Amor Maroto
37 Capitulo 38
Os Weasleys se reuniram em sua sala de estar, Keissy e Gui queriam falar algo importante com eles.
–Como assim vocês vão viajar? –Victoire perguntou, sentada ao lado de Duda.
–Nós temos que viajar, é a trabalho. –Keissy respondeu.
–Sei bem o tipo de trabalho de vocês. –Duda murmurou.
–Olha como fala com a sua mãe Eduarda! –Gui lançou um olhar a filha.
–Nós vamos ficar com quem durante esse tempo? –Louis perguntou.
–Com a Vic não podemos, as crianças vão acabar colocando fogo na casa. –Dominique comentou.
–Além de ficar se agarrando por ai com o Teddy. –Duda concordou.
–Além do que, é a Vic, ou seja, problemas. –disse Louis.
–Calem a boca. –Victoire resmungou.
–Vic, não fale assim. –disse a matriarca, antes que Gui tivesse tempo de abrir a boca- e respondendo, vocês vão ficar com Sophie e Chad.
–COMO? –Duda perguntou indignada.
–É isso que você ouviu. Você, Louis e Dominique irão para a casa dos Crawford... –Keissy continuou, antes de ser interrompida pelo marido.
–Mas não de bola para aquele filho deles, fique longe dele, ele é uma má influencia para você!
–Ah, fique quieto Gui! É mais fácil ela influenciar ele do que o contrário! – Keissy reclamou, girando os olhos- continuando, cuide dos seus irmãos enquanto estiver lá, nada de aprontar, obedeça eles. Entendido?
–Sim senhora!
~*~
POV Roberta: Melhor final de semana de todos! [na/Duda: sim eu tirei de Glee, me processem u.u].
Eu preciso comentar que a Duda é uma doida? Acho que não. Ela ficou no meu quarto por insistência minha e dela. Meus pais queriam colocá-la em um quarto sozinha, mas quem disse que eu deixei? É, eu sei que as chances de nós explodirmos a casa aumenta, mas com nós juntas no mesmo quarto, e olha que elas já eram altas por estarmos só na mesma casa, mas quem disse que eu ligo? Meus pais são ricos, podem pagar tudo de novo. Certo, tenho que parar de andar com a Duda, a loucura pega.
Eles chegaram aqui sexta de tarde, os pais deles vieram traze-los. A minha mãe e a mãe deles ficaram conversando besteiras por um tempo, enquanto eu e a Duda também conversávamos besteiras. O Damon e o Bryan nem descido tinham (preguiçosos). Depois do que pareceu uma década, as duas mocinhas pararam de conversar e os pais da Duda se despediram, falando aquelas coisas típicas de pais: “Se cuidem, se comportem...” e sai lá mais o que.
Agora estamos no meu quarto, conversando... ou melhor, a Duda falando e eu escutando. Cara, cansei de escutar como esta o namoro dela com o Fred. Só eu que acho que minha amiga não bate bem da cabeça? É, acho que não.
–Crianças, hora do jantar! –gritou minha mãe do corredor.
–Olá Eduarda. –cumprimentou o tarado do meu irmão, assim que nos sentamos a mesa, mas ela simplesmente o ignorou.
–Então crianças, gostaram dos quartos?
–Sim, adorei os livros que haviam lá, dona Crawford. Obrigada. –agradeceu Dominique.
–Sem o “dona”, Dominique. Pode me chamar de Sophie. E de nada, sua mãe me falou que você gosta de ler. –comentou Sophie.
–Gosta? Essa daí ama ler. –se intrometeu Louis, fazendo Dominique corar.
–Meu Merlin, Louis! Educação ainda se usa, sabia? –Duda perguntou, com ironia na voz.
–Er... quem quer batatas? –Roberta se intrometeu, antes que a discução dos irmãos ficasse maior. Damon tentou prender o riso, sendo imitado por Bryan. Depois disso o jantar seguiu calmamente, e ao final, foram todos para seu quarto.
–Amanhã vamos para a piscina? –perguntou Roberta, enquanto deitava na cama.
–Sim senhora, Merlin sabe como preciso pegar um sol. –Duda respondeu, ajeitando o travessiro.
