Amor Impossível. [HIATUS]

8 Aquilo que só ele pode me dar.


Notas iniciais
YOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO MINNA!
Bem-vindos (?q) a mais um capítulo o/ FASUHFAUIHA
Boa leitura a todos. *u*
OBS: As palavras em negrito que estão entre asteriscos, são pensamentos da personagem. :3

52 dias. Era o tempo em que eu permaneci naquele lugar mácabro.

Para ser sincera, o tempo passou como um raio de luz, e quando eu menos esperava, já estava livre das grades.

*Já se passaram 6 dias desde que eu saí daquela prisão.*

Lavei o meu rosto e senti alguns calafrios me atingirem cada vez que meus dedos, praticamente pálidos, tocavam a água fria.

Respirei fundo, e saí do meu quarto enquanto colocava a minha capa de capitã.

*E já faz 58 dias que eu não falo com... Ele.* [Byakuya]

Pensava enquanto o vento gelado soprava violentamente sobre meus cabelos ruivos.

Caminhei até a pequena sacada de madeira do meu esquadrão, e sentei-me no último degrau da escada. Permaneci lá, calada por um tempo, até eu perceber que alguém estava se aproximando, devido ao enorme barulho que era causado pela sandália batendo na madeira velha do lugar. Nem me preocupei em virar o rosto para ver quem era, provavelmente era algum oficial de meu esquadrão.

- Yo!

Abri rapidamente meus olhos desde então fechados, quando vi a figura sentando ao meu lado, no degrau daquela escada que rangia a cada mísero movimento.

- Renji? O que faz aqui?

Perguntei, sem ao menos cumprimentá-lo.

- Ahh, a manhã foi cansativa hoje, mal consigo ficar em pé.

Disse Renji se espreguiçando.

- Ainda não respondeu minha pergunta.

Continuei. Afinal, por que Renji haveria de estar lá, nesse horário? Um tenente normal deveria estar cumprindo com seus deveres naquele momento.

- Você não acha esse lugar bonito? Qualquer pessoa que quer relaxar viria para cá.

A nossa frente, uma árvore de cerejeira, e logo atrás, um pequeno lago de águas cristalinas.

Virei para ele e sorri, ele estava certo, o lugar era calmo. Logo voltei a encarar o chão. Não queria que ele me perguntasse o porque de eu estar com essa cara, cheia de olheras e... Mais triste do que o normal.

- Não dormiu bem essa noite?

Renji perguntou inocente.

Não me dei ao trabalho de respondê-lo, sendo a resposta "sim" ou "não", não iria fazer diferença para ele.

- Ainda pensando no que ele disse?

De repente meus olhos estavam encarando a pessoa ao meu lado, que continuou a falar, fitando a árvore a nossa frente.

- "Você mudou muito..."

E...

- "Desapareça e não volte nunca mais." ...São palavras bem duras de se escutar, não é?

Eu o encarava com a testa franzida, mas não de um jeito ameaçador, e sim surpreso. Por que Renji se importaria com isso? Aliás, como ele sabe dessas palavras ditas por Byakya?

Renji de repende começou a esfregar a mão em seus cabelos e dizia um tanto quanto nervoso, tentando se explicar.

- Bom... Não é que eu queria ouvir a conversa de vocês aquele dia mas, eu estava procurando pelo Capitão e pensei que talvez ele pudesse estar lhe visitando e desintencionalmente eu ouvi algumas coisas e... -

- Tudo bem. Não importa.

O cortei enquanto fitava o chão, novamente.

Um silêncio rápido percorreu no local e logo depois o ruivo começou.

- Sabe... Eu tenho certeza que ele disse isso porque se preocupa com você.

Voltei a encará-lo.

- Como todos sabem, o Capitão não é de falar muito. Considere-se uma pessoa especial por já ter ouvido quase mais de 10 palavras saírem da boca dele.

- ...

Permaneci calada, tentando entender onde ele queria chegar com isso.

- Você é especial para ele.

- ... Especial... Para ele?

Perguntei quase repetindo o que ele disse.

- É. Por isso que ele diz essas coisas.

Renji finalmente virou o rosto para mim, e continuou em um tom sério:

- Amana-taicho, você não é a única que mudou de uns tempos para cá.

