Amor Não Autorizado
18 Mais um Passo
Notas iniciais
Um mês e meio se passara e já estavam no fim de semana pelo qual Rose tanto esperara: o sábado que James viria visitá-la. Nesse dia a Weasley acordou-se com um novo ânimo e levantou cedo para se arrumar para o namorado.
–Você não acha estranho estar tão preocupada com sua aparência por causa de seu primo? — pediu Amelia groguemente, pois a decisão da morena de fazer uma amiga valhera a pena. Rose sacudiu a cabeça. — Sem ofensas, amada, mas tua família é estranha.
–Beleza, sem ofensas tomadas. — concordou Rose revirando os olhos azuis. — De qualquer maneira, vem cá e me ajuda a escolher uma roupa pro Jay. — pediu tirando uma calça skinny preta do malão. — Tenho que passar.. — murmurou pensando em algum feitiço para isso.
Amelia girou os olhos castanhos, murmurando algo em torno de "se bobear é capaz de ele ter te visto saindo da vagina da tua mãe. Por que se esforçar tanto?" mas levantou-se da cama — “sentirei saudades!” exclamou ela. — e foi ajudar a amiga.
As duas colegas desceram para a Sala Comunal e Rose acenou para Thomas que conversava com um amigo de dread. Foram até o Salão Principal, mas a morena não comeu a quantidade normal, enquanto a ruiva irlandesa comia pouco e reclamava sobre como era azarada de namorar um trouxa de sua cidade cujos pais não a aceitavam.
–E eles nem sequer sabem que sou bruxa! Cadê a sorte de leprechaun, irlandês ou tanto faz, que eu deveria receber? — exclamou jogando os braços para o alto.
A vontade de Rose era comentar "você já falou isso milhares de vezes", mas contentou-se em fazer um som de concórdia com a garganta.
Após o café da manhã as duas garotas subiram para Rose se preparar para Hogsmeade. Amelia não gostava de ir sozinha, muito menos de ficar de vela, por isso simplesmente pediu para a amiga trazer alguns doces e, quem sabe, algo de Jorge.
Rose colocou a calça preta — que finalmente conseguira passar — junto com uma camiseta regata cinza com dizeres em preto por baixo de um cardigan creme.
–Bom encontro. — Pelney desejou com uma piscadela.
Rose revirou os olhos e encaminhou-se ao povoado. Olhando para todas as direções, procurava James.
–Oi. — uma voz grave sussurrou em seu ouvido, fazendo-a saltar. — Grifinória, eh? — provocou ele.
–Idiota. — ela revidou virando-se. Deu-lhe um tapa e o rapaz gritou. — Nem vou dizer que senti sua falta, já que me assustou. — e fingiu emburrar-se.
–Aww, sangue-ruivo minha. — ele arrastou. — Não faz assim. — virou-a e beijou sua testa. — Eu senti sua falta.
–Eu também sentia a sua. — ela sorriu e beijou-o.
***
Os dois estavam na Casa dos Gritos comendo os doces da Dedosdemel e bebendo bebidas do Caldeirão Furado — de graça porque Hanna considerava os dois como afilhados.
Rose estava aconchegada no lado esquerdo do primo bebericando sua cerveja amanteigada com caramelo.
–E os jogos? — pediu ela calmamente.
–Bem. Já estudando pros Niem's? — provocou-a. — Só estava brincando, Rosie! — ele riu quando a moça apertou sua cintura.
A Weasley riu e deitou-se na coberta que levara e colocara no chão. Sentira tanta falta do namorado que tudo o que queria era abraçá-lo e não o soltar mais — mas isso seria considerado estranho, não seria?
James deitou-se ao seu lado e puxou-a para si, passando um braço por baixo de seu pescoço enquanto a abraçava pela cintura com o outro.
Os dois ficaram assim por um tempo, apenas aproveitando a presença do outro.
–Como vão os outros? — pediu a morena de repente.
–Eles estão bem, amor. — assegurou ele. — Ainda estou achando um pouco estranho acordar e ver meus pais. Estou pensando em comprar uma casa pra n- mim. — engoliu o nós no último segundo.
–Isso é ótimo, Jay! — ela exclamou o abraçando apertado. James riu de seu entusiasmo e beijou seu templo. Sentira tanta falta de sua sangue-ruivo, que parecia impossível. Fazia um tempo que pensava em pedir a mão da garota em casamento, mas ainda não tomara a coragem necessária para conceber isso. "Que maravilha de Grifinório", costumava pensar nessas horas, "com medo de sua própria namorada".
James virou-se para a namorada e colocou seus lábios nos dela. Rose colocou a mão por debaixo da camisa e blusa do primo, acariciando sua barriga, enquanto ele fazia o mesmo. Potter olhou nos olhos azuis da morena como se pedisse se tinha certeza e ela assentiu, confiante mas ao mesmo tempo nervosa.
***
Ambos passeavam pelo povoado, sorrindo abertamente. Encontraram alguns conhecidos, como Fred e Dominique — e se alguém contar que o Weasley ficou muito feliz por ver o primo, ele não ficou tanto assim, obrigado. Infelizmente, já acabara o tempo dos Hogwartianos em Hogsmeade.
–Você está bem, minha Sangue Ruivo? — James perguntou preocupado quando chegaram perto do castelo.
–Estou, Jay. — ela assegurou dando um selinho nele. — Vou sentir sua falta mais ainda. — reclamou fazendo beicinho.
O moreno sorriu adoravelmente e a abraçou ainda mais apertado. Encostou o queixo no topo dos cabelos ondulados da moça e em seguida beijou sua testa.
–Eu te amo. — repetiu ele quando ela teve que ir.
–Io ti amo. — respondeu ela em italiano, algo que não fazia a algum tempo.
Com um último beijo, separaram-se e James aparatou. Andando vagarosamente, a Weasley não se virou, sabendo que se o fizesse não o veria e isso doeria ainda mais que saber que ele não estava perto dela.
Logo chegou perto dos outros colegas do castelo e entrou na multidão dirigindo-se para a escola, encaminhando-se rapidamente para seu dormitório na torre da Grifinória.
Cumprimentou Amelia – a única pessoa no quarto, pois pelo o que parecia suas duas outras colegas de quarto estavam com os namorados – e jogou-se na cama.
Amelia a olhou intensamente, antes de dar um sorrisinho malicioso e dizer “desembucha”, olhando-a de uma maneira que deixava a morena saber que não desistiria antes de ter todos os detalhes. A irlandesa tinha uma intuição muito boa, coisa da qual fazia um ótimo uso nas aulas de Adivinhação.
Revirando os olhos azuis fingindo estar irritada, Rose inclinou-se para mais perto da amiga e começou a falar tudo com um brilho intenso nos olhos.
***
James aparatou para a casa de seus pais, ainda com uma sombra do sorriso com o qual sempre ficava quando junto de Rose. Respirando profundamente, ele tomou a decisão.
Procurou por seu pai – que por um milagre não estava trabalhando – e pediu se podia conversar com ele.
–Claro, James. – Harry respondeu de seu lugar no sofá, onde assistia um canal trouxa. – Senta, filho. – convidou ele, fazendo um gesto em direção a uma poltrona da sala.
Agradecendo por Gina estar trabalhando no jornal nesse momento, James sentou-se na poltrona e ficou movendo-se, sentindo-se nervoso.
Harry deu-lhe um olhar aguçado e seu filho cedeu:
–Eu vou pedir pra casar com a Rose.
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