Amor Proibido
34 O Princípio do Fim - Parte 2
Notas iniciais
Depois da conversa, Natália resolveu começar o tratamento com os hormônios para tentar engravidar. Tentei ser bem positiva ao vê-la mais cheinha, bem, assumo que nas primeiras semanas ela estava gordinha, mas tudo tem o seu propósito.
Na Páscoa, fizemos uma festinha na minha casa. Ela tinha um semblante alegre. Como se ela fosse imbatível; como se tivesse ganhado uma batalha. Na verdade ela ganhou. Total certeza. Então veio o anúncio dela e de Pedro.
— Pessoal, eu gostaria muito de agradecer a vocês pelo apoio nesses dois meses. — ela disse. Já era de se esperar. — Eu queria compartilhar com vocês essa essa notícia tão maravilhosa. Como vocês sabem, eu sempre tive o sonho de ser mãe, e há dois meses descobrir que tinha um cisto no meu ovário que estava me impedindo. — a essa altura ela já chorava. Como ruivos são sensíveis! — Então eu comecei o tratamento com os hormônios. Bem, na semana passada eu voltei na ginecologista e eu levei os exames... — ela suspirou batendo palmas alegremente e pulando. — eu estou grávida!
— Amiga! — digo abraçando-a — Que maravilha! Eu sabia que conseguiria! Parabéns, agora meus filhos vão ter companhia!
Comemoramos algo além da páscoa naquele dia. Comemoramos a garra que minha amiga teve e comemoramos as coisas boas da vida. Enquanto juntos dá sempre certo.
...
— Alguém segura essa criança, meu Deus do céu! — gritei quando Eric ia em direção à piscina e Lucas foi correndo, mas não chegou a tempo. Só vi meu menino cair na piscina. Minhas pernas estavam imóveis quando vi seu corpo boiar. Mônica e Natália foram me amparar. Lucas mergulhou com tudo na piscina, pegando meu pequeno. Ele tem mais estrutura emocional do que eu, obviamente, ele é um ator.
Ele tira meu filho da piscina e o coloca calmamente na espreguiçadeira. Então Nicolas, que é pediatra, verifica seu pulso. Nada.
As últimas palavras que ouço são "Ele está sem pulsação!", Lucas me abraçou e me sussurrou.
— Calma. Nosso bebê vai ficar bem. — diz afagando meus cabelos. Luísa fica todo tempo ao lado do irmão. Pego a minha única menina e a abraço.
Meu mundo havia desabado, Eric não pode ter morrido. Claro que não.
Nicolas fazia massagem cardíaca e a respiração boca-a-boca em Eric, ele não reagia. Eu entrei em desespero. Meu filho estava morto? Isso não poderia acontecer nem nos meus piores pesadelos — que não são poucos — , se ele morrer eu não sei o que será de mim.
Em uma das várias massagens, ele respira e meu coração se acalma. Tosse, e enfim, abre os olhos azuis. Meu corpo foi tomado por um alívio imenso. Ele se levanta da espreguiçadeira e eu o abraço, deixando algumas lágrimas caírem do meu rosto. Me deixem chorar, eu quase perdi meu filho.
— Calma, mamã. — Eric diz tocando meu rosto com suas mãozinhas pequenas. — Eu tô aqui pá voxê e pu papai.
— A mamãe vai sempre estar aqui com você, meu amor. — olhei em seus olhos profundos. — Nunca mais assuste a mamãe, ouviu bem? — ele concordou com a cabeça. — Só vá para a piscina com o papai, tá?
— Tá bom, mamã. — ele me abraçou — Eu amo voxê.
— Também te amo, amor. — abracei-o mais forte e ele se afastou, indo brincar com Elizabeth, Carolina, Luísa e Arthur no playground.
Agradeci Nicolas por ter "ressuscitado" Eric. Abracei-o e percebi que ambos tremiam. Ele se sentiria culpado se Eric não reagisse. Afaguei seus cabelos castanhos assim como os de Mônica e Carolina — filha idêntica à ele — e ele chorou. Acalmei ele, mas ele resolveu desabafar.
— Eu não sei se conseguiria não assumir a culpa. Ele é muito novo, não tem vida. — ele diz e eu o abraço mais forte. — Não sei se me perdoaria.
— Você conseguiu salvá-lo. Muito obrigada.
Vejo em seus olhos a compaixão, a esperança e o brilho mais importante dos olhos de um médico: Desejo de salvar, não é um desejo para ele. É uma obrigação. Eu não o culparia se Eric tivesse morrido. Ele fez o que pode. Sempre temos que fazer.
...
Deito em minha cama e começo a refletir. Os flashbacks vêm em minha cabeça repetidamente, desde o momento em que comecei a me envolver com Lucas até nosso casamento, depois da minha primeira gravidez e agora. Ele se deita ao meu lado e eu me aconchego em seu peito. Fecho meus olhos e abro. Olho para ele e ele toca meu nariz, fazendo um pequeno sorriso brotar em meu rosto.
