Amor Perdido

25 Reconciliação


No castelo, Satori e a Ling bebiam os seus chás serenas, mas ouviam os gritos da Sara batendo na porta do escritório do seu marido, o youkai, todos od dias trancava-se lá, já não aguentava mais aturar aquela chata. Dava-lhe vontade e a matar logo ali, mas não podia, não ainda. Havia uma lei, que só os youkais machos sabiam, era passada de geração em geração, essa lei poderia separar a Sara dele, mas tinha que respeitar a primeira regra, o tempo. Li estava lá dentro lendo os relatórios das buscas, todos os dias, era sempre a mesma coisa, ou seja, nada, nem sinal da hime. Sara desistiu e foi embora para o seu quarto, Li aproveitou e também saiu do escritório, o lord ficou sozinho, andava triste mas não iria desitir, ele sabia que ela estava viva e, para ele isso bastava para lutar.

Kiyome chegou aos portões o castelo dissendo que precisava com o senhor do reino, um soldado chamou o Jaken este, foi ouvir o que o youkai queria tanto falar.

- O que quereis do meu senhor? — perguntou o Jaken

- Preciso falar com ele, posso ajudar a encontar a hime que tanto procuram — respondeu o Kiyome

O Jaken decidiu leva-lo até ao seu senhor, mas duvidava que este fosse recebido. Bateu na porta anunciando da presença e o motivo para ele estar ali, Sesshoumaru abriu a porta desconfiado e mandou o seu primo entrar e sentar-se na cadeira.

- Bem vou directo ao assunto que me trouxe aqui, Preciso a tua ajuda, o meu irmão Kenshin expulsou-me da terras dele. —

- E porque razão eu devia ajudar-te — Sesshoumaru falou com falta de pacência

- Simples, o motivo da expulsão tem um nome, chama-se Rin, penso que este nome seja familiar — Kiyome falava com deboche

Sesshoumaru fechou a cara com um misto de espantando do que acabara e ouvir.

- Jaken — o pequeno sapo apareceu — Mande preparar um quarto para o nosso convidado e... — virou-se para o Kiyome — Já comes-te? — perguntou para o primo e este disse não com a cabeça — .... e uma refeição para ele também

- Hai Sesshoumaru-sama — e saiu

O lord sentou-se na sua cadeira e abriu uma gaveta, retirou de lá uma generosa bolsa cheia de pedras preciosas e entregou para o Kiyome

- Acho que deve ser bastante, agora fala — ordenou o lord

- oh hai, dá para os gastos — pegou na bolsa — Eu sei onde a Rin está, ela encontra-se nas terras do meu irmão kenshin, já vai dois meses. Tem andado a esconde-la de ti este tempo todo.

- Nani? — o youkai levantou-se irritado — JAKEN!!!! — gritou e o seu servo apareceu nervoso — mande preparar o A-run imediatamente. VAI!!!

- H-hai — o sapo voltou a sair e deste vez mais apressado

- Fosse o Primo ia bem depresssa — o lord virou o rosto para ele por causa do comentário — O Kenshin está apaixonado por ela.... — foi interrompido pela a Yuka

- Meu senhor o quarto e a refeição que pediu está pronto — saiu

- continuando, o meu irmão quere-a para si e por isso ficou calado.

Os dois sairam até á entrada, Sesshoumaru montou o seu dragão e saiu rasgando os céus furioso com a tamanha ousadia o seu primo.

- ( Eu avisei-te maninho, se a Rin não for minha, também não será tua) — pensou enquanto apreciava uma pedra preciosa da sua bolsa — ( agora quero ver como vais fazer)

No palácio a Rin estava entretida a cuidar de umas rosas e picou um dedo

- Ai doeu — disse um pouco chorona

- Deixa ver — o Kenshin pegou na mão dela

O youkai colocou o dedo delicado na sua boca para estancar o sangue, a Rin sentiu as sua faces ficarem um pouco rubras mas, não impediu-o, queria que fosse ele o dono do seu coração mas não era. Aos poucos os dois iam se aproximando, os lábios quase roçavam um no outro. Sesshoumaru apareçeu no exacto momento, ao longe parecia que o casal se estava beijando e saiu desparado na direção dos dois, a única coisa que lhe passava na sua mente, era matar o seu primo.

- RIN — gritou enquanto ia na direção deles

- S-sesshou-sesshoumaru! — Ela ficou com as palavras presas na garganta

- ( Kiyome, aquele maldito deu com a língua nos dentes) — Kenshin pensou

Sesshoumaru aparaceu furioso, os seus dentes e garras estavam salientes, seus olhos eram vermelhos, a Rin conhecia bem olhar mortal do youkai, ela sabia que ele estava preste a transformar na sua forma henge, Kenshin pôs-se na frente dela, em posição de ataque, protegendo-a.

- Rin vollta para dentro do palácio — pediu o Kenshin

- Mas...

- Vai, é perigoso ficares aqui — ordenou

A Rin ia correr para dentro mas foi impedida pelo o lord.

- Ela não vai a lugar nenhum — lançou-lhe o seu chicote na direção dela, se esta não desvia-se certamenta seria ferida

- Ficas-te louco, ela está grávida de crias tuas — Kenshin gritou para o seu primo tentando chama-lo á razão, mas o youkai atacou-o movido pela a raiva dentro dele.

