Amor Não Autorizado
15 Sentirei Sua Falta
Notas iniciais
Após o discurso, que começou a cerimônia às 19:00, da oradora Camille Poll, e alguns depoimentos dos alunos, Minerva entregou os diplomas aos alunos — com as pessoas fingindo não perceberem quando ela quase chorou.
A festa estava animada, e os familiares que estudavam em Hogwarts em outros anos puderam participar, desde que voltassem aos dormitórios.
Molly continuava a abraçar o neto, dizendo o quão orgulhosa estava do pequeno James, tão enrugadinho dizia ela.
Fred II, Rose e Lílian provavelmente foram os alunos mais sensíveis com a saída de James da escola.
"Jay, cara, eu te amo" havia dito Fred, logo com seu pai reclamando por seu jeito.
"Não entendo por quem puxou. Angelina, sua família.." e deixou por assim mesmo.
Lily abraçava o irmão, e era como se voltara a ser criança. Quando pequena, chamava-o de "Jimmy" e na formatura fora a mesma coisa, pediu até mesmo que ele fizesse carinho em seus cabelos ruivos como quando ainda era um bebê.
Alvo, Hugo, Dominique e Roxanne não gostariam de demonstrar o quanto James faria falta, mas todos os que realmente os conheciam percebiam o que não era falado.
Rose era outra coisa bem diferente. Ela não chorara — apenas na Câmara Secreta, apenas com James -, mas se alguém pedisse se iria sentir falta do namorado, ela sorriria tristemente e diria "você não faz ideia".
Algum tempo depois do encontro, James decidira que seria jogador de quadribol, e de alguma maneira os times descobriram e mandaram-lhe cartas. Ele acabou escolhendo Puddlemere United.
Rose temia isso, um pouco pelo menos. Não por que não gostava do time — na verdade, somente Kenmare ficava acima de Puddlemere em sua opinião. O problema era que no time azul-marinho havia a jogadora mais bonita atualmente: Joanne Elize Blanc. A francesa tinha 23 anos e estudara em Beuxatouns, era loira de olhos verdes, e tinha um charme de veela apesar de não o ser. Rose, que já era insegura, não gostava de imaginar seu namorado passeando com Joanne.
–Tudo bem, amor? — o Potter pediu tirando-a de seus pensamentos com um beijo afetuoso na testa.
–Tudo, Jay. — ela sorriu, um sorriso pequeno que não passou despercebido pelo primo. — Vou sentir tanta falta de você! — ela admitiu, seus olhos já com lágrimas pareciam poderem transbordarem a qualquer momento.
Abraçando-a pelos ombros, James a guiou para o exterior. Sentaram-se na grama vistosa do verão, assistindo as estrelas. Ambos os olhos, castanhos e azuis, estavam com lágrimas e algumas gotas salgadas já escorriam por suas faces.
– Eu vou escrever cartas, falar com você pela lareira e vir te visitar em Hogsmead, está bom? — ele prometeu, tentando controlar alguns soluços.
A garota queria reclamar, dizer que isso não era o suficiente, mas ela já sabia que seria uma dificuldade vir à Hogsmead com os treinos e jogos.
– Jay — chamou Liam lançando olhares reconfortantes, ou o que ele achava que era reconfortante, para o casal. -, está na hora de ir..
Os formandos iam até o Expresso de Hogwsrts de barco, à noite, enquanto os dos anos abaixo voltavam normalmente de manhã.
James agradeceu ao amigo e foi com Rose até onde seus parentes estavam.
–Eu vou sentir sua falta, maninho. — Lily disse com a voz embargada. Abraçou o irmão, e este sussurrou "ajude o Fred com as marotices, Alvo e Rose nunca iriam. Tente convencer Hugo também" o que fez a ruiva sorrir um pouco.
–Quem diria que você se formaria antes. — provocou Alvo, mas seu sorriso e abraço que dera no irmão mostrava a verdade: sentiria sua falta.
Roxanne e Dominique abraçaram o primo, e enquanto isso Hermione tentava consolar sua filha.
– Cuidado com as cartas que mandar à Rosie. Ela vai precisar de consolo. — Hugo disse para James murmurando quando o abraçou. Olhou a irmã pelo canto do olho e voltou a olhar o primo. — E eu sei que você é o melhor pra isso. Vou sentir sua falta. — sorriu e se afastou.