–Desista, você nunca deixará de ser transparente. –retrucou Roberta. Duda mostrou a língua, e cobriu-se para dormir.
–Boa noite Berta.
–Boa noite Duda. –ela bateu as palmas, e as luzes apagaram.
~*~
Alvo e Scorpius estavam na piscina da casa dos Malfoy, rindo de se acabar.
–Ela disse isso mesmo? –perguntou Scorpius.
–Disse cara: “Você vai mesmo passar as férias na casa daquele... ser... maravilhoso de cabelos loiros?...” –os dois quase se afogaram de rir.
–Ninguém resiste ao meu charme. –comentou Scorpius convencido.
–Ah, é mesmo pegador? Duvido que você pegue a Karina e a Rose ao mesmo tempo, sem que as duas saibam sobre a outra.
–Aposta quanto? –perguntou o loiro.
–Vinte galeões. –respondeu o moreno.
–Fechado. –concordou Scorpius, rindo- eu pego as duas e elas nem vão saber disso.
–Ah, vocês estão ai. –disse Olívia com desgosto, ela se sentou na beirada da piscina. Karina mergulhou.
–Káh, vem aqui. –pediu Scorpius. A morena se aproximou, curiosa.
–Eu sei que você gosta de mim. –disse o loiro. Ela arregalou os olhos, e ficou surpresa quando os lábios dele tocaram os dela. Ela logo se entregou.
Foi assim que se iniciou o cumprimento da aposta.
~*~
“Os Weasley estavam sentados embaixo da arvore. Eles haviam encontrado um antigo diário, que pertencera aos “Marotos”, nele continham informações preciosas sobre Hogwarts, e agora elas os ajudavam em suas “missões” após o horário de recolher. Eles decidiram tentar descobrir mais sobre à casa dos gritos. De acordo com o diário, havia uma entrada para ela, nos terrenos de Hogwarts. A pergunta que pairava em suas mentes, os estava enlouquecendo.
–Como vamos passar pelo visgo? –Alvo perguntou, lendo o diário, e as anotações.
–Esse diário é muito útil, senão fosse pelo fato que “temos que conquistar nossas aventuras” –reclamou Tiago- as informações mais importantes não estão aqui!
Eduarda olhou ao redor, tentando pensar em algo. Ela viu a amiga morena, andando um pouco distante a eles. Abriu um largo sorriso, e se levantou, arrancando a folha de anotações da mão de Alvo, e saiu correndo em direção a amiga.
–Duda! O que você está fazendo? –Alvo perguntou, berrando.
–Respondendo a sua pergunta. –ela retrucou.
–Claro. –respondeu Fred, sarcasticamente- vamos fugir do visgo! –enquanto eles riam, Duda chegava à entrada do castelo, que era onde estava parada Isabel Longbottom.
–EI! Bell! –ela chamou, chamando atenção da amiga, que olhava em dúvida a entrada do castelo- Posso perguntar uma coisa?
–Claro Duda. –ela respondeu, sorrindo- o que foi?
–Como nos defendemos do visgo-do-diabo?
–Simples. O visgo-do-diabo...
–Er... se importa de virar de costas pra que eu possa anotar...? Sabe não quero me esquecer de nada... –Isabel se virou, e começou a ditar a resposta para a amiga.
–Só isso? –Isabel perguntou.
–Só. Obrigada Bell. –agradeceu Duda.
–De nada. –a morena foi se afastando para longe do castelo.
–Bell? –chamou Duda, estranhando a atitude da amiga- Sua próxima aula não é DCAT?
–É sim, por quê?
–DCAT é dentro do castelo. –respondeu a ruiva, rindo.
–AH, eu ainda me perco neste castelo. –e dito isso a morena deu meia volta.
Eduarda voltou em direção aos garotos, quase saltitando. Eles ainda estavam de olhos arregalados, desde que ela começara a escrever na folha sobre as costas de Isabel.
–Fala, eu sou um gênio. –se gabou Duda, entregando a folha de anotações de volta a Alvo, agora cheia de informações.
–Prima você é um gênio! –exclamou Tiago, a pegando no colo, e girando-a muito feliz.
–Como eu não pensei nisso? –perguntou-se Alvo, relendo a folha- A Isabel é filha do professor Longbothon! –ele reclamava...”
–Duda! Duda! –chamava uma voz distante, tirando a ruiva de seus devaneios.
–O que foi? –ela perguntou, olhando para Roberta.
–Você ouviu uma palavra do que eu disse?
–Desculpa... eu comecei a me lembrar de umas coisas... –ela respondeu- ainda era do tempo que você não andava com a gente. Duda olhou para o horizonte, e continuou, mergulhando novamente nas lembranças. [na/Dul: ok, agora eu exagerei]
“-Ai Tiago! Você pisou no meu pé!
–Desculpa!
–Ai! Eu esbarrei em alguém...
–Foi em mim, gênio!
–SEUS LOUCOS! NÃO SABEM QUE O FILCH PODE NOS PEGAR?
–Deixa de ser nerd, Rose!
–E fale mais baixo, senão aí mesmo que ele nos pega!
–Shi! ...
–Vamos por aqui.
Os onze adolescentes saíram por umas das portas do castelo e cruzaram o jardim. A luz da lua refletia no grande lago negro. Tudo estava silencioso a não ser pelos passos deles na grama. Eles se aproximavam cada vez mais da orla da floresta.
–Tiago, tem certeza de que estamos indo para o lugar certo?
–Tenho Rose, não se preocupe! Já vamos chegar.
Eles pararam em frente a uma grande arvore. Todos a observaram boquiabertos, no instante em que ela começou a mexer, literalmente, os galhos e tronco.
–Que diabos... –começava a perguntar Fred, mas Rose o interrompeu.
–É o Salgueiro Lutador! Você quer nos matar, Tiago?
–Claro que não Rose! Eu sei o que estou fazendo! –retrucou o moreno. Ele tirou a varinha das vestes, e apontou para a grande arvore. Dizendo um feitiço silencioso, arvore ficou imóvel- Vão primeiro, vou atrás e pra passar os outros.
Lily, Hugo e Duda foram na frente, seguidos por Alvo, Rose e Fred, o terceiro grupo foi Zoy, Roxanne e Scorpius. Por ultimo sobrando Louis e James. Todos haviam entrado por uma pequena fenda na arvore, passaram por um pequeno túnel, e chegaram a um cômodo empoeirado.
–On... Onde estamos? –Lily perguntou, olhando ao redor.
–Na casa dos gritos. –James respondeu, sorrindo.
–O QUE? –todos perguntaram, com os olhos arregalados.
–É uma das passagens para Hogsmeade, que está no mapa do maroto. –ele explicou- achei que seria legal vir aqui, certo?
–Era pra isso que precisávamos passar pelo visgo-do-diabo? –Fred perguntou.
–Era.
–Mas... não tinha nenhum visgo por... aqui. –Lily disse.
–Falou cedo demais, Lily. –Louis disse, apontando para o chão a frente deles.
–Devíamos ir embora! –exclamou Rose, tremendo.
Nenhum deles escutou Rose, apenas se espalharam para olhar o lugar. A casa tinha quatro andares, corredores estreitos, e escadas aos pedaços. Vez ou outra um pouco de pó caia do teto, ou algum degrau cedia. Eles conseguiram com esforço chegar ao quarto andar, que era o mais inteiro da casa, a única parte pior, eram os arranhões nas portas dos cômodos.
–Parece que o Remus não conseguiu entrar nesses quartos. –Alvo comentou.
–Remus? -Scorpius perguntou.
–É Remus Lupin, amigo do meu avo, ele era um lobisomem, e enquanto estudou em Hogwarts, passava os dias de lua cheia aqui na casa dos gritos.
–Ei, os quartos aqui estão inteiros! –disse Roxanne, abrindo uma das portas.
–É, só cheios de poeira. –retrucou Zoy.
–Eu quis dizer que eles continuam inteiros! –reclamou Roxanne- não estão destruídos como o resto da casa!”
–O que fizeram depois? –Roberta perguntou, interessada.
–Terminamos de ver a casa e depois fomos embora. –Duda deu de ombros.
–E o que o Louis tinha visto? No “Falou cedo demais Lily”?
