Amor Perdido

43 Sayori especial Parte XIII


Notas iniciais
Aqui está o final da primeira temporada

A jovem youkai estava supreendida. Já tinha ouvido rumores sobre o ódio que o seu pai tinha com o seu irmão. Mas isso era passado, agora davam-se muito bem, como irmãos de verdade e tudo isso graças ao esforço da sua tia Kagome e da sua mãe. Ela voltou a esfolhear algumas páginas até encontrar o que realmente interressava-lhe. Sobre a sua mãe.

« Quem diria que ao fim de 218 anos eu voltaria apaixonar-me e por uma humana. O meu pai deve estar a gargalhar e dando volta na sua tumba. Só deve ser uma partida do destino. Mas, desta vez é diferente pois, o meu amor é correspondido. Se alguém me disse-se que há dez anos atrás, a cria humana que eu tinha salvado da morte seria a minha companheira, certamente eu teria arrancado a cabeça desse ser por tamanha afronta. Nunca pensei que podesse acontecer. A Rin era humana mas era a minha humana. Quando a deixei no vilarejo do meu irmão, não passava de uma menina de oito anos, descalça e tagarela, estava sempre em metida em confusões. E vejam só agora é uma mulher linda, educada e continua em sarilhos. A beleza dela desabrochou, atraindo qualquer tipo de machos. Estes apesar de se sentirem atraídos não são bestas de morrerem, pois sabem que a Rin é minha protegida. Não interessa que sejam humanos ou youkais. Afastarei todos.»

Sayori encostou o livro ao seu peito e rodopiava feliz. Mas essa felecidade durou pouco. Olhou-se no espelho do seu quarto e sentou-se no banquinho do seu toucador.

- Gomenasai, mamã. A sua felecidade durou pouco por minha culpa. Eu roubei a sua vida permaturamente — Sayori murmurou para si deixando cair uma lágrima

Respirou fundo e olhou para o livro que tinha nas suas mãos delicadas e de pele branca e imaculada. Preparou-se para continuar a ler.

« Hoje preparei uma viagem para mim e para minha hime. A viagem demorou a tarde toda. Já tinha tudo preparado e organizado. Iria-mos ficar num pequeno shiro que pertenceu a um senhor feudal. Só haveria três servas e seis soldados da minha confiança. Queria o máximo de descrição e de sossego. Na minha mente já tinha planejado como seria a nossa semana, principalmente as nossas noites...»

Sayori sentiu as suas faces ficarem rubras. O seu pai detalhava as noites quentes com a sua mãe. Ela pulou essa parte, não iria ler sobre a intimidade deles.

- Descarado. Não podia ter ficado com essas cenas gravadas só na sua mente. Tinha que relatar no seu diário. Vou passar esta parte pois não tenho interesse em saber como fui feita, por kami-sama

A hime leu as últimas partes e voltou a reler. Não queria acreditar no que lia. Lá relatava os últimos seis meses de vida da sua mãe. Ela assustou-se na parte do casamento do seu pai com a Sara, o desaparecimento da sua progenitora, o reencontro dos dois e a morte da sua mãe e do seu irmãzinho.

Sayori sentiu a ira a crescer dentro dela. Tudo o que ela pensava e acreditava não passava de mentiras. Saiu do quarto caminhando na direção ao Salão com o livro nas suas mãos. Os seus olhos encontravam-se vermelhos como o sangue e os seus dentes e garras estavam salientes. Abriu as duas grandes portas de anuliss com fúria. Quase todos pararam na hora quando ouviram o estrondo das portas devido da brutalidade da hime. Viu o seu pai no meio do Salão conversando com os seus tios e bebendo um pouco de vinho feliz. Falso era o que a sua filha pensava quando caminhava até ele.