— Acho melhor você descansar. Ainda está de repouso. — meu marido diz levantando-se da cama. — Vou fazer chá de hortelã, vai querer?
— Vou sim, gatíssimo. Se não for incomodar.
— Você nunca foi um incômodo para mim. — beijou meu rosto, acariciando o mesmo. Ele sai do quarto e eu ouço seus passos para a cozinha. Como ele não estava no quarto, fui para o quarto das crianças ver como meus filhos estão. Luísa dorme como um urso quando hiberna, ela brincou muito hoje. Arthur é a mesma coisa, ele dorme igual a Lucas; não suporta ficar coberto da cintura para cima. Se bobear, meu marido dorme sem camisa no frio (quando eu digo frio é frio mesmo.), eu tenho que cobrir ele de noite. Eric dorme delicadamente, mas ainda tosse devido à água que ingeriu. Beijo cada um dos meus três filhos e vou para a cozinha.
Fico observando meu marido fazendo o chá silenciosamente, mas eu sou uma pessoa desastrada e acabo tropeçando na cadeira. Ele ri e diz.
— Era pra você descansar. — eu sento na bancada e acaricio seu rosto e seus cabelos loiros.
— Não aguento mais de dois minutos sem você, mas sou obrigada a aceitar. — eu digo encarando seus olhos cinzas.
— Amanhã você tem entrevista de trabalho, né? — ele pergunta saindo de trás da bancada e me abraça, passando a mão pelas minhas costas, massageando.
— Tenho sim. Eu espero conseguir, eu estou há tempos mandando currículo para as empresas.
— Você vai conseguir. — ele diz olhando profundamente os meus olhos. Estava a poucos centímetros de mim. Nossas respirações se misturando, nossos rostos se aproximando, até nos unirmos através de um beijo.
Separamos nossos rostos, como se aquilo tivesse sido proibido, irônico, não? Pus uma mecha atrás da orelha e peguei duas xícaras. Coloquei o chá e o açúcar na bancada.
— Véi. — Lucas diz indo até o armário. — Meu adoçante. Eu detesto chá com açúcar.
— Você não tem vida alguma. — digo pondo o chá na minha xícara. Poderia eu colocar chá para o meu marido? Sim, eu poderia. Mas eu gosto de ver o show dele sobre o açúcar e o adoçante. Ele coloca o adoçante na bancada no momento em que eu paro de beber, estava pelando, então me embala em um abraço, sussurrando.
— E você é o que, vida? — ele diz e eu ri, beijando sua boca calmamente, explorando cada lugar. O gosto de chocolate é suave em sua boca. Então mordo sua língua. — Ficou louca? Isso doeu.
— Safado, comeu meu chocolate favorito e nem me oferece. — digo batendo em seu braço e ele ri.
— Você não tem provas. — diz bebendo seu chá cinicamente.
— E esse gostinho de Diamante Negro na sua boca? — ele revira os olhos e tira o pacote de cima da geladeira, aonde eu nunca conseguiria subir, me desculpe, ele tem 1,82 e eu 1,68.
— Seja feliz com seu chocolate, que o seu marido comprou com o maior amor e carinho para receber uma mordida na língua. — diz revoltado, tomando seu chá e subindo, mas o puxo e o beijo.
— Obrigada. Eu amo você muito, muito.
— Interesseira. — Ele sussurra sorrindo.
Subo para o quarto e me deito, desligando o meu abajur. Quando Lucas sobe eu encosto minha cabeça em seu peito. Ele me aconchega mais uma vez e eu me sinto segura. Só ele consegue me proteger dessa forma, me aconchegar em seus braços e me proteger. Ele apaga o abajur dele, tornando tudo em escuridão, me encolho ainda mais em seu colo. Nunca me acostumei com o escuro; quando eu era criança, sempre dormia com um urso de pelúcia, quando tinha medo eu o apertava. Lucas tem que me acordar, de vez em quando por causa dos meus pesadelos — que têm muito a ver com ele e as crianças -, ele é meu herói.
— Promete que sempre vai me proteger? — digo e ele acaricia minhas costas.
— Sempre. — ele diz beijando minha cabeça.
...
No dia seguinte, Lucas ficou com as crianças e eu peguei meu carro — antes que as perguntas venham, eu não troquei de carro, Lucas trocou mas eu continuo com meu bom Sandero -, deixando minha bolsa no banco de trás. Pus meus óculos e liguei o rádio. Ajustei o retrovisor, já que Lucas pega meu carro de vez em quando; ele o chama de Carro Da Sorte pelos seguintes motivos:
Eu sou a sorte dele — obviamente.
Ele sempre consegue os contratos quando vai com o meu carro.
