Amor Perdido

24 Ela está viva?!


A Rin acordou, tinha dormido uma hora ou duas, não mais, e estava exausta. A festa durara até ao amanhecer. O palácio estava silencioso, pois todos ainda dormiam e, certamente, dormiriam durante, pelo menos, mais duas ou três horas. Não haveria pequeno almoço naquele dia. Levantou-se, vestiu um roupão azul escuro, que não apertou, saiu do quarto e percorreu os corredores sileniosos até à cozinha, estava faminta. Rin estava preparando a sua refeição quando sentiu a presença do Kenshin.

- Kenshin.... — disse enquanto levou um tabuleiro à mesa — És servido?

Kenshin sorriu para ela e sentou-se numa mesa que havia na cozinha. A Rin preparou outro tabuleiro com comida e sumo e colocou à frente dele.

- Foste mais rápida do que eu esperava — disse num tom de brincadeira — Parabéns, supreedeste-me

- Durante dez anos da minha vida eu fui criada num vilarejo, aprendi muita coisa lá. Hum, pensei que fosses dormir profundamente durante toda a manhã, uma vez que danças-te quase toda a noite.

- Estou habitudo a estar acordado toda a noite. Além disso, tenho assuntos importantes a tratar, nestas alturas dormir ou comer não é importante para mim, sou um youkai o meu corpo é resistente.

- Kenshin, posso fazer uma pergunta? — perguntou enquanto sentava-se

- Tens toda a minha atenção hime — parou de comer olhando a Rin

- É que ontém à noite durante a festa eu vi.... — Rin não sabia como perguntar

- Continua meu anjo

- Bem eu vi tu e o teu irmão a brigar pela minha causa, eu fiquei preocupada com vocês, não quero ser a causa do desentendimento entre dois irmãos

- Rin... — colocou uma mão em cima de uma mão dela — .... acho que já percebeste que eu e o meu irmão estamos interesados em ti, eu queria muito que não te preocupasses com isso, está bem?

A Rin sorriu para ele, Kenshin sentiu um arrepio pela a espinha a cima, era íncrivel como um angelical e simples sorriso ela, podia causar sensações maravilhosas nele.

- (vou fazer tudo ao meu alcançe para te conquistar, quero te para mim, meu anjo) — Kenshin estava com o seu pensamente longe, nem reparou que a Rin estava-o chamando

- Kenshin — abanou a sua mão em frente dos olhos dele, estalou os dedos, cutucou o braço e nada — Acho que é melhor dar uma opturnidade ao Kiyome

Kenshin saiu do transe assustado, a Rin ria-se imenso dizendo que era uma brincadeira

- Hum não teve piada — depois riu-se também — Gostava de te conhecer melhor, que tal falares um pouco e ti Rin.

Rin aos poucos ia contando a sua história com detalhes, a morte dos seus pais e do seu irmão, os pesadelos, como era mal tratada na aldeia, como conheceu o Sesshoumaru e o Jaken, as jornadas e a morte do Naraku, o vilarejo, o regresso do lord para buscá-la, a ida para o castelo, o que viveu com o Sesshoumaru nestes últimos mês e meio da sua vida e a desilusão ao descobrir o compromisso entre a Sara e o lord.

Kenshin ouvia com atenção a tudo, e cerrou os seus punhos, com raiva das atitudes do seu primo, como ele atrevia de iludir a Rin ao ponto, de a fazer sua, marcá-la para depois abandoná-la grávida e ficar noivo de outra. Ele achou repuguenante o comportamento do lord. Mas preferiu respirar fundo, e controlar, a sua ira, não queria magoar o seu anjo, mais que ela já se encontrava ao lembrar as suas tristezas, convidou-a para um agradável passeio pelo o jardim do palácio.

No castelo do Oeste, Sesshoumaru dormiu quase um dia inteiro, sentou-se na sua cama com custo, pois doia-lhe a cabeça, por causa do golpe do Li. Aos poucos ia se lembrando, a dura verdade da sua flor. Com lágrimas a escorrer pelo o seu rosto, foi em direção do quarto desta, estava como ela a deixára, o seu cheiro dissipou, apenas uma camisa da noite ainda continha um pouco do seu perfume. O youkai deitou-se em posição "fetal" agarrando a camisa inalando o aroma que restava, a morte do seu falecido pai, foi difícil para ele, mas nunca demostrou a ninguém, para não se mostrar fraco mas, a Rin era diferente, ele amava-a loucamente, dava a sua vida só trazer e volta, muitas vezes ele fora cruel na vida agora, era a vida a ser cruel para com este.