- ASSASSINO — gritou brava para todos ouvirem

- Nani?! — o seu pai olhou-a confuso pelo o comportamento e da quase transformação da sua cria

- ASSASSINO, MENTIROSO E COVARDE — continuou a gritar e todos começavam a cochicar entre si

- MEDE AS TUAS PALAVRAS SAYORI, SOU O TEU PAI E DEVES-ME RESPEITO. AGORA VOLTA PARA O TEU QUARTO E PENSA NOS TEUS ACTOS. ISTO NÃO É DIGNO DE UMA HIME. SAI DAQUI É UMA ORDEM — o lord gritou irritado e envergonhado, a sua filha nunca fez uma cena destas sempre foi uma boa cria

- HIME CHICHIUE? — Sayori arranca o colar do seu pescoço e tira o anel do dedo — HIME? EU NÃO PASSO DE UMA BASTARDA, JÁ QUE A VERDADEIRA SENHORA DESTE CASTELO CHAMAVA-SE SARA. A MINHA MÃE NÃO PASSAVA DE UMA AMANTE TUA. O TEU AMOR POR ELA FOI DE MENTIRA. TINHAS VERGONHA DE ELA SER UMA HUMANA. SEMPRE CRITICAS-TE O MEU AVÔ E FIZES-TE O MESMO. DURANTE ANOS EU PENSEI QUE FOSSE A VERDADEIRA CULPADA DA MORTE DA MINHA MÃE MAS, FOSTE TU O RESPONSÁVEL.

- Mas como soubes-te da Sara? Eu só me casei com ela porque não tinha escolha, Sayori. Todos nesta sala sabem o amor que sentia e que ainda sinto pela a tua mãe. Eu ia anular a união e casar com a Rin. Ela era a minha femêa de verdade. Eu marquei a tua mãe antes de me casar. A tua mãe morreu por causa de um veneno que havia no seu chá. Foi a Sara que mandou colocar. Quando soube filha eu vinguei-me com as minhas próprias mãos. Vem comigo, vamos para o meu escritório, lá poderemos conversar mais tranquilos — o lord aproximava-se da sua filha com a mão esticada e pediu novamente — Vem?

- Para quê? Para o senhor contar-me mais mentiras? A Sara não foi a única culpada. Também és culpado, senão tivesses aberto as portas para essa cobra, a minha mãe e o meu irmão esteriam vivos.

- Sayori estou a dizer a verdade. Eu não sei como soubeste sobre a Sara mas eu não vou esconder-te mais nada. Vem comigo, filha onegai

- Não vale a pena eu já sei toda a verdade. O senhor mesmo contou-me tudo indirectamente — Sayori mostrou o diário

- Nani? Não é possível teres isso, eu deitei esse livro fora ainda eras um bebé com alguns dias.

- Pois, mas como estás a ver ele está aqui nas minhas mãos. Ainda vais continuar a mentir?

- ... — Sesshoumaru ficou em silêncio

- Foi o que eu pensei. Aliás chichiue se não fosse a Sara seria outra não é? Para ti, os humanos não passam de seres inferiores. É uma questão de tempo para ires á procura de outra youkai. Só me fizeste hime porque apesar de ser uma hanyou, eu tenho aspecto de uma youkai completa. Como podes ser tão despresível?

- Sayori já chega minha neta. O teu pai ama a tua mãe. Jamais traíria com outra

- Oh! fala a mal amada. A youkai que foi abadonada pelo o seu companheiro que a trocou-a por uma humana. O meu tio durante anos, andou atrás de uma miko morta. O meu pai é um mentiroso preconceituoso. Esta família é de doidos, de hipócritas, ..... AI — Sayori foi interrompida pelo o seu pai.

Sesshoumaru estava irritado com todas as acusações da Sayori. Quase transformando também, ele deu lhe um tapa à frente de todos.

- EU ODEIO-TE — Sayori colocou a sua mão esquerda na sua face dolorida e percebeu algo quente a correr pelas suas mãos. O seu pai ao bater-lhe furioso, sem querer desferiu um golpe com as suas garras

O youkai acalmou-se sentindo o cheiro da sua cria ferida no olho. Quando voltou-se a si, reparou na sua mão manchada de vermelho. Tremulo olhou para ela.

- Sayori, gomen eu..eu não queria ... — foi tarde de mais, o mal estava feito e a única coisa que ele viu foi a jovem youkai sair dali. O seu pai tentou correr atrás dela mas foi impedido pelo o Inuyasha

- Lie. Ela precisa de estar sozinha para esfriar a cabeça. Vai por mim, é melhor para os dois

Sesshoumaru voltou olhar para a sua mão direita ainda manchada com o sangue.

