eu seguro uma gargalhada com todos naquela mesa. — Agora o Leli e a Lu querem brincar com você e a Carol. Vai lá, amor. — ela vai correndo. — Os olhos dela estão tão roxinhos.

— Então, né, vou indo porque preciso ver algumas coisas. — digo saindo da mesa e ligando para Natália. — Aonde vocês estão?

— A gente tá voltando querida. Acalme essa criança. — ela diz. — O cara perguntou para qual de nós era o teste, escroto.

— Amiga, não se revolte.

— O moleque devia ter uns 18 anos e ficou dando em cima de mim, depois as meninas chegaram e pediram o teste e ele disse 'Pra qual de vocês, hem ruivinha?' Eu meti a mão na cara dele e disse que era para uma amiga e que ele não deveria se intrometer nos assuntos. Moleque ridículo, escroto.

— Tá, mas vocês estão vindo? Eu to muito apertada.

— Calma. A gente já está na rua do buffet.

Desligo o celular e vejo elas entrando com a bolsa da Ana em mãos.

— Bora pro banheiro. — Mônica diz e vamos as quatro. — Olha Sá, você vai ter que mijar nesse negócio e...

— Eu sei como se faz esses testes. Vocês compraram quantos?

— Quatro. — Ana responde.

— Beleza. Lá vou eu. Eu vou fazendo um aí eu entrego pra vocês, aí eu faço o outro e assim por diante, okay?

— Okay. — Ana diz por todo mundo. — Momento A Culpa é das Estrelas.

Então a maratona começou. Realizei o primeiro com o segundo desembalado então coloquei o primeiro na caixinha e fiz o segundo do mesmo jeito do primeiro. Quando todos terminaram, nós ficamos apreensivas com os testes na pia, até que saiu o resultado do primeiro: Positivo. Do segundo: positivo. Terceiro: positivo. Quarto: positivo.

Já reparou que os sonhos nunca têm conclusão? Justamente para nós continuarmos vivendo e construindo a nossa conclusão com as nossas escolhas. Uns dizem que o sonho é melhor que a realidade, mas discordo. O sonho é apenas um pequeno projeto ou rascunho do que queremos para passarmos para a realidade. A realidade nada mais é do que a convivência com personalidades divergentes que não facilitam o nosso presente, que só nos tornam mais egoístas e ridículos, mas aprendi com as situações que nós somos apenas um pó inútil que nos achamos donos de tudo, sendo que não somos nada. Somos todos iguais. Posso ainda ser arrogante, egoísta, individualista, mas os dois meses que passei naquele manicômio foram muitos úteis para reformar meu caráter. Aprendi a sonhar novamente, aprendi a focar em meu futuro, aprendi que eu mereço e tenho a vida dos sonhos. Eu tenho uma família linda, dois filhos maravilhosos, um marido perfeito, estou esperando uma criança que, com certeza, será linda. Não tenho com o que me preocupar, só tenho a agradecer.

Volto para 'A Mesa do Bonde', que Lucas nomeou assim, e me sento apreensiva ao lado dele.

— O que houve, Smurf? — Felipe pergunta e Ana faz um sinal pra eu contar pra todos a novidade. — Você está bem?

— Estou sim. — suspiro e pego a minha bolsa. — Preciso contar uma coisa para vocês.

— O que aconteceu, princesa? — Lucas pergunta colocando sua mão sobre a minha, causando arrepios em mim.

— Há alguns dias atrás, eu não estava muito bem. Espero não ser indelicada perto de vocês, meus boys. Eu não estava nada bem, minha menstruação está atrasada, vomitei o dia inteiro. Bem, agora a pouco as meninas compraram quatro testes de gravidez, e... — Nicolas me interrompe.

— Vixi, o Lucas vai ser pai de novo! — todos nós rimos porque meu marido estava pálido. Seus lábios estavam muito vermelhos e seus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Continuando, eu realizei os testes, esperei junto com as meninas, e o resultado foi... — todos arregalaram os olhos e Lucas já soluçava. — Positivo nos quatro. — o olhei com um sorriso no rosto e ele me beijou, todos na mesa aplaudiram. — Vamos ter o terceiro bebê!