Um verdadeiro idiota, não? Sim. Aviso, só eu posso chamar meu marido de idiota. Ele é idiota, mas é MEU idiota. As vezes ele tem que implorar e fazer Nescau pra me convencer — e quem sabe tomar café com açúcar? — e eu acabo cedendo o MEU carro. Eu já expliquei para ele que não é o carro que dá sorte à ele, e sim a dedicação dele, mas acho que é só o prazer que ele tem de dirigir o carro da esposa e mexer em tudo.
Eu tenho uma regra básica para semáforos. Para, retoca o batom, boceja. Me desacostumei a dirigir pelo tanto que ando com Lucas, por isso, as vezes coloco marcha errada e o carro "geme", deixo o carro morrer, canto pneu, passo no farol fechado, um verdadeiro CAOS.
Chegando no local, tenho que pagar estacionamento, o que é uma fortuna aqui em São Paulo. Vou até o escritório aonde vim fazer a entrevista e preenchi uma ficha. Por um milagre, só eu estava ali, e a vaga estava aberta. Então sou chamada.
— É um prazer te conhecer, Senhora Garcia. — diz o funcionário.
— O prazer é todo meu. — digo apertando sua mão e me sentando na cadeira a sua frente.
— Estivemos avaliando o seu currículo, e sabe que o processo de seleção aqui é bem rígido , não sabe?
— Sei sim. Dei o meu melhor, pois desde que me mudei para São Paulo quero trabalhar aqui.
— Mas não queremos só que dê o seu melhor. Aqui queremos que dê todo o seu conhecimento. Todos os seus anos na Mackenzie.
— Sim, eu sei.
— Com o que os seus pais trabalham?
— Trabalhavam. Meu pai era delegado e minha mãe era musicista.
— Como assim "trabalhavam"? Eles se aposentaram?
— Não, senhor. Eles morreram. Minha mãe morreu em um acidente de carro e eu estava junto, quando eu tinha 12 anos. E meu pai morreu com câncer, na verdade ele foi vítima de um erro médico, quando eu tinha 18 anos.
— Eu vi que você é casada e é mãe. Bem, me responda, você acha importante estar com a sua família?
— Claro. Minha família é meu maior bem. Minha vida é colocar um sorriso no rosto de casa um dos meus três filhos.
— Você tem três filhos?
— Sim. Meus dois primeiros filhos são gêmeos não-idênticos e o terceiro é um menino.
— Como é a sua convivência com seu marido?
— Como melhores amigos. Ele é muito especial para mim. O motivo do meu sorriso.
— Principalmente depois do Oscar e da fortuna, né?
— Não. Eu nunca me liguei nessa coisa de ser casada com ele por ele ser famoso. Eu sempre corri atrás do que eu quero. Ele é ator e eu advogada. Para mim não teria importância se ele fosse milionário ou se fosse mendigo, ele é meu marido e isso é o que importa.
— Sábias palavras, Senhora Garcia. Quem é a sua inspiração para seguir em frente?
— Meu pai me ensinou que, não importa o que aconteça, eu devo olhar para frente, porque a vida não volta atrás, mas nos dá a chance de recomeçar. Ele é a minha maior inspiração.
— Você tem o caráter que nós buscamos nos nossos funcionários. Muitos diriam que a inspiração deles para seguir é a pessoa com quem estão namorando ou casados, mas você me deu a resposta para a última pergunta sobre a sua vida. Bem, mais uma pergunta para encerrar, pode ser?
— Claro. — digo sorrindo. O senhor revira os papéis e faz a última pergunta depois e fazer um elogio.
— Você me lembra a minha filha. Ela se casou há um mês. Estou feliz por ela.
— Que ótimo!
— Vamos lá. Por que, entre tantas opções de emprego, você escolheu ser advogada?
— A lei é muito interessante para mim, e eu gosto de fazer o bem para as pessoas e ajudar. Então sempre tive o sonho de ser advogada, não porque quero seguir o meu irmão mais velho, mas porque quero que meu conhecimento sobre a lei aumente a cada dia mais porque, obviamente, eu não sei de tudo mas estou disposta a aprender.
— O seu currículo foi o único que nos interessou. Você foi a pessoa mais preparada para essa vaga, das 200 entrevistas que realizamos você é a nossa favorita. Acha que está pronta pro cargo?
— Sempre. — ele sorri e estende a sua mão.
— O emprego é seu. — aperto a sua mão. — Você pode começar semana que vem. No seu primeiro dia, eu vou lhe passar tudo, os seus horários, tudo. Tudo bem?
— Tudo. Obrigada. — digo levantando-me da cadeira e ele me acompanha até a porta.
— Até semana que vem!
— Até. — saio do escritório e chego no estacionamento. Pego meu celular e ligo para Lucas. — Amor, consegui.
— Parabéns meu amor! — ele diz certamente sorrindo. Posso sentir sua ansiedade para me abraçar. — Foi bem?
— Claro. Foi ótimo. Começo na semana que vem.
