Amor Proibido
20 Ataques Terroristas e Emocionais
Notas iniciais
...
No hotel, tomo um banho e coloco um pijama quente, está certo, é primavera, mas não existem condições de andar de short e regata. É muito frio na Europa, simplesmente, EU ADORO O FRIO DE SÃO PAULO! Putz, e eu que pensava que 15 graus era muito frio. Lucas sai do banho já com pijama e se deita ao meu lado, me abraçando.
– Qual será o passeio de amanhã? – eu pergunto com a cabeça em seu peito.
– Para aonde você quiser. – ele diz beijando o topo da minha cabeça e passando sua mão pelas minhas costas. – Eu te amo, okay?
– Eu também te amo, mas por que você está dizendo isso?
– Por que a minha eternidade com você será essa frase tão pequena que resume o mundo por você.
– Olha aí! Já tá me humilhando de novo! – ele ri e eu selo nossos lábios e ele transforma aquilo em um beijo calmo como de costume.
Aos poucos ele vai me derrubando e, quando o ar se faz necessário, nos separamos, mas ele inicia outro beijo.
...
Amanheceu e as roupas estão jogadas pelo quarto. Lucas está no chuveiro, então eu visto uma blusa dele, que virou um vestido em mim.
Eu mando uma mensagem para Natália dizendo para ela se conectar no Skype junto com Pedro, Nicolas e Mônica, que estão na casa dela.
– Oi galera do bem! – eu digo e Pedro aparece
– Sabrina, essa blusa não é do Lucas? – eu concordo com a cabeça
– Está vendo, não pode deixar esses dois sozinhos em outro país. – Natália grita no fundo
– Ai Natália, eles estão em lua de mel! – Mônica diz me fazendo rir, então Lucas sai do banho vestido.
– Com quem você está falando, Sabrina? – ele pergunta e Nicolas grita no fundo
– Com a gente, amorzão! – eu rio que nem uma idiota e Lucas se senta ao meu lado. – Sabrina, você roubou meu homem? Meu homem?
– Roubei sim, Nicolas! – eu digo abraçando Lucas. – Ele é MEU BOY-MAGIA!
– Sim, Sabrina ele é seu homem. Mas vejo que não vai demorar para vocês se tornarem pais. – Mônica diz e nós dois arregalamos os olhos em espanto. – Imagina a Sabrina gorda! Vai ser tão lindo!
– Para de jogar praga em mim, sua louca! – eu digo assustada.
– Okay, curtam bastante. – Natália diz séria. – Vocês merecem. Agora temos que desligar porque nós temos que estudar! Somos gente! Beijos!
– Tchau! – eu e Lucas dizemos em um uníssono.
Vou correndo para o banheiro e tomo um banho para irmos ao Museu do Louvre, lugar que tanto sonho em ir...
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– Ai meu Deus, Lucas, olha isso! – eu digo vendo o Código de Hamurabi – Isso é perfeito!
– Nossa, de uma olhada na Monalisa! – ele disse me puxando. Realmente era lindo!
As pessoas nos paravam para tirar fotos, de qualquer modo aceitamos.
– O que acha de um piquenique na Torre Eiffel? – pergunto
– Ótima ideia. Então, vamos?
– Vamos. Preciso preparar a cesta. – e vamos em direção á saída do Museu.
...
Sinto um vento gelado passando por meus cabelos, estou sentada na grama perto da Torre Eiffel vendo várias crianças correndo, famílias brincando uns com os outros, pessoas brincando com seus cachorros. O pôr-do-sol na Torre Eiffel era muito lindo (http://cdn.olhares.pt/client/files/foto/big/456/4562395.jpg), me senti agraciada com isso.
Uma das partes que mais me agradou foi a comida, sei que não é novidade, mas fazer o quê? Encostei minha cabeça no ombro de Lucas e tomei mais um gole do meu suco. Uma criança passou e sorriu para nós. Eu vomitei arco-íris! Lucas se afastou como um sinal de: Pare de ser louca! Então eu ri e encostei minha cabeça em seu peito pensando naquele momento, em como seria se eu não tivesse conhecido ele. Talvez ele estivesse com Jéssica, ou com Marianne. E eu, eu não sei, iria viver o momento como estou vivendo agora. Simplesmente o amo.
...
