Amor Por Acaso
8 Beijo
Notas iniciais
Eu fiquei a manhã inteira assistindo TV e depois do almoço fui olhar o notebook. Ele estava cheio de arquivos. Na hora me toquei que Sasuke já deve ter conectado o nosso notebook com os computadores da polícia japonesa. Olhei diversos arquivos. Eu já estava a três horas olhando arquivos, meus olhos já estavam pesados e eu nem percebi quando dormi.
...
Acordei e vi que já era noite. Olhei em volta e reconheci meu quarto, mas pelo que eu me lembro, eu havia dormido na sala. Levantei-me com sono, apesar de ter dormido muito, e fui até a sala. Sasuke estava assistindo TV. Eu sentei ao lado dele.
— Que horas são ? E que horas você chegou ? E como eu fui parar na minha cama ? Pelo que eu me lembro eu havia dormido na cadeira — eu perguntei.
— Ei. Calma aí. Uma pergunta de cada vez. Bom, são 22 horas. Quando eu cheguei estava final da tarde. Eu vi você dormindo na cadeira e parecia muito desconfortável então, eu peguei você no colo e a levei até a sua cama. Satisfeita ?
— Sim. Mas, não precisava ter feito isso.
— Tudo bem. Da próxima vez eu deixo você dormindo em qualquer lugar que seja.
— Desculpe. Não quis ser rude. Obrigada por me colocar na minha cama.
Depois de um tempo em silêncio. Só com os sons da TV, eu perguntei :
— E aí ? Como foi na polícia?
— Foi até que legal. Foi como se eu ainda trabalhasse na CIA. Você estava olhando as informações ?
— Sim.
— Achou algo que nos ajude ?
— Não, ainda não.
— Tudo bem. Amanhã continue procurando.
— Certo.
Ficamos assistindo TV até eu agarrar no sono novamente. Quando acordei vi que ainda estava no sofá e que não estava sozinha.
Sasuke estava dormindo ao meu lado. Tomei um susto ao ver como estávamos.
Ele estava com um dos braços nos meus ombros e eu estava apoiada nele.
Eu estava numa posição tão boa que não queria sair dali por nada no mundo. Mas, eu tinha que sair. Saí com muito cuidado para não acorda-lo. Levantei-me e fui preparar o café.
Fiquei tão entretida com o café que só agora percebi que Sasuke acordou e está sentado em um dos bancos do balcão me observando.
— Bom dia — eu disse indo colocar a mesa.
— Bom dia — ele respondeu se levantando para me ajudar a colocar a mesa.
Eu resolvi não comentar sobre como nós dois estávamos dormindo abraçados.
Tomamos café e ele disse que ia trabalhar.
Como eu não tinha nada melhor pra fazer, eu passei o resto da manhã no notebook olhando as informações. Almocei e fui novamente olhar as informações da polícia até que eu achei um arquivo codificado. É. Eu com certeza achei alguma coisa importante.
Fiquei tentando descobrir qual era o código usado naquele arquivo até que ouvi a porta ser aberta. Era Sasuke. Corri até a porta. Ele se assustou e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa eu disparei :
— Achei algo muito suspeito em um dos arquivos. Está codificado.
— Sério ? Mostre-me.
Fomos até a sala e eu mostrei o arquivo. Passamos o resto da tarde tentando decifrar o código, mas não conseguimos.
No dia seguinte quando acordei Sasuke já havia saído.
Tentei mais uma vez decifrar o código. Mais uma tentativa sem sucesso.
Depois do almoço fui assistir TV para descontrair. Olhei o relógio e fiquei observando. Isso! Acho que descobri o código. Não sei como não havia pensado antes nisso. É um código tão simples. Baseado somente em números. Corri até o notebook. Abri o arquivo. E para minha alegria, consegui decodificar ele.
Esperei ansiosamente por Sasuke.
Assim que ele pôs o pé dentro do apartamento eu gritei :
— Corre aqui Sasuke. É urgente.
Ele correu mesmo.
— O que foi ? Alguém nos descobriu ? — ele perguntou.
— Graças a Deus não.
— Então o que é de tão importante ?
— Eu descobri o código.
— E então ? O que fala no arquivo ?
— A polícia japonesa já sabe que a sede foi atacada e eles já estão investigando.
— Como eles descobriram ?
— Não sei. Mas no arquivo tem todos os dados da investigação.
— Então agora saberemos quem é o espião da Akatsuki na polícia japonesa.
— Como ?
— O espião já deve saber sobre esse arquivo e deve ter feito de tudo para ficar responsável pelo caso para poder disfarçar as pistas e mudar o rumo da investigação.
— Então nós só precisamos descobrir quem é o responsável pela investigação ?
— Sim.
Ele olhou mais um tempo o arquivo.
— Você é brilhante. Conseguiu descobrir o código sozinha. Estamos mais perto da destruição da Akatsuki. Obrigado.
Então ele fez algo inesperado. Veio até mim e me abraçou. Eu senti a sua pele sobre a minha e me arrepiei da cabeça aos pés. Separamos-nos, mas ele ainda estava muito próximo. Nós estávamos nos encarando e eu não aguentei e o beijei. Não sei o que havia dado em mim para fazer isso. Mas se não fizesse acho que iria me arrepender.
Eu acho que primeiramente ele ficou surpreso, mas depois ele correspondeu e com muita vontade.
Ele me beijava com paixão.
Mas quando o ar faltou tivemos que nos separar e quando me dei conta do que havíamos acabado de fazer, eu me desesperei.
A primeira coisa que fiz foi correr até o quarto e me trancar.
Graças a Deus ele não bateu na minha porta. Eu me deitei na cama e pensei no que havia acabado de acontecer.
É. Eu definitivamente estava apaixonada por Sasuke. Mas eu não podia sentir isso. Primeiro porque eu tenho que descobrir a verdade sobre meus pais, um assunto que eu tenho fugido muito nos últimos tempos.
E segundo porque dificilmente Sasuke sentia o mesmo por mim. Mas, pensar no jeito em que ele me beijou me dava um pouco de esperanças, tenho que confessar.
Dormi e mais uma vez em meus sonhos ele apareceu.
Fale com o autor