Li tomou as providências de contratar os serviços de uns youkais resistentes, a corrente do rio, a missão deles era resgatar o corpo da sua amiga, para um funeral digno, desde que o lord desmaiou que procuravam-na, ao longo do ria até ao lago onde desaguava. Os youkais, por mais que mergulhavam, não acharam nada, nem corpo ou algum indício, o Li achou melhor cessar as buscas, estranhando não haver nada ali. e asssim, preferiu regressar ao castelo. Encontrou o seu amigo triste e sem ânimo, contara a sua intenção e o resultado da busca.

-Pois é meu amigo, mandei estes youkais, procuramrem os restos mortais da Rin, para podermos realizar o funeral e nada — comentou o Li

- Nada, como nada?

- Nada, nem corpo, nem roupa ou algum acessório que pertence-se a ela, nada. É como...

- É como o quê?

- É como, ela nunca tivessse caído no rio, e talvez foi o que aconteceu na verdade. Ela pode estar viva.

- Não digas asneiras, o meu general encontrou um pedaço do quimono dela, preso entre as rochas ao pé da agua.

- Então diz o porquê que não achamos ela, nós dois percorremos o rio inteiro, estes youkais nadaram o rio para cima e para baixo e lago foi passsado ao pente fino e nada achamos.

- Eu não sei — suspirou — Ela era uma youkai, o corpo podia ter desintregado.

Nos jardins do palácio, Rin e o Kenshin passeavam, admirando as flores, ele contava, tal como o seu tio, ele gostava dos humanos, construiu o palácio, como refúgio, para os youkais constitui-se família com os humanos, lá os hanyous estariam mais seguros ao preconceitos, de ambos os lados. A Rin estava feliz por haver lugares assim, O Kenshin era o oposto do Sesshoumaru, parecia que ele, é que era o filho do Inu No Taisho, enquanto os dois olhavam a natureza, o youkai recebe um pergaminho de um dos seus soldados.

- Rin, lamento, mas vou para o meu escritório, para ver do que se trata este pergaminho.

- Kenshin, podes ir. Eu ficarei bem aqui.

- Tudo bem, mas deixarei este soldado aqui, para o que precisares — deu um beijo na testa dela e virou-se para o soldado — Ficas aqui, a segurança da hime é da tua responsabilidade, não me desapontes

- Fique descançado meu senhor, darei a minha vida se for preciso.

- mas que exagero, eu ficarei bem — sorriu para o soldado deixando o coitado rubro, ele já tinha ouvido boatos da simpatia e da generosidade da hime do Oeste.

Kenshin partiu, pelo o caminho leu que era um convite. O convite de casamento do senhor das terras do Oeste com a Sara.

- ( maldito, não faz dois dias que a Rin sumiu dos castelo, e ele já distribui estes convites, fiz bem em, não avisar, que eu encontrei a hime, certamente que iria sofrer nas mãos dele) — pensou

Duas semanas passaram, e a Rin agora encontrava-se com dois meses, o seu corpo por ser igual a de uma yukai, a sua barriga já aparecia, no palácio todos mantinha segredo o casamento que estava para vir, era já no dia a seguir.

Durante o jantar Kenshin avisou para o seu anjo, que tinha que partir por um ou dois dias, ele mentiu o verdadeiro motivo da sua partida.

- haverá uma reunião com alguns youkais, eu e os meus irmãos fomos chamados, são assuntos sobre terras, todos os senhores foram convocados.

- A Lunam também vai?

- Hai vai, ela herdou uma pequena terra da minha mãe, por tradição da familia, as femêas herdam terras e bens, futuramente quando casam-se passam a ser dotes.