–Ah, não era nada, o negocio do visgo era só pra assustar quem pegasse o diário sem permissão, o que o Louis tinha visto era só um matinho... –Duda respondeu rindo- não tinha visgo nenhum.
–Certo, acho melhor nós voltarmos a dormir... –disse Roberta- temos que ter energia pra aproveitar o dia amanhã.
–Boa Madrugada. –Duda disse, cobrindo-se com as cobertas.
Roberta riu, antes de apagar a luz.
~*~
–Roberta! Duda! Acordem. –bateram na porta ao mesmo tempo em que falavam. Duda só colocou o lençol em cima da cabeça, tentando calar os ruídos.
–Está acordada, Duda? –Roberta perguntou. Duda só resmungou e se revirou na cama.
–Duda! Acorda! –bateram na porta novamente, dessa vez Duda pode reconhecer a voz de uma de suas pestes particulares: Dominique.
–Me deixe em paz! –Duda gritou em resposta, tentando dormir um pouco.
–Para de gritar, Eduarda. –ela respondeu com raiva.
–Tchau Domi. –Duda disse, colocando o travesseiro em sua face. Ela escutou um suspiro, e depois disso, Dominique não falou mais nada.
–Duda?
–O que foi Berta?
–Você vai continuar dormindo, não é? –indagou.
–O que você acha?
–Boa noite, Duda. –foi tudo isso que Roberto respondeu, depois só silencio.
~*~
Querido Diário,
Eu nunca pensei que estar na casa de Damon Crawford seria tão... tão divertido! Mas não se empolguem. Não é por causa dele. Na verdade, se dependesse dele, estaria um certo inferno, mas como nos últimos anos fiquei amiga da Roberta, então esta ótimo! É cada loucura que nós fazemos! Nunca deixem duas ruivas que não são parentes na mesma casa, a coisa não vai prestar, é só um aviso.
Banho de piscina, brigadeiros, guerra de travesseiros... essas coisas quase todo dia! E o melhor, não tenho que ajudar na limpeza da casa! Uhu! Isso que é o paraíso! Certo. Não é só isso que é um paraíso, ver o tanquinho do Damon também é um paraíso. AAAH! NÃO! EU NÃO ESCREVI ISSO! Escrevi... escrevi sim, acabei de ler de novo, pra ter certeza de que havia escrito, e eu escrevi.
Droga, ignorem. Não pensei ao escrever... espera de novo! Por que eu estou falando isso para um diário? É nesses momentos que eu acredito quando as pessoas dizem que eu sou doida, mas depois passa. Continuando... onde parei mesmo? Sei não. E to com preguiça de ler o que já escrevi. Tenho que ir, até depois diário.
~*~
Para vocês sacarem como a minha vida esta ruim, eu agora estou numa piscina, deitada numa daquelas bóias colchão, com a Roberta do meu lado em outra bóia. Oh vida ruim essa minha. Ah, e não posso esquecer-me do Damon, só de bermuda, na piscina... Certo Eduarda, você não deveria ter pensado nisso, você tem NAMORADO! Mas fala sério, oh corpo bonito... Ok, calei-me.
–Para de babar no meu irmão, Eduarda! –brincou Roberta.
–Como é? –me fiz de boba.
–Para de se fazer de boba que isso você não é. Pode até ser doida, tarada, maluca... –ela iria continuar com os maravilhosos elogios para mim, mas eu a cortei.
–Eu sei que sou demais, e tudo, mas pode parar de me elogiar?
Roberta sorriu travessamente: -Só quando você parar de babar pelo Damon.
–Eu NÃO estou babando o Damon! Ele é feio. –menti, descaradamente.
–Aham. Meu irmão pode ser tudo, menos feio. Só quero saber o que o Fred vai falar se descobrir esse seu pequeno momento.
–Cala a boca, Berta. –joguei um pouco da água na cara dela, que revidou. Quando vimos estávamos as duas na piscina (havíamos caído da bóia a muito tempo), todas molhadas. Mas ok, é a vida. Ah, e o resto do pessoal olhando como se fossemos doidas, por resto do pessoal quero dizer o Damon, que a essa hora já havia saído da piscina, e estava sentado na beira, a Domi, que estava deitada numa daquelas cadeiras chiques de praia, adivinhe o que ela estava fazendo, antes de começar a olhar nossa pequena guerra. Se você falou lendo, ACERTOU! E o Louis estava do outro lado da piscina. Agora todos nos olhavam feito doidas, QUE NÓS NÃO SOMOS!
–Crianças! Vão se arrumar para o almoço! –falou a Dona Sophie, saindo da casa. Eu e a Berta aproveitamos a deixa e corremos para o quarto dela, aos risos. Ok, somos um pouco doidas. Só um pouco!
~*~
São exatamente 11h30min. Ok, não exatamente 11h30min, mas algo por ai. Pelo menos era essa à hora quando eu olhei no relógio a última vez. E agora estou meio que ocupada. Fazendo o que? Maquiando-me.
Eu e a Berta meio que ouvimos uma conversa do Damon sem querer. Ele combinava com um amigo uma festa hoje à noite, e bem, como não somos bobas nem nada arranjamos um jeito dele nos levar também. Ou seja, ou levar, ou a Berta conta para os pais dela que ele vai sair escondido. Aiaiai. Nunca converse por uma lareira sem checar se não há ninguém escutando antes. Fato.
– Pronta? – perguntou-me a Berta.
Terminei de passar o lápis de olho: — Agora sim. – sorri.
– Vamos, antes que alguém nos pegue. – saímos do quarto, no maior silencio. Ou tanto silencio que você pode fazer de salto alto, mas tudo bem.
– Prontas? – indagou Damon assim que saímos. Ele estava encostado na parede, ao lado da porta, e como posso dizer... Estava gato. Muito gato mesmo. Deuses, VOCÊ TEM NAMORADO EDUARDA!
– Sim. – respondeu Berta. Enquanto eu ficava lá, parada feito uma idiota, sem falar nada, mas tudo bem, ninguém percebeu. Eu acho.
OH MEUS DEUSES! Será que eu babei?! Espero que não.
– Duda! – Roberta estralou os dedos na frente dos meus olhos, me fazendo dar um pequeno pulo.
– Sim? – droga Eduarda, se concentra!
– Vamos logo. – ela me puxou, e só ai eu fui perceber que o Damon já tinha começado a andar. Certo, onde é o hospício mais próximo?
– Eduarda! – uma voz atrás de mim falou... Uma voz que parece muito com a minha querida irmã Dominique. Uma palavra: Ferrou.
– Domi, querida, você não deveria estar dormido? – perguntei sem me virar. Não estou afim de deixá-la ver a minha cara de culpada.
– Te pergunto o mesmo. – iii... Acho que ela está um pouco brava. Espera ai. Eu sou a mais velha dessa porcaria! Quer dizer, já que a Vic não tá aqui... EU MANDO! Hehehe! Ok, parei.
– Eu perguntei primeiro, Dominique. Volte já para o seu quarto. – falei com um tom mandão. Creio eu que funcionaria melhor ser eu olhasse para ela, mas ok.
– Se vocês não se importam nós temos que ir. – Damon disse.
– Vocês vão fugir? – ela perguntou andando até ficar na minha frente ( e da Berta), e atrás do Damon.
– Er... Bem. Fugi é uma palavra forte demais. Eu prefiro: sair por algum tempinho, sem avisar aos mais velhos.
Ela só revirou os olhos. – Deuses Eduarda, você não toma jeito mesmo.
– Você não vai contar para ninguém, não é? – admito, eu meio que implorei.
– Só se você me der dois livros de Natal. – ela sorriu perigosamente. Deuses, cada irmã que eu arranjo.
– Certo, certo. Agora volte para o quarto, e não fale para ninguém.
– Ok. Mas depois se descobrirem não venha pedir minha ajudar. – e com essa frase ela me deu as costas e voltou para o quarto.
– Cara, isso foi dramático. – falei. Roberta deu uma risadinha, e Damon só revirou os olhos.
– Vamos logo.
Seguimos na direção da sala, cada um pegou um pouco de pó de flu, falou o nome do lugar, e pronto, estávamos lá.
~*~
Minha cabeça. Minha pobre cabeça. Meu Deus! Será que eu sofri um acidente? Só assim para a minha cabeça doer tanto! Por Zeus!
