Amor Incondicional
3 Capítulo 2
Naquela noite, Marina sonhou. Teve sonhos de todos os jeitos. Sonhou que era uma velha sozinha e ranzinza; sonhou que se casava e tinhas filhos; sonhou que seu marido a abandonava; sonhou que tinha 20 anos novamente; sonhou que seus filhos davam muito trabalho...
Quando acordou na manhã seguinte sentia-se cansada. Não havia dormido direito e aquele pensamento ainda lhe rondava a mente: "Adotar uma criança".
Uma criança não era como um animalzinho. Crianças dão trabalho, gastos, precisam de carinho, atenção. É muita responsabilidade.
Mas, por outro lado, uma criança traria alegria a sua vida. Ela lembrava-se de seus sobrinhos; apesar de serem terríveis, Marina adorava ficar com eles. Sentia-se feliz na presença deles. Sempre quis ter uma família.
Mas Marina não tinha marido, namorado ou coisa parecida. Como conseguiria adotar uma criança?
Os dias se passam. Marina leva sua vida normalmente. Mas agora algo a perturba. Após pensar muito no assunto decide se informar.
Começa procurando por um advogado. Seria esse o caminho? Disso ela não sabia, mas em breve descobriria.
Aprenderia que há muito mais a se descobrir. E que nunca é tarde para sonhar.
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Em seu escritório, Daniel recebe uma ligação. Uma mulher interessada em adotar uma criança.
"Bem", pensou Daniel, "esse é meu trabalho. Vamos lá."
Daniel era um jovem viúvo de 35 anos. Com seu porte atlético, loiro de olhos azuis, impressionava as mulheres. Vivia com sua filha, a pequena Clara, de 5 anos. Sua esposa, Amélia, havia falecido durante o parto da filha. Clara se parecia muito com a mãe em seu jeito de andar e falar, mas fisicamente aparentava o pai. Desde então, Daniel cuidava da menina com todo o amor, tentando poupá-la da falta que uma mãe faz na vida de uma criança.
E aquele era o trabalho de Daniel. Encontrar famílias para adotar as crianças. Sua prima, Priscila, era diretora de um orfanato. Ele e a prima adoravam aquelas crianças.
Às vezes, quando tinha que trabalhar até mais tarde, Daniel costumava deixar Clara no orfanato, sob os cuidados da prima e dos funcionários do lugar. Com isso, a pequena se tornou melhor amiga de Catarina.
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Daniel marcou para o dia seguinte uma reunião com Marina. Ela iria até seu escritório com alguns documentos em mãos e eles conversariam sobre a adoção.
Marina mal dormiu naquela noite. Estava nervosa, ansiosa, queria desistir, mas queria seguir em frente. Ela tentou se acalmar, lembrando-se de que era apenas uma entrevista com o advogado, nada concreto. Ainda...
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Na manhã seguinte, Daniel se levantou da cama e, após lavar o rosto e escovar os dentes, foi ver seus compromissos do dia, escritos em sua agenda de couro preta. Clara ainda estava dormindo. Ele aproveitou para dar uma arrumada na casa antes de ir para o trabalho. Tomou banho, preparou o café da manhã da filha, separou uma roupa para que ela vestisse e a acordou. A pequena resmungou e abriu os olhos, deu um beijo no pai e disse um "bom dia, papai" com a voz rouca de sono. Após a menina se trocar e tomar o café, ele a levou para a escola. Todos os dias, antes de sair do carro, Clara lhe dá um beijo e diz que o ama. Daniel sempre responde: "Te amo, filha".
Esse é o momento que faz seu dia e sua vida valerem a pena. O amor que sente por sua filha faz tudo valer a pena. Mas no mesmo instante, Daniel se lembra de Amélia. Sua mulher não teve a oportunidade de conhecer a filha assim, não teve a oportunidade de vê-la crescer e a cada dia se tornar mais parecida com a mãe.
Daniel balança a cabeça, como que para tirar esses pensamentos de sua mente. Hoje teria um dia como todos os outros. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Teria que deixar Clara com sua prima durante a tarde. Com esses pensamentos, partiu em direção a seu escritório.
O que Daniel não esperava era que aquele dia seria muito diferente. A mulher que conheceria a seguir seria capaz de mudar sua vida.
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