Amor Impossível. [HIATUS]
7 Escuridão vs Decepção.
Notas iniciais
YOOOOOOOOOOOOOOOO! Desculpa por ter demorado 2345678987654323456 anos até eu fazer o próximo capítulo. O problema é que não é sempre que a inspiração chega. Obrigada por quem está lendo até aqui. Bora ler o/ Espero que gostem.
– Ser quase morta pelo Hitsugaya? Haha. Eu sou mesmo idiota, ele iria se sentir culpado pelo resto da vida.
Eu pensava enquanto estava por trás das grades imundas e encardidas da prisão subterrânea. Felizmente, eu estava em uma sela separada dos demais prisioneiros e estava apenas aguardando alguém chegar com uma resposta enquanto admirava-me com a imundisse do lugar.Ouvi uma porta ranger e no mesmo momento fiquei de pé. Seria Grimmjow? Não... Yamamoto ordenou que ele não aparecesse aqui novamente....Se bem que seria legal ver ele me salvar montado em um cavalo alado. Ri para mim mesma. Eu estava totalmente despreocupada, afinal, eu não iria ficar ali por muito tempo, e Grimmjow estava bem, isso era o que me deixava feliz, a única coisa que incomodava no momento, era as algemas que apertavam tanto os meus pulsos que quase trancavam a circulação do meu sangue.Olhei curiosa para ver quem se aproximava, até que uma luz deixou que meus olhos enxergassem o que estava a minha frente.– Kira!Gritei empolgada e com um sorriso enorme.– Que bom que você está bem! Eu não poderia continuar aqui na Soul Society se eles fizessem alguma coisa à você.Kira me olhava com um olhar calmo e com um sorriso torto enquanto falava.Soltei uma leve risada enquanto olhava pro chão e pensava no que eu poderia fazer para agradecê-lo.– Kira...– Hm?Perguntou curioso.– Eu não sei nem por onde começar...Um silêncio rápido corroeu entre nós e tentei fazer uma piada, que particularmente não era muito apropriada naquele momento.– Bom, eu começaria te abraçando... Se eu pudesse.Levantei minhas mãos com as algemas em forma que desse para entender do porque eu não podia abraçá-lo.Kira riu da minha piada sem graça e começou a falar por entre risos com um tom de deboche:– Eu te salvo da morte e você ainda reclama por estar presa? Eu não posso fazer milagres. Além do mais, você até que fica bonita algemada.– Você anda bem engraçadinho ultimamente não é?Ri.De repente ouvi passos. Era alguém se aproximando. Me agachei em forma de curiosidade para tentar ver, até que a figura chegou mais perto e pude ver nitídamente.– Amana... e-eu vou indo. Eu venho te visitar outra hora.Disse Kira já correndo em direção contrária a minha sela. Apenas assenti com a cabeça e logo após a agachei. Eu sabia que iria levar uma bronca, aliás, já devo ter citado que o Byakuya sempre cuidava de mim... Como um pai, ou um irmão mais velho. Já incomodada com o silêncio, comecei:– Bya-kun... eu----- Não me chame por apelidos.Olhei assustada com o tom de voz em que ele falara. E além do mais, ele nunca se importou com que eu o chamasse por um apelido.O silêncio voltou a ecoar por entre as paredes e eu apenas ficava de cabeça para baixo, eu sabia que ele não havia gostado nem um pouco da cena que viu a algum tempo atrás. E eu sabia também que para ele, o que eu fiz era imperdoável.– Eu não podia deixar ele morrer.Quebrei o silêncio. Falei com a voz mais calma possível, eu não podia deixá-lo ainda mais estressado.– Você não podia deixá-lo morrer?Byakuya perguntou em um tom sádico.– É por isso que a melhor opção era morrer junto com ele?Perguntou novamente, agora com a testa franzida e com os olhos fixados em mim. Algo fora do normal para alguém como ele.Levantei a cabeça corajosamente o enfrentei de um modo que pelo menos parecesse que sua expreção facial e seu tom de voz não me assustava. Eu era teimosa, eu sabia disso.– Eu estou disposta a morrer por alguém que amo!– Isso é idiotice!Parecia que estávamos em uma competição de quem falava mais alto. Byakuya continuou:– Você não pode morrer tão cedo. Ainda mais por alguém como ele. E as pessoas que se importam com você? Você deixaria elas sofrerem com a sua ausência?– Eu não as obrigaria a sofrerem por mim.– O que você quer dizer com isso?– Quero dizer que eu não obrigo ninguém a sofrer por mim. Se elas sofrem é porque querem. Eu não preciso ser amada pelas pessoas. Eu só preciso do amor de uma pessoa.A cada palavra que eu dizia, Byakuya franzia ainda mais a sua testa. E então, o silêncio voltou a nos atormentar. Mas ele era bem-vindo naquele momento, pois precisavamos nos acalmar.– Francamente...Byakuya não terminou a frase e ficou de costas para mim e eu apenas observava a sua figura perfeita a minha frente.– ...Você mudou muito.Continuou.Respirei fundo e sentei na pequena cadeira que lá havia. Eu não podia responder nada, qualquer coisa que eu falasse apenas o deixaria mais decepcionado.Byakuya então começou a andar com passos leves e curtos até a porta de saída, e eu apenas abaixei a cabeça, me sentindo culpada por ter gritado com ele, por ter o decepcionado. Próximo a porta, Byakuya retirou a Senbonzakura de seu kimono e fez com que as mínusculas folhas de cerejeiras cortassem as grossas grades de minha sela.Levantei-me do sofá em um relance, me perguntando o porque dele ter feito aquilo. Até que ele respondeu grosseiramente a exata pergunta que ecoava em minha cabeça.– Você não quer ficar junto a ele? Eu estou te dando essa chance. Está livre agora. Desapareça e não volte nunca mais.
Uma lágrima correu em meu rosto quando ele terminara sua fala. "Desapareça e não volte nunca mais", nunca imaginei que ele fosse um dia me dizer isso. Mais lágrimas começaram a cair enquanto eu lutava para tentar retrucá-lo. A situação estava péssima. Mas eu sempre dava um jeito de piorá-la.– E os outros?– Outros?Byakuya já em frente a porta virou apenas a sua cabeça me encarando friamente com o seu olho direito.– Eles não precisam do seu amor. Não sofrerão em sua ausência. Aliás, você não os obriga a amá-la.Finalmente Byakuya deixou o local sem dizer mais nada. Sentei no chão e abracei meus joelhos, não me importando com a dor que incomodava os meus pulsos, e encostando a minha cabeça em meus joelhos pensei no quão idiota eu fora com ele. Ele sempre me cuidou e me protegeu de tudo e é isso que eu dou em troca? Eu sou mesmo ridícula. Não conseguia conter minhas lágrimas e eu já soluçava de choro, até que o vento fez com que a porta se fechasse violentamente e causasse um grande estrondo, e finalmente se fechando, a escuridão voltou a tomar conta do lugar.
Notas finais
E aí? O que acharam? *--------* Não queria ter feito os dois brigarem T.T Mas acho que dá para fazer uma boa continuação desse jeito. hahaha Obrigada a todos que continuam me acompanhando, e esperem anciosamente pelo próximo capítulo. u.u ♥
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