Amor Proibido
18 Mas tudo bem, nem sempre estamos na melhor...
Notas iniciais
Após acordar, percebo que a luz do dia está invadindo a sala pela fresta da janela empoeirada. Minha cintura está com vários ematomas roxos distribuídos em marcas de mãos. Minhas pernas doem. Meus braços doem. Meus seios doem. Pelo jeito abusaram de mim. Caraca! Já chega, Nicole! Bom, nada que eu fizesse naquele momento iria adiantar. Reparo bem, meu corpo não está preso por correntes ou cordas. Tem uma roupa pendurada, um vestido azul. Me levanto da cadeira e vou até a roupa. Visto-a e abro a porta, saindo da sala de onde eu estava e entrando em outra sala. Meu pensamento nessa hora é fugir, mas uma coisa ácida entala na minha garganta, de modo que corro para o banheiro, e coloco para fora tudo que ingeri á dois dias atrás. Por mais que não tenha uma escova de dentes, eu lavo a minha boca e pego uma bala na mesa. Pelo jeito o grupo saiu. Vejo a fresta da porta aberta, idiotas. Quem em sã consciência sequestra uma pessoa e deixa a porta aberta. Meu estômago suplica por comida, dois dias ingerindo sucos e miojo não dá. Resolvo cozinhar algo. Verifico os ingredientes na geladeira e coloco alguns selecionados na pia. Esses caras só sabem fazer miojo! Resolvo ter piedade e cozinho algo para todos. Antes de eles chegarem eu como e coloco a minha roupa antes de Fernando chegar. Pego o meu telefone e verifico a porta da frente, eles estão entrando. Vou para a porta dos fundos e saio da casa. Minha sorte é que a casa fica próxima de um hospital, então corro até lá. Fernando está correndo atrás de mim, gritando o meu nome. Mas quando chego ao hospital, explico a minha situação, mas tudo o que eles fazem é vestir a roupa do hospital em mim e colocar uma pulseira escrito ‘MENTALMENTE DESORIENTADA’, então me internam, mas eu fico me debatendo. Então eles me dopam em algum remédio e eu apago.
Acordando, eu estou sendo observada por uma enfermeira. Não tenho uma agulha em meu braço. Estou em uma maca dura de UTI.
– Quanto tempo eu dormi? – pergunto para a enfermeira que olha para o relógio
– Mais ou menos uns dois dias.
– Obrigada. – eu digo e ela se retira. Oportunidade perfeita para fugir. Não tenho nada em meus braços, além da pulseira laranja.
Eles me mandam para a fisioterapia, eu consigo andar e me locomover. Caminhando pelos corredores do hospital, vejo Fernando perguntando algumas coisas para a enfermeira que me atendeu, então ele me reconhece e sai chamando o meu nome. Eu corro para o terraço do hospital, que é muito alto.
– Corre mais devagar, gatinha! – ele diz ofegante e rindo. Continuo virada, pronta para cair. Moça, não olha pra baixo. Aí é muito alto pra você se jogar. Tudo está normal. As pessoas circulam como se nada estivesse acontecendo, como se uma mulher de 19 anos não estivesse prestes a se jogar de cima do terraço do hospital, com uma pulseira de hospital escrito ‘MENTALMENTA DESORIENTADA’. Somos programados pra cair.
– Vai se lascar, Fernando.
– Sabrina, você vai fazer o que eu estou pensando?
– Sim, eu vou me jogar daqui de cima.
– Por favor, não faça isso. Eu... eu te amo.
– Se você me amasse eu estaria comemorando meu aniversário na minha casa, — eu digo me virando para ele – não estaria com essa pulseira no meu braço. Sabe o que essa pulseira tem escrito? ‘Mentalmente Desorientada’, por sua culpa.
– Você está realmente desorientada. Se você estivesse normal, você não estaria usando essa aliança que o Lucas te deu sendo que, ele terminou com você há dois meses. – ele fala isso e eu acerto um tapa bem estalado na cara dele (#SabrinaPrimaDoAndersonSilva wool!).
