Amor Por Contrato - HIATUS
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Aaron’s POV
Andy havia me chamado pra acertar uns detalhes do meu amor pela Lilith e passar algumas dicas já que essa é a minha primeira entrevista. Depois de conversarmos eu fui atrás da Lilith avisar que daqui a 15 minutos ia começar e de longe a pude ver conversando e rindo com um cara, mas nem dei moral achando que era alguém da equipe de apoio. Agora imagina a minha cara de tacho quando eu descobri que o cara metido a Ken era ex dela e que eles estavam todos engraçadinhos e risonhos entre si.
Não que eu ligue pra isso, longe de mim, agora ela ta comigo mesmo que não seja de verdade e contanto que ela não me traia pelos próximos 11 meses depois deles pode namorar quem quiser.
Lilith’s POV
A entrevista ocorreu de forma boa exatamente como Aaron disse que seria. O único problema é que desde que eu apresentei o Caio para ele o clima ficou meio estranho, nenhuma palavra foi trocada sem necessidade e toda vez que viro para os lados o vejo me encarando.
– Ta bom, desembucha. –disse cortando o silencio.
Aaron continuou me encarando e deu de ombros jogando as mãos para o lado em sinal de desentendimento, mas rapidamente recuperando o volante.
– Nem finja ta, você ta estranho desde que conheceu o Caio. – continuei.
– Desculpa. – ele disse de cara fechada.
– Desculpa? Pelo amor, eu quero que você fale comigo não que peça desculpas sem necessidade. – Dê-me paciência senhor, esse cara é um mistério mesmo, uma hora é um animal e em outras vem pedir desculpas sem nem eu saber o motivo.
– Pela forma como eu agi... – ele disse me encarando meio envergonhado. – foi uma surpresa ver que você tinha um ex.
– Oh. – finalmente saquei tudo, como sou lerda em tava na cara. – Você ta com ciúmes? – perguntei encarando meus pés.
– Ciúmes do que? Da minha noiva de brincadeira? – ele disse dando um sorriso forçado enquanto se concentrava na estrada. – Só fiquei surpreso só isso, nunca havia pensando no seu passado e tudo mais.
– Nem queira. Passados são uma droga Aaron, já passou e quem vive de passado é museu. – disse dessa vez usando um sorriso forçado.
Ele se virou e ficou me encarando, pude sentir seu olhar queimar toda a minha pela e penetrar nos meus segredos mais obscuros.
– Aaron! A estrada merda. – gritei quando vi um carro em nossa direção.
Ele rapidamente se voltou a olhar a estrada e desviou do carro, mas já era tarde demais e pude sentir o impacto do airbag em meu corpo.
–
– Nem está tão ruim. –disse encarando pelo espelho um pequeno corte em sua sobrancelha.
– Imagina ta horrível! – ele disse se virando para mim.
– Deixa de bobeira, chega a ser sexy. – disse reprimindo-me por ter feito esse comentário, como pude dizer que o acho sexy.
– Sexy é? – ele disse dando um sorriso de canto, um sorriso totalmente sedutor e se os meus sentimentos por ele não fosse uma constante bagunça eu provavelmente o beijaria e beijaria sua recente cicatriz, adquirida mês passado em um acidente de carro, pra provar o quão sexy aquilo podia ser. A cicatriz não era feia nem nojenta, era simplesmente um pequeno traço branco em sua sobrancelha como se fosse uma falha, e lhe dava um ar sensual.
– Cala a boca. – disse recobrando a consciência e lhe dando um tapa no ombro.
– Você tem é medo de assumir que me quer. – ele disse rindo e novamente se olhando no espelho. –Acho que você tem razão, essa cicatriz me deixa gostoso.
– Eu nunca disse gostoso, falei que chega a ser sexy nem sexy por completo é. – disse emburrada
– Acho que ela vai me ajudar a pegar mais. – ele disse me provocando
– A pegar? Só se for gripe né querido, porque ainda tem 10 meses pra você ficar na seca. – disse lembrando-o desse pequeno detalhe.
– Pelo menos eu sei que não to sozinho nessa e veja pelo lado bom se nós não aguentarmos sempre teremos um ao outro para nos satisfazermos. – ele disse brincando, mas pude sentir o toque de malicia em sua língua.
– Não se preocupe, o namoro com o Caio já me manteve satisfeita pelos próximos 10 anos. – disse tomando as rédeas e dessa vez o provocando pra valer.
– Humpf. – ele bufou agora irritado.
É sempre assim só tocar no nome do Caio que o Aaron fica bravo e ainda briga dizendo que não é ciúmes, ele pode ralhar o tanto que for lá no fundo eu sei que é ciúmes e pode ser errado mais eu gosto de vê-lo assim. Enciumado por mim.