Acordo com a luz do sol invadindo a cortina. Desta vez, as roupas não estão espalhadas, muito menos bagunçadas. Meu corpo está coberto pelo lençol. Parece que Lucas acordou antes e arrumou tudo, e pelo jeito saiu deixando um bilhete escrito: ‘Fui resolver algumas coisas, volto em pouco tempo, Princesinha Rebelde.’ Okay, né? Nem me lembrava desse apelido! Daqui a dois dias voltaremos para o Brasil, provavelmente ele irá para os Estados Unidos novamente e eu vou terminar a faculdade. Não sei se isso irá fazer bem para mim, estou tonta. Muito tonta. De modo que só tenho tempo para vestir um vestido e deitar novamente.
– Minha pressão deve ter caído, só isso. – Lembro a mim mesma, antes de correr para o banheiro e vomitar até os rins. Tomo um banho e escovo os dentes imaginando o que pode ter acontecido. Eu me esqueci das pílulas! Sabrina, sua tonta! – Calma! É só uma suspeita. Você não está grávida. Calma, respire, está tudo bem. Você vai voltar pro Brasil em dois dias e não está grávida.
Quando Lucas chegou, nós fomos de novo para o Museu do Louvre, eu insisti. De repente, um alarme soa e os seguranças nos colocam para fora, a cidade está um caos, as pessoas estão agonizando. Uma terceira bomba atinge o Museu, ferindo ou até mesmo matando milhares de pessoas. Um ataque terrorista.
– Lucas, você está bem? – ele está concentrado olhando para uma criança ferida. – Lucas!
– Eu tenho que ir lá.
– Lucas, você não vai! Se outra bomba atingir, se acontecer algo com você? A cidade está um caos, você não vai. – eu seguro seu braço e ele se solta, mas eu o seguro novamente.
– Aquela criança está ferida, ela está agonizando! Eu preciso salvá-la. Me solta, Sabrina!
– Eu não vou te soltar!
– Então terei que me soltar de você. – então ele se solta, quando ele está no meio da rua um carro o atinge em cheio, e meu grito é audível em todo o quarteirão.
– Lucas! – eu corro até ele.
– Sabrina, eu não quero morrer. – ele chora que nem uma criança, então eu coloco uma mão em seu rosto, secando suas lágrimas.
– Você não vai morrer. Vai ficar tudo bem, eu prometo.
– Está doendo muito! Por favor, liga para uma ambulância.
– Eu não sei falar francês.
– Peça em inglês, mas chame.
– Já estão chegando, alguém chamou. Prometo que vai ficar tudo bem.
– Meu braço está doendo, eu acho que ele está quebrado.
– Vou pedir para eles te transferirem para o Brasil. Vai ficar tudo bem. – os para-médicos coloca ele na maca e depois, dentro da ambulância. Peço para acompanhá-lo na ambulância, mas só quando eu especifico que sou casada com ele me liberam para entrar.
A ambulância sacudindo e a suspeita de que eu estou grávida me deixam enjoada, mas sem ânsia de vômito, então me atendem. Lucas me olha um pouco confuso, eu digo que não é nada de mais. Chegando ao hospital, Lucas vai para a emergência, aonde medicam ele e tiram um raio-x, enquanto cuidam dele, peço para que realizem um teste de gravidez. Alguns minutos depois, me entregam o resultado: Positivo. Vou à farmácia mais próxima e compro mais dois testes. Realizo um deles e espero, ainda dentro do banheiro do hospital. Positivo.
– Não pode ser. Cadê o outro? – eu digo e vasculho a minha bolsa e descubro que já fiz os dois e todos deram o mesmo resultado. Começo a chorar, mas trato de lavar meu rosto e guardar tudo dentro da bolsa.
Vou para o setor onde Lucas está internado. Os médicos trataram de enfaixar o braço dele. Me deixam sozinha com ele, não vou contar para ele. Não vou.
– Como você está, gigante? – pergunto afagando seu cabelo.
– Bem melhor, mais tarde já vão me transferir para o quarto.
– Que bom, meu amor! – beijo sua testa
– Sabe, você está meio estranha ultimamente. O que foi?
– É só que eu estou pensando em trancar a faculdade para te acompanhar.
– Não faça isso, por favor. Eu ainda não sei como vai ficar essa coisa toda do trabalho. Vou fazer tudo o que eu puder para ficar com você.
– Eu preciso ligar para Natália e ainda adiar a nossa viagem. Volto mais tarde, okay?
– Okay. – eu dou um beijo em sua bochecha e saio.
Pego meu celular e ligo para Natália. Quando ela atende, eu já estou do lado de fora do hospital.
– Sabrina? – ela diz do outro lado da linha (e do planeta também)
– Nati, eu não queria que isso acontecesse agora, eu não queria.
– Calma, eu estava preocupada com você e Lucas por causa do ataque terrorista. Ele está bem?
– Ele está, eu não.
– Por que você não está bem?