— Eu te amo muito, princesinha rebelde.

— Também te amo muito, filho da diretora Fabiana.

...

Eu estava com Luísa nos braços e Lucas estava com Eric, Lu queria mexer no Olaf, e Eric abraçou a irmã, o que gerou muitos 'owwnt's', beijei Lucas e ele TENTOU acender a vela, porque o treco não acendia.

— Bugou, bugou! Isso não quer ligar! — revirei os olhos e arranquei o isqueiro da mão dele, e consegui acender. — Isso é injusto! — beijei-o e cantamos o Parabéns com vários convidados e repórteres que estavam presentes no buffet. Quando Luísa tentou apagar a vela, acabou lambuzando o rosto com um pouco do glacê e todos rimos, mas limpei a minha pequena.

Os repórteres questionaram meu novo visual, meu cabelo estava em cima do peito e desfiado com uma franja. Pois bem, né, eu não contei o real motivo, mas as verdades irão ser ditas.

Martín chega e abraça as crianças, que o confundem com Lucas, pois os dois são muito parecidos. Lucas chega e abraça Martin, as crianças ficam confusas mas Luísa corre para o pai, enquanto Eric, que é lerdão como a mãe, fica pensando pra quem vai, então vai para o tio. Toca o rosto do tio, que nunca viu, e sente sua barba rala, olha seus olhos cinzas.

— Ele parece a Sabrina né? — Martín diz para Lucas.

— É mesmo. Puxou a beleza da mãe. Enquanto a Luluzinha aqui me puxou.

Me aproximo e cumprimento Martín então ele se mostra totalmente diferente de quem conheci, uma pessoa boa, que usava uma aliança de noivado.

— Vejo que você ficou noivo né? — digo puxando assunto.

— Pois é. Caso daqui há uma semana, eu vim pra convidar vocês.

— Nossa, Martín, obrigada pelo convite. Nós vamos estar presentes. Garanto.

— Obrigado, princesinha de gelo.

— Alguém pode explicar pra família Garcia Figueiredo que eu odeio esse apelido? — digo e eles riem, mas Eric sai correndo atrás da bexiga e tenho que ir buscar a criança.

Esses momentos são os melhores para sempre. Eu não consigo pensar em como seria a minha vida sem meus amigos e minha família, mas sei que eles completam a mesma. Desaprendi a guardar rancor e aprendi a perdoar. Desaprendi a ser egoísta e aprendi a repartir. Desaprendi a odiar e aprendi a amar cada dia mais.

Mônica e Natália acabam com roupas parecidas me puxando para um tipo de palco, onde elas me vestem nos 'bastidores' com uma roupa preta como a delas, mas a minha tem alguns detalhes em prata. Então elas entram e começa a tocar New Thang, eu entro depois delas, começamos a dançar com todos os convidados empolgados indo a loucura com cada passo. Nada muito sensual, tá bom, tem sua sensualidade. Passos bem orquestrados e realizados por elas. Tentei ser um pouco mais delicada por causa do bebê, mas não foi possível, meus 6 anos de dança reagiram bruscamente, de forma que consegui ver uma certa empolgação por parte de Lucas, previ que a festa teria seu final com a cama batendo na parede e com meus gemidos de puríssimo prazer. Já imagino o final dessa história. Luísa começa a dançar com Elizabeth e Carolina. A música termina e todos aplaudem com muita euforia.

...

Como havia dito, a festa acabou mesmo na cama do nosso apartamento. Ao acordar, vejo nossos corpos nus cobertos apenas por um lençol, então me levanto, colocando uma camisa de Lucas e vestindo novamente a minha calcinha. Caminho para a cozinha passando pelo quarto dos gêmeos, que dormem bem com tamanho cansaço. Ligo a televisão na sala e, nas notícias de celebridades, vejo sobre a festa de ontem, a dança foi reproduzida na íntegra com vários comentários positivos e negativos. Então Lucas aparece só com uma cueca como vestimenta.

— Seus peitos estão ficando enormes de novo. — Lucas diz fitando o decote que eu fiz em sua camisa de propósito.