Lembro no dia do acidente quando eu avisei do carro em nossa direção já era tarde demais e a única forma de evitar algo pior foi desviando para os matos em frente a uma arvore. Recordo-me do airbag em meu rosto, a sensação de estar queimando e a dor no estomago, ouvia a voz de Aaron como um plano de fundo e dela vinha alguns palavrões, assim que a tonteira passou levantei minha cabeça e a senti latejar olhei para Aaron que estava tão aflito quanto eu.
– Ta tudo bem? Você ta machucada? – ele disse me analisando a procura de algum ferimento.
– Ã, sim... Não! To só com dor de cabeça. –disse ainda vendo tudo rodar.
– Calma, já deve ter alguém a caminho. – ele disse e pude perceber que seu rosto estava sangrando.
– Aaron, você ta machucado! – disse e passei o dedo em sua sobrancelha que estava ensanguentada.
– Arghhh. – ele gemeu. – É só um corte, acho que não vai precisar nem de ponto.
– Mesmo assim você ainda está ma... – Parei o que dizia ao ouvir a sirene de uma ambulância.
– Shhh – Aaron disse colocando o dedo indicador em meus lábios. – A ambulância chegou vou pedir pra te levarem e ver se tem algo com sua cabeça.
– Não precisa, eu estou b... – Antes de terminar senti mais uma dor na cabeça e acabei sendo guiada pela escuridão.
–
– Já era hora né. – disse uma voz risonha que não pude identificar o dono. – Não tente falar, os médicos disseram que você não vai ter força logo de cara. – a voz desconhecida continuou a falar e ela estava certa não consegui falar nada, minha língua pesava e meus olhos não me obedeciam, não consegui focalizar nenhuma imagem a minha frente e via tudo como um borrão de cores e mais uma vez minhas pálpebras se fecharam, me levando a uma terra de sonhos.
–
– Você é impossível mesmo, sempre se mete em confusões. – disse o dono da voz ouvida anteriormente dando uma risada.
Minha cabeça não estava mais dolorida, só sentia alguns latejos e apesar dos borrões meus olhos já conseguiam identificar a silhueta à minha frente. Era Caio.
– C...a..io – foi a única coisa que conseguir pronunciar, mas o que eu realmente queria saber era o que ele estava fazendo ali.
– Sim, to aqui. – ele disse segurando minha mão.
– A..a..ro..n? – perguntei imaginando onde estaria e o que havia acontecido com ele.
– Ele está bem, teve que dar alguns pontos na sobrancelha e agora está em observação. – ele disse me analisando. – vou chamar uma enfermeira pra ver se ta tudo ok. – e assim ele saiu do quarto me deixando absorta em meus pensamentos.
Comecei a pensar no porque dele estar ali, como ele ficou sabendo do acidente, cadê o Andy, se Aaron está realmente bem...
Voltei a real quando a enfermeira entrou, ela era baixinha com longos cabelos pretos e tinha um sorriso acolhedor no rosto.
– Espero que esteja se sentindo melhor, Srta. Scar. – ela disse sorrindo e me dando um remédio. – Recomendo que permaneça alguns minutos em descanso só para se recuperar melhor.
Tomei o remédio e assenti, deitando minha cabeça no travesseiro e relaxando. Antes de sair a enfermeira se virou e disse:
– Vou avisar ao seu acompanhante que após 10 minutos de descanso você já poderá recebê-lo.
–
Toc Toc.
Caio abriu a porta e colocou a cabeça espiando.
– Entre. –disse.
Ele entrou e se sentou na cadeira ao meu lado.
– O que você está fazendo aqui? –disse meio sem jeito e o fazendo rir.
– Bem, acontece que eu sou o seu segundo contato de emergência. – ele disse com um olhar divertido.
– Segundo contato de emergência? Como assim? –perguntei indignada.
– O primeiro é o Andy, só que não conseguiram falar com ele e ai parece que o meu nome tava como o segundo contato e ai me avisaram que você tinha sofrido um acidente. – ele suspirou. – Sabe, fiquei muito preocupado com você Lily.
– Eu to bem e desculpa por isso é que antigamente você era o meu contato e agora eu me esqueci de arrumar esses detalhes. –disse envergonhada, como eu pude me esquecer de tirar o Caio do meu contato de emergência! Nós não nos falamos a quase 3 anos!
– Não tem problema, na verdade, eu fiquei feliz.
– Pelo acidente? –perguntei
– Não sua boba. – ele disse rindo. –Por saber que você confia em mim a esse ponto.
Ah claro, como eu pude ser estupida.
– Caio você pode ajudar eu me levantar? –disse forçando minhas mãos na cama e tentando reunir forças.
– Claro. – ele disse me pegando pelo braço. – Aonde você quer ir?
– Ver o meu noivo. -disse por fim.
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