– Cala a sua boca! Quem você pensa que é para falar assim do Lucas? Você não é ninguém! Você não chega aos pés dele. Ele sim me ama! Ele só terminou comigo porque você me beijou no meu apartamento. Me dê licença, eu tenho que me jogar e acabar com tudo isso. – olho para baixo e já têm bombeiros e isolamento. A imprensa está fazendo cobertura do momento que eu vou me jogar. Em instantes, vejo o carro de Felipe chegar seguido do carro de Pedro, de Lucas e de Nicolas.
– Sabrina. – ele respira fundo e eu estou sentada em cima do muro do terraço. Então ele me surpreende. – Moça, sai da sacada, você é muito nova pra brincar de morrer. Me diz o que há, o que que a vida aprontou dessa vez.
– Moço, ninguém é de ferro. Somos programados pra cair. – eu termino a música (https://youtu.be/vRiA8cq0ZtA ) e abraço Fernando. Porém me solto. Olho para baixo novamente, e estenderam um colchão pra amortecer a queda. Então eu sento no muro, olho para trás, Fernando está me olhando suplicantemente, mas o vento passa em meus cabelos, deixando-me leve como uma pena, então, empurro meu corpo e vou sentindo a longa queda, ouvindo as pessoas gritarem, o desespero dos médicos. Quando chego ao colchão todos aplaudem o trabalho do corpo de bombeiros. Querem me levar de volta para o hospital, mas saio correndo em direção á Lucas, que me abraça. Eu tento beijá-lo, mas ele recua. Isso me desaponta. Então saio de seu abraço. Alguns minutos depois, estou estirada na maca novamente.
...
Hoje é o dia das audições para um filme, que vai ser gravado nos EUA e me chamaram pra participar do concurso. Eu sou chamada e adentro o auditório da universidade, recito algo e vou embora.
Dias depois, é liberado o resultado do concurso: eu vou fazer o papel principal. Então chamo Natália para ir comigo. Passagens compradas, malas prontas. Estou muito ansiosa, pois o protagonista masculino será Lucas, haveria chance de nós voltarmos. Estamos mais próximos agora, ele que me convenceu a fazer o teste e disse que me tinha uma surpresa. Espero que seja agradável.
...
Estamos no restaurante que eu, Lucas, Natália e Pedro combinamos de estar com toda a equipe do filme. Natália e Pedro estão sentados comigo na mesa, Lucas está atrás das cortinas ajeitando algo. As luzes se apagam, um filme começa a passar no telão. Peraí, são os nossos momentos! A música Soldadinho ( https://youtu.be/ilze9j2YfYM ) passa com as minhas fotos, fotos de quando estava no Ensino Médio, fotos com cabelo curto, fotos com Lucas, fotos com Natália, fotos com a galera da faculdade, a foto que tiramos no dia em que fomos ao parque do Ibirapuera, minha foto com os balões, minhas brincadeiras com Lucas, meu aniversário de 18 anos, e por fim, uma declaração. Ele não poupou esforços para fazer essa surpresa. A declaração é um vídeo em que ele aparece falando sobre mim, mas o que me impressiona é o final.
‘Tentei escrever muitas coisas, mas acabei descobrindo que amar é melhor sentir do que dizer, e que milhões de frases bonitas jamais alcançariam a grandeza do que sinto por você. Resumindo... te amo.’. E o vídeo termina e a equipe aplaude, então ele aparece do meu lado, sentando-se.
– Preciso te pedir desculpas? – ele diz rindo e me beijando em seguida.
– Pombinhos, eu sinto muito em dizer isso pra vocês, mas não quero ficar de vela. – Natália diz interrompendo. Olha o FATO!!!! – Vocês vão voltar ou não?
– Então, Sabrina. Aceita? – Lucas diz olhando em meus olhos e eu o abraço.