Escutei uma batida na porta, mas não estou com um pingo de vontade de ir abrir, então lasque-se.
– Duda? – bateram de novo. – Duda acorda, papai e mamãe chegam no final da tarde. – a pessoa falou, eu acho que é a Dominique, mas isso não vem ao caso. Ela bateu mais um pouco na porta, tentando, acho eu, nos fazer abrir a porta, mas depois desistiu. Ainda bem, porque estou decidida a nunca mais sair dessa cama. Resmunguei algo, e me revirei na cama.
– Berta? – perguntou-me uma voz que eu nem precisei me esforçar para descobrir de quem era.
– Que foi?
– É isso o que eu pergunto! Não me lembro de nada.
– Achei que isso só tinha acontecido comigo. – franzi o cenho.
– Pois não aconteceu. – suspirou. Sentei-me, desistir de tenta dormir, pelo visto não é hoje o meu dia de sorte.
Duda fez o mesmo. – Qual a ultima coisa que você se lembra? – perguntei.
– Hmm. Não me lembro direito de quase nada... Saímos daqui com o seu irmão, quando chegamos à festa uns amigos dele nos ofereceram uma bebida, e ai depois... – a voz dela foi se perdendo. Deuses, eu mato o meu irmão e os malditos amigos dele!
– Você pensou o mesmo que eu? – indaguei?
– Se o que você pensou envolver o seu irmão e os amigos deles embebedarem a gente, então... Sim, eu pensei a mesma coisa. – antes que eu pudesse responder ela se levantou num pulo.
– O que foi? – perguntei chocada.
A doida começou a andar de um lado para o outro.
– O que aconteceu Duda? – perguntei de novo.
Ela parou enfrente a minha cama com uma cara que misturava um monte de sentimentos, confusão, raiva, arrependimento... e felicidade.
– O que foi? – levantei-me e comecei a sacudir ela.
– E... Eu...
– Você?
– Droga. – ela colocou o rosto entre as mãos.
– Fala logo Eduarda!
– Eu beijei o Damon. – ela despejou.
~*~
Eu corri pela escuridão. Não sabia aonde estava, só sabia que ali não era um dos melhores locais para um passeio. Em alguma parte do meu cérebro eu sabia que era um sonha, mas mesmo assim, era muito real e eu admito, fiquei com um pouco de medo.
Não tinha nada para fazer lá, era uma rua deserta, com alguns postes que estavam com as lâmpadas piscando, o que dava ao local um tom meio sombrio. Ok muito sombrio.
Alem disso estava frio, muito frio, não me pergunte como eu sentia frio em um sonho. Resolvi andar de um lado para o outro, coisa muito idiota para se fazer, eu sei, mas estava entediada. Tentei pensar num jeito de sair dali. Levei um grande susto quando vi Damon Crawford parado ao meu lado. Caraca, o cara surgiu do nada! Olhei para o outro lado num minuto e no outro ele já estava lá. Meu pobre coração quase que para de funcionar.
Fiquei esperando ele fazer alguma coisa, enquanto eu esperava que meu coração voltasse ao normal, mas o abestado ficou parado lá. Quando eu ia abrir a boa para começar a perguntar o que ele estava fazendo aqui, Fred apareceu do meu outro lado. Ai que meu coração quase parou de vez.
O que esses dois estavam fazendo aqui? Foi então que eu escutei uma voz completamente sinistra.
“Fruto de um grande amor, a herdeira terá que escolher entre o bem e o mau, o certo ou o fácil. Apaixonando-se por dois homens somente um será o correto. Ela terá de escolher entre os dois, se o errado for a sua escolha, o mundo bruxo correrá grandes riscos e uma guerra entre os mundos começará.”
Caraca, me deu até um arrepio. Eu já tinha ouvido isso antes, mas onde? Droga. Eu não consegui me lembrar, e aqueles bocós não ajudavam, só ficavam lá, parados, deu uma raiva. E foi nesse momento de raiva que eu acordei. Estava novamente no meu quarto, toda suada. Alguém me explica que sonho foi esse? E que voz foi aquela? Meu Merlim! Eu to pirando! Mas parece que eu já escutei isso antes....
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