- Por kami-sama. O que eu fiz? Eu nunca lhe levantei a mão para ela — cerrou a sua mão em punho, triste e perdido, deixou cair uma lágrimas — Isto só pode ser um pesadelo.

- Meu filho vai descançar que eu trato dos nosos convidados. — pediu a Satori

- Ouve a tua mãe meu irmão. Tsc... eu sabia que mais tarde ou mais cedo isto ia acabando por acontecer. Quantas vezes eu não avisei-te, quantas vezes eu não pedi para contares a Sayori a verdade. Só espero que não seja tarde demais.

- Inuyasha, vai com calma o teu irmão ainda está abalado com isto tudo — pediu a Kagome

- Hai Kagome. Pega na Izayoi e vão as duas atrás da Sayori, ela está ferida. Anda Sesshoumaru vamos sair daqui. — os dois sairam dali sendo observados pelos os convidados que se retiravam aos poucos.

No quarto da Sayori ouvia-se objectos a serem destuidos. Atrás da porta estavam a sua tia e a sua prima com receio de entrar. Satori pouco depois apareceu e podia sentir a fúria da sua neta. Olharam-se e deciiram esperarem mais um pouco. Kagome foi até ao jardim junto com a sua filha, precisavam de colher ervas medecionais para tratar a ferida da Sayori.

Entretanto, no escritório, Sesshoumaru continuava-se amaldiçoar-se pelo o ocorrido. Inuyasha e Inutaisho ficavam em silêncio. Neste momento não podiam fazer nada a não ser de estarem ali dando apoio para o lord. Elian entrou e olhou o ambiente pesado que havia ali.

- Sesshoumaru-sama precisamos de falar

- Agora não Elian. Não estou com cabeça para resolver assuntos do reino.

- Não se trata do reino meu lord, mas sim da hime. Eu sei como a Sayori obteve o livro

- Nani?

- Quando decidimos ir ao jardim para ficarmos um pouco a sós, Sayori foi primeiro até lá. Eu fiquei para trás, tinha intenção de pegar um pouco de champanhe para nós. Ao chegar lá, encontrei a hime com um humano, um extreminador de youkais para ser mais exacto, ele entregava-lhe um embrulho contendo um livro. Depois tão rápido ele apareceu também desapareceu.

- E sabes quem era esse humano? — perguntou a Inuyasha

- Hai, o seu nome é Kohaku

- Tens a certeza? — Inuyasha estava perplexo

- Absoluta, eu já lutei contra ele uma vez

Sesshoumaru saiu " voado" o seu escritório. A sua velocidade era pressionante, os três que se encontravam no escritório tiveram dificuldade em acompanhar o lord. Ele já tinha passado pelo o jardim indo na direção as cavalariças.

- Inuyasha, o que se passa? Eu acabei de ver o Sesshoumaru furioso e corria com uma velocidade fora do normal

- Kagome, viste para onde ele foi?

- Foi para as cavalariças. Mas o que foi?

- Agora não tenho impedir aquele baka de cometer uma locura — Falou O hanyou correndo atrás do seu irmão juntamente com o general

- Inutaisho é bom que me expliques o que se passa de uma vez — Exigiu a sua mãe

- O Kahaku é o responsavel por isto tudo. Foi ele que deu o tal livro à Sayori

- Nani?! Não pode, o tio Kohaku jamais desceria tão baixo — comentou a Izayoi

- O Elian viu e reconheceu — o imediatamente — continuou o Inutaisho

- Mas como ele o conhece? — Foi a vez da Kagome perguntar

- Pelo o que percebi mãe, eles já tinham se enfrentado

- Meu kami-sama é agora que o Kohaku morre, o vosso tio já tinha um ódio de morte em relação a ele, por tentar abusar da Rin.

Nas cavalariças Inuyasha e o Elian chegaram tarde, Sesshoumaru já tnha montado no A-hun e partido atrás da sua presa. No quarto Sayori furiosa ainda, pegou numa bolsa e colocou as maças da Árvore Branca e um quimono quente. Saiu através da sua janela e assobiou para sua égua. Nas cavalariças, a Tsuki ouviu o chamamento da sua dona e correu na direção da hime. Inuyasha tinha ido atrás do seu irmão, ele era o único com poder de fazer o inu youkai parar. Elian reparou na égua branca a sair da box e foi atrás dela. Chegando ao local, só teve tempo e ver a sua noiva montar.

