Amor Perdido
16 Mudanças da Rin
Rin dormiu a tarde toda, a noite chegou e todos foram jantar, deixando o Jaken observando a jovem humana. Sesshoumaru no fim do jantar subiu, tinha que ver como estava a Rin. Quando entrou, mandou o pequeno youkai sair, sentou-se na cadeira de costas altas decido passar a noite ali, velando o sono da sua flor. A Rin por fim acordou.
– vejo que finamente acordas-te?
– o que aconteceu? Não consigo lembrar de nada. Porquê Sesshoumaru? — olhou para ele
– ... — ficou em silêncio baixando a cabeça
– Porquê não dizes nada, o que estás a esconder? Desde que chegamos estás estranho — ele não mostrava qualquer reação — Chega, estou farta, já não aguento mais o teu silêncio — começou a chorar levando as mãos ao rosto tentando esconder as lágrimas
O youkai levantou-se para sentar-se próximo dela. Retirou as mãos do rosto e limpou as lágrimas com beijos e as suas mãos fortes. A fastou-lhe o cabelo e olhou para a marca dando um beijo no local.
– desculpa Rin, eu magoei-te
– como?
- eu perdi o controlo e... cravei os meus caninos no teu pescoço ao pé do ombro esquerdo- a Rin passou a mão e não sentiu nenhuma ferida
– não faz mal, meu lord eu sei que não foi por mal. Olha eu não tanho nenhuma ferida, veja.
– Rin, eu ao fazer isso eu marquei-te, agora tens o símbolo da minha família — a Rin levantou-se e dirigiu-se ao espelho observando a marca
– sesshy — virou-se para ele — a tua mãe uma vez falou desta marca — caminhou para direção do youkai — quando eu era criança eu reparei na lua que ela tem na testa — sentou-se ao seu colo, passando uma mão nos cabelos prateados — as femês recebem esta marca quando se casam com inuyoukai, não é assim?
– Rin... — ela colocou o seu dedo indicador nos lábios dele, depois deu um selinho
– nós estamos noivos, quando casarmos eu tinha que receber esta marca na mesma — sorriu — não fizeste nada de mal meu amor, não estou chateada
Sesshoumaru abraçou a Rin, ela era tão ingénua e tão inocente, que não percebia a gravidade da situação
– (eu marquei-a e vou casar com outra mas... por outro lado, estando a Rin com a marca, eu não corro o risco de a perder, estaremos ligados até ao fim) — pensou
– amorzinho? — a Rin chamou
– hai, florzinha! — riu-se
– já jantaram?
– hai, já jantamos, estás com fome?
– um pouquinho — deu sorrinho fazendo um beicinho
– ahahah minha flor continuas igual — conteu o riso e apontou para um sino — basta tocares o sino que está em cima do teu toucador e a Yuka vem para fazer o que quiseres — ele tocou o sino e a Yuka entrou- Yuka trás a refeição para a tua senhora? — mandou ele
– hai, meu senhor — saiu
– agora vou-te deixar descançar
– oh, já vais — a Rin ficou triste
– minha flor, estás fraca, precisas de alimentar-te e de repouso. Essa marca contém um pouco de meu veneno de youkai, é preciso que o efeito passe primeiro — deu-lhe um beijo de boa noite na testa
– hai, mas também quero um selinho no meu doí doí — fez um ar de criançinha magoada, ele fez-lhe a vontade dando um beijo quente
– hum... não sei se vou deixar ires — disse ficando arrepiada com aquele beijo
– não provoques Rin, estou falar a sério em relação ao descanço — sussurou ao seu ouvido deixando ainda mais arrepiada
– ai está dem — suspirou — não posso fazer mais nada a não ser obedecer
Ele sorriu para ela, parecia que não tinha mudado nada. A Yuka bateu na porta trazendo a refeição e ele aproveitou para sair. A Rin começou a comer, mas havia um cheiro que a incomodava. Levantou-se à procura desse odor, a Yuka observou-a, quando chegou ao pé da sua cama, apertou o seu nariz. A sua cama cheirava a suor, sangue e claro cheiro forte de sexo, o seu corpo também cheirava a isso tudo.
– Yuka, onegai, troca os lençois e manda preparar um banho e não te esqueças dos travesseiros, este cheiro está causar-me enjoos
– hai, Rin-sama — a youkai ficou admirada com a sua senhora, como conseguiu sentir os odores tão imperceptiveis ao nariz humano.
A Yuka saiu e passado alguns minutos voltou com mais servas, a Rin já tinha acabado a seu jantar e fez sinal para elas prepararem o banho, já tinha aprendido comportar-se como senhora do castelo
– Yuka, vou tomar um banho a sós, estás dispensada por hoje, apenas deixa o jarro com o sumo e as frutas secas.
– hai, minha senhora — verificou primeiro se o trabalho das outras servas estava bem feito e depois saiu.
A Rin tomava o seu banho devagar e começou ter uma enorme vontade de beber o sumo. Enquanto isso Yuka bateu na porta do seu senhor
– doozo — permitiu a entrada
– senhor, reparei algo estranho na senhora?
–(será que ela viu a marca?) — o lord não falou nada apenas continuou a olhar
– a minha senhora mandou trocar os lençois porque...
– sua inútil, vens incomdar por causa de uns lençois?
– o problema meu senhor não é dos lençois. A Rin-sama sentiu incomodada com o odor que a cama mandava. Nós youkais captámos o mais ínfimo cheiro mas os humanos não. É como o olfacto da senhora ficasse mais apurado. A senhora comentou que o odor deixava enjoada.
– enjoada? — o youkai parou para pensar um pouco
– hai, meu senhor
– Yuka quero que fiques atenta, qualquer outra mudança avise-me de imediato, e agora saí — a Yuka curvou-se e saiu.
Sesshoumaru saiu pela a janela, os dois quartos tinha a varanda em comum. Pôs-se observar a rin do lado de fora, esta tinha acabado de tomar o seu banho vestindo um roupão. Chegou perto do jarro de sumo e bebeu tudo sem usa o copo, quando posou o jarro sentiu um enorme enjoo e correu para o banheiro. Ele ouviu-a deitar tudo cá para fora. Rin apareceu deitando na cama, ela estava pálido e começou a suar imenso.
– amor, até quando vais ficar aí fora? — ele ficou com cara de espanto como ela percebeu dele
– Rin como tu... — abriu a janela e entrou — ... sentis-te a minha presença?
– não sei, apenas senti o seu cheiro e também ouvi a sua respiração — olhou cada vez mais pálida
– Rin, estás pálida, diz-me o que estás a sentir
– o meu corpo está muito quente e... — pôs a mão em cima da marca — está doendo
Quando o youkai ia examinar a marca, Rin encolheu-se começando a gritar de dor, ele correu tocando o sino, a pobre Yuka entrou.
– Yuka vai chamar a minha mãe e a Ling. Rápido sua imprestável — ordenou, agarrando a Rin não sabia o que fazer.
A Rin parou de gritar, o seu corpo cada vez estava mais quente, parecia que estava preste a derreter, ela olhou para o seu amado e acabou por desmaiar nos seus braços. As youkais entram vendo o lord deitando a Rin.
– o que aconteceu? — a Ling perguntou dirigindo-se para ao pé da sua amiga
– a Rin desmaiou! — Satori também para ao pé da jovem
– Yuka reparou que ela estava estranha e avisou-me, quando cheguei aqui, o corpo da Rin começou ficar quente, não parava de suar e ficar pálida, depois antes de desmaiar ela queixou-se de dores
– Yuka traga a água fria e panos para abaixar a febre — a serva saiu e Satori olhou para o filho
– tu nunca devias te-la marcado, o teu pai nunca marcou a sua humana.
– o pai marcou a si primeiro, um youkai só pode marcar uma femêa, você sabe disso. Quando tivesse viva, o pai não podia marcar aquela vadia
– enganas-te, eu também marquei o teu pai, por isso as nossas marcas anulavam-se uma à outra
– essa não sabia, então porquê o pai não marcou a mãe do Inuyasha? — ele estava curioso, a Yuka entrou e foi na direção da Ling que escutava atentamente- o corpo humano não aguenta o nosso veneno pois é um dos mais poderosos do reino youkai, os humanos são demasiados fracos para este ritual
– satori veja — todos olharam — a marca desapareceu!
– nani? não é possivel — olhou e viu que a Ling tinha razão, a marca tinha de facto desaparecido
– como? — perguntou ele
Derrepente repararam numas manchas que estavam aparecendo no rosto da Rin, eram três, duas na face e uma na testa. Satori passou um pano nela
– ela já não tem febre, a sua temperatura baixou — a marca ficou mais nitida e tinha a forma da lua, sim era o símbolo dos taishos
– nani?! — Sesshoumaru aproximou-se e retirou a franja dela para o lado, observando a lua quarto crescente- mãe o que significa isto? — olhou para a Satori
– ela... ela.... — começou gaguejar
– fala mãe — já estava desesperado
– ela virou uma youkai — todos ficaram perplexos
– completa? — perguntou a Ling
– hai, completa — finalizou a Satori
As orelhas da Rin ficaram pontiaguadas mas o seu cabelo não mudou de cor, continuava preto, ela acabou por abrir os olhos, eram de cor dourada pareciam duas pedras de âmbar
– Rin, minha flor — abraçou aliviado mas surpreso
– meu filho espera lá fora, eu quero analisar a Rin
– hai, estou lá fora — saiu
– aham — bocejou — estou com sono ainda
– dorme Rin — ela sorriu e voltou adormecer rápido
– Satori, há mais alguma coisa não há?
– hai, não reparas-te numa energia diferente? é pequena mas forte
– hai, reparei mas não é dela?
– não — disse acariciando o ventre da Rin para sentir a nergia do seu netinho — ela está grávida
– oh! que bom em breve vamos ter um youkaizinho correndo pelos os corredores deste castelo — a Ling imaginava como seria lindo
– vamos Ling, ela tem que descançar
– vamos mas, Satori deviamos avisar pelo menos o futuro papá da nossa descoberta
– nai, essa tarefa não acabe a nós mas sim — sorriu feliz — da futura mamã
Elas sairam e deram de caras com o lord e com o Li
– hei, já soube de tudo, como ela está? — perguntou o Li
– oh maninho ela está bem — acabou por virar-se para o Sesshoumaru e deu-lhe um abraço
– para qué que foi isso?
– por nada, por nada — a Ling sorria de felecidade lembrando da gravidez da Rin
– bem vou me deitar, filho podes entrar mas deixa-a descançar — saiu
– nós também vamos — a Ling pegou na mão do seu irmão — (Li, tanho uma coisa maravilhosa para te contar)
Sesshoumaru entrou admirando aquela bela flor que dormia como um anjo, deitou-se abraçando-a
– ( como és linda, humana ou youkai, não interessa, és a mais belo do meu reino e és minha, só minha), pensava com imenso carinho.
O resto da noite passou com calma, o youkai dormiu ao lado dela, ás vezes sentia uma energia pequena estranha, mas ao mesmo tempo aparecia familiar mas não deu muita importância. Mal ele sabia que um filhote vinha a caminho para dar alegrias e continuação do nome Taisho.
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