Amor Proibido
2 A Descoberta
Notas iniciais
Na aula fiquei pensando nele, estava tão fora de mim que Natália acabou reparando e perguntou, disfarçando para o professor que estava na sala não chamar nossa atenção:
– Sabrina, o que foi?
– Fui beijada.
– O quê? Quem te beijou?
– Só sei que o nome dele é Lucas. Menina, pensa em um menino gato!
– Não brinca!
– Sério!
– Sabia que o filho da diretora se chama Lucas? Se o menino que te beijou foi o filho da diretora?
– Natália, menos! Você sabe que existem vários garotos chamados Lucas nessa escola, nunca seria possível eu ter sido beijada pelo filho da diretora!
– Mas, se eu te contar que o Lucas filho da diretora estuda na sala ao lado e está no quarto 26.
– E nós somos do 24...
– Teria uma grande possibilidade.
– Bom, depois nós conversamos sobre isso, tá?
– Tudo bem.
E a aula continuou. O intrigante aconteceu quando vi Lucas entrando no quarto 26. Natália não perdeu a oportunidade de se gabar de sua intuição:
– Não te disse, ele é o filho da diretora. Você devia acreditar mais em mim...
Não conseguia falar nada. Desta vez, como todas as outras, Natália tinha razão. Ele não iria entregar seu passado e sua história para uma pessoa a qual ele tinha acabado de conhecer. Tivemos uma prova da vida ingrata de Lucas quando Jéssica, a então namorada dele, se aproximou de mim e de minha amiga. Ela se orgulhou em se gabar na nossa cara! Menina ignorante e falsa!
– Viram como meu namorado é lindo? E ainda ele é o filho da diretora! Tenho muito orgulho do que ele é, ele para mim é maravilhoso!
– Ah, legal! Isso é bom. – eu disse, com cara de tédio tentando ser simpática, coisa que eu não consigo ser quando uma pessoa muito chata está falando comigo. – Muito prazer, meu nome é Sabrina e essa é minha amiga Natália, como você se chama?
– Jéssica. O que vocês estão fazendo aqui? Nunca vi vocês.
– Somos novas aqui. – eu respondi
– Ah! Novatas! – Ela fez uma cara de tédio e suspirou- Vão se acostumando, pois se mexerem comigo vão conhecer o inferno.
Ela se virou e foi embora. Fiquei sem entender o porquê daquilo. Garota infantil! Fiquei com raiva dela.
Entrei no meu quarto e suspirei, sabia que aquele ano seria difícil. Estava tudo ‘ótimo’: Tinha uma garota para me atormentar, estava apaixonada pelo filho da diretora, e estava frita. Ai, eu tinha uma encrenca armada! Aquele sinceramente era meu primeiro dia.
( Fim do 2° Capítulo)
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