— Quando chegar em casa, quero te dar um abraço apertado e um presente.
— Que presente? — pergunto em um tom curioso. Ele ri.
— Que mania sua! Sabe que eu te amo, mas eu não vou falar, gatíssima. Vai dirigir, não quero atrapalhar, pois quero que chegue logo. Te amo.
— Eu te amo mais ainda.
— Só vou deixar porque você não viu o que eu reservei de presente. Vou desligar, tá? — respondo com um "Uhum" — Vem logo. Te amo. — ele desliga e eu sou partida no carro.
No meu pendrive tocava Adore da Jasmine Thompson. A música embalou a minha volta. A música acabava e eu colocava de novo. O que fazer se a música é perfeita? Eu estuprei a repetição mesmo!
Quando cheguei em casa, as luzes estavam apagadas e a casa estava coberta de pétalas e velas. "Eita merda, isso aqui é um centro de macumba?" Pensei. "Não estou enxergando absolutamente nada nessa bagaça!" Então sentei-me no sofá e ouvi as risadas fofas dos meus filhos e Lucas desesperado. Ouvi Lucas pegar o violão e começar a tocar Amanheceu da Scalene, então ele começou guiar as crianças e elas começaram a cantar. Luísa e Eric se embaralhavam e Arthur batia palmas, na real, foi lindo demais. Quando a música acabou, Luísa pegou a caixinha da mão do meu marido e veio até mim.
— O que é pra falar, Luluzinha? — Lucas diz incentivando.
— Paiábeins mamã, a zente ama voxê. — peguei a pequena no colo e Lucas acendeu as luzes. Beijei minha menina e peguei meus boys. Abracei e beijei todos meus filhos no meu colo e eles me fizeram cair no sofá, me enchendo de beijos. Lucas acendeu a luz e sentou em cima das minhas pernas, quase quebrando-a, mas ele deitou sua cabeça em minha barriga, beijando-a.
— Gente, eu preciso levantar. — as crianças, incluindo meu marido, saem de cima e mim e eu vejo o que tem na caixinha que Luísa havia me entregado. Uma correntinha de Ouro com cinco pessoas: dois adultos e três crianças. Uma menina e dois meninos. — Gente, como é lindo! Obrigada. Eu amo todos vocês! — fico em silêncio e grito. — ABRAÇO COLETIVOOOOOOOO! — todos se jogam em cima e mim, menos Arthur, ele ainda tem dois meses. Eu amo muito tudo isso. Meus filhos, meu marido, minha vida.
...
— Sabrina, você precisa gravar esse cover. — Felipe diz ouvindo a gravação no meu celular de um cover que eu fiz de Adore da Jasmine Thompson. — Eu conheço um amigo que pode ceder o estúdio. Vai, por favor.
— Não sei não, Felipe. Eu não sirvo para ser cantora, Avatar.
— O Lucas já fez tanta coisa por você. Grava essa música por ele. — Felipe implorou. Acabei cedendo. — Sábado já tens um compromisso. Às 14h00 eu te busco.
— Vai-te à merda! — digo rindo.
— Isso é o que eu ganho por ajudar o casamento e minha irmã mais nova. De nada, maninha.
...
— Eu não tenho o menor talento pra gravar um cover. — digo revoltada dentro da gravadora com Felipe, Nicolas, Pedro e o produtor. Eles já gravaram a parte instrumental, ou seja, faltam os vocais. Eles me fizeram entrar no estúdio cheio de acústicas para só comseguirem ouvir o som nas caixas. Coloquei os fones de ouvido e me posicionei no microfone.
— Tá difícil pra arrumar aí? — Felipe diz rindo e eu lhe mostro o dedo do meio totalmente cínica. Os meninos rolam de rir da minha reação. — Sá, você primeiro vai gravar a voz principal da música, tem que ficar perfeito. Vai ficar. Aí, depois, vamos gravar os arranjos. Beleza?
— Uhum. Vai logo com isso que eu tô com vergonha. — ele solta a música e eu começo a cantar. Meio envergonhada, mas canto. Até que Pedro interrompe. — O que foi agora?
— Você tem que se soltar. Incorpora a música. Como se você estivesse cantando para o seu celular ou para Lucas. — ele diz e eu concordo. — Vamos colocar a música de novo e, lembra do que eu acabei de falar. Se solta.
A música começa a tocar e eu digo o conselho de Pedro. Foram poucas as interrupções que fizeram, mas pelo áudio ficou perfeita. Só os arranjos estão faltando. Mas resolveremos isso logo. Entro no estúdio novamente e vou improvisando o arranjo e fica bom de primeira.
Saindo do estúdio, Lucas me liga perguntando a minha localização. Digo que estou saindo do shopping com Felipe e não consegui comprar nada, meu irmão muda o rumo e vamos para um Mc Donald's próximo dali.