– Eu estou grávida! A praga da Mônica pegou! Como eu vou terminar o filme?
– Você já falou com o Lucas?
– Não, eu estou pensando em um modo de falar, mas minha cabeça está parecendo o Museu do Louvre agora. Em chamas.
– Estou indo para o aeroporto, você já adiantou a viagem, né?
– Você vai vir para cá?
– Minha filha, eu sou rica e preciso cuidar de você. Eu chego aí em poucas horas. Beijos, vou chamar o taxi.
Não sei por que ela fez isso. Ela é uma louca. Volto para o hospital e fico zanzando pelos corredores até que trombo com alguém.
– Oh, me desculpe. Eu sou mesmo uma desastrada. – eu digo e sinto meu rosto ser levantado. – Martín?
– Sabrina? O que você está fazendo aqui? – ele pergunta
– Estou em lua de mel com Lucas, ele sofreu um acidente, mas já está bem melhor.
– Entendi... Foi bom te reencontrar, tenho que ir, tchau.
– Tchau.
...
Natália está hospedada no mesmo hotel, combinamos de nos encontrar no hall do hotel. Lucas está á poucos dias de sair do hospital.
– Natália! – eu digo abraçando ela
– Sabrina! Que saudades! Como está o serzinho aí dentro? – ela pergunta passando a mão na minha barriga.
– Bem. Eu preciso de ajuda.
– O que foi?
– Como eu posso contar para o Lucas que eu estou grávida?
– Eu estava pensando nisso aqui... – então ela me diz e eu arregalo os olhos de felicidade
– Era isso o que eu estava pensando!
– Eu disse que separaram a gente na maternidade!
– Você leu meus pensamentos!
...
Já em São Paulo, Lucas está se recuperando no apartamento com seu braço enfaixado. A imprensa está louca para tirar mais informações do acidente de Lucas. Tenho que ir me acostumando com as roupas largas. Não tenho barriga nem nada, mas, vai saber né? Estou no primeiro mês de gestação, minha barriga está reta como sempre e eu estou assustada.
Tudo bem, é estranho. Eu não queria que isso acontecesse agora, eu tenho que terminar de gravar o filme. Se souberem que eu estou grávida? Terão que mudar o roteiro? Estou muito preocupada. Encaro meu corpo no espelho do meu quarto, nada de diferente. Então, me sento na cama e pego minha bolsa com os três testes, analiso eles com muito cuidado para ver se não tem algum erro, mas não há. Suspiro pesadamente e guardo tudo. Lucas entra no quarto e eu analiso o gesso em seu braço direito, então eu o abraço.
– A culpa é toda minha. – eu digo abraçando-lhe e ele retribui com seu braço esquerdo – Se eu não tivesse implorado para irmos para o Museu, não seríamos atingidos pelo míssil, você não veria crianças agonizando e não tentaria salvar, nisso não seria atropelado e voltaríamos bem para São Paulo.
– Não. – ele diz afagando meus cabelos – Não é culpa sua, imprevistos acontecem.
– Eu estou cansada de causar algum acidente e ser considerado um imprevisto. – eu digo me soltando. – Lucas, pode até parecer, mas eu não sou uma garotinha apaixonada. Eu não quero sofrer mais.
– Calma, eu estou aqui, okay? – ele me abraça e beija o topo da minha cabeça. – Eu sempre vou estar aqui.
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Um mês depois...
Realmente, eu mudei muito. Estou vomitando os rins, minha barriga está crescendo. Quando Lucas pergunta o que há que eu engordei tanto, digo que ando comendo muito nesses últimos meses. Eu tenho comido muito ultimamente, agora estou comendo por duas pessoas, ou talvez três. Quem sabe? Tenho a primeira consulta hoje, Lucas não sabe de nada, saber como que o serzinho lindo está aqui. Aí que perguntam por que eu ainda não contei a ele. Bom, na verdade nem meu irmão sabe, e eu estou esperando o momento e o jeito certo para contar. Já estou começando a usar umas camisetas largas, vestidos soltos. Daqui a algumas semanas será o lançamento do filme nos Estados Unidos e depois no Canadá. Mais alguns meses fora do Brasil. Nesse mês que se passou, consegui recuperar muita coisa na faculdade então expliquei minha situação para Fernando e Gabriela, nisso Fernando pediu autorização e desenvolveu um método para eu assistir ás aulas pela internet com um cadastro. Melhorou muito o meu desempenho.
– Você vai contar quando para o Lucas? – Natália me pergunta.
– Eu prometo que vai ser logo. Prometo. – eu digo me levantando para entrar no consultório.
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