Amor Proibido
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Fui direto para casa, não estava mais suportando, essa dor que não ia embora nunca!
Dias depois...
Eu não falava com o Justin direito há dias e o enjoo estava aumentando, não parava de comer e me sentia gorda... Minha única vontade agora era me matar...
Manhã de Terça Feira
A Julia tava vindo me buscar todos os dias pra ir ao colégio, me recusava a ir com o Justin, não suportava mais a cara dele, a mamãe sempre ligava e eu sempre tentava parecer bem, mas a minha única vontade era contar tudo pra ela, só que eu não podia, era capaz dela me matar via telefone... SERIO.
Voltei a dormir no meu quarto mesmo odiando ele... Me arrumei e desci para esperar a Julia, ela chegou e fomos para o colégio no carro dela, as aulas foram SUPER chatas, não tinha cabeça para nada! Bateu o sinal do intervalo e todos foram para o pátio, comecei a sentir uma forte tontura e caí...
Acordei no hospital com o Justin ao meu lado chorando impaciente...
— O que aconteceu?
— Você teve uma...
— Estou perguntando para o medico Justin!
Aposto que ele nem viu que o medico já estava dentro do quarto.
— Você está grávida garota e é uma gravidez de risco, pelos exames podemos ver que há algo errado, mais não dá para identificar ainda, isso é muito recente, precisamos de mais alguns dias para um novo exame...
Eu comecei a chorar desesperadamente e o Justin saiu do quarto às pressas sem saber o que fazer e chorando.
— Senhorita, precisamos de contato com algum responsável.
— NÃO, por favor, eles não podem saber disso agora.
— Mas você não poderá esconder isso por muito tempo, você precisará de ajuda.
— AGORA NÃO, só te peço isso – Disse chorando.
— Vou ver o que posso fazer.
— Obrigado Dr. , quando eu vou poder ir embora?
— Daqui a 1 hora, o seu estado já está normal, você só terá que assinar uns papéis.
1 hora depois ...
Estava no carro com o Justin voltando para casa!
— E agora Lu? O que a gente vai fazer?
Eu não respondi.
— Lu, fala comigo!
Continuei em silêncio
— LUISA fala alguma coisa, por favor!
— Não se intromete nisso Justin, o assunto é meu.
— SEU?
— Sim é meu.
— Mas você está grávida.
— Quem esta grávida sou eu e não você!
— Mas eu sou o pai.
— Pra mim não e CHEGA de falar comigo que eu estou cansada de você, engravida a Mellysse, se é que não já engravidou né? E se intromete na vida dela!
Como a reforma do meu quarto já estava pronta corri para ele e bati a porta com força.
POV Justin
Até concordo em certas partes com a Lu... Ela tem o direito de ficar chateada comigo, ah se eu pudesse ao menos explicar o que a Mellysse ta fazendo...
Quem está sofrendo agora sou eu, a Luisa age como se eu fosse algum animal e isso me magoava muito... Só em pensar na peste ela da sinal de vida.. atendi ao celular com uma certa ignorância.
— Oi meu amor.
— O que é?
— Por que não foi ao colégio?
— Não é da sua conta!
— Ah é sim fofo, sou sua nova namorada esqueceu?
— Impossível querida... Tava resolvendo problemas.
— Se eu souber que você estava com de rolo com aquela putinha da sua irmã eu acabo com a sua vida e a dela.
— MAIS RESPEITO com a minha irmã, lava a boca pra falar dela.
— Não preciso amor, mudando de assunto, vem me buscar daqui a 20 minutos, quero sair com você baby...
Ela nem esperou minha resposta e desligou o celular... AH QUE RAIVA, se algum dia alguém me ver numa boca de fumo eu fui comprar uma arma! E não me impeçam, eu juro que se ela fizer mal à Lu eu mato aquela vadia!
Peguei o meu carro e fui até a casa dela, ela estava toda arrumada, e confesso que ela era bonita sim mas a raiva só aumentava...
— Oi Bebê.
— Oi
— Tudo bom? – Ela falou entrando no carro.
— Melhor impossível, não tá vendo minha cara de alegria? – Disse ironicamente.
- Ah Justin faz um esforço, você vai ter que se acostumar.
— Serio? Que ótimo!
— Justin para com isso odeio ironia.
Não aguentei essa e cai na risada.
— Você ta rindo de quê? Não sou palhaça.
— Mas deveria ser aqueles palhaços assassinos de filme de terror sabe?
— Cala a boca e vem cá.
Ela me agarrou com fogo e eu demorei pra retribuir o beijo, não tinha mais jeito e cedi... Separei dela depois de alguns minutos.
— Você me chamou aqui pra ficar na porta da sua casa? Você não disse que queria sair?
— É, falei... Mas mudei de idéia...Pode ir pra sua casa agora.
— Garota se interna, você é maluca!
— HAHAHAHAHA sério? Sou maluca por você gatinho.
Ela saiu do carro com um sorriso safado... Me segura senão eu acabo com ela agora ‘pensei comigo mesmo’.
Fui em direção a minha casa e estava tudo em silêncio... A Lu devia estar dormindo, fui para o meu quarto e adormeci também...
Dia seguinte...
Acordei de manhã com o barulho do telefone tocando.
— Oi amor te acordei? -Mellysse falou.
— Não, magina! Não dormi pensando em você.
— Que fofo.
— O que você quer? – Falei cortando ela.
— A gente não vai pra escola hoje, meus pais não estão em casa e achei melhor nós fazermos hoje.
— TA DOIDA É? Não posso faltar mais aula não.
— Da um jeito... Beijos!
POV Luisa
Acordei, fiz minha higiene matinal e desci para comer alguma coisa, quando vi o Justin estava saindo...
— Não vou para o colégio hoje, mas se você quiser que eu te leve...
— Não, obrigada...Você não vai resolver nada em relação a mim não né? Já falei que não preciso!
— Na verdade eu vou na casa da Mellysse.
— Há – Falei quase soltando uma lagrima nos meus olhos.
Ele saiu e eu fui para escola com a Julia... O dia passou e eu nem percebi, me perdi nos meus pensamentos...
De tarde recebi uma ligação da minha mãe, ela falou que estava voltando para o Canadá, eu me desesperei, mas tentei me acalmar... Ela disse que vinha de jatinho particular com o papai e que em poucas horas ela estava de volta...
Adormeci e quando acordei já era de noite o Justin não tinha chegado ainda e a raiva me consumia, fui atrapalhada por um telefonema desconhecido.
— Alô
— Olá, sou da policia brasileira e queria saber se você é parente do Jeremy Bieber e Patricia Bieber?
— Sim, sou filha por que?
— Desculpe te dar essa péssima noticia por telefone mas o jatinho que eles estavam teve problemas e caiu durante o voo e não há nenhum sobrevivente...
— O QUE? – Falei em meio de lágrimas.
Fale com o autor