Amor Por Acaso

1 Depreção Pós Termino


Não estava a fim de levantar da cama naquele dia. Afinal, era um belo de um sabado e eu não iria fazer nada mesmo. Porém Lilith tem as chaves do meu apartamento e entrou como se fosse o lar dela. Eu ainda estava na cama quando ela começou a mecher na cozinha, e estava gritando, me mandando levantar, ela queria que eu fizesse o café da manhã. Não estou animada a fazer isso, claro que não.

Lilith:Samantha Mahoney! Se levante daí agora moçinha.

Sam: Lilith por favor me deixa deitada, eu dormi muito tarde ontem a noite.

Lilith:Você não me engana, te enviei varias mensagens e você não respondeu, eu sei que você dormiu as oito horas da noite.

Sim, ela estava certa, dormi mais cedo do que o custume naquela noite. Estava mais deprimida do que sou normalmente, e depois de me envenenar com um pote de sorvete de chocolate eu assisti alguns videos de casais se casando e acabei dormindo. O que é? Vai me dizer que você nunca sofreu por amor? Eu sofi, e sofri muito.

Lilith:Você não pode ficar triste por causa daquele babaca Sam.

Sam:Eu to bem... -Eu tentei mesmo dizer aquilo da maneira mais normal possível, mais isso saiu com uma lagrima, e outra, e outra.

Lilith:Não chora Sam! Vamos sair hoje, vamos chamar o Gunter ou o Joseph e aí ficaremos assistindo filme e comendo pipocas! -Lilith me abraçou tentando me acalmar, e eu percebi que o que ela disse tinha toda razão.

Para que me torturar lembrando o quanto meu ex-namorado foi cruel. Enfim eu percebi que poderia seguir a minha vida em frente. Eu peguei meu namorado na cama com outra pessoa, idaí? Tinha que seguir minha vida em frente, e seria o que eu iria fazer.

Sam: Tudo bem Li... Hoje vou sair, me divertir e esqueçer tudo que aconteceu.

Lilith: Isso mesmo.

Eu olhei no relogio do meu celular, já eram 10:16 e eu precisava tomar um café, mais não em casa, precisava sair um pouco.

Sam: Lilith, você não tinha que estar no trabalho às 10:00?

Lilith:Ooh, droga! — Ela riu e pulou da cama — Nada de depreção, te vejo mais tarde okay?

Eu sorri e confirmei com o balançar da cabeça, depois que ela saiu o partamentonovamente ficou silenciosa, estava tudo triste novamente, tudo do mesmo jeito. Mais eu não podia deixa me afundar assim na depreção, procurou no meu armario algumas roupas e fui tomar um banho, ao sair de lá passei hidratante em meu corpo e coloquei minhas roupas. Me olhei no espelho grande que havia no meu quarto, até que a roupa me caia bem. Uma blusa de seda rosa, um short jeans claro e uma sandalia baixa. Isso combinava comigo e eu me sentia bem.

Penteei meus longos cabelos loiros e passei um batom vermelho para destacar meus labios. Ao sair do apartamente estava me sentindo a mulher mais linda do mundo. Alguém com 24 anos devia se sentir assim todos os dias. Não que eu tenho essa idade. Na verdade irei fazer 24 na semana seguinte e preciso rever meus conceitos para a festa que todos querem dar.

Todos queriam uma festa enorme com balões rosas e pretos, DJ, musica boa, comida, bebida. Isso me parecia um baile de debutante, porém não queria chatea-los. Depois de sair do elevador eu caminhei até a portaria, comprimentei o senhor Tarner, ele era o velho sindico, todos o amava ele era muito querido. Depois de caminhar por alguns minutos cheguei na minha cafeteria preferida, ela não era longe do meu apartamente. Me sentei na mesinha perto da janela, bem discreta. O sol brilhava lá fora, estava tudo tão tranquilo e fresco lá dentro que nem percebi quando Joseph entrou com o cão da familia Henzo.

Joseph:Adoro esse batom vermelho.

Sam: Joseph, que bom vê-lo meu caro amigo. -Ele riu ao ouvir aquelas palavras.

Joseph:Parece meu pai falando Sam.

Sam: Conheco seu pai a tanto tempo que agora já sei falar como ele.

Joseph: Na verdade meu pai está falando diferente esses dias.

Sam: Será pelo fato de ele ter mudado de cidade?

Joseph: Talvez sim.

Sam: Novidades? -Eu sorri e tomei um gole do meu café, deixando a marca do batom vermelho na xicara.

Joseph: Uma tia minha morreu.

Sam: Oh meu Deus eu sinto muito.

Joseph: Eu era apegado a ela quando criança, mais depois que cresci acabamos nos afastando, a ultima vez que a vi foi o ano passado.

Sam: Não se culpe por isso. Você é uma boa pessoa.

Joseph: Não me culpo, mais tenho que ir até Long Island para buscar a herança.

Sam: Vai ser uma longaviagem. Pelo menos vai poder ver seus pais, e se der dá uma passadinha na fazendo dos meus pais. Quando você vai?

Joseph: Não sei. Talvez amanhã.

Sam:Manda um abraço para seu pai por mim.

Dei mais um gole no meu café, Joseph me olhava como se quisesse me perguntar alguma coisa. Eu o encarei e ele fez o mesmo, e a essa altura eu já sabia o que ele queria.

Sam: Ta bem. pode perguntar. Quer saber sobre o emprego ou sobre o namoro?

Joseph:O que? Eu não disse nada.

Sam: Eu sei que a Lilith te contou tudo sobre tudo.

Joseph: Deveria agradeçe-la por isso Sam.

Sam: Não deveria. Era segredo.

Joseph: E desde quando temos segredos Samantha?

Eu fiquei um tempinho em silencio e depois respirei fundo — Isso mesmo, não temos segredos um do outro. -Ele completou tentando ser o mais carinhoso possível.

Sam: Ele me traiu, eu pirei, bati nele e nela. Fui demitida.

Joseph: Porque foi demitida?

Sam: Porque a amante dele era a minha chefe.

Joseph:Da revista?

Sam: Essa mesma.

Eu ri e tentei não chorar por contar aquilo para ele. Joseph e eu sempre fomos amigos, então nunca tivemos segredos, e pela primeira vez tive vergonha de contar algo para ele, já conversamos até de sexo e eu nunca senti tanta vergonha. Mais como contar ao meu melhor amigo de infancia que tem relacionamentos perfeitos que fui traida?

Depois desse momento estranho me levantei, abraçei Joseph e seu cão lindo e fui para minha casa descançar de tudo e de todos. Ainda não era nem 12:20 e eu queria dormir, mais a casa estava uma grande bagunça, então tive que tentar arrumar aquela bagunça.