Amor Perdido
22 Desilusões e sofrimento
No castelo, o dia começava a amanhecer, estava tão clara e luminoso. Satori acordou primeiro e decidiu levantar-se calmamente para não acordar o filho, ele precisava descançar bastante, o dia ia ser penoso para todos, e saiu de fininho passando pela a porta da Rin. Resolveu bater na porta mas mais uma vez não obeteve nenhuma resposta, suspirou preocupada mas sabia que não podia forçar a Rin, esta precisava digerir o que estava acontecendo. Satori reparou no Li e na Ling vindo em sua direção, e baixou a cabeça sem saber o que fazer, logo eles perceberam que a sua amiga ainda não abria a porta para ninguém, todos resolveram tomar o pequno almoço.
Calmamente Sesshoumaru ia acordando, virou-se de peito para cima e colocou as costas da mão esquerda em cima da testa, fechando o punho. Pensava se estava a tomar a decisão correcta, ele sabia que apesar da Rin ser youkai, ainda tinha sentimentos humanos, nunca aceitaria só ser amante por algum tempo, o lord estava disposto matar a Sara assim que a poeira abaixasse, por agora era tudo uma novidade para todos, logo esqueçeriam do casamento, levantou-se para se arrumar, o seu pensamento estava na Rin e na sua cria. Decidiu bater na porta e como ele já imaginava não houve resposta, o seu coração ficou pesado e com uma sensação ruim, respirou fundo e tomou uma decisão de esperar mais um pouco, mais tarde voltava a tentar, se ela recusa-se abrir ele, ia derrubar a porta,
Longe dali, Rin começava a despertar também, saiu da gruta acompanhada pelos os seus lobos e partiu. Andou toda a manhã, sem parar para descançar ou comer, os Doton e Ho youkais poderiam sentir o cansaço da sua senhora, os lobos pararam na frente dela olhando-a e esta, ouviu na sua cabeça as palavras "deme" (pare), "abunai" (perigoso), "chyuushoku" (almoço), " genki" (energia) e " musukosan" ( filho). A Rin percebeu e eles tinha razão, tinha que pensar no bem estar da seu bebé.
( voltando para o castelo desde do ínicio da manhã)
Todos estavam tomando o pequeno almoço em silêncio, a Sara sentou-se ao lado do lord sorrindo por não ver a Rin lá, no momento sentia que a sua vingança estava dar certo. A Ling estava furiosa lendo os pensamentos da neko youkai e tinha vontade de pular no seu pescoço dela, sentiu a mão do seu irmão agarrando a sua, ele também leu a menta daquela youkai, mas naquele instante era melhor controlar os seus instintos e os da sua irmã. A serva Yuka levou o pequeno almoço à sua senhora mas a porta continuava fechada, por mais que implora-se a situação não mudou, ficando preocupada e achou por bem avisar o Jaken. Desceu até à sala da refeição e fez sinal para o pequeno sapo avisando do sucedido, o youkai foi tentar mas também não teve sorte e decidiu voltar para o seu posto, Sesshoumaru vendo que o seu servo estava agitado, levantou-se e chamou-o para o seu escritório, lá o Jaken explicou que a senhora continuava com a porta trancada e que se recusava comer. O lord achou que tinha por um ponto final na história e foi para o quarto dela.
- Rin! — bateu na porta — Abre agora — silêncio continuava reinando do comódo
- Já chega Rin, tens que pelo menos menos alimentar-te — mais uma vez nada
- A nossa cria não tem a culpa — falou calmamente pelando pela a saude do bebé
— VOU CONTAR ATÉ 3, OU ABRES A PORTA A BEM OU EU ABRO POR MAL. 1...2...3 — gritou furioso
Sesshoumaru voltou a sentir de novo aquela sensação e o seu coração apertava cada vez mais, com um passo para trás deu um valente pontapé na porta fazendo-a abrir. Olhou para a cama e não a encontrou, entrou e viu a porta do roupeiro aberta, observou que todas as seus quimonos estavam lá, menos os mais simples e as joias estavam em cima do toucador, o cheiro a Rin estava um pouco fraco, um brilho muito súbtil vinha do chão, aproximou-se e viu que era a aliança que lhe dera, sentiu um fio de ar que surgia da janela, assim analisou que estava entre aberta, na varanda também não havia a sua presença. A Rin tinha fugido, o coração começou acelerar, o desespero tomou conta do seu corpo e na mente passava um turbilhão de memórias de tudo que tinha partilhado com a sua femêa. Sesshoumaru chama, ou melhor grita, pelo o Jaken e ordena que encontra-se o seu general e o Li, exegia a presença deles o quanto antes.
O sapo youkai saiu dali apressado, o seu senhor caminhava lentamente com os olhos marejaos, a sua rin Rin abandonou-o, o seu pesadelo ganhou vida, prometeu a si mesmo que pederia perdão a sua flor e mandar tudo para o "espaço", Sara, contracto, casamento, estava disposto acabar com tudo e se a Sara quisse-se guerra então que viesse. No escritório, os três elaboram um plano de buscas pela a Rin, o general saiu dali mandando os seus soldados em todas as direções do reino. Li esforçava-se em vão acalmar o seu amigo, devido a tanta agitação todos no castelo rápidamente ficaram a par do sumisso da hime. No final da manhã, auscultaram os passos apressados do general, ele achara um pedaço de pano de um quimono, Sesshoumaru automáticamente reconheceu o tecido, assim que o general revelou onde encontrou e as suas suspeitas, os dois youkais sairão para o rio.