– Que bom que não fugiu como eu, James. — Jorge disse com um sorriso dolorido, ainda doía pensar em Fred. Deu um tapinha no ombro do sobrinho e afastou-se. Angelina abraçou o Potter e então foi a vez de seu filho.
– Vou sentir sua falta, rapaz. — Fred murmurou e abraçou-o.
– Tente não fazer muitas marotices sem mim, Fred. — James deu um pequeno sorriso.
Assistindo-os, Jorge sorriu. Eles lembravam-lhe de seu irmão, mas isso era mais reconfortante que desconfortável.
Os padrinhos de James e seus pais não se despediram, iriam se encontrar na Estação novamente.
Rose adiantou-se e abraçou o namorado.
– Não se esqueça de mim nesta noite. — brincou ela, mas realmente queria dizer isso. — Te amo.
– Te amo muito, minha rosa. E nunca conseguiria te esquecer, nem se quissesse. — sorriu ele e a beijou. Esse beijo dizia tudo, o quanto se amavam, era a primeira vez que disseram tão espontaneamente, e quanto sentiriam falta um do outro, apesar de ser apenas uma noite separados.
– Vamos, Jay. — Liam reapareceu e acenou para a família. James acenou e com um último abraço em cada um foi até o lago.
Liam, James, Tyson e um garoto da Corvinal dividiram o barco, e olharam uma última vez para o castelo como estudantes.
***
James e os colegas chegaram na Estação King's Cross no fim da madrugada e seus sogros despediram-se do afilhado-genro e voltaram para a casa. Os Potter's também voltaram para casa, e assim que entrou no hall James olhou ao seu redor. Era tão estranho entrar em sua casa e saber que não voltaria mais para Hogwarts como estudante.
– Vá dormir, amor. — Gina lhe disse com um sorriso orgulhoso, abraçando-o. — Vamos buscar Alvo e os outros amanhã.
Deu-lhe um último beijo na testa — tendo que ficar nas pontas dos pés — e foi para seu quarto.
Harry em seguida foi até seu filho.
– Então, como se sente sendo o primeiro Potter após seu avô a se formar? — brincou ele, sorrindo.
– Ótimo. Mas eu vou sentir falta dela. — ele respondeu, sentindo-se uma garotinha de 12 anos que foi rejeitada.
– É só um ano, filho. Você sobreviverá, assim como eu sobrevivi. — sorriu novamente, olhando as escadas. — Começa uma nova etapa agora, James Sirius. — ao contrário de outros pais, Harry falava seu segundo nome quando se sentia orgulhoso do filho, para demonstrar que ele fazia jus a seus dois nomes. — Boa noite, James Sirius.
E subiu para junto de Gina.
James olhou mais uma vez pelo hall, em seguida passou pela cozinha e sala. Era como se ele estivesse indo embora de casa, não voltando. Subiu então para seu quarto.
Seu quarto tinha paredes douradas e verdes — uma mistura de Grifinória e Sonserina, pois apesar de tudo, ele admirava a história da casa da serpente. — e estava arrumado, diferente de como havia deixado depois das férias.
Sorriu com os pensamentos das férias. Beijara Rose e desde então tudo ficara melhor. "Acho que deveria agradecer ao Malfoy por ter tido aquilo sobre primos" pensou feliz mas amargo ao mesmo tempo.
Um barulho chamou sua atenção e olhou para a grande janela numa das paredes douradas. Uma coruja branca, delicada e graciosa estava do lado de fora, bicando o vidro.
– Oi, Lottie. — "cumprimentou" a coruja de Victorie quando abriu a janela. Lottie piou feliz e pousou no travesseiro branco do Potter. Soltou o envelope rosa na cama e, com uma última bicada em James para receber um doce, saiu pela janela novamente.
"James, parabéns por ter passado até o Sétimo Ano, pirralhinho. Ainda me lembro de como você era o 'segurador de vela' e agora namora a Rose.
Remus está com saudade.. estava pensando, você pode levá-lo até a Estação amanhã? Se sim, você pode aparatar aqui, por favor?
Mande a resposta por Edwiges II, conhecendo Lottie tenho certeza de que voltou pra casa já..
Bisous,
Victorie, Teddy e Remus."
Respondendo à carta com um "sim", James assistiu Edwiges voar em direção ao amanhecer.
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