- Sayori! Onde pensas que vais? — perguntou ele pondo-se na frente da montada

- Sai da frente seu mentiroso. Tu sabias de tudo e nunca contaste-me. Traidor

- Eu não sou mentiroso e nem traidor, Sayori. Apenas não te contei, pois isso era tarefa do teu pai.

- Não interessa mais. Não há mais casamento, acabou-se — Sayori retirou a aliança do seu dedo e jogou no pobre Elian.

- Não podes fazer-me isso amor. Não estás ser racional, estás agir como uma cria emburrada e mimada. Nem pareçe teu, Sayori

- Não volto avisar-te Elian, sai da frente ou eu...

- Ou tu o quê?

- Ou passo com a minha égua por cima de ti

- Quero ver a tentares

- Assim o quises-te — Sayori murmurou algumas palavras para a sua montada e esta epinou-se os seus dois cascos da frente para cima. Se Elian não tivesse desviado teria sido espesinhado. Rolou no chão e quando se levantou viu a Sayori sair dali todo o gás para nunca mais voltar

Sesshoumaru voltou a seu castelo horas depois, junto com o seu irmão. Quando pousaram no chão, Inutaisho esperava-os para dar a noticia da fuga da sua prima. O youkai tentou achar algum rasto da sua cria mas sem sucesso. Ela sabia como ocultar o seu cheiro e sua aura maligna muito bem.

- ( primeiro foi a sua mãe, agora é ela a fugir de mim. Por kami-sama. Será que não tenho direito a ser feliz? Rin, meu amor onde a tua alma estiver, zela por a nossa cria até eu a encontrar)

Elian já tinha ordenado aos seus soldados passar o pente fino pelo o Reino do Oeste, a hime tinha de ser encontrada.
Sesshoumaru decidiu procurá-la também, assim como Inuyasha, Inutaisho e o Elian. Passaram dias, meses e até anos, sem haver uma única pista da Sayori.

Dez longos anos já se haviam passado, a jovem youkai agora com vinte e oito anos, achou um local abriagado pela a densa floresta. A sua cabana embora fosse pequena era confortável. Ao pé, havia uma horta e uma pequena plantação de ervas medicionais tanto humanas como youkais e ela tinha um rio também pequeno. Sayori levava uma vida simples, ela criara uma barreira para ninguém a poder restra-la. Ela tinha como companhia uma menina hanyou que salvou. Keiko era mestiça e neko youkai com uma humana. De idade de nove anos, cabelos lisos negros e de olhos verdes. Vivia com a Sayori á quatro anos. Tornou-se sua aprendiz, sabia ler e escrever, lutar e usar correctamente as ervas medicionais. Sayori durante o primeiro ano de "desaparecida" aprendeu mudar de aparência. Podia transformar em humana jovem ou idosa. Com o tempo Keiko também aprendeu. Elas usavam esta forma para curarem os aldeãos de um vilarejo proximo à sua cabana. As pessoas pagavam-lhe como podiam, ora com moedas de ouro ora com alguma coisa de bem essencial. Eles nunca imaginavam que a Sayori era uma youkai, para eles não passava de uma humilde velhota que tinha uma netinha.

No castelo, Sesshoumaru recebeu logo pela manhã bem cedo, o seu irmão e sobrinho. Encontrava-se no escritório, relendo uns relátorios e buscas pela a sua cria, que os seus fiéis soldados diáriamente lhe mandavam. Parou de ler, quando viu o Inuyasha e o Inutaisho a entrarem. O lord estava mais magro de que o habitual.

- Ohayo para vocês os dois — disse o lord

- Ohayo irmão

- Ohayo tio

- Então o que eu posso ser útil? Espero que o vilarejo não esteja com problemas! — perguntou o youkai

- Lie Sesshoumaru, tudo está bem por lá. O meu motivo de vir aqui é outro — respondeu o Inuyasha

- Fala, podes contar comigo

- Bom, antes de ir ao real assunto da minha vinda eu queria saber como vão as buscas pela a Sayori. Alguma noticia?