Então ele me leva para casa e encontro Lucas dormindo com meus filhos no sofá. Tenho que tirar uma foto deles. Luísa está em um dos braços dele, Eric em outro braço, Arthur está na sua barriga e o mais novo está se contorcendo até que solta um pum. Eca! Isso foi nojento. Então ele ameaça chorar e eu pego Arthie. Meu pequeno se aconchega no meu colo e dorme novamente. Eu sento no sofá, perto do meu marido e acaricio os cabelos dele. Ele aconchega a cabeça em minhas coxas. Passo a mão pela sua barba e pelo seu rosto. Steven pula no sofá com uma carinha super fofa e eu o deixo no meu colo, perto da cabeça de Lucas. Então meu cachorro começou a lamber meu marido e ele acordou desesperado. Eu ri e meus filhos acordaram. Eles também começaram a rir e eu coloquei Arthur, que ainda dormia, no berço. E ficamos os quatro — Luísa, Eric, Lucas e eu — na sala brincando com Steven. É, minhas duas horas na gravadora valerão à pena.
...
*Semanas depois...*
É nosso aniversário de casamento e eu gravei o clipe. Foi bem trabalhoso, mas finalmente ficou pronto. Será exibido na festa que faremos na nossa casa. Ele suspeita de alguma coisa por eu ter saído tanto de casa nessas semanas.
Resolvemos fazer uma festinha pelos dois anos de casamento e eu já encomendei o projetor e as caixas de som. O bolo ficou por conta da mãe de Natália, e a decoração por conta nossa. Resolvemos colocar fitas brancas e pretas. Luísa ficou fazendo desenhos e o emprego me favorece nos horários. Na hora da festa, eu coloco uma camisa básica com meus All-Star's, mas dá pra sair nas fotos. Lucas colocou uma camisa jeans com uma calça e Vans. Luísa, Eric e Arthur ficaram brincando na sala com Elizabeth e Carolina. Natália está com a barriga mais inchadinha e a alegria é notável em seu rosto.
Na hora do clipe, estávamos todos perto da piscina e Lucas tinha exibido um vídeo que tinha feito lágrimas saírem dos meus olhos. Felipe, Nicolas e Pedro me olhavam com expectativa, e eu olhei para Lucas e disse.
— Você não é o único que sabe preparar homenagens, querido. — e o vídeo começou, com algumas fotos nossas e minhas imagens no estúdio. — Então... preciso dizer mais alguma coisa?
— Você não precisa dizer mais nada agora. — diz se levantando e me beijando, nos separo por causa dos convidados. Então Natália fica aloprando.
— Já sabemos o rumo que isso vai tomar... dá pra parar com frescura vocês dois aí?
— Tá, mas depois você me deve explicações. — Lucas diz com as mãos em minha cintura. — Te amo.
— Te amo. — sussurro.
...
* 8 meses depois...*
— Parabéns, Arthie! — eu disse acordando meu filho e ele sorriu. Hoje é o aniversário de Arthur e resolvemos parar com festas gigantescas durante um tempo, vamos fazer algo para nós, nada estrondoso como a festa de um ano dos gêmeos. — Dormiu bem, meu docinho? Pelo jeito sim! — Lucas chega e beija Arthur.
— Bom dia, docinhos! — diz beijando meu rosto. — O bolo já chegou. A sorte foi que você não quis o de 4 kg. Dois fica ótimo para nós e os zamigos. Já enchi as bexigas na máquina e os gêmeos estouraram metade.
— Por falar nas figuras, cadê eles? — pergunto.
— Assistindo Super-Fofos. — ele diz e Arthur fica concentrado em seus pés, tocando-os. — Vamos descer?
— Vamos. — digo olhando para Arthur que estende os bracinhos para mim e eu o pego, descendo para a sala e vendo Luísa e Eric se divertirem com os Super-Fofos. Arthur se juntou a eles e nós ficamos babando. Não consigo entender como três crianças tão lindas saíram de dentro de mim.
Começamos a arrumar tudo para a festinha que faremos para Arthur, uma festinha básica. Quando um rico diz básico não é só um bolinho, é A festa. Então Natália e Pedro chegam. Nati está com um barrigão enorme. Ela disse que são dois meninos que vão se chamar Victor e Bruno.
Arthur e as outras crianças brincavam no pula-pula (festa simples, né?~ironia~), Lucas jogava dominó com meu irmão, meu cunhado e os amigos. E nós mulheres ficamos conversando e babando as crianças.
Na hora de cantarnos os parabéns, Arthur ficou pulando no meu braço, quase quebrou. Quase. Ele ficou todo empolgadinho como o centro das atenções. Era o centrinho mais lindo do mundo! Lucas pegou os gêmeos no colo, que assopraram a vela antes de terminar a musiquinha. Todos nós rimos, mas Arthur ficou matando eles com os olhos cinza e azul. Que heterocromia linda! Então ele ameaçou chorar mas o distrai com a velinha elétrica de Luísa. E assim, a festa seguiu normalmente com as crianças brincando até cansar.