Meus olhos se arregalaram um pouco e por um segundo pude ouvir meu coração batendo mais forte.

- Como você sabe, ele amava a Hisana, sua esposa, e a perdeu. Seu avô, Kuchiki Ginrei, era um exemplo para ele, o Capitão se espelhava nele, almejava ser como o seu avô, que sempre ganhava nas pequenas disputas entre eles. Certo dia, o Capitão fez uma promessa para seu avô, dizendo que um dia se tornaria um grande homem, como ele, e que ele ainda iria lutar contra ele, de igual para igual. Mas seu avô morreu antes mesmo do Capitão poder se despedir, antes mesmo dele cumprir a sua promessa.

- Renji...

Engoli a seco.

- A morte arrancou dele as pessoas que ele mais amava. Desde então, ele começou a ser assim, frio, sério. Seus olhos começaram a ficar foscos com o tempo, e já nem se pode mais saber o que se esconde atrás daqueles olhos cinzentos.

O vento começou a soprar mais forte de repente.

- O negócio é que você é uma das únicas pessoas que restaram para preencher o vazio do coração dele, para dar brilho àqueles olhos, para da-lo um motivo para levantar aquela espada. Ele sente inveja de você. Sente inveja daquele Espada. Sente inveja por você retribuir o amor do Espada, de você ter toda a sua atenção voltada a ele, de você protegê-lo até a morte. ... Ele sente invenja de você ainda poder sentir o que ele já sentiu um dia. Poder amar sem medo... Sem medo de perder.

Algumas coisas começaram a fazer sentido, e aquelas palavras que Byakuya dissera, já não martelavam mais dolorosamente em minha cabeça.

- "Desapareça e não volte nunca mais." ?

Renji riu debochando da fala de seu capitão.

- Na língua dele: "Se quiser ir, vá." Como ele disse. "Não posso me prender a você. Tenho medo de perdê-la, medo de ouvir as suas últimas palavras. Não quero passar por aquilo de novo. Eu só quero voltar a ver o mundo, com os mesmos olhos que eu olhava no passado."

Uma lágrima correu sobre minha bochecha direita, e olhei para o céu enquanto sorria. De repente, o céu pareceu mais claro, as nuvens mais macias e o vento já não era mais gelado, e sim, quente e aconchegante.

Levantei-me rapidamente, secando os restos da lágrima com meu braço direito.

- Obrigada Renji!

Respondi com um sorriso que ia de ponta em ponta nas duas orelhas.

- Acho que você entendeu o recado.

Respondeu sorrindo.

...

- Cuidado para não cair!

Alertou-me enquanto eu corria rapidamente para o quartel do primeiro esquadrão, onde Yamamoto se encontrava.

Me despedi de Renji levantando a mão direita, e então, correndo ainda mais rápido do que antes.

Ri de mim mesma ao perceber que eu era realmente uma idiota. Sempre preciso de palavras para me moverem, e de pessoas perto de mim, preciso de carinho, e também... Amor. Mas uma dessas coisas, apenas uma pessoa pode me dar. E eu precisava daquilo para me sentir viva. Eu precisava daquilo para fazer meus olhos brilharem intensamente. Eu precisava daquilo para encontrar a felicidade novamente. Para eu me sentir como eu me sentia antes. E eu não só precisava do amor, como também, precisava dele.

- Esteja ciente de que assim que passar pelo portão de Seireitei, você não será mais uma shinigami da Soul Society.

- Sim!

Respondi confiante e cheias de esperanças ao aviso de Yamamoto, enquanto o entregava a minha capa de Capitã do 9º esquadrão.

- Urahara-san já abriu a garganta.

- Obrigada por tudo, Yamamoto-sama.

*E também... Obrigada, Byakuya.*

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- A-Amana?

Ah... Aquela voz.

Notas finais
EAAE, o que acharam? o FUISAHFUISAFHSAUISAUH
TENTEI
TEEEEEEEEEENTEI fazer algo emotivo q
Deixem comentários com a opinião de vocês sobre esse cap. por favor T.T
Obrigada a todos que estão acompanhando até aqui ♥
Esperem anciosamente pelo próximo capítulo, eu vou adorar escrever ele. hehehe. FUSAHFIUA Bj ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.