- Lie — suspirou — Não faço a minima ideia do paradeiro da minha cria

- Tio já pensou na hipotese de a Sayori não se encontrar mais no Japão? Quer dizer, o tio conhece muitos youkais gaijins neste mundo fora.

- Também pensei nisso, por isso enviei mensagens a todos meus conhecidos. Os meus soldados porcorreram os quatros cantos este mundo e mesmo assim nada. Mas, eles sabem sobre a minha cria. Se ela aparecer pro aí eles avisaram.

- E já pensou também na outra hipotese da Sayori estar morta tio

- ... — o lord ficou calado

- Inutaisho, morde nessa língua. O teu tio anda mal e tu ainda ajudas ele ficar mais em baixo. — o Inuyasha repreende o seu filho

- Gomenasai chichiue. Não foi essa a minha intenção

- Sei. Mas para a próxima aprende ficar com a boca fechada

- Inuyasha ele não falou por mal. De facto, eu também pensei nisso mas algo me diz que ela está viva

- Vamos ao que interessa. Vim entregar-te isso — Inuyasha estende o braço

- O que é isto?

- Um convite de casamento. A Izayoi vai se casar com um rapaz lá do vilarejo. Gostava muito que aparecesses. Iria fazer bem. Vai ser simples já que eu não tanho muitas posses.

- Quando vai ser o casamento?

- Daqui quinze dias, porquê?

- Gostaria que se realiza-se aqui no castelo. Há muito espaço. Ela tem direito de ter um casamento grandioso. Será a minha prenda para ela. Não te preocupes com os gastos, será tudo por a minha conta. Irei convidar mais gente.

- Tens a certeza irmão? Não quero incomodar-te

- Tenho sim, ira fazer bem pensar em outras coisas, além do mais só se casa-se uma vez na vida. E as nossas himes mereçem tudo do bom e do melhor.

Inuyasha e o seu filho sairam do reino no fim do almoço. Sesshoumaru estava juntamente com o seu servo Jaken tratando dos preparetivos do casamento. No meio da floresta, Sayori tinha acabado de atender um cliente que lhe pagou com moeddas. Ela decidiu ir até ao vilarejo acompanhada pela a Keiko.

- Escolhe um quimono para ti Keiko, estás a precisar pois esse já está muito velho e curto.

- Hai Sayori-sama

As duas iam de loja em loja para escolher um quimono, quando viu duas youkais entretidas a conversar.

- Pois é amiga, o Lord Sesshoumaru ainda não encontrou a sua cria fujona

- Já faz dez anos não é?

- Hai, que hime ingrata

- Pois se fosse eu no lugar dele, parava estas buscas e refazia a minha vida de novo

- Tu queres é tirar uma casquinha dele

- E qual é a youkai que não gostariam de estar por baixo dele a gemer o seu nome

Elas gargalhavam imenso fazendo o sangue da Sayori a ferver. Furiosa foi na direçao delas e deu um encontrão numa delas com o seu ombro

- Cuidado! — gritou a youkai

- Oh gomenasai minha jovem. Peço que não castigues esta pobre velha. A minha visão já não é como antigamente

- Pois devias ser castigada na mesma

- Deixa para lá amiga não passa de uma velha já com o pé na cova

- Ahahahah tens razão, tenho mais o que fazer. Preciso de um quimono bem bonito para o casamento que vai haver no castelo do oeste. Pareçe que a sobrinha do Lord Sesshoumaru vai se casar.

As duas caminhavam deixando a Sayori pensativa.

- ( a minha prima se vai casar, hum tanho de dar um jeito de ir)

Os quinze dias finalmente se passaram, os servos estavam ocupados com os últimos preparativos. Num dos quartos a noiva se estava a preparar. Ao meio dia em ponto a cerimónia teve inicio, os convidados estavam todos presentes. Sayori e Keiko chegaram ao portão e foram barradas pelo o soldado

- Peço desculpas minha senhora mas sem convite não pode entrar são as regras o meu senhor

- Estou a ver meu jovem, não há problema

Sayori murmurou algumas palavras e logo o soldado desmaiou podendo assim elas entrar.