...
[ATENÇÃO: No trecho a seguir há uma junção de fic's. Uma original (Amor Proibido) e outra fandom de Jogos Vorazes (Simplesmente Acontece), os personagens da fandom que recebem o nome de Katniss e Peeta não têm nada a ver com Katniss e Peeta da saga. É uma fandom de autoria da diva da Cupcake de Brigadeiro e vai ter o mesmo trecho disponível na fic Simplesmente Acontece pelo ponto de vista dela. Ou seja, os dois lados da mesma moeda. Espero que curtam, pois está bem bacana mesmo. Pra encerrar com chaves de Ouro.]
* 2 meses depois...*
Estava cansada, os gêmeos estavam reclamando junto com Arthur no shopping, foi a hora que eu pensei "O que eu fiz pra receber isso?" Eu não estava aguentando as minhas pernas, tinha vindo direto do escritório, Lucas tirou férias, então não preciso pagar a babá das crianças.
Meu marido cismou em querer comprar sapatinhos para as crianças, que já querem até sambar como eu, então fomos ao shopping mais próximo.
Uma escuridão imensa atingiu a loja, e as crianças gritaram, junto comigo, mas quando Lucas acendeu uma lanterninha lançando-a em minhas mãos. Então acendeu outra, indo pagar as coisas.
— Viu porque eu sempre carrego lanternas na sua bolsa? — disse tocando meu nariz e eu sorri.
— Seu nerd. — Luísa riu com a minha fala. Então as luzes foram ligadas novamente, fazendo meus pequenos Boys rirem.
— Vamos? — disse segurando a mão de Eric, com Luísa em seu colo, dengosa, e eu fui com meu filho mais novo, que tem 1 ano e dois meses.
Guardando as lanternas na minha bolsa, trombamos com o casal. Lucas agarrou Luísa e Eric e caiu de costas, e eu me joguei no chão junto com as compras. Lucas surta, ou tenta, por um momento.
— Vocês não olham... — as luzes são cortadas novamente. Maldito blackout. O grito ensurdecedor da mulher a minha frente se mistura com o meu e com o de Luísa. A luz é restabelecida e é então que eu consigo reconhecer as celebridades a minha frente. Meus cabelos com luzes loiras cobrem meu rosto, mas consigo distinguir.
— OH MEU DEUS, GARCIA! — digo estourando o joelho do meu marido no chão.
— Foi assim que eu me senti quando você gritou. — murmurou o homem.
— PE-PE-E-E-PEETA MELLARK! O PEETA DO BARCELONA! — digo e a mulher é identificada por mim. — KATNIIIIIIIIIIIIS EVERDEEN! OH MEU BOLINHO, ME SEGURA, LUCAS!
A luz é cortada de novo, fazendo com que acendamos as lanternas que Lucas colocou sem autorização na minha bolsa. O homem que distingui como Peeta Mellark acendeu a lanterna de seu iPhone.
— Okay... Peraí, eu não estou enxergando nada. Está tudo escuro. — bati palmas alegremente e Arthur me imitou, fazendo com que eu sorria. Então o casal iluminou o meu rosto e do meu marido e minhas pupilas ficaram pequenininhas, assim como os olhos cinzas do meu marido, que ficou com a sua barba sendo puxada por Eric, que dizia "Papai estânho" milhares de vezes, então mordi sua bunda, arrancando um gritinho fino seguido de uma risada. Sou tarada por bunda de bebê. — LUCAS GARCIA E SABRINA TAQUEEEES.
— EU NÃO ACREDITO NISSO! — digo batendo palmas rapidamente. — OH MEU DEEEEUS! AI LUCAAAAAAS! EU CONTINUO SEM ACREDITAR!
— VOCÊ ACHA QUE EU TÔ ACREDITANDO? — Lucas diz olhando em meus olhos com um sorriso bobo no rosto. — Realmente. A Katniss é muito mais bonita pessoalmente.
— Se comporta. — digo batendo em suas costas realmente com ciúmes. Poxa, a Katniss é linda mesmo. Eu sou um nadica de nada bonita perto dela. — Me perdoem. Vocês estão bem? — digo ajudando Peeta a se levantar e depois ajudando Katniss.
— Estamos bem. Obrigada. — diz Katniss sorrindo e ajeitando os óculos. Eu. Fiquei. Com. Muita. Inveja. Da. Beleza. Dela. — Coincidência, não?
— Total surpresa! — digo e Luísa puxa minha camisa, me chamando.
— Quem é, mamã? — minha pequena pergunta.
— Oi! — se apresentou para a minha filha. — Meu nome é Katniss, e o dele, Peeta.
— Qual o seu, pequena? — Peeta perguntou, colocando um joelho no chão.
— Meu nome é Luísa. — ela diz balançando as mãozinhas pequenas.
