Amor Proibido
24 O fim da crise
Notas iniciais
Fascinada é como estou me sentindo! Seja muito bem vinda Duda! Leitora nova que ainda há de acostumar-se com minhas loucuras! Obrigada! Os mesmos agradecimentos para Cupcake de Brigadeiro ♥!
Peço desculpas pela falta de parágrafos no capítulo anterior, meu notebook bugou então tive que escrever pelo celular.
Qualquer erro a culpa é do corretor do bendito.
Espero que gostem!
Me via tão descrente dessa geração, mas não demorou para perceber, é só questão de tempo até explodir. Como um balão de ar o fogo nos mantém lá no alto. Cada um carrega um mundo singular repleto de nuances boas ou ruins. A força está na tolerância e união. Imagine só o que irá surgir! Só mais um vento em popa, mais nenhum passo em falso. Só mais um breve esforço, só mais um. Sigo a navegar.
***NARRATIVA — SABRINA*** Acordei no chão, sem entender a confusão ao meu redor. Então olhei da janela, tudo foi em vão. A humanidade é carvão em meu suor. Então saí da minha cela (quarto). Cinza era o céu, nada mais era como antes eu achei, não reconheci minha sombra. Só eu sei o que será de nossos sonhos. Só eu sei o que virá de outros mundos pra dizer. Minha mão passa por todos os móveis da casa, não procuro resquício de pó. Então encontro CDs e discos de vinil de bandas muito boas, tipo Legião Urbana, Scalene e Supercombo. Então tiro o cd Real/Surreal da Scalene e coloco A Luz e a Sombra para tocar. Me define. Define o momento, então me sento no tapete e olho para um ponto fixo e vazio, nisso me jogo para trás e caio no tapete. Em seguida, ouço o cd ser tirado e outra música ser colocada no lugar, o cd Éter é colocado. Náufrago é selecionada. — Quantas coisas, não é mesmo? — Lucas pergunta deitado ao meu lado. — Muitas... desde quando ouve Scalene? — Desde que você me falou sobre eles e o quanto o vocalista, na sua opinião, era lindo. — ele ri na última parte. — Você está tirando conclusões precipitadas! — eu digo rindo — Eu ainda sou uma mulher casada! — Quais são as chances de sairmos dessa crise? — Digamos que 97%, falta pouco. — O que precisamos? — Legado. — e no mesmo instante a música Legado começa a tocar. Hoje me encontrei tão longe de mim, tantas tropas eu armei com lanças de marfim. Um palácio de rubi fiz pra sustentar. Tantos sonhos que previ ali pra alcançar. Tanto quero, tanto busco mas quando acabar o que deixo aqui? O homem se perdeu, cego já não vê além do que o colocar no mais belo altar. A ilusão de estar completo lentamente o desfaz. Tudo em busca de algo tolo que seu ego satisfaz. Tanto quero, tanto busco mas quando acabar o que deixo? Meu legado foi manchado por não ver além do que eu quis. Só me sentirei pronto pra partir quando me doar, pelos outros ser. — Precisamos voltar para São Paulo! — Lucas segura minha mão e eu o olho ofegante com a escova na mão e ele com a vassoura, pensando que éramos uma banda. — Agora, de carro, de bicicleta, qualquer coisa que possamos fazer para deixar uma história, um legado. Precisamos desses 3% para voltarmos a ser o que éramos antes disso tudo. Aceito tudo menos avião e mordomias. — Primeiro passo: Vamos até a praia. Segundo passo: Vamos viver o momento. Terceiro passo: Vamos voltar para São Paulo. Quarto Passo: Vamos viver o momento. Quinto passo: Vamos para todos os lugares possíveis. Sexto passo: Vamos deixar o nosso legado, a nossa marca no mundo. — eu digo e ele completa minha frase. — A prova de que em meio a tudo o que passamos, conseguimos fazer o que poucos casais fazem, que é superar a crise. Vamos ser os três por cento que faltam. — então ele me beija. Eu coloco meus braços em volta de sua nuca e ele me abraça, fazendo com que eu tenha que ficar na ponta dos pés, então ele me pega no colo e nós sentamos no sofá mesmo, nisso eu me deito e ele continua me beijando. Meus cabelos, que estavam presos, estão soltos e bagunçados. — Lucas... — eu digo ofegante com ele beijando meu pescoço e começando a colocar sua mão dentro da minha blusa. — É melhor pararmos... Os gêmeos... — Você acha? — diz descendo seus beijos para meu ombro. — Os gêmeos vão ficar bem. — Eu não tenho certeza. — digo ofegante, com minhas mãos na almofada. Então ele me põe de volta no seu colo e diz: — Vamos para o quarto. ... No final, acabamos decidindo ir de avião, porém voltamos para São Paulo a poucos dias de irmos para São Sebastião