- Vamos Keiko não podemos perder tempo temos que ser rápidas

Sayori transformou-se agora em uma jovem humana de cabelos negros e de olhos achocolatados como foi a sua mãe um dia. Keiko observa o castelo.

- Por kami-sama Sayori-sama. A senhora viveu aqui

- Hai mas isoo já faz dez anos atrás

- Mas porque se foi embora daqui já que era hime

- É uma longa história Keiko. Não quero falar nisso e lembra se algum youkai perguntar quem és diz que és convidada por parte da noiva e se for algum humano, és convidada do noivo. Entendes-te?

- Hai Sayori-sama

O casamento já tinha acabado, agora começava o " copo de água" tudo estava perfeito. Izayoi agredecia a seu tio por este realizar o seu sonho. A noiva iniciava a tradicional valsa com o seu pai. Neste momento Sayori a proveitou para entrar no castelo para colocar o seu presente e o seu cartão e felecidades junto com os outros mas ela enganara-se na sala. Pensava que seria no escritório do seu pai que estaria os presentes e casamentos mas lá só havia dez embrulhos muito bonitos. Ela estava confusa quando ouviu a porta se abrir

- O que faz aqui? — perguntou Sesshoumaru calmamente

- Gomen senhor....

- Sesshoumaru e tu és?

- Keiko meu lord, sou convidada por parte do noivo

- Souka, mas ainda não respondes-te a minha pergunta

- Eu só queria colocar o meu presente junto com os outros mas acho que me enganei na sala

- De facto não é aqui.

- Estou a ver mas como vi estes presentes pensei que fosse. Achei estranho só ver estes mas talvez fosse por causa que a noiva já tivesses aberto os outros

- Lie, estes são para a minha cria

- Oh, a sua filha é uma menina de sorte. O senhor deve mima-la muito

Sesshoumaru olhou para o chão triste.

- Eu disse alguma coisa de mal meu lord

- A minha cria anda sumida. Eu já não vejo á dez anos

- Lamento

- A culpa não é sua.

- Quer desabafar?

- A última vez que a vi foi no seu aniversário. Tudo corria bem mas por causa de uma pessoa mesquinha, nós dois começamos a brigar e eu... — o youkai olhou para sua mão e engoliu em seco — ... eu perdi a cabeça e pela primeira vez lhe levatei a mão e desferi um tapa no seu rosto. Ela fugiu e eu nunca mais a vi. Ando atrás dela e todos os anos lhe compro um presente no seu aniversário com a esperança de a encontrar e de fazer-mos as pases — Sesshoumaru deixou cair uma lágrima.

- Não perca a coragem quem sabe um dia ela volte — Sayori sentia um aperto no seu peito, o seu pai estava sofrendo

- Venha menina eu lhe guio até à sala onde estão os presentes

Os dois sairam pelos os corredores silenciosamente. Sayori teve vontade de acabar com tudo e revelar a sua verdadeira entidade. Mas... ao passarem pelo um enorme quadro da sua mãe ela lembrou o motivo da briga e ficou furiosa. Ela parou para observar a pintura.

- Algum problema Keiko?

- Lie, só estava admirar o quadro. É muito bonito

- Arigatou, este quadro é da minha falecida esposa. Aqui ela estava grávida de cinco meses. Eram gemeos.

- Eram?

- A minha Rin morreu envenenada. Entrou em trabalho de parto por causa do veneno. Só conseguimos salvar a minha filha por um milagre. A minha esposa e o meu filho não tiveram a mesma sorte.

Continuaram andar e entraram numa sala de estar pequena. Sayori colocou o seu presente e saiu acompanhada pelo o lord.

- Arigatou por ajudar-me. Este castelo é enorme, se não fosse pela a gentileza do senhor eu estaria perdida

- Não tem de quê, este castelo é mesmo grande e é fácil e uma pessoa se perder nele.

Sayori se despediu e foi ao encontro da sua aprendiz. Kagome chamou a sua filha para poderem abrir os presentes. Lá no quarto Izayoi pegou no embrulho da sua prima. Era um quimono muito bonito. Ela se encontrava acompahada pela a sua mãe, irmão e da Satori.

- É muito bonito filha, quem te enviou? — perguntou a Kagome

- Não sei mãe

- Olha aqui está o cartão — disse o Inutaisho entregando-lhe o cartão

Izayoi leu o cartão e ficou palida.