— Estou te testando? — ele assente quando eu me aproximo, vendo o volume. Então bato nossas intimidades, fazendo ele soltar um gemido, faço novamente e ele me enlaça pela cintura, deixando meu corpo mole. Nisso ele me beija ferozmente, massageando meu seio, me excitando. — Sei que eu não sou a única.

— Então você me quer agora?

— Te quero! — ele começa a desabotoar a camisa, mas o telefone toca, nos interrompendo.

— Telefone filho de uma...

— Olha a boca, Garcia! — ele ri e coloca uma calça de moletom mas continua sem camisa, o que destacou a âncora. — Alô?

— Senhorita Everdeen, não reconhece a minha voz? — diz uma voz muito conhecida.

— Mário?

— Como estão os gêmeos já que você voltou pra São Paulo?

— Fizeram um ano ontem. Aliás, estou grávida de novo.

— Bem, estou indo pra São Paulo com a Aline. Aproveitei pra voltar pra minha antiga casa.

— Quando mudar me avisa que eu vou aí com os gêmeos e o Lucas, você vai reconhecer.

— Aquele pé de breque?

— Para! Ele é um ótimo marido.

— Tudo bem. Vou embarcar, fique viva.

Desligo o telefone, Lucas fica vidrado na televisão.

— O que foi, amor?

— Maldito paparazzi! — ele diz. — Conseguiram pegar fotos nossas depois da festa. Não se pode nem transar em paz!

— Calma, vai ficar tudo bem. — não estava calma, iria arrumar uma bela confusão. — Vamos procurar nosso advogado, já que ainda não me formei, e vamos processar eles por uso indevido da nossa imagem.

— Cara, eles ainda pegaram quando eu estava desabotoando seu sutiã. Ficou eminente o que fazíamos. — coloca a mão no rosto em sinal de desaprovação. — Puta merda! Paparazzi filho de uma puta!

— Calma, vou me trocar e nós vamos lá no Felipe, ele pode nos ajudar. Vá se trocar também. — vou para o quarto e visto uma calça com uma camisa qualquer, e coloco meus tênis inseparáveis.

Lucas aparece no momento em que Steven acorda as crianças. Luísa começa a chorar e eu pego a mamadeira, logo Eric acorda e Lucas o pega. Então pegamos as cadeirinhas e descemos até o carro.

Chegando lá, explicamos todo o ocorrido para Felipe. Ele se indigna.

— Como posso ajudar vocês? — ele pergunta sério. — Vocês sabem mais coisas, tipo, quem é?

— Lucas deve saber.

— Eu? — ele pergunta. — Temos que ir na emissora se quisermos saber mais.

— Vamos registrar o B.O. e depois vamos atrás disso. — Felipe diz com segurança, ele sabe o que faz. — Só porque você é minha irmã, Sabrina. Só por causa disso.

— Obrigada, Avatar! — abraço-o e vamos à delegacia.

...

— Como vocês colocam uma coisa dessas na televisão? — digo, mas sinto que estrapolei no nervosismo. — Ainda temos o direito à privacidade!

— Senhorita, se acalme! — diz a redatora. — Nós só recebemos as imagens e exibimos.

— Escute, se você estivesse transando com seu marido e alguém tirasse algumas fotos e exibisse em rede nacional, você iria ficar nessa calma?

— Não iria gostar, iria processar o indivíduo.

— Pois é exatamente o que vamos fazer com essa — derrubo as coisas da mesa dela. — porcaria de jornal! Eu estou grávida e nem assim vocês perdoam. Me revele a fonte!

— Não posso, sigilo profissional.

— Sigilo profissional o cacete! Eu vou processar vocês! Vocês estão acabados na minha mão! — digo exaltada quando vejo as gotas de sangue no carpete, minha vista embaça, os gritos desesperados de Lucas ficam cada vez mais distantes, então eu desabo, ficando inconsciente.

No hospital, acordo com Lucas ao meu lado vestindo uma blusa dos Chicago Bulls. Sua mão acariciava a minha de modo que sentia espasmos pelo meu corpo. Como uma corrente elétrica.