A Rin pela primeira vez estava assustada com o Sesshoumaru, já o viu a lutar contra os inimigos naquela forma e com ira, mas nunca lhe atacára, o youkai não estava raciocinando direito. o Kenshin para se defender dos ataques não teve outra opção em transformar-se na sua forma de henge. Os soldados formavam um circulo á volta deles, estavam com dúvidas, se atacariam para ajudar o seu senhor, ou ficavam quietos. A Lunam estava de boca aberta, nunca vira dois youkais a lutar em forma de henge, a imagem era incrível e assustadora, dois cães enormes a lutarem como seres primitivos, um branco e o outro preto. Rin transformou-se também para para os dois, meteu-se entre os dois na tentativa de os separar mas foi mordida pelo o Sesshoumaru, um uivo de dor fez-se ouvir pelo o jardim a fora. Os youkais pararam na hora, Sesshoumaru encontrava-se em cima do Kenshin pronto para lhe rasgar a garganta deste, os dois olharam para o lado e viram a Youkai coxeando, como uma pata ferida, em um momento de lucidez, o lord correu na direção da sua femêa.

- ( o que eu fiz) — pensou analisando a sua flor, a primeira reação dele foi usando o seu faro para ver se a sua cria estava bem

- ( menos mal) — continou a sua análise e acabou lember a pata deela para fechar a sua ferida

A Lunam ia em rumo do casal quando ouviu um rosnado bem audível, Kenshin voltou á sua forma humana e agarrou a sua irmã no braço

- Não te aproximes deles, ele pode atacar-te

- Mas porquê? — perguntou a Lunam

- É o instinto dele de proteger a sua femêa e as suas crias

Os dois ficaram a olhar, aos poucos Sesshoumarua e a Rin iam voltando a sua forma humana, ela olhava para ele com um olhar pedrificado, o lord ia para acariciar o rosto desta para pedir perdão e explicar os seus motivos mas, ela afastou-se, os seus olhos transmitiam medo, não, medo não, terror.

- Por duas vezes atacaste-me, por pouco não pouses-te as minhas crias em risco!

- Rin, eu não queria eu, não pretendia fazer -te mal, prefiro morrer — o youkai não aguentou e começou a chorar

Todos ficaram abismados com a cena, o grande youkai estva agindo como um derrotado numa batalha, a expressão facial dela mudou, estava espantada, ela nunca tinha o visto a chorar.

- Rin, dá-me uma opturnidade de explicar, se não for por nós, que seja então, pelas as nossas crias.

Rin tenta sentar numa posição mais confortavel, todos sairam para deixar os dois sozinhos, Sesshoumaru dá um suspiro e começa a contar tudo desde do ínicio.

- Então a Sara declarou guerra se não casases com ela, é isso? — perguntou ela

- Hai, é isso

- E porque não aceitas-te essa guerra?

- São dois exercitos contra um Rin!

- Não venhas com mentiras, tu nunca fugistes a uma luta, o teu ego não permitaria

- Não é mentira, eu até podia e eu queria, mas acho que não podia ver os meus soldados a perderem a vida em vão. Aprendi contigo a ter um pouco de compaixão, além disso procuramos alguma coisa que podessso evitar lutas desnecessárias, politicamente falando.

- Porque não contas-te?

- Eu tive medo

- Medo? ahahaha conta outra

- Tive medo que não compreedeces e de te perder

- Eu nunca faria isso

- Ah não e o que acabaste fazer depois da festa?

- Foi diferente, eu senti-me traída, magoada e pensei na minhas crias

- Souka e agora mudando de assunto e como estás? — perguntou olhando para a barriga

- Bem, as nossas crias estam crescendo fortes e já estão dando pontapés com força, não negam a sua raça, nota-se que são teus filhos.

- A tua barriga, linda, grande e... espera ai crias? são geméos? — arregalou os olhos

- Hai, um casal e eu já sei que geméos são raros no mundo youkai — ria-se acaraciando o seu ventre

Sesshoumaru não aguentou e acaraciou a barriga dela também sentido a energia deles e os seus pontapés

- Acho que eles sentiram que o pai está aqui — disse o lord com um brilho no olhar — Rin, volta para o castelo comigo, para casa, a nossa casa.

- Não sei, eu não quero voltar a ver a Sara com cara de triunfante só porque é tua esposa

- Só esposa, a minha verdadeira femêa, a dona do meu coração e mãe das minhas crias, és tu minha flor

O youkai chegou ao pé dela depositando um beijo quente, intenso, apaixonado e com muitas saudades.

- Como é bom o mel da tua boca suave — comentou ofegante

Rin não teve tempo de recuperar a respiração quando ele voltou a beijá-la

- Então vamos embora para o castelo?

- Hai, mas quero despedir dos meus amigos

- Não acredito que aindas queres ver o meu primo?

- Ele ajudou-me imenso é o mínimo que eu posso fazer é agradecer por tudo

- Está bem, vamos não quero perder mais tempo aqui

Os dois caminharam e volta para o palácio, a Rin despediu-se de todos com muito carinho e pediu perdão para o Kenshin

- Serás sempre bem vinda aqui — falou o Kenshin que virou o rosto para o primo depois — Se ele Rin voltara a magoar — voltou olhar para ela — É só chamares que eu vou te buscar

Deu-lhe um beijo na testa deixando o lord irritado, Sesshoumaru pegou a Rin ao colo levando-a até ao A-run, montaram no dragão de duas cabeças e voltaram para o castelo. Kenshin viu o seu anjo partindo com lágrimas nos olhos