- Por kami-sama é da Sayori. Inu ela está aqui

- Nani? — o seu irmão tirou lhe o cartão para ler e saiu do quarto

- Não pode ser eu não vi a minha neta, mas de facto esta letra é dela

Lá em baixo Inutaisho tentava encontrar a sua prima quando foi abordado pelo o seu pai e tio

- O que foi filho?

- A Sayori esteve aqui

- Nani? — os dois disseram em simultaneo

Andaram pela a festa separados para cobrir uma area maior. Até que Inutaisho olhou para uma jovem humana e uma criança. Ao longe, a Sayori olhava para ele, fez um sinal e coração com a suas mãos e sorriu-lhe. Pegou a Keiko ao colo. Olhou para ele e fechou os seus olhos. Quando abriu dde novo, eles estavam dourados, Inutaisho ia para a chamar quando viu que era a sua prima mas, ela fez um sinal com o seu dedo para ele ficar em silêncio e desapareceu. Inutaisho foi ao encontro do seu pai e tio e contou o que tinha visto. Sesshoumaru não acreditava que aquela jovem que ajudou era a sua filha amada e nem se percebeu. O ódio tomou conta dele, perdera uma oportunidade valiosa de fazer as pases.

A festa continuava, todos os youkais do país e fora deste estavam presentes. Kagome desde cedo havia sentindo uma energia malgina cheia de ódio. Mas não queria estregar o dia tão importante para sua filha. Sayoria já tinha chegado à sua cabana e decidiu ir até uma gruta ali perto. Lá estava a sua égua e já devia estar faminta. Sayori saiu com a ração diária do seu animal e a Keiko foi junta levando um balde com água. A gruta era também o local da nova Árvore Branca. Sayori tinha semeado a semente de acordo como a Hanon lhe ensinou. Quando terminaram dar comida e água à Tsuki, Keiko aproveitou para sair da gruta mas uma barreira lhe impediu o tal acto.

- Sayori-sama, você criou uma barreira na entradad da gruta?

- Lie Keiko. Deixa ver

Sayori tentou sair mas também fora impedida. A árvore começou a brilhar intensamente. E Sayori ouviu uma voz na sua cabeça

- Não podes sair agora Sayori, é perigoso

- Nani? Perigoso!

- Uma miko das trevas quer transformar todos os youkais em humanos. Assim o seu exercito terá mais facilidade em matá-los. Precisas de ficar segura porque és a unica que pode reverter esta situação.

No castelo, do nada uma mika escondida entou umas palavras mágicas. O feitiço fora lançado e o seu exercito avançou. Todos os youkais estavam assustados e perplexos. Não estavam acreditando. Femeas e crias corriam para dentro do castelo para ficarem em segurança. Enquanto os machos lutavam ferozmente. Sayori finalmente foi libertada da sua prisão e ouviu com atenção todos os detalhes que a voz lhe contava. A árvore encheu de novas maçãs. Sayori apanhou todas e mandou a Keiko ir para casa. Relutante por aquele pedido não teve outra opção em obedecer. Sayori pegou na Tsuki e partiu na direção do castelo.

Sesshoumaru lutava contra a miko, mas estava com dificuldade, ela era muito forte e ele agora como humano as suas duas espadas não funcionavam. Ouvia-se gritos das mulheres aflitas vendo os seus maridos mortos no campo de batalha. Muitos estavam feridos mas não iriam recuar. Podia ser agora humanos mas o seus sangues ainda eram youkais. Não iriam recuar. Numa distração Sesshoumaru faz um corte no braço da miko. Mas viu o seu irmão em apuros. Este estava no chão à mercer do seu inimigo. Sesshoumaru lançou a espada contra o soldado e trespassou no peito. Ele conseguira mata-lo mas ficou sem proteção. A Miko ia aproveitar o descuido do lord para o matar. Sesshoumaru fechou os seus olhos pronto para receber o golpe final. Mas quando voltou abrir viu o Elian na sua frente trespassado pela a lamina.

- Maldito intrometido. Teve o que merecia. Agora nós.

Ela levantou de novo a sua espada.