Seguiram a corrente e não havia nenhum sinal dela e pararam de procurar, o lord ajoelhou-se no chão e soltou um uivo de tristeza, o som percorreu toda a extenção do território, no castelo Satori e a Ling correram para entrada e abraçaram-se uma à outra assim que ouviram o tormento e a dor do youkai desesperado, todos os servos, soldados, jaken, Satori e a Ling começaram a chorar, eles sabiam que aquele uivo não era bom sinal, a Sara nos seus aposentos comemorava pela susposta morte da sua inimiga e do herdeiro que carregava.
A Rin estava preste passar o limite das terras do reino, também ouviu. Os seus lobos fizeram-na parar para que ela repousa-se e o mais importante, que se alimenta-se. Sesshoumaru recusava a ideia de ter perdido o amor da sua vida, não poderia viver sem ela, estava com vontade de acabar com a sua vida para que a sua alma fosse para junto dela. Li leu a mente do seu amigo e segurou o braço que já tinha a baikusaiga pronta para profurar o seu peito, num flash deu-lhe um golpe na nuca do lord que logo desmaiou. Olhou para o céu pedindo a kami que fosse mentira a morte da sua amiga e levou o inu youkai de volta para o castelo.
Ao longe viram um youkai de cabelos loiros aproximando, elas viram que carregava o Sesshoumaru nas costas desmaiado, Li passou por elas de cabeça baixa derramando lágrimas, Ling deixou-se cair no chão, chorando. Eles apesar de não terem encontrado o corpo tudo indicava que a hime estava morte, a correntesa era muito forte até para um youkai poderoso. Satori correu para o escritório completamente desorientada, virou-se para o retrato pintando do seu marido e xingou-o com todas as palavras que lhe vinham a sua mente. Li depositou o corpo do lord na cama deste, e começou a chorar, não aguentava a verdade, de nunca mais ver o lindo sorriso da sua amiga. O Jaken estava na cozinha sentado numa cadeira amargurado, ele pensava na sua menina, que tantas vezes lhe dava trabalho, mas gostava dela, era como uma filha para ele, Yuka estava no seu pequeno quarto triste pela a morte da sua senhora, ela era gentil para com todos os servos. O restante dos servos e soldados fizeram um minuto de silêncio para homenegear a princesa, o castelo estava de luto.
Longe dali, Rin decidiu parar um pouco para se alimentar, mas o que ela queria de verdade era um banho quente e relaxante, queria de alguma forma um pouco de paz e conforto. Os três lobos preparavam-se para realizar o desejo secreto da sua senhora. O lobo negro andou um pouco e com um toque da sua pata criou um pequeno círculo de pedra, o chão ficou um pouco fundo, o lobo branco proximou-se e com um toque também da sua poderosa pata no interior do "ofurô" improvisado fez que a água surgisse do chão enchendo e por fim o lobo castanho colocou a sua pata dentro da água cristalina aquecendo-a. Rin ficou impressionada e começou a retirar a sua roupa entrando lentamente. Mizu e Ho youkai sairam em busca de alimento, o Doton deitou-se e ficou observar o redor como um cão de guarda, neste caso como um lobo de guarda, a youkai ficou pouco tempo porque percebeu uma presença vinda na sua direção, levantou-se rápidamente, o seu lobo pôs-se em posição de ataque. Um ino youkai parecido com o Sesshoumaru apareceu, os seus cabelos estavam soltos e eram negros como a noite. A Rin apareceu por trás deste encostando a sua espada no pescoço, o youkai levantou os braços e rendeu-se, não queria lutar com uma femêa grávida, ele tinha principios esta, sem nunca retirar a espada do local ficou de frente para ele.
- Este lobo é teu? — perguntou ele — Podes pedir a ele que abaixe a sua guarda, não te vou atacar.
Rin fez sinal para o seu lobo entrar no medalhão, o Doton youkai apesar relutente obedeceu. Os outros lobos apareceram com comida e fizeram a mesma coisa que o primeiro lobo. Ela retirou a espada do pescoço e guardou-a na bainha.
- Quem és e o que queres? — perguntou a youkai desconfiada
- Olha só, a famosa Rin, a princesa das terras do Reino Oeste, não estou certo? — falou com um tom ironico
- Não sou mais princesa — rosnou para ele
- Calma, sou o Kenshin Taisho e estás nas minhas terras. Hum, serás sempre a princesa do reino do meu primo, eu vi-te na festa do noivado.
- Primo? — a Rin regalou os olhos
- Sou primo do Sesshoumaru, aliás primos de primeiro grau, os nossos pais eram irmãos, minha priminha — usou o tom de deboche
- Entendo e não sou tua priminha! — disse irritada
- Carregas um filho do meu primo, isso faz com que sejas a minha prima, ou não?
-.... — a Rin ficou em silêncio
- Grávida, bonita e com uma personalidade forte, não admira que aquele baka ande à tua procura
A Rin ia responder à provocação daquele youkai metido mas não teve tempo, começou ficar pálida, a sua visão ficou turva e acabou por perdendo os seus sentidos. O Kenshin agarra-a antes que ela caísse no chão. Uma forte energia surgiu em volta do corpo desacordado da Rin tentando repudir o youkai.
- calma, não vou magoar a tua mãe — falou baixo e calmamente passando a mão no ventre dela.
A energia começou a desaparecer aos poucos, o youkai olhou para o belo rosto dela sorrindo.
- ( kami dá belos presentes a quem não mereçe) — pensou sem saber qual o motivo do seu primo deixar escapar assim uma donzela como a Rin. Pegou-a ao colo saindo dali rumo ao seu palácio.
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