passar as férias. São Sebastião é uma praia muito maravilhosa do litoral norte de São Paulo. Mônica e Natália irão nos buscar no aeroporto. Aquelas loucas dirigindo é a prova real de que o mundo é dos sábios. Então ficamos esperando o pai de Lucas. Ele irá nos levar para o aeroporto. — Pronta para algo épico? — Lucas pergunta com um sorrisinho de criança dançando em seus lábios. Então coloco meus óculos de sol e digo: — Sempre. O caminho segue cheio de risadas. E fico pensando com que cara vamos fazer aquilo que combinamos. Então Lucas me pergunta se está tudo em ordem para o nosso 'show', tudo pronto. Não tenho ideia de como Lucas conseguiu essa autorização. Nicolas e Pedro, com alguns amigos de Lucas vão estar lá. Está chegando a hora! Chegamos ao Galeão, tudo está preparado, os instrumentos prontos. Realmente estou realizando um sonho adolescente, aos meus 20 anos mas tudo bem. Será uma coisa bem cultural para distrair as pessoas, elas e nós merecemos. Entrando, eu preparo o pedestal para o meu tamanho. Lucas está na guitarra, Nicolas na bateria, Pedro com um baixo, tem um teclado posicionado para mim. Chegamos ao aeroporto algumas horas antes do vôo. Então tudo começa, as primeiras notas da música Náufrago começam a ecoar e a minha voz começa a ser audível em todo o saguão. As pessoas começam a se aglomerar ao redor de nós e as fotos são várias. Então a música acaba, as pessoas pedem mais, porém nosso horário acaba e precisamos fazer o check-in. Os instrumentos foram fornecidos por um local que eu desconheço, mas os cabos e os microfones eram meus e de Lucas, então guardei na minha bolsa.
— Gostou? — Lucas pergunta pegando a minha bolsa do meu braço. Então ele me abraça. — Amei, realizei meu sonho adolescente. — então ele dá um beijo na minha bochecha. Nisso vem um chute. — Lucas, coloca a mão aqui! — então ele põe a mão na minha barriga. — Ai meu Deus, que lindo! Como serão os nomes? — Temos que decidir. Não tenho ideias. — Eu também não, temos cinco meses pela frente para decidirmos. Agora só temos que voltar para São Paulo. — Então Nicolas e Pedro junto com os amigos deles aparecem do nada, me assustando. Todos se cumprimentam, mas chega a hora do vôo, eles pegaram assentos perto dos nossos, vou ser a única normal do grupo. Vou deixá-los livres, afinal, são só adolescentes em corpo de adultos. ... Como na formatura, fomos para a casa dos pais de Pedro, em São Sebastião. Dessa vez, eu tive que me arriscar, mesmo ouvindo conselhos para tomar cuidado com os gêmeos, as atividades físicas fazem bem para eles. Lucas está meio preocupado, diante de tudo o que eu já fiz, pular de cabeça na piscina é palha. Sei que ele faz isso porque me ama. Eu também o amo e vivo do amor. Se viver de amor é palha, do que eu vivo? Independente de Lucas dizer que me ama a cada dia, aprendi uma coisa quando eu era criança, o criador do amor me ama. Se eu faço bem ou mal, com todos os meus defeitos ele ainda me ama. Por isso eu vivo do amor é sempre viverei até que eu morra. Fico na piscina observando tudo de novo até que Lucas se senta ao meu lado, ele passa seu braço sobre meus ombros. Então vivemos aqueles momentos do início do relacionamento. Aqueles momentos em que o príncipe declara seu amor pela plebéia. Aqueles momentos em que todo o universo conspira a favor de duas pessoas por purificar amor, como se fosse obra do destino. E é uma boa obra do destino. — É lindo né? — ele me diz afagando meus cabelos. — O que? — Essa paisagem, tão inspiradora, sei lá, algo magnífico. — Sou obrigada a discordar nesse ponto. É como um borrão colorido no papel, não deixa de ser uma cidadezinha de papel. Pode parecer perfeito de longe, mas de perto tudo fica mais feio. — Não com você. Meu mundo se torna perfeito ao seu lado, você é linda. — então ele me beija, sua mão segura meu rosto delicadamente, enquanto eu me apoio para não cair mais fundo na piscina. Era um beijo calmo até que somos interrompidos. — Tá legal pombinhos! — Natália diz entrando na piscina. — Sabrina, você está linda assim! — Obrigada, você acha que eu vou conseguir um vestido para o casamento com a barriga desse tamanho? — Consegue sim, barrigudinha! Eu te ajudo nessa saga. — Bom, pra que dia a gente pode marcar? — Pode ser semana que vem? Tenho ainda toda aquela coisa do hospital. — Natália faz Medicina na mesma faculdade que eu faço