- Agora morre

Sesshoumaru viu uma garra a trespassa-la. Era a Sayori que tinha aperecido bem na hora. Ela retirou a sua mão e esmagou o coração como de uma fruta podre se tratasse. A miko caiu morta no chão. Os soldados reparam na sua senhora morta e fugiram. Sayori entou um feitiço e queimou muitos deles sem dó nem piedade.

Aos poucos as mulheres sairam do castelo e correram na direção dos seus maridos, uns mortos e outros feridos. Sayori virou-se e chamou a sua tia e prima.

- Iza leva estas maçãs para dentro. Coloca o seu conteudo em bacias. Mas deixa uma assim fechada. Irei precisar dela mais tarde.

- Hai, mas como não te transformas-te em humana?

- É segredo prima — Sayori sorriu para ela — Só posso dizer que ainda está para nascer uma miko que me possa derrotar.


Sayori virou-se para os youkais restantes.

- Ouçam todos. Os youkais que não estam feridos peguem nos que estão e levem-nos até ao Salão. Os mortos levem-nos com cuidado para um canto.

- Filha? — Sesshoumaru chamou-a

- Agora não. Há muito para se fazer e não tenho tempo

- Está bem, talvez mais tarde podesse-mos falar com calma

- Hai talvez agora com a sua permissão vou até ao salão

Sayori saiu dali a passos largos até ao Salão.

- Muito bem molhem panos limpos nessa água e passem nas feridas. Estas iram fechar e quando virem que estão bem mande-os lá para fora. Os que estâo mais feridos chamam-me que eu tratarei destes.

Assim foi feito. Kagome, Izayoi e Satori lavavam as feridas dos youkais feridos. Assim que estavam bons iam lá para fora. A Sayori tratava dos fridos mais graves. Ela lavava as feridas e dava um Pouco da água sagrada para eles beberem. Passado meia hora já não havia mais ninguem para tratar.

- Jaken vem aqui — pediu a hime

- Hai minha Sayori-sama

- Junta todos e manda-os irem até ao lago aqui perto. Estarei a vossa espera

- Hai minha hime.

Jaken saiu para fazer o que lhe tinham ordenado.

- Sayori o que vais fazer? — perguntou a Kagome

-Enverter o feitiço tia — Sayori olha para o seu pai — Deve haver muitos youkais desesperados por estarem na forma humana.

Sesshoumaru olhou para o chão e sabia que aquelas palavras tinham sidas para ele.

Ao chegarem ao lago, Sayori deitou o conteudo da maçã restante na água.

- Quem quiser voltar a serem youkai basta só banhar-se nestas águas. Mas atenção Hanyou e filhos destes. Esta água é forte. Hanyou que mergulharem aqui transformaram em youkais completos e os seus filhos em hanyous. — sayori virou-se novamente para o seu pai — Sesshoumaru-sama, o senhor no fim de voltar ao normal poderá ressuscitar os mortos. Depois eles poderão banhar-se aqui. Tem que ser rápido. A magia destas águas só funcionam durante meia hora.

Sesshoumaru aproximou-se dela.

- Porque chamas-te pelo o meu nome e não por pai?

- Porque o senhor não é mais o meu pai.

- Sayori não digas isso. Depois disto tudo, vamos conversar onegai, da-me uma oportunidade.

- Vou pensar no seu caso — Ela cruzou os braços e olhando para ele friamente — Agora é melhor despachar-se o tempo está a passar

- Hai — Sesshoumaru num acto rápido depositou-lhe um beijo no rosto da sua filha — Até já

Ela viu o seu pai mergulhar no lago e foi procurar a sua tia Kagome

- Incrivel Sayori. Todos estão voltando ao normal.

- Tia queria pedir lhe um favor.

- Pede minha querida

- Diga ao meu pai que não me procure mais.

- Sayori não vás

- Um dia tia eu voltarei mas não agora. Ainda estou magoada e confusa.

- Mas... — a sua tia foi interrompida

- Sayonara tia

Assim a hime se foi embora. Agora só tempo pode curar aquele coração ferido. Era a unica cura. Não havia palavras, nem maçãs da árvore branca, nem ervas e nem feitiços. Só o tempo. Mas quanto? Era uma pergunta sem resposta

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!