Amor Perdido

14 Pergaminho Vence


Notas iniciais
As frases em italico dentro de parentesis são falas ditas atraves da telepatia

Li viu quando a Satori saiu do escritório, decidiu entrar e reparou no seu amigo

-Então sesshy que cara é essa? — Sesshoumaru estava com uma mão na testa, o seu braço apoiado na sua secretária e os olhos fechados

- A minha vida acabou, Li — entregou o pergaminho com a mão livre

- Não achas que estás a fazer uma tempestade num copo de água? — disse quando acabou de ler

- Qual foi a parte da palavra CONTRACTO DE CASAMENTO, que tu NÃO percebeste?

- Baka! o teu pai morreu por isso o contracto não é válido — atirou o documento para cima da secretária

- Não é, mas a Sara não aceita um não como resposta

- ... — o Li não comentou

- Se eu não aceitar, ela entrará em guerra comigo. São dois exércitos contr um. Percebes

- E agora? — olhou para o seu amigo

- Não sei Li — ele deixou uma lágrima escorrer — Não consigo parar de pensar na Rin

- Calma, para tudo à uma solução, só temos que achá-la — o Sesshoumaru olhou para ele

- Ora Li, não me venhas com os teus ditados chineses

- Baka, primeiro fala com a Sara e tenta chegar a um acordo. Senão resultar partimos para a solução B

- E qual é essa solução?

- Revistamos todos os livros, de certeza que deve haver, ou uma lei ou alguma conduta youkai, para anular esse contracto

- No meu escritório não há nenhum livro desse tipo — olhou para uma grande estante com livros

- Não te esqueças da biblioteca e a antiga bliblioteca privada do teu pai.... ah! ainda há a solução C

- Qual é essa?

- Casas com a Sara e depois matas ela.

- Li agora não estou com paciência para brincadeiras

- Não estou a brincar, a Sara é a única herdeira das suas terras, se ela morrer quem vai declarar-te guerra? Não há irmãos, tios, primos, pais ou avós. Se não queres, tomas a Rin como tua amante.

- Primeiro vou falar com a Sara, não vai ser fácil, ela ainda é apaixonada por mim, maldito dia em que eu a conheci

- Ok! agora vamos almoçar

-Hai — saíram

Na sala, Sesshoumaru sentou-se na sua cadeira. Li deixou um lugar vago e também se sentou

- Porquê não sentas ao pé de mim?

- Simples sesshy, a tua mãe vai querer sentar ao teu lado e claro que vais querer a Rin também ao teu outro lado — sesshy deu meio sorriso

Satori chega e senta-se ao lado direito do seu filho tendo o Li ao lado dela.

- Filho, já pensas-te naquele assunto?

- Já, vou falar com a Sara primeiro e trazer-la à razão, e o Li sabe do "assunto"

Enquanto isso a Ling também entrou e sentou-se ao pé do seu irmão.

- Ah! sesshy?

- Hai Ling fala — olhou para ela

- Omedetoo pelo o noivado-.... — não disse nada apenas ficou sério

- Li, eu disse alguma coisa de mal? — virou-se para o seu irmão

- Nai Ling, ( depois eu explico) — falou por telepatia

A Sara entrou seguida pela a Rin. A Sara ia para sentar-se ao lado esquerdo do Sesshoumaru, mas ele travou-a

- Aqui não, esse é o lugar da minha noiva — a Sara olhou com um olhar mortal para a pobre Rin — Depois do almoço quero falar contigo a sós

- Hai, Sesshoumaru — mudou de feição

A Rin sentou-se e o almoço fora servido. A refeição foi realizada quase em silêncio o tempo todo, Rin olhava, de vez enquanto, para seu youkai. Mas ele permanecia calado, chegou a hora da sobremesa e Rin colocou, as mãos para baixo da mesa. Passado alguns segundos sentiu uma mão acariciar as suas, era o Sesshoumaru.

- Sara já terminas-te? — perguntou ele voltando colocar a sua mão em cima da mesa

- Hai, já — respondeu

- Então vamos, precisamos falar. Jaken?

- Hai, Sesshoumaru-sama?

- Leve os meu chá e o da Sara para o meu escritório

- Hai

Os outros chás foram servidos e Satori olhana de lado para a Rin

- ( coitada ela está triste, sem perceber o que se passa) — pensou — Rin?

- Hai — virou-se para a Satori

- Posso ver a aliança? — sentou-se na cadeira do filho

- Hai, Satori-sama — a Rin mostrou-lhe o seu anel

- É muito bonito, o meu filho tem bom gosto, puxou ao pai! — sorriu — Rin, não te preocupes, o meu filho está sério mas não é nada contigo. Assim que resolver um problema vais ver que tudo volta ao normal

- Arigato, Satori-sama — com aquelas palavras a Rin sentiu-se mais segura

- Li não me dizes o que se passa — sussurou

- (Ling, o que eu vou dizer é segredo, a Rin não pode saber, por isso, vê se controlas o teu impulso)

- (Hai, diz logo baka) — a Ling olhou sério

Li através da telepatia contou tudo, a Ling estava em choque, mas não mostrou nenhuma reacção para não alertar a sua amiga

- Bem acho que vou para o meu quarto, se me dão licença vou me retirar — a Rin levantou-se seguida pela a Ling

- Vou contigo — sairam

- Satori-sama, acha que o Sesshoumaru vai conseguir?

- Não sei, senão conseguir não quero pensar no que a Rin vai sofrer — os dois ficaram olhando um para o outro em silêncio

No escritório....

- Sara, eu vou directo ao assunto. Eu não quero casar-me contigo — sentou-se na sua cadeira — Eu amo a Rin e quero ficar ao lado dela

- Engraçado, sempre criticas-te o teu pai, e agora vais fazer o mesmo erro, pior vais casar com uma humana

- Sara podemos chegar a um acordo ou não?

- Nai! eu quero realizar este contracto — ele fechou os olhos e pensou por algum tempo e abriu de novo

- Ok! vamos fazer assim. Eu caso com a Rin, ela é humana por isso o tempo de vida não é longo. Depois nós casamos

- Nai, ou és meu agora ou vais sofrer as consequências

- SARA!!!!

- Eu não estou bricando quando falei na guerra

- Já vi que esta conversa não vai chegar a lado nenhum — levantou-se para sair

- Eu não vou mudar a minha palavra

- Se pensas que sentencias-te a minha morte, pensa bem Sara, porque quem vai morrer és tu. Queres casar, muito bem, casamo-nos mas nunca darei-te filhos ou amor, a Rin será a minha amante e ela será a mãe das minhas crias — saiu batendo a porta

Sesshoumaru tomou uma decisão mas tinha receio que a sua Rin não aceitaria ser a sua amante. Tinha que agir com cuidado ou, perdaria o seu amor para sempre. Passou pela a sala de jantar.

- Então? — o Li perguntou, Satori também esperava pela a resposta com ansiedade

- Não aceitou, vamos ao plano B, mas primeiro vou ver a Rin

- Ela está no quarto meu filho e, cuidado não a machuques — pediu

-(então será o plano B) — pensou o Li

Sesshoumaru ia subindo as escadas devagar. Pensando no que iria fazer, como ele odiava o seu pai naquele momento.