direito, porém assisto as aulas pela web, por causa das viagens. De repente Mônica chama Natália para ajudar ela com as malas de Nicolas e ela sai reclamando. — Só vou porque você é minha amiga! O boy nem é meu! Isso não é justo! — Pensei que iria ficar sobrando no meio de vocês duas. Papo de mulher é uma coisa estranha. — Lucas diz com uma cara de espanto e eu dou risada. — Vocês homens são ultrapassados demais. — falo ironicamente e ele me lança um olhar duvidoso e então me beija ferozmente passando lentamente para ser calmo e delicado, sua boca ainda possui um leve gosto de suco de manga. Então ele finaliza quando o ar é extremamente necessário. — Acho que não somos tão ultrapassados nesse quesito. — Depende da pessoa. Tenho certeza e experiência de que você não é nem um pouco ultrapassado. Você é meu marido e para sempre será. — Nós nunca mais vamos entrar em uma crise de novo, promete? — ele diz segurando meu rosto de uma forma extremamente carinhosa. — Prometo. — então ele me beija novamente. Então sinto os chutes novamente. Guio a mão de Lucas até minha barriga. Ele acaricia e a beija, o brilho nos olhos dele parece o de uma criança que acabou de ganhar um carrinho de controle remoto de presente de seu pai. Não duvido nada de que eles terão o mesmo brilho nos olhos que Lucas possui. A crise valeu a pena, ela nos ensinou que nós nos amamos, independentemente de nossos defeitos, de nossos delitos, somos feitos um para o outro e o universo nunca poderá mudar. Assim como as estrelas estão lá em cima sabe-se lá quanto tempo e poucas se apagam, mas nascem outras novas e brilhantes. A prova de que não importa o que acontecer, sempre nascerá uma nova esperança. ... Natália e eu estamos procurando vestidos para o casamento de Mônica que é em poucas semanas. Deixamos tudo para a última hora (fato). Mas, é claro, a mais atrasada sou eu pelo fato de estar grávida. Então, finalmente achamos, o vestido é curto, mas serve. O vestido é perfeito, não vai marcar a barriga nem o corpo. O problema é o seguinte: meus seios. Estão maiores do que o normal. Me sinto gorda, não é para menos, estou grávida (Baaah). Mas estou com medo das estrias, ah como estou. Agora então, que eu trabalho com o corpo e tals, meu medo aumentou. O medo de talvez ser largada por Lucas, o medo de ser descartada pela mídia como um lixo. Lucas me assegura de que isso nunca vai acontecer, e se acontecer ele estará e andará sempre comigo. No final fomos para o melhor lugar para ir em um shopping, a praça de alimentação. Se existe uma coisa que eu amo é comida. Siga meu tempo de raciocínio: Shopping tem Praça de Alimentação, Praça de Alimentação significa comida, comida significa Sabrina e gêmeos felizes. Mais necessariamente, os gêmeos. Eu me alimentando por três pessoas não tem compra que aguente. Nós vamos conversando sobre os bebês e outras coisas. Então chegamos no meu apartamento, ela tem que ir para a casa dela para terminar de resolver coisas sobre o casamento de Mônica junto com a mesma. Quando cheguei, Lucas estava no sofá, com seus óculos pesquisando algo no notebook. Me aproximo e vejo que são nomes para gêmeos não idênticos. — Essa é a sua forma de escolher os nomes? — eu pergunto massageando seus ombros. — Sem sucesso. — Sabe do que eu gosto? Para a menina eu sugiro Luísa. — Eu achei Eric interessante para o menino. — Beleza. Nosso filhos se chamarão Luísa e Eric Taques Garcia. — Luísa é um belo nome. — Eric também. Mas sabe o que eu gosto mais? Aquele seu brigadeiro de panela que eu tentei fazer igual mas nunca consegui! Você pode fazer para sua esposa grávida de seus dois filhos lindos? — eu disse usando o meu incrível poder de persuasão e ele foi revirando os olhos. Sabe do que eu preciso? Das risadas de sábado a noite, das loucuras da Disney, do brigadeiro de panela, dos beijos de manga, eu preciso dele, o pai dos meus filhos, Luísa e Eric, preciso do meu eterno namorado, preciso de Lucas Garcia.
Notas finais
Mereço um review? O que acharam dos nomes que eu escolhi de última hora com uma amiga (Carol sua dlç, você vai ser a Sabrina do próximo capítulo)?
Espero que tenham gostado, sei que eu não superei as expectativas para a reaproximação mas isso foi o que me deu na cabeça, a lição que eles aprenderam com a crise.
Beijos, cocadas!
Nicole Mendes:)
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