– Claro que sim! – eu digo e Natália me lança um olhar suplicante que faz com que eu ria. Então Nicolas e Mônica aparecem. Eu corro para abraçar Mônica, mas tropeço no vestido, levando um tombo igual ao da Jennifer Lawrence na cerimônia do Oscar. Por isso que eu odeio vestidos longos! Todos concentram o olhar em mim, porém, consigo me levantar. Meu vestido era lindo (https://imgolden.files.wordpress.com/2011/10/anne01.jpg ), sabe daqueles inspirados em celebridades, bom, o meu era assim.
A festa segue normalmente até Natália e Mônica aparecerem rindo de algo.
– Sabrina, a gorda da Mônica comeu OITO pedaços de bolo! Oito! – Natália diz se engasgando, o que me faz rir. (AUTORA: Isso aconteceu comigo de verdade, minhas amigas só me fazem passar vergonha!) – Ela deveria ser gorda!
– Caramba, Mônica! Você deveria ser obesa! – eu digo rindo.
– Ai gente! Quanto exagero! – Mônica diz também rindo
– Mas oito pedaços já é demais! – Natália diz para Mônica
Eu só acompanho a cena. Essas duas só me fazem dar risada. A loucura delas parece um pouco com a minha... Não somos loucas, só temos alegria em excesso.
...
Vamos escolher o vestido para o casamento, Natália e Mônica, minhas fiéis escudeiras, estão indo comigo. Ver os vestidos me deixa ainda mais ansiosa para daqui a três meses, pois falta esse tempo para meu casamento. Vamos nos casar no Brasil, perto de nossos amigos e familiares. Pra falar a verdade, eu estou em São Paulo novamente, e Lucas também. Mais tarde, vamos em uma festa de Fabiana, (Ler capítulo 1) minha querida sogrinha... Querida sogrinha babuína, com sua filha babuína e seu enteado babuíno (Martín).
Em uma loja, eu estava procurando alguns vestidos, Natália procurava outros e Mônica estava comendo o milho que tivemos que parar para comprar.
– Sá, dê uma olhada nesse. – Natália disse me estendendo o vestido (http://cdn0.casamentos.com.br/cat/vestidos-noivas/villais/regata--fvo5892.jpg). Era perfeito.
– Nossa, Nati! – eu digo realmente impressionada. – Môni, chama uma atendente já que você não está fazendo nada. – eu digo e ela me olha como quem vai me matar.
– Por que eu? – ela resmunga e Natália corta
– Porque você é a única que não está fazendo nada! Vamos, levanta daí, folgada! – ela diz e Mônica levanta resmungando.
...
Eu estou há algumas horas na casa de Felipe para visitar a Elizabeth. ( http://1.bp.blogspot.com/_jjfGyWJCz9c/S09pnLmXBrI/AAAAAAAAAJQ/shcx_f05d2k/s400/eyes-of-a-child.jpg) Meu Deus! Que perfeição!
– Ana, como você pôde ter uma criança tão linda assim? – eu pergunto indo pegar Eliza! – ELA SORRIU PRA MIM, FELIPEEEEEEEEE! Eu vou morder essa recalcadinha.
– Ei, ela é minha filha, tá? – Felipe diz pegando Elizabeth. – Como você é minha irmã, vou te expulsar da minha casa com o pretexto do seu compromisso.
– Cara, tu é idiota! Bom, eu tenho que ir. – dou um beijo em Ana e Elizabeth, e abraço Felipe. – Cuide bem da Ana e da Eliza.
...
Estou no carro de Lucas indo para o salão de festas da mãe dele. Ah que droga! O que eu mais queria era ficar em casa e tomar chocolate quente. Assistir a um filme, mas, não! Eu tenho que ir para a festa de Fabiana e ser humilhada pela filha dela que voltou de Paris. Nojenta.