- Eu não vou — comentou o Kiyome

- Nani?! — o Kenshin ficou supreso

- Não vou a essa " reunião", não somos obrigados a ir

- Kiyome vem comigo ao meu escritório, precisamos conversar — levantou-se e saiu da sala de jantar

- Como queiras — e saiu também seguindo o seu irmão

No escritório

- Mas que raio é a tua ideia? — disse irritado

- Nada de mais, não contes comigo para esta palhaçada. Concordei em esconder sobre o casamento mas, não peças para ir, seria para mim uma traição em relação à Rin. — o Kiyome mostrou-se firme com a sua decisão

- Souka, mas eu vou, não quero levantar suspeitas, o nosso primo não sabe que temos a Rin aqui

- Então tá, mas vocês têm ter cuidado, o nosso primo vai sentir o cheiro dela nas vossas roupas.

- No meio do caminho, iremos todos banhar num lago aqui perto, e lá estará um soldado nosso a nossa espera com roupas novas que mandei fazer. Sesshoumaru nunca vai saber.

- Bem pensado.

Todos foram-se deitar, o dia seguinte ia ser muita mistura de sentimentos. Mal o dia amanheceu e o Kenshin, Lunam e Akihiro já tinham partido, não queriam encontrar a Rin, o Kiyome ficou para trás, não queria deixa-la sozinha, com o seu irmão longe iria tentar a sua sorte com ela. Ele já tinha planeado em tramar o seu irmão e o seu primo, agora era só esperar que a Rin acorda-se.

No castelo, toos os servos estavam aterefados com os últmos preparativos, Sara encontrava-se no seu quarto, produzindo-se com capricho, tinha que estar prefeita. O Sesshoumaru estava no seu quarto junatamente com o Li este, ajudava o seu amigo vestir um quimono preto e branco, A sua mãe entrou com a Ling, elas reparam na magreza do lord, ele estava pálido e com olhos vazios, durantes a duas semanas, ele não comi direito ou sequer dormia. Aos poucos os convidados iam chegando, Jaken mostrava os lugares, o noivo desceu até ao jardim, mas isolou-se os youkais, não estava com paciência, não tinha vontade de sorrir, ele nem sabia porque ainda respirava.

No palácio, Rin passeava no jardim apanhando uma flor que ela mais adorava, o lírio, O kiyome aproximou-se dela com uma capa especial, era de um youkai raposa, ela permetia esconder o odor de quem usava.

- Rin, preciso que venhas comigo. Acho que está na altura de saberes a verdade, quem são os teus amigos.

Rin não percebeu nada, mas mesmo assim seguiu, ele agarrou-a ao colo e teletransportou para o castelo do Oeste.

- Kiyome.... — ela estava assustada — ... o que... — foi interrompida

- Rin, os meus irmãos não estão em nenhuma reunião, ele mentiram para ti. Eles estam aqui, hoje é o dia do casamento do Sesshoumaru, desculpa, mas eu aishiteru, não queria esconder a verdade, é por isso não vim, por ti meu amor. É melhor colocares esta capa, vai omitir o teu cheiro e poderás comprovar por ti mesma.

Rin não ouviu a última parte, sobre a capa, correu até a uma árvore, e viu o lord beber um pouco de vinho, era última etapa do casamento, o vinho simbolizava a união, os noivos beijaram-se, a Rin deixou as suas lágrimas escorrerem pelo o seu rosto.

- ( Sesshy... porquê?) — pensou deixando cair o lírio no chão

Kiyome correu para a direção dela e colocou-lhe a capa e decidiu leva-la de volta, antes de alguém notar a presença do dois. O Seshoumaru quando se separou da Sara, sentiu o cheiro da Rin, e virou o seu rosto, tentando encontrá-la, mas não a achava, andou até à árvore e reparou na flor caida no chão. Enquanto pegava na delicada flor, o seu amigo aproximou-se dele, o lord sentiu o cheiro da Rin

- Rin — virou-se para o Li, entregando a flor — Diz-me que não estou louco, é o cheiro dela

- Hai — o Li cheirou a flor — Ela está viva

- ela esteve aqui.... ela viu tudo e eu nem reparei... eu.... eu a perdi ela para sempre

- Ela está viva, podemos ir atrás dela. vou organizar uma busca intensiva, havemos de encontra-la de novo, leve um mês, um ano, não interessa. Ela vai voltar para nós.... — agarrou no ombro do lord — .... para ti.