— Apresenta os seus irmãos, Luluzinha. — digo para minha loirinha.
— Esse é o Leli e ele é o Atú.
— Oi, Luluzinha. — falei rindo — Oi, Leli e Atú. — Katniss piscou para os meninos, que coraram, com um sorriso.
— Oi! — responderam juntos. É a única coisa que Arthur consegue falar por enquanto.
— Vocês são lindos, e nós temos filhos gêmeos também, a Maressa e o Pedro. — Peeta disse, com um sorriso torto, pois é tímido — É a Ressa e o Dó. — riu, assentindo .
— Vocês poderiam ir na nossa casa, para conhecê-los. Infelizmente, eles estão em casa com a tia. — Katniss diz e me vem a ideia fabulosa. Cutuco meu marido e digo:
— Poderíamos ir lá para a nossa casa, né? — digo e Eric dá um sorriso, ainda puxando a barba de Lucas. — Fiquem tranquilos, nós não somos psicopatas ou coisa do tipo.
— E se pedíssemos uma pizza? — Lucas diz e fazemos um toque.
— Isso! Aaaaaah! — bato palmas como Luísa faz quando está empolgada. — Vaaaaaamos, por favor! Nós não somos canibais.
— Ah, não sei. Se pedíssemos a pizza lá na nossa casa seria um pouco mais seguro. — Katniss diz timidamente, colocando uma mecha atrás da orelha. — Por causa das crianças, sabe?
— Por mim não tem problema. — digo vendo Luísa brincar com Peeta. Até os poros daquele homem são lindos. Se comporta, Sabrina. Você é uma mulher casada. — O que você acha, amor?
— Tudo bem. — diz Lucas. — Vocês guiam a gente, tá?
— Pode ser. — responde Peeta. Saímos do shopping conversando sobre crianças, blackouts, Snapchat (sim, a gente gosta de falar de Snaps), e tudo o que vinha de repente na nossa cabeça. Peeta e Lucas nos renderam boas risadas. Enfim, no estacionamento, eles saem na nossa frente, nos guiando. O que eu mais achei engraçado foram os olhares ciumentos de Lucas direcionados para mim e Peeta. Me segurei para não rir.
Lucas obviamente não tem o meu ritual do sinal vermelho. Eu ajeito meus cabelos e ele olha para mim, piscando e fazendo uma cara "sexy". O olho meiga e ele direciona sua mão para o decote (quase inexistente) da minha blusa e sobe o decote lá para o pescoço, dizendo.
— Uma vez ouvi dizer que ele é ninfomaníaco. — ele segura a gola da blusa no meu pescoço delicadamente. — Melhor prevenir. Até porque você é só minha.
— Você acha que eu vou querer te trair com o Mellark? — digo.
— Acho. — diz com os olhões cinzas arregalados.
— Só fiquei de olho em você se engraçando pro lado da Katniss. Eu estou de olhos bem abertos, tá bom.
— Ah, mas ela é linda. — o olho enciumada. — Não tanto quanto você, mas ela é linda.
— E eu sou o quê? — digo cerrando os punhos com tamanha raiva.
— Você é perfeita. A minha vida. Mãe dos meus filhos.
— Eu quero ser mais do que uma vaca leiteira! Você não está me entendendo. Eu não quero ser um nada perto de mulheres lindas como Katniss Everdeen Mellark. Não quero! — digo com a voz embarcada. Maldita TPM.
— Tá com ciúmes da Kat? — ele diz e eu assinto com a cabeça. Então, ele segura minha mão, acariciando e me causando arrepios. — Ei, Péti Pam, olha pra mim.
— O que você quer, sua coisa?
— Me dá um beijo? — o olho de canto e ele está com uma carinha fofa.
— Quantos você quiser. — o beijo e uma luz verde ilumina nossos rostos e o carro de Katniss e Peeta se desloca, então vamos.
...
— Ai, que crianças lindas, Kat! — digo sentada no sofá, com Arthur dormindo em meus braços e vendo meus gêmeos brincarem com os gêmeos dela. Pedro Arthur e Luísa ficaram muito juntos, despertando o ciúme de Lucas, enquanto Eric brincava com Maressa.
— São mesmo! — ela diz, observando Arthur no meu colo, que segurava minha blusa e dormia. — Os seus são muito parecidos com você e com Lucas.
— Ainda bem, né? — rimos. — Maressa e Pedro são muito lindos! Parecem mesmo você e Peeta. Eu adorei a casa!
— Aconchegante pra passarmos a temporada aqui em São Paulo. — ela diz.
— Quando vocês voltam pro Rio? — pergunto.
— Daqui a duas semanas.
— Mais suas semanas de blackout no shopping! Uhuul! — rimos. — Eu amei o seu vestido pro Prêmio Nobel!
— Sério mesmo? — ela diz e eu libero um "Uhum". — Eu pedi pra fazer antes de viajar. O seu vestido para o Oscar que Lucas ganhou estava magnífico.
