Amor Eterno
8 Capítulo 8
Notas iniciais
espero que gostem e comentem.
Meia hora depois Carlisle bate à porta do quarto de Esme. Esteve a fazer tempo para ela se arranjar, mas já não aguentava esperar mais.
Ela abre a porta. Está maravilhosa. Tem umas calças de ganga escura muito justas, uma camisola verde simples de manda comprida e uns ténis pretos. Está neste momento a apertar um casaco preto de desporto.- Ia agora mesmo chamar-te. – diz sorrindo.- É bom ver que estás mais sorridente.Ela encolhe os ombros, não podia deixar de sorrir só de olhar para ele. Está com a mesma roupa que tinha de manhã, só acrescentou uma camisola castanha por cima da camisa.- Vamos?Ela assente e caminham juntos até ao jardim.- Onde vamos? – pergunta ela não conseguindo conter mais a sua curiosidade quando vê que se estão a ir na direção dos estábulos, a zona onde já não há jardim e começa a aparecer uma floresta.- Surpresa.Ela ri.- Diz lá. – pede fazendo beicinho.Ele desvia o olhar.- Não vou ceder. Só irás saber quando chegares.Caminham calados ao lado um do outro.Esme pensa em tudo o que tem acontecido. Nas frases estranhas e no casal medieval. As frases eram frases convidativas a ficar nesta casa, dava a intender que quem quer que as escreve-se queria que ela continua-se ali. Mas depois a cena do quadro. Parecia precisamente o contrário. Queria que ela se fosse embora.Por sua vez Carlisle entretinha-se a observa-la.- Estás tão pensativa. – comenta ocasionalmente quando começam a entrar na floresta.Ela encolhe os ombros e olha em volta.- É por aqui?- Sim, porquê?- Nunca andei assim numa floresta. – confessa. – Parece coisa de livros.Ele ri.- Só temos de seguir este trilho. – explica apontando para o chão, onde no meio das ervas se vê um trilho de terra.- É tua? – pergunta curiosa.- Faz parte do terreno da casa. Logo é minha propriedade.- Mas é enorme.Ele encolhe os ombros.- Já me habituei. – pega-lhe na mão.Ela olha para as mãos unidas e depois para ele.- É para não te perderes. – desculpa-se fazendo-a rir. – Agora podes dizer-me em que pensavas?Ela abana a cabeça.- Não é nada.- Conta-me, por favor.- Vais achar que sou ainda mais maluca do que o que achas.- Não acho que sejas maluca, nem vou achar. – jura ele.Esme respira fundo e decide arriscar.- Desde que cheguei que tenho presenciado coisas estranhas. – começa.- Que tipo de coisas?- Tipo, fantasmas.Olha para o rosto dele para lhe tentar avaliar a expressão. Tem uma expressão curiosa, nada mais.- Fantasmas? – repete ele. Mas não num tom de gozo e sim num tom de curiosidade o que deixa Esme mais a vontade.- Sim. Na primeira noite depois do jantar olhei-me ao espelho e não vi o meu reflexo e sim uma mulher com olhos azuis e cabