Amor Por Contrato - HIATUS
8 Capítulo 8
Lilith’s POV
Sábado, finalmente era sábado, dia de sair com a Mery. Minha curiosidade está me matando, não aguento mais ficar imaginando aonde a gente vai e o que eu devo usar, se bem que pelo o que eu conheço dela deve ser algum lugar top e com muita musica.
A Mery vai passar aqui só as 23:00 e agora ainda são 20:00, mas como eu sou uma deusa da água é melhor eu já ir tomar banho senão não vai dar tempo de terminar meu show aquático. Fiquei pronta faltando exatamente 10 pras 23:00 e fui direto pra sala esperar.
- Er... Oi, não sabia que você ia sair. – Que droga, o Aaron ta aqui.
- Isso já não é da sua conta. – disse talvez um pouco grossa de mais (?).
- Pelo jeito ainda ta brava. – ele disse revirando os olhos.
- E pretendo continuar assim.
- Quantas vezes eu vou ter que te pedir desculpas em Lily? – ele disse chegando perto demais, pude sentir o seu perfume e imaginei o calor que seu corpo exalava, enquanto delirava sobre o gosto de seu beijo e me deixava levar pelo seu olhar – Acorda Lily! Isso é um jogo pra ele, não se deixa levar. Sai de meu transe e me dei conta que estava a ponto de beija-lo, e se não fosse pela buzina do carro da Mery nos fazendo levar um susto e afastarmos rapidamente eu provavelmente o teria beijado, mas antes dele pronunciar qualquer coisa eu sai correndo em direção a porta e quando estava prestes a sair disse:
- Esse é o problema Aaron, você não pediu desculpas, nenhuma vez sequer você tentou. – fechei a porta e entrei no carro o mais rápido que pude, meu coração estava saltando e eu achei que não conseguiria mais andar.
Aaron’s POV
Merda, merda, merda. O que anda acontecendo comigo? Eu to agindo que nem um idiota, to me tornando um perfeito vagabundo. Toda vez que eu vejo a Lilith eu perco a razão, fico bobo, machista, não sei como agir aí eu cometo essas cagadas e só ferro mais a minha relação com ela – que relação né? – hoje quando ela esteve tão perto de mim e eu pude sentir sua respiração em sintonia com a minha, seu olhar profundo e seu corpo palpitar, eu me perdi ainda mais em meio aos meus pensamentos e só deixei a minha duvida sobre meus sentimentos aumentar.
Lilith’s POV
- Droga, Lily deixa de ser cagona. – Meredith disse me dando um saquinho.
- Toma Mer, já disse que não uso mais. Eu me tratei você devia também. – disse devolvendo o saquinho.
- Você se tratou por outros problemas, isso foi só um fator. – ela disse enquanto cambaleava pelo chão e olhava para o céu de forma apaixonada, de forma drogada.
- Mas esses fatores ajudaram a desencadear tudo, então eu parei.
- Você é uma sem graça isso sim. – ela disse agarrando um cara de cabelos longos pelo pescoço. – O Travis sim sabe se divertir né. – ela disse olhando para ele com um olhar sugestivo e indo em direção a um beco.
Eu não devia ter vindo, todas as células do meu corpo me avisaram que isso aconteceria, mas eu preferi acreditar – sonhar — com uma nova Meredith, uma Meredith tratada e de bem com a vida, que passa longe de drogas. Eu me lembro de quando conheci ela, nós tínhamos 7 anos e eu a idolatrava. Nós éramos melhores amigas, mas tudo mudou quando Mery começou a namorar com o Drake, ela tinha 14 e ele 17. Drake era o tipo de cara que todo mundo desviava o olhar e Mery era a princesa de cabelos cor da noite, quem diria... Os opostos se atraem né. Ele a introduziu ao mundo das drogas e mais tarde ela me introduziu ao mundo das drogas.
Corri até o beco e encontrei Mery em um dos seus piores estados, ela estava ajoelhada no meio das pernas do cara – Travis – e ele estava lá abaixando mais a sua cabeça e a humilhando enquanto soltava uns palavrões e gemidos, quando ela terminou, ele a deu mais um saquinho.
- Que porra é essa Mer? Ta se prostituindo por droga? – disse puxando seu braço grosseiramente.
- Ah Lily, só porque se tratou e agora posa de bom exemplo vai querer ignorar o passado? – ela disse tirando um cigarro de sua bolsa e procurando por um isqueiro.
- Eu nunca, NUNCA, usei meu corpo como objeto e é impossível esquecer o passado, tenho marcas dele sobre meu corpo.
- Nunca deu por drogas, mas já roubou né. E você diz que não esqueceu o passado mais duvido que o seu amor saiba dele, duvido que alguém além do Andy e da sua família saiba. – ela disse me atingindo em cheio, eu nunca tive coragem de contar pra ninguém sobre o passado, o que todos acham é que a pressão da fama foi demais o que de certa forma é verdade, mas mesmo assim eu me sinto uma mentirosa. – É verdade, eu to certa. Você ta prestes a se casar e o seu noivo nem sabe dos seus problemas. – ela disse com um sorriso demente no rosto.
