Notas iniciais
Oie gente. Já tinha um tempinho que eu tinha postado essa fic aqui, mas acabei me esquecendo dela. E agora eu lembrei. Me deem uma chance? Por favor? Vejo vocês nas notas finais.

Brooke olhava Serena embasbacada. O que ela fazia ali? Dennise parecia não ter percebido nada de errado, pois chamou a filha para ajudar na cozinha, juntamente com a prima. Brooke cogitou inventar alguma desculpa e ir embora, mas não podia fugir para sempre. Não iria dar esse gostinho à Serena.

Serena era tão bonita quanto Brooke. Tinha a pele bronzeada e longos cabelos escuros e ondulados que alcançavam suas costas. Seus olhos eram de um castanho claro quase mel, estes mesmos olhos castanhos olhavam para Brooke maliciosamente. Como se fossem aprontar. Brooke sabia que deveria ficar atenta, vindo de Serena a coisa nunca era boa. Aliás, de serena ela só tinha o nome!

Num passado longínquo, Brooke e Serena haviam sido amigas. Tão amigas que não se desgrudavam um só centímetro, mas ao passarem para o Ensino Médio, tudo mudou. De uma hora para a outra Serena havia passado a tratar a prima com arrogância e superioridade, tratamento que perdura até hoje, aliás. Brooke nunca havia se sentido tão traída. Não entendia o porquê de Serena estar lhe tratando tão mal, mas com o tempo passou a ser indiferente quanto à isso. Foi nesse período de tempo que conheceu Jenna. Se tornaram inseparáveis, pra onde uma ia a outra ia também, unha e carne era o que elas eram, são.

A morena foi trazida de volta à vida quando ouviu Serena e sua mãe conversando.

— Deve ser cansativo.

— Um pouco sim, tia Dê. Mas é o que eu gosto. E você Brooke? Trabalha com o que mesmo? — Brooke encolheu os ombros. A mãe sorriu orgulhosa, estava na cara que não havia percebido o clima pesado que ali havia. Mães...

—Ahn... Eu sou médica, Serena. — respondeu.

— Médica? Já matou quantos? — riu debochada. Brooke engoliu o bolo que se formara em sua garganta e abriu um sorriso sarcástico, tal qual como o que Jenna abria quando se controlava para não pular no pescoço de alguém.

— Matar não matei muitos não. Salvar no entanto... Acredita que tenho só vinte e cinco anos e já sou a vice-presidente do Hospital Saint Antony?

Serena fulminou a prima com o olhar. Dennise não havia percebido absolutamente nada. Continuava cortando os legumes como se não tivesse duas mulheres prontas para entrar no tapa no meio de sua cozinha. A matriarca da família Gwendolyn não fazia ideia de que as primas há muito tempo deixaram de ser amigas. Não notara que há muito, uma era a pior inimiga da outra.

Brooke resolveu nem dar importância àquela criatura. Pescou uma faca na gaveta e se pôs a cortar os legumes com a mãe, que sorriu agradecida. Serena mordeu a língua para não insultar a prima, não pegaria bem. Tinha tudo planejado, nada daria errado. Sentando no balcão, olhou novamente para o rosto concentrado de Brooke.

— Se é assim tão famosa, Brooke, deve ter vários namorados, não?

Sabia! Pensou ela. Serena não perderia essa, claro que não. Mas Brooke também não iria deixar barato. Ela não iria perder pulo pra gato.

— Tenho sim. Mas não são muitos, acho que essa fama de biscate não é pra mim.

Dennise olhou de forma assustada para a filha. — Você tem um namorado? Brooke? Por que não me contou? Sou sua mãe!

Brooke fechou os olhos. Havia esquecido que sua mãe ainda estava ali. Sorriu angelicalmente e virou para a mãe.

— Ah mãezinha. É algo bem recente sabe?

— Não me interessa Brooke Lilian Gwendolyn!

Pronto! Se sua mãe a havia chamado pelo nome todo não era bom sinal. A mãe virou para a entrada da cozinha e gritou: — George! Billy, Cibelle! Michael! Venham aqui!

Não demorou muito e todos os que haviam sido chamados apareceram confusos na cozinha. O que teria acontecido? Brooke suava frio e viu o sorrisinho satisfeito de Serena, enquanto sua mãe fazia um anúncio: — Brooke está namorando!

Seu pai tossiu. Cibelle e Billy se olharam. A pequena Luanna olhou a todos curiosa, o que era estar namorando?, mas foi a reação de Michael que mais surpreendeu. O caçula daquela família gargalhou alto.

— Jesus! Hoje é primeiro de Abril? De onde que essa encalhada da Brooke está namorando? Fez prece pra Santo Antônio foi? Ai que engraçado... — Todos o olhara. O garoto parou de rir aos poucos. — É... É sério?

Dennise olhou para o filho se perguntando aonde tinha errado com o garoto. Brooke olhou o irmão e desejou ter uma máquina do tempo para voltar e impedir a mãe de ter colocado esse ser retardado no mundo. Deu graças mentalmente por não morar mais ali.

Silêncio.

George pigarreou: — Hmm... Querida, quem eu terei de mat... Digo, conhecer?

Brooke olhou o pai e quase se ajoelhou e agradeceu por não morar mais ali.

— É Broo. Quem é o felizardo? Eu também quero conhecer quem roubou o coração da minha priminha. — Serena questionou ácida.

— Ele é o... O...

— O...? Querida não mate a mamãe de curiosidade, por favor.

Pensa Brooke pensa. Quem?

— É o Sean!

Todos se olharam. Quem era Sean?

Silêncio. O retorno.

— Seja mais clara irmã. Quem é Sean?

— Ora Billy. É o meu namorado!

— Certo. — O irmão ficou quieto. Serena se pronunciou novamente. Não acreditava que Brooke pudesse ter um namorado. Era 0,01% de chance em 100%! Ela tinha de estar mentindo!

— E quando vamos conhecê-lo? Sabe que vou ficar aqui até o final do mês? — Não. Ela não sabia. Se pudesse, lançava um Avada Kedavra naquela garota. Mas não podia. Respirou fundo.

— Sean é muito ocupado. Não sei se ele teria tempo disponível...

— Mas ele é seu namorado! Tem que ter tempo para você. Mark vive por mim. — respondeu Serena. Claro que vive. Pensou olhando amarga para a prima. O que você dá pra ele nenhuma outra dá! — Daqui há dois sábado é feriado. Ele poderia vir jantar aqui. Né tia Dê? — Brooke olhou para a mãe. Seu olhar implorava para que ela não aceitasse, mas Dennise sorriu.

— Ótima ideia Serena! Chame-o querida! Vou preparar carneiro. Ele gosta?

— Mas mãe...

— Nada de "mas mãe", traga-o e ponto.

Brooke amaldiçoou-se por dentro. — Posso trazer a Jenna também? Ela adora sua comida mamãe.

— Claro querida. Vou ficar feliz em revê-la. — Dennise sorriu. George ainda de cara fechada foi para a sala, seguido de perto por seus dois filhos, a nora e a neta. Não podiam tirar sua garotinha dele. Podiam? Ora, claro que não! Iria cortar fora o pênis do rapaz se ele se atrevesse a aparecer! Dennise entrou na despensa e acabou por deixar as primas à sós.

— E então Brooke. Sean né? Por que eu sinto cheiro de mentira? Daqui à dois sábados descobriremos se esse "Sean" de fato existe. — Com uma risada irônica, Serena se dirigiu para a sala.

Ahh ele existia. Sean existia sem dúvida alguma. Se ele iria aceitar ser seu "namorado" era o que ela teria de descobrir.

E ali parada no meio da cozinha de seus pais com uma faca na mão, Brooke descobriu que sim, ela perdera o pulo para o gato.

Notas finais
E aí gente? O que acharam? Quero muito saber da opinião de vocês. Obrigada à você que deu uma chance para a fic. Nos vemos no próximo capítulo? Até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.