Rin e Kiyome chegaram ao palácio, esta correu para o seu quarto, o Kiyome tinha um sorriso na cara, o seu plano estava a dar certo. No castelo os irmãos decidiram voltar para casa e despediram-se o primo

- Sesshoumaru, lamento por não continuar aqui, mas tenho assuntos depenentes para resolver, sabes como é complicado governar.

- Hai, não há problema, gomenasai mas eu tenho que ir também — saiu dali deixando os seus primos e o Li

- Mas o que se passa com ele — perguntou a Lunam

- Gomen, mas hoje sentimos a presença da Rin aqui e ele está um pouco abalado.

Os Irmãos engoliram em seco, e sairam apressados para confirmar essa história. Chegaram ao palácio preocupados e encontram o Kiyome

- Kiyome, a Rin por acaso saiu daqui? — perguntou o Akihiro

- .... — não respondeu

- RESPONDE? — gritou o kenshin fazendo a sua irmã encolher-se de medo

- Não saí daqui, porquê? — a Rin apareceu diante deles

- Por nada, foi só uma sensação ruim que eu tive — Kenshin disfarçou

Eles sairam para se trocarem, ficando o Kiyome e a Rin

- Mentiste para eles, porquê?

- Só paguei na mesma moeda, nada mais

- Souka

- O Sesshoumaru mentiu-me, o Kenshin mentiu-me e agora quem será o próximo?

- Eu nunca menti e nem mentirei para ti meu amor

A Rin deu-lhe um beijo no rosto do youkai este, derreteu com vontade de tomar os lábios dela, não aguentando mais, depositou um beijo quente e suave que foi corresponido por ela, apesar de estar carente, empurrou carinhosamente

- Kiyome...eu... eu... — disse ainda ofegante

- Eu sei, ainda não estás pronta para entregar o teu coração novamente, mas lembra te, que eu estou aqui e sempre estarei á tua espera, meu amor por ti é forte — disse sorrindo

Passaram-se mais dois meses, e o comportamento da Rin em relação ao Kenshin estava muito diferente, ela afastava-se dele, as vezes evitava a companhia deste e convivia cada vez mais próximo do Kiyome, a Rin não tratava mal a Lunam, pois sabia que ela fora uma vitima das manhas do irmão, há muito tempo que o Akihiro tinha voltado para o seu reino, mas estava a par da situação dos dois, A Rin agora encontrava-se com quatro meses de gestação, faltava só mais dois e logo teria as suas crias nos seus braços. O Kiyome tinha feito um proposta de casamento para ela aceitando ser o progenitor

das crias. A Rin ainda tinha duvidas, por isso queria esperar até ao nascimento.

No castelo, o casal vivia brigando por tudo e por nada, eles não dormiam juntos, o que irritava a Sara, O único objectivo do lord era encontrar e trazer de volta a sua flor, ele pensava nela todos os dias e perguntava-se a si mesmo, se a sua cria estaria bem.

De volta para o palácio, Kenshin já não aguentava o despreso dela e deidiu confronta-la esta, acabou contando a verdade. O youkai saiu perto dela á procura do seu irmão, ele ia pagar bem caro pela a sua traição, ao encontra-lo, o seu sangue ferveu nas suas veias, explodindo de raiva deu um valente soco, derrubando-o

- Mas o que raio — disse o Kiyome com a mão na boca, sangrando

- Seu traidor, como foste capaz de levar a Rin para o casamento

- Não sei o que estás a falar — mentiu

- Ousas negar, seu verme, eu sei de tudo, ela acabou contar para mim o porquê do seu afastamento em relação á minha pessoa.

- Na guerra e no amor vale tudo, irmão — disse debochando

- Pega nas tuas coisas e sai daqui, se voltar a ver a tua cara, eu vou esqueçer que é o meu irmão e matarei com as minhas próprias mãos, RELES — o Kenshin ia saindo dali

- SE ELA NÃO FOR MINHA; TAMBÉM NÃO SERÁ TUA — gritou com fúria para o seu irmão

- É o que veremos — respondeu sem virarar as costas.

Kiyome saiu das terras sem levar nada apenas o seu cavalo, ele sabia que o seu primo andava atrás da Rin e não ia desistir em encontra-la. Irritado dirigiu-se ao castelo do seu primo para contar do paradeiro da Rin, ele preferia perder a sua amada para o seu primo do que para o seu irmão