Amor Possessivo
13 Surpresa
Narrando Dante
Depois do banho eu e Ayla ficamos deitados na cama assistindo filmes de romance, Ayla dormiu minutos depois que o filme começou.
Me levanto e a levo para o quarto e vou para o escritório. Nesses últimos dias as coisas estavam complicadas.
Ouço meu celular tocar.
Ligação on
— olá Vicktor.
— me desculpe incomodar, mas tem um senhora que está o querendo o ver.
— há essa hora?
— sim senhor.
— qual o nome dela?
— Aurora.
— peça para ela subir.
— sim senhor.
Ligação off
O que será que essa menina que?
Vou para sala e me sento esperando Aurora subir e torcendo para que Ayla não acorde, isso causaria uma repercussão desnecessária.
As portas do elevador se abrem e ela entra, a expressão dela não era nada agradável, foi uma má ideia te á mandado subir!
— sentisse.
— obrigada. Vou ser rápida e clara.
— pode falar.
— tenho uma ideia para tirar noah de seu caminho, está disposto a ouvir?
— sim, mas o que você ganha fazendo isso?
— muito mais que você!
— não posso dizer que vou concordar, mas irei ouvir.
— já é um começo. Como você já sabe Noah foi me procurar algumas semanas atrás, ele estava desesperado e parecia um completo desequilibrado.
— eu não sabia disso.
— Dante por favor, não se faça de idiota. Sei muito bem que tudo que acontece nessa cidade você está por dentro.
— isso eu não posso negar.
— continuando, ele me falou umas coisas que talvez possa nos ajudar.
— que tipo de coisas?
— várias, a primeira é que ele já estava sabendo que vocês estavam querendo ter um filho.
— como ele sabia disso?
— não sei, ele não me falava quem era o informante dele, apenas que era muito próximo e vocês nunca iriam saber. Ele era muito vago em nossas conversas, por mais que eu tentasse descobrir, esse informante desaparecia do mapa.
— mas no que isso vai nos ajudar?
— ele acha que vocês ainda estão querendo um filho.
— então se ele achar que nós ainda queremos ter um filho ele vai tentar de novo sequestrar a Ayla?
— essa é uma das possibilidades, a outra é ele esperar para atacar.
— mas como vamos saber quando ele vai atacar e isso não deixaria a Ayla exporta?
— como eu disse ele não está pensando direito, se nós bolamos uma armadilha ele não vai nem ao menos perceber.
— continue.
— se você diminuísse a segurança...
— espera, se eu fizesse isso eu estaria usando a Ayla como isca.
— sim.
— não, isso está fora de cogitação!
Essa menina só pode está louca, sim, o plano pode funcionar, mas as possibilidades de algo acontecer com Ayla são muito grandes.
Ayla: esse plano pode dá certo?
Merda, ela estava escutando o tempo todo?
— Ayla isso é muito perigoso...
Ayla: não perguntei se é perigoso, perguntei se pode dar certo.
Aurora: sim, mas tem muita coisa que tem que se planejada.
— Ayla, meu amor isso poderia matar você!
Ayla: eu sei, mas o que podemos fazer? Ele pode nos atacar a qualquer minuto. Se existe uma pequena chance de conseguirmos tirá-lo de nossa vida temos que tentar. Não podemos ficar pra sempre com medo de fazer algo e dá errado.
— você está realmente disposta a tentar não é mesmo?
Ayla: sim.
Aurora: então vamos continuar?
— vamos.
Ayla se senta do meu lado e começamos a discutir os detalhes para o plano.
Aurora: antes de fazermos qualquer coisa, temos que achar o informante dele.
— concordo, mas nós nem temos ideia de quem seja.
Aurora: pense em alguém, um inimigo talvez?
— tenho muitos, mas nem um deles seriam tão loucos para fazerem isso.
Ayla: verdade, a única pessoa que poderia fazer isso seria o Harry, mas eu e ele não temos mais contato.
Aurora: e a mãe de vocês?
— o que tem ela?
Aurora: ela vem aqui com frequência?
— nossa mãe não sabe de nada, estamos tentando envolver o menor número de pessoas nessa história.
Ayla: amor pensando melhor ela seria a vítima perfeita.
— como assim?
Ayla: ela não tem noção do que está acontecendo, ela seria bem fácil de manipular. Ela não saberia que está dando informações valiosas e nós dois sabemos que nossa mãe deixa as coisas vazarem pela boca dela sem ao menos ela perceber.
— nisso você está certa, mas como era saberia que nós estávamos planejando ter um filho?
Aurora: vocês não contaram pra ela que vocês estão juntos?
Ayla: Não, ela iria fazer um escândalo, você sabe como ela é com essas coisas de religião.
Aurora: mas não é desculpa isso só deixa as coisas mais complicadas.
— nós sabemos disso, mas voltando ao assunto principal, temos que fazer uma lista com os nomes com os principais suspeitos!
Ayla, Aurora: ok
— Mas acho que é melhor fazermos isso amanhã, já está ficando tarde.
Ayla: concordo, amanhã cedo eu tenho aula. Aurora durma aqui hoje, está muito tarde e seria perigoso deixar você ir embora, Noah pode está lá fora só esperando você sair.
— concordo, por favor, fique.
Aurora: tudo bem, mas Ayla, amanhã é sábado.
Ayla: tinha me esquecido disso.
Ayla foi mostrar o quarto para Aurora e eu fui em direção ao nosso quarto. Chego no mesmo e me jogo na cama, Ayla chega logo atrás com um sorriso no rosto, isso é reconfortante.
— amor, oque você acha que vai acontecer daqui pra frente?
— não tenho ideia, está querendo desistir?
— não!
— então o que foi?
— eu só estava pensando, ele ficou assim por minha causa. Eu prometi que ficaria com ele e que não o abandonaria jamais.
— não pense assim, você não fez nada, ele deveria zelar e cuidar de você, mas ele fez o oposto disso, ele se tornou assim por causa dos erros que ele cometeu não se culpe por algo fútil.
— obrigada, você sempre sabe o que dizer.
— nem sempre fui assim. Agora dorme que amanhã será um dia cansativo, boa noite.(me curvo e dou um selinho em seus lábios).
— Boa noite.
Ayla logo pega no sono e adormece em meus braços. Talvez essa seja nossa única chance de sermos felizes.
Eu te amo tanto ayla.
Autora narrando.
Noah e Dante não eram tão diferentes na realidade, os dois disputavam Ayla, eles a amavam incondicionalmente e isso era a ruína de ambos.
Em todas as histórias de amor sempre tem dois homem e uma linda mulher, e em todas elas um deles acaba se destruindo e matando sua amada.
Nesse momento Dante possuía Ayla, mas por quando tempo ele a teria?
E Noah? Ele a teria de novo ou ele seria aquele que se destruiria para a tê-la novamente?
Desde do começo dos séculos os homens disputam aquilo que não pode te.
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