- Eu não sei o que aconteceu com você, mas isso não é mais problema meu então eu to indo embora Meredith e você deveria procurar ajuda. – disse largando ela e procurando uma saída.
- NÃO! – ela gritou chamando atenção de uma boa parte das pessoas que estavam por perto. – Você não pode ir embora, você não vai ir embora. Eu também não sei o que aconteceu com você, não sei que tipo de lavagem cerebral foi feita nesses 3 anos, mas eu quero minha melhor amiga de volta, quero minha Lily de volta e eu vou ter. – ela disse com um olhar que chegou a me assustar e só ao tentar me desviar dela eu percebi que estava encurralada por 2 caras que deveriam ter o triplo da minha altura e um sorriso diabólico no rosto.
-
Aaron’s POV
Já são 4:00 e a Lilith ainda não voltou pra casa. To ficando cada vez mais preocupado com ela, meu cérebro fica me dizendo: ela já é grande, sabe se cuidar, deve ta pegando alguém por ai pra se vingar de mim, mas mesmo assim não consigo espantar uma sensação ruim que sinto, um arrepio na espinha como uma intuição de que ela não está bem. Ela provavelmente vai ficar brava comigo, mas foda-se vou ligar pra ela.
- Lily? Lily? Ta me ouvindo? – disse tentando fazê-la ouvir algo no meio de toda a gritaria que vinha do telefone.
- Aarooonnnnnnn, eu não to legal, me ajuda porrr favor. – ela disse como se tivesse bêbada.
- O que aconteceu? – perguntei preocupado.
- Ah Aaron, eu falei que não queria, falei que não ia usar, mas a Mery me obrigou. – ela disse chorando e me deixando em pânico. – Por favor, me tira daqui, eu quero ir embora, quero morrer.
- Calma Lily, respira fundo. – disse tentando tranquiliza-la e me tranquilizar. Pude ouvir sua respiração sendo puxada do outro lado da linha. – Agora, me diz o que te deram?
- Eu não seiii, só sei que no começo tava tudo boooom. Eu tava tããão feliz e tomei chá com unicórnios, mas agora ta tudo tão triste e eu fico chorando o tempo todo. – ela disse desesperada e em prantos.
- Senta em um lugar bem calmo e fica ai me esperando, aonde você ta?
- É uma boate. Hush, Husk, algo assim. – Na verdade é Huston.
- Sei onde é me espera. – disse desligando o celular e pegando minha chave do carro.
Eu não consigo imaginar por quais motivos a Lily iria pra uma boate como a Huston, lá é o pior lugar pra se divertir só rola drogas, sexo e uma galera estranha. Chegando em frente pude ver o letreiro luminoso escrito Huston em vermelho e assim que entrei vi pessoas se pegando em todos os cantos, algumas jogadas no chão e outras delirando. Em um canto eu pude ver uma garota sentada, ela estava toda descabelada, com os olhos pretos de tanto chorar e toda suada, uma aparência um tanto depressiva.
Assim que me viu ela deu um sorriso fraco e ao se levantar quase caiu se eu não a tivesse segurado. Ela apoiou sua cabeça em meu peito e começou a chorar.
- Ei, to aqui. Não precisa chorar. – disse tentando acalma-la
- Você veio. – ela disse dando outro sorriso falecido. – Achei que não viria.
- Eu nunca te deixaria num lugar desses Lilith, vem vamos embora. – disse passando minha mão em sua cintura e a puxando para mim.
A coloquei dentro do carro e dirigi até parar pra comprar uma água, dei para ela tomar e continuei dirigindo para casa.
Quando chegamos eu percebi que Lilith já estava dormindo no banco, peguei ela no colo e a coloquei para dormir na minha cama. Fico me perguntando o que aconteceu, ela é inteligente sabe diferenciar o certo do errado e é tão bonita, nunca havia reparado o quão bela ela é. Ela tem essa aparência delicada e ao mesmo tempo selvagem, seus olhos são acinzentados mas as vezes eles ficam prateados que nem a lua e seus cabelos são de um loiro impossível de descrever, não sei por quanto tempo fiquei assim, observando-a, só sei que uma hora eu peguei no sono e acabei dormindo ali mesmo, ao seu lado.
Lilith’s POV
Acordei com o cheiro de café e ao levantar da cama senti uma subida tonteira que me fez sentar de volta nesta. Ao olhar ao redor percebi que não estava no meu quarto e tive meus pensamentos interrompidos por uma voz que vinha da porta.
- Bom dia bela adormecida. – Disse Aaron segurando uma bandeja com café puro e me olhando sério. – Você me deve muitas explicações.
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