Ao chegarmos no local, encontro pessoas muito bem vestidas, festa de gala. Ainda bem que estou com um vestido mais formal, mas não deixa de ser casual (http://static.cloud-boxloja.com/lojas/fc0s/produtos/fd0f31d8-9f38-4e44-a9f3-b24703fd671b.jpg), logo sou abordada por fotógrafos loucos por uma foto minha. Lucas segura a minha mão e vamos atravessando o tapete vermelho, com muitos flashes em meu rosto. Percebendo que eu estava nervosa, Lucas envolve seu braço em minha cintura. Isso me deixa melhor.
As pessoas chegam como um mar para pedir fotos e autógrafos tanto meus, quanto de Lucas. Acho que a notícia de que eu fui escolhida para fazer o filme se espalhou rápido demais. Okay, né?
Tudo vai bem, até que uma loira aparece para falar com Lucas, pelo jeito é Carolina. Ela me lança um olhar de desprezo e eu dou um sorriso MUITO FALSO.
– Maninho! Quanto tempo! Vejo que finalmente vai se casar. – ela diz e eu fico meio ‘Hey, alô! Eu também estou aqui!’
– Pois é. Eu ainda sinto que fiz uma ótima escolha. – ele diz me puxando para ele. – Carol, essa é Sabrina, minha noiva. Sabrina, essa é a minha irmã, Carolina.
– Muito prazer, Sabrina. – ela diz falsamente – Adorei a cor do seu cabelo, nem parece aquela loirinha aguada de alguns anos atrás.
– Também é um prazer ENORME te conhecer. – eu disse dando uma certa ênfase na palavra Enorme. Percebeu a falsidade?
– Aonde você comprou o seu vestido? Em um brechó?
– Não, pelo contrário, por mais que você não acredite. Eu desenhei e uma amiga fez para mim. – Lucas está me olhando apreensivo, não vou falar muito pra acabar com ela. #RanielyCarolina
– Sabe, o meu foi confeccionado por um dos maiores estilistas de Paris. O Brasil é uma merda mesmo.
– É tão uma merda que manda pessoas e produtos para o exterior, e ainda é idolatrado. Por mais que os gringos vejam o nosso país como um bando de prostitutas e drogados, como um dos maiores colocadores de impostos do mundo. Acho que se o Brasil fosse mesmo uma merda, você continuaria aqui para se juntar á sua espécie. – logo encaro o chão e faço uma cara de sínica, e todos na festa olham para mim. – Engraçado, você não provou o contrário com essa atitude.
– Eu não preciso provar nada para você. Você só subiu na vida por causa do meu irmão. Sua aproveitadora. Você acha que eu não sei quem seus pais foram? Querida, você foi uma bolsista no colégio da minha mãe. – meus olhos ficam marejados. Ela não tem o direito de me humilhar desse jeito, eu não sinto vergonha dos meus pais. Isso não quer dizer que ela pode me humilhar assim. – Preciso dizer que seu pai foi obrigado a ter um caso com minha mãe para você sambar no caixão dele? Ops, eu disse. – uma lágrima de pura raiva escorre no meu rosto. Lucas me segura para eu não estragar o rostinho dela. – Lucas, deixe de ser trouxa. Essa garota só quer o teu dinheiro. Ela não te ama.
– Carolina Garcia. – ele diz irritado e passando sua mão em minhas costas. – Você não é ninguém para me dize o que eu devo fazer ou com que eu devo ficar. Por mim, eu nem estaria nessa festa. Só estou aqui por causa da nossa mãe. Goste você ou não, eu vou me casar com a Sabrina. Deixe de ser uma criança e vai arrumar um homem. – ele se vira para mim e me puxa para longe dali.
– O que eu fiz para eles? – eu digo soluçando. – Eles simplesmente me odeiam.
– Fique tranquila, eu sempre vou te amar. Por isso que eu escolhi passar o resto da minha vida com você. Se quiser ir embora, nós vamos.
– Por favor...