— Eu tive que comprar ele de última hora, eu não ia poder usar o da premiere do Lucas.
— Mas, mesmo assim, estava lindo. — ela diz e eu me sinto lisonjeada. Ficamos conversando durante horas e horas. Foi como se nos conhecêssemos há anos. Falamos sobre crianças, momentos das nossas vidas, hater's e várias coisas. Pra encerrar, fizemos uma selfie para cada Instagram. Isso foi estranho. Eu. Amei. Abraçar. Peeta! Ele tem um dos melhores abraços, perdendo apenas para Lucas. Foi uma das melhores noites da minha vida! A noite em que conheci Katniss Everdeen e Peeta Mellark, dois astros inspiradores e impecáveis, de ótimo coração. É, eles são ótimos amigos.
[Final da junção das fic's]
...
Meu aniversário. 22 anos e quero os meus 17 novamente. Estamos reunidos em uma chácara aproveitando o Natal e o final de ano e comemorando meu aniversário, viemos muito antes do Natal, estamos desde o começo de Dezembro, ou desde o dia 4. Lucas e Felipe prepararam os fogos de artifício.
Fiz uma retrospectiva interna do que vivi nesses últimos 4 anos. O tempo que conheço Lucas. Tudo valeu a pena; os surtos, as discussões resultaram em sorrisos e três filhos lindos. Se eu estou viva, é porque eu passei por casa etapa desse Jogo Voraz, aonde poucos saem vivos disso. Quase sempre a vida nos prega peças, algumas boas e outras ruins, mas aprendi a conviver com elas. Há jogos muito piores do que esse.
Lucas me abraça e acende os fogos de artifício com Felipe e Nicolas. Pedro está ocupado demais babando nos dois meninos com Natália e Mônica. As outras crianças estavam dormindo profundamente depois de brincarem. Deito minha cabeça em seu peito e ele beija a mesma. Nos encaramos durante um momento e, então, nos beijamos. Lucas é incrível! Antes de me soltar ele fez carinho no meu cabelo e isso é tão booooooom! Olho em seus olhos cinzas, sua mão ainda está em minha cintura, tiro os cabelos dele de seu rosto. Ele só cortou a barba porque eu pedi, mas manteve o cavanhaque. Acaricio seu rosto como se fosse querer lembrar daquilo para sempre e ele ri, destacando sua covinha esquerda.
— Você está me assustando. — ele diz.
— É porque eu não quero te esquecer jamais.
— Amor, eu ainda tenho o resto da minha vida inteira pra te encher o saco. Como você vai me esquecer?
— Eu tenho medo de nos divorciarmos em alguma época.
— Então faremos assim, não vamos nos divorciar nunquinha, tá bom? — ele diz e eu assinto, então ele abre os braços. — Me dê um abraço bem apertado. — sem hesitar eu vou à seu encontro, mas abraço-o e beijo-o. Ele alisa minhas costas com uma das mãos e com a outra me puxava mais para ele. Quando o ar de fez escasso nos olhamos, com a testa dele em minha têmpora, as respirações se misturando. Somos interrompidos pelos fogos e ficamos lá abraçados. — Feliz Aniversário, meu amor!
"Meu pai diz que a vida vem em você rapidamente
Nós todos, como lâminas de grama
Chegamos a primeira e a uma vez que apenas se vão
E que todas as alterações
Meu ponto de vista com um espelho não vai pegar o passado
Somente fotos nos lembram da passagem do dia
Oh nada permanece o mesmo de antigamente
Veja, eu lembro de ter medo do escuro
E segurando em ursos de pelúcia
Eu envolvo-me em cobertores só para me cobrir de medos
Isso era então e agora eu estou aqui
E a noite é minha
Então me ouvir gritar
Eu era muito jovem para entender o que significa
Eu não podia esperar até que eu poderia ter dezessete
Eu pensei que ele mentiu quando disse que tomar meu tempo para respirar
Agora eu desejo que eu pudesse congelar o tempo aos dezessete anos
Minha mãe disse que não se esqueça de onde você vem, onde você esteve
Sempre mantenha seus amigos mais próximos que eles não podem escapar
Oh manter-se rodeado de bons conselhos
E sim, eu acho que soou bom quando eu tinha dez anos
Oh, mas nunca estavam lá umas palavras mais verdadeiras
E eu vou meus dias que eu já ouvi
E quando ela me disse que a menina a resposta é amor
Portanto, estas são palavras que guardo comigo
Embora as estações mudam tão rapidamente
Mantive enterrado no meu coração
E nunca lutou
Então me ouvir gritar
Eu era muito jovem para entender o que significa
Eu não podia esperar até que eu poderia ter dezessete
Eu pensei que ela mentiu quando disse "levar o seu tempo para respirar"
Agora eu desejo que eu pudesse congelar o tempo aos dezessete anos" — Seventeen, Alessia Cara
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