Amor Proibido
10 Será uma Reconciliação?
Notas iniciais
Chegando ao meu quarto, fui tomar meu banho e, enquanto a água do chuveiro caia sobre o meu corpo, fiquei pensando no turbilhão de coisas que haviam acontecido só naquela manhã de domingo. Eu não estava preparada para tudo aquilo, e ser a razão de disputa da Família Garcia. Saí do banho, procurando uma roupa para ir ao shopping, lembrei-me de que iria ir para o cinema com Natália e ela convidaria alguns amigos dela para ir junto, confesso que estava com medo de quem ela convidaria para ir. Coloquei minha calça vermelha e minha camisa xadrez. Fiz um coque frouxo em minha cabeça e peguei meus óculos de grau (já que eu era meio que míope e tirei as lentes de contato transparentes) e as chaves do carro. (Natália já havia saído da piscina e estava no banho, ela havia me dito para ir que ela iria ir com o amigo que ela iria convidar) Fui saindo com o meu carro, indo em direção ao Shopping Interlagos. Liguei o som do meu carro, enquanto tocava uma música que eu gostava muito, quando me lembrei de meus momentos com Lucas e comecei a me arrepender de ter conhecido Martín.
Percebi que Lucas era a pessoa certa para mim. E que eu estava errada de tentar dar o troco em Lucas. Eu o amava, mas parecia que ele, mesmo estando com Jéssica, sentia o mesmo por mim.
Entrando no estacionamento, achei uma vaga de milagre perto de uma Tucson Preta. Lucas estaria lá? Coincidência? Melhor não pensar nisso. Peguei minha bolsa e tranquei o carro. O vento do ar condicionado batia em meu rosto quando em entrei. Enquanto aguardava a ligação de Natália, eu passei por algumas lojas, mas, por incrível que pareça, não levei nada. Recebi a ligação de Natália dizendo para eu ir até a fila do cinema que ela não poderia estar e que o amigo dela estaria. NATÁLIA ESTARIA MORTA POR ME DEIXAR COM UMA PESSOA QUE EU TALVEZ NEM CONHECESSE!
Mantive a pouca calma a partir daquele momento e fui até o cinema quando vi a última pessoa que eu estava esperando Natália convidar, Lucas. Ele estava com uma camisa azul, calça preta e Vans preto. Resumindo: Ele estava lindo. Eu, à princípio, fiquei confusa com o fato de Lucas estar desacompanhado e com aparência de estar procurando alguém. Então eu cheguei mais perto e perguntei:
– Lucas, o quê você está fazendo aqui?
– Natália pediu para que eu viesse que ela estaria com uma amiga...
– Menina idiota! Ela jogou o mesmo papo para cima de mim.
– Sério mesmo? Era você?-ele riu e bloqueou seu celular, guardando-o no bolso de sua calça- Nossa! Sá,-eu amava quando ele me chamava assim e ele sabe disso- já que estamos aqui, por quê não assistimos a um filme? Faz tempo que não fazemos isso...
–É, mas que filme? Vim pensando que Natália havia escolhido ‘Cinderela’- Lucas riu de minha ironia- ou ‘Cada Um Na Sua Casa’!
– Melhor esquecermos o cinema e irmos para outro lugar sem ser mais lojas. – Lucas ainda ria
– Mas eu não vivo sem fazer compras!- eu disse parecendo Jéssica- Mentira...
– Fiquei sabendo que aqui tem um parque, que tem bate-bate! Tens coragem de me enfrentar, princesinha rebelde?
– Você também?- eu disse rindo- Hm... — brinquei- Meu caro rapaz, admiro muito a sua atitude de me desafiar para te enfrentar no carrinho de bate-bate e, depois de anos e anos pensando em sua proposta, eu resolvi aceitar! – eu disse fazendo Lucas rir com meu sotaque de princesinha de um reino distante.
– Meu Deus, você é louca! Vou passar aqui por baixo então... – Disse ele passando por debaixo da fita que formava a fila do cinema. – Pronto!
– Como você é infantil Lucas!- eu disse rindo- Quem passa por debaixo de uma fita e depois fica com cara de sonso? Lucas Garcia!
Nós fomos andando pelo shopping e por onde passávamos, percebi que arrancava olhares. Olhava sempre para o lado e via Lucas meio que... com ciúmes? Entrei na brincadeira e comecei a rir.
– Eles só estão fazendo isso porquê veem que você está livre.
– Mas eu não estou?
– Está mas, você não pode dar bola para eles.- ele estendeu sua mão- Segure a minha mão, por favor...
– Tá bom, Lucas. Mas, o que isso vai resolver?
– O fato de você segurar em minha mão vai fazer pensarem que você está comigo e eu com você. Faça isso por mim, por nós.
Segurei na mão que ele havia estendido, sua mão era macia e quente. Aproximei-me mais de Lucas e chegamos mais perto, fazendo parecer que éramos um casal de verdade. Minha cabeça imaginava se fossemos mesmo um casal, o modo que ele acariciava minhas mãos e o modo que ele falava comigo olhando em meus olhos, ou melhor, olhando sobre os óculos que os cobria. De repente, um clima nos envolve, então, no momento em que ele se aproximava mais de mim, eu o interrompo.
– Lucas, por quê não vamos comer algo primeiro?
– Tudo bem...
Lucas e eu fomos pedir os nossos lanches e enquanto aguardávamos, fomos sentar perto dali. Lucas quis sentar-se ao meu lado, tudo bem.
– Posso?- Eu disse deitando minha cabeça em seu ombro.
– Pode sim. Você fica muito mais bonita de óculos. Sá, eu queria te dizer algumas coisas, posso?
– Pode sim, homem de muitas palavras.
– Você está sentindo isso?
– O quê?
– Um clima pairando no ar...
– Ás vezes eu sinto.
– Eu sinto sempre que estou perto de você. — Ele disse, e eu levantei minha cabeça de imediato. – Sabrina, eu acho que mesmo nós não estando mais juntos, nós temos sentimentos um pelo outro. – Ele colocou suas mãos em meu rosto delicadamente. – Sabrina, hoje eu posso ver que eu te amo de verdade, não importa o que você tenha feito, eu ainda te amo. Eu estou disposto à me arrepender de ter terminado por um motivo tão fútil e voltar a viver um amor proibido contigo. Eu te amo, Sabrina.
– Também te amo, Lucas.
Tendo dito isso, Lucas me beijou de modo tão delicado que eu coloquei minhas mãos em sua nuca. Senti como se estivesse voando, e compreendi que ele era a pessoa certa para mim. Ele me amava de verdade. Percebia no modo que ele me olhava. Somente sorri de volta.
Lucas estava interessado em voltar comigo? Por quê ele não disse isso antes? Estava tão óbvio quando estávamos na piscina e eu não enxerguei. Eu sou uma burra. Como eu irei encarar Martín de novo? E Natália? Minha vida anda tão confusa...
–Te amo, tá?- Lucas disse enquanto se despedia de mim
– Também te amo.
Louca! Ele vai te enganar e te iludir de novo! Eu não posso escutar meus pensamentos, eu amo Lucas, mas ao mesmo tempo amo Martín. Ah! Que vida ingrata! Com quem eu devo ficar? Quero Lucas mas, ao mesmo tempo quero Martín. Por quê?
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