— Lucas?

— Finalmente! Você dormiu durante dois dias. A enfermeira deve te liberar daqui há algumas horas.

— E o bebê?

— Bem, ele não resistiu. Tentaram fazer de tudo, mas perdemos. — ele diz e eu sinto as lágrimas caírem no meu rosto. Então olho para o teto cheio de infiltrações, nada faz sentido. Devia ter tomado cuidado com a saúde dele.

Engraçado, nós só nos lembramos de fazer algo quando a pessoa se vai. Deveríamos sorrir mais e esquecer de usar as pessoas e amar objetos.

— Tudo culpa minha. Se eu não tivesse me exaltado, eu não estaria aqui.

— Não fala uma coisa dessas, você ainda é mãe e eu ainda sou pai. Tudo bem. Fique tranquila.

— Ficarei. — adormeço.

...

*Um mês depois...*

— Lucas, meu vestido não está fechando! Me ajuda!

— Parece que você comeu uma azeitona de tão bonitinha que a sua barriga está.

Sim, engravidei novamente. O processo ainda está pendente, não achamos o paparazzi, mas temos pistas.

Hoje é o casamento de Natália. Todos estamos prontos, mas se o meu vestido fechasse iria ajudar. Tive que colocar o vestido que usei no casamento de Mônica, combinou muito com meu penteado. Ficou delicado.

— Como estou?

— Você está linda! Mais ainda! Se não formos logo, sua produção será à toa.

— Estou pronta!

— Finalmente! Pega o Eric que eu pego a Luísa.

É isso o que eu faço.

No casamento, fica difícil manter Eric quieto no meu colo. Ele fica falando, se contorcendo com cólica e eu tenho que sair antes da cerimônia.

— Calma, meu anjo. Mamãe tá aqui. — ele para de chorar e começa a passar a mão no meu rosto.

— Buubuuu taadaa! — ele diz e eu dou risada, não entendendo absolutamente nada do que ele dizia.

— Isso mesmo, meu pandinha! — digo beijando-o na bochecha. — Vamos voltar para a chácara, Leli?

Ele deu uma risada gostosa e voltamos. Só não somos padrinhos por causa das crianças. Natália estava linda com um vestido branco, mais puxado pro champanhe. Pedro vestia um terno branco com gravata preta.

Confesso que tentei não chorar, mas Luísa passou a mão em meu rosto como eu faço com ela para secar suas lágrimas, o que me trouxe mais alegria, então peguei-a e beijei-a.

Na festa, nos divertimos muito, foi tanta diversão que a festa, que começou ás 22:30, terminou ás 3:45, ou pelo menos foi a hora que fomos embora.

Luísa e Eric adormeceram rapidamente, mas não foi assim que aconteceu conosco, porém dormimos.

...

— Acho que eles já têm idade suficiente para ir para a Disney. Os contratos já chegaram e o filme vai ser lançado antes do Oscar. Preciso que minha família vá comigo. — Lucas diz enquanto eu ponho as frutas no liquidificador para fazer uma vitamina, que seria para os gêmeos se a mãe não fosse tão esfomeada e tomasse.

— Essa vitamina é muito boa! Lucas, vou fazer para nós dois. — começo a pegar mais ingredientes.

— Sobre a minha proposta? Sim ou não?

— Viajamos quando?

— Quando você quiser.

— Sempre que eu vou eu to grávida! Poxa, eu quero ir na montanha-russa!

— Vamos amanhã. Vou falar com o piloto. Preparada pra selfie com o Mickey?

— Preparada. — olho para o relógio, 9:59. — Crianças acordando em 3, 2, 1...- 10:00 e ouvimos o choro deles. Vou correndo com as mamadeiras e Lucas pega as crianças. Rimos com nossa habilidade e as crianças riem juntamente conosco.

Esses são momentos que não quero esquecer jamais. Nem morrendo.

— Que venha a Disney! — eu digo e Lulu ri.

Notas finais
Ps: MAIOR CAPÍTULO ESCRITO PELO CELULAR!!!!!!!!