Odeio essas pessoas que desprezam as pessoas porque elas não têm a mesma importância que eles. Se acham por possuírem uma coisa a mais que outra pessoa. Ás vezes se esquecem que do pó viemos e, um dia, para o pó voltaremos. Seremos a mesma coisa. Tanto A, quanto B.
...
Três meses depois...
Como estou me sentindo? Ótima. Meu sonho está se realizando. Vou me casar com o homem da minha vida. Vou ter uma família. Está tudo pronto. Minhas madrinhas, minhas melhores amigas, estão aqui.
Uma pessoa adentra a porta. Nunca vamos conseguir largar o passado. A pessoa que adentrou aquela porta é a mais desprezível. Jéssica. Vestido digno de uma vilã. (http://s.glbimg.com/et/pr/f/original/2014/04/02/mariana_940x588.jpg)
– Parece que você conseguiu escapar da primeira ameaça, não é, Taques?
– O que você está fazendo aqui, Jéssica?
– O que acha? Será que é porque o seu futuro marido tem um irmão e eu sou namorada desse irmão? Você ainda é muito ingênua. – ela me olha pelo espelho, avaliando cada detalhe do vestido. – Acho que tem algum erro. Não era para você estar aí, sabe? Minha vida foi arruinada quando você chegou naquele colégio, meu relacionamento estava uma maravilha até que você chegou. Até que esse seu jeito de patricinha que me enjoa conquistou o coração de Lucas. Era para eu estar aí, mas ele preferiu você. Preferiu passar a vida do seu lado.
– Jéssica, você está com Martín agora. Ele te ama. Sendo assim, para de encher a minha paciência me culpando por você estar com alguém que não seja Lucas. Eu vou me casar com ele daqui a algumas horas, você vai se casar com Martín daqui a alguns anos. O tempo é muito estranho.
– Enfim, não adianta você tentar ser legal comigo. Vamos retomar aquele clima de rivais que eu não suporto imaginar que você quer ser minha amiga. Me dá ânsia de vômito. Imagina como o seu vestido ficaria lindo? Olha, você conseguiu escapar da primeira ameaça por um triz. Agora, eu vou fazer você sofrer com uma pessoa que você ama muito. Não é o Lucas. – ela se vira para trás. – Tenha uma boa cerimônia. – e sai
Por que essa garota me odeia tanto? Logo no dia do meu casamento ela vem me ameaçar de coisas que nem sei se vão se concretizar. Meus pensamentos são interrompidos quando Natália, Mônica, Ana e Elizabeth entram na sala.
– Ai meu Deus! – Mônica fala segurando o choro. – Você está linda!
– Obrigada Mônica! – eu digo abraçando-a
– Eu disse que nós cuidaríamos do destino de vocês, não foi? – Natália diz com um sorriso no rosto e eu assinto com a cabeça. – Então, vamos deixar vocês enfurnados no avião por pelo menos umas doze horas.
– Mas e o destino?
– Calma mulher! Você ainda vai se casar com Lucas! Bom, vamos mandar os pombinhos para Paris, a cidade das luzes.
– Sério mesmo, Natália? – eu pergunto e ela assente com a cabeça. – O que seria de mim sem você? – eu a abraço e depois abraço Ana e Eliza. – Que bom que vocês vieram. Simplesmente obrigada. – Elizabeth quer vir para o meu colo, é a primeira vez que ela pede, então eu a pego. – E você, Liza? Cara, você está muito gata! Vou mandar o Felipe ficar de olho em você, viu?
– Pode deixar, mana. – ele entra na sala. – Já está preparada?
– Nunca estamos preparados para nada nessa vida, por mais que nós afirmamos. Acho que pelo menos um pouquinho.
– Eu sei. Falei com Lucas, ele está muito ansioso. Eu desejo toda a felicidade do mundo para vocês dois. Confesso que você está linda. Vamos?
– Tudo bem. Vamos.
Fico meio desnorteada, de repente, tudo o que vejo são as portas da igreja se abrindo. Chegou a hora.
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