Amor Impossível. [HIATUS]
3 Sensações.
Notas iniciais
Espero que gostem. *w*
Eu já me sentia muito melhor na manhã seguinte, minha tontura havia cessado, e só o que me perturbava agora era o sentido daquilo tudo. Não só o sentido das imagens e das vozes que torturavam a minha cabeça durante o devaneio... Mas também o sentido de Grimmjow estar agindo assim.
Levantei-me de minha cama na manhã seguinte, deveria ser aproximadamente 11:30h da manhã, e chegando à porta, que encontrava-se aberta, avistei Grimmjow sentado em um pequeno sofá ao lado da porta que levava à cozinha.
Grimmjow fitava o chão, como se algo muito importante estivesse se passando por lá... Talvez não pelo chão, mas sim pela sua cabeça. Fiquei o admirando por alguns minutos, e pensei se eu deveria ou não ir lá conversar com ele. Será que ele ainda me trataria como me tratou ontem? Ou ele ainda continuava aquela pessoa assustadora e calculista? Tanto faz. Pensei.
Ele não vai me matar... Pensando melhor, acho que isso não seria impossível... Dane-se.
Fui até ele e sentei ao seu lado no pequeno sofá, onde só cabiam apenas duas pessoas.
– Finalmente acordou...
Disse Grimmjow.
Nunca imaginei que ele seria o primeiro a puxar a conversa, mas não percebi nenhum tipo de convicção em sua voz.
Apenas sorri. Não pensei em alguma coisa melhor para responder.
Grimmjow sequer olhou para mim, apenas continuou fitando o chão, sem nenhuma expressão em seu rosto.
– Grimmjow, está acontecendo alguma coisa?
Tomei coragem e perguntei, sem medo do que poderia acontecer.
Grimmjow finalmente olhou para mim, e sorriu daquele jeito que sempre me arrepiava, aquele sorriso que me dava medo. Aquele sorriso que era típico dele. Um sorriso amedrontador porém cheio de orgulho.
– Começou a se preocupar comigo? HAHA.
Perguntou Grimmjow, ainda com seu sorriso estampado no rosto.
Não tive forças para responder, eu estava com raiva. Muita raiva. Odiava aquele sorriso, além de me dar medo, era um sorriso que não me trazia boas lembranças, na verdade, nem sei se podia chamar aquilo de sorriso.
De repente Grimmjow mudou totalmente a expressão de seu rosto, agora ele me olhava de um jeito assustador. Não por me dar medo, mas por ser um olhar que eu nunca havia visto antes, um olhar talvez um pouco... carinhoso?
Um leve sorriso torto se abriu no canto de sua boca, e eu novamente não pude dizer nada, e eu nem posso descrever o que eu sentia naquele momento.
Grimmjow fechou os olhos e franziu a testa.
– E-eu... quero...
Murmurou Grimmjow, quase não pude ouvir o que falava.
– Você quer o que Grimmjow? Perguntei assustada, eu estava preocupada com ele, ele nunca agira assim antes.
Após a minha pergunta, Grimmjow permaneceu calado, e eu continuava olhando para ele assustada.
Mas o que diabos está acontecendo? Pensei.
Grimmjow aproximou seu rosto do meu e só pude perceber o quão perto ele estava quando senti os fios de cabelo da sua franja encostarem em minha testa.
– Grimmjow, o que você está fazendo? Perguntei.
Grimmjow permaneceu calado, e por um segundo fiquei com raiva, ele nunca respondia minhas perguntas, e isso me deixava farta, mas deixei para trás esse pensamento, quando senti a sua respiração em minha boca.
Eu com certeza deveria estar muito vermelha. Naquele momento, eu já sabia quais eram as intenções de Grimmjow.
Interrompi meus pensamentos ao sentir seus lábios quentes encostarem nos meus. Naquele momento, eu já não pensava em mais nada. Só pensava no quão bom era aquilo.
Grimmjow começou a lamber levemente meus lábios, forçando-me a abrí-los.
Meu coração acelerava cada vez mais. Aquele beijo era muito bom, eu nunca havia sentido algo assim antes. Enquanto sua língua percorria pelo o céu da minha boca, eu não parava de pensar em como aquilo me agradava. Eu queria parar o tempo naquele instante, e sentir isso para sempre, sentir o gosto de seu beijo, gentil e caloroso todos os dias.
Grimmjow então se afastou um pouco de meu rosto, mas não o suficiente para que eu ainda não sentisse sua respiração oscilar em minha boca.
– G-Grimmj-
Grimmjow me interrompeu com mais um de seus beijos. Mas dessa vez não passou de um selinho. Por mais que eu estava amando aquele momento, eu sentia dor. Grimmjow segurava firmamente meu braço esquerdo. Aquilo me machucava um pouco, mas eu estava completamente hipnotizada, nada mais importava naquele instante.
Sua mão direita que antes se encontrava na minha bochecha rosada, agora estava me segurando por trás da cabeça, e se afastando novamente de minha boca, Grimmjow me abraçou. Dessa vez mais suavemente.
Eu não sabia de nada, não sabia o porque daquilo estar acontecento, eu apenas estava curtindo o momento, que particularmente estava sendo um dos melhores da minha vida.
Eu correspondi ao seu abraço, afundando minha cabeça em seu peitoral malhado e quente.
Grimmjow levantou do pequeno e sóbrio sofá, me puxando pela mão e me levando até o quarto.
Chegando lá, me colocou gentilmente sobre a cama de casal e deitou-se ao meu lado, ainda segurando a minha mão. E se aproximando cada vez mais, me beijou novamente. Suas mãos começaram a percorrer pelo meu corpo, com respeito.
Quando nos separamos novamente para respirar, abri os olhos e vi um pequeno sorriso no rosto de Grimmjow, seus olhos olhavam para mim como se eu fosse a última gota de água de alguém caminhando à horas em um deserto. Retribui o sorriso comentando:
– Eu amo esse sorriso.
– Eu te amo, Amana.
– Eu também te amo,Grimmjow.
Eu realmente não compreendia o porque disso tudo estar acontecendo, mas se aconteceu, era mesmo para ser assim.
Naquela noite, eu e Grimmjow permanecemos abraçados, por longas horas. Apenas abraçados, sem nada nos interrompendo, sem nenhum de nós dizer uma palavra sequer, apenas ficamos juntos. Eu e ele. Era tudo perfeito... Mas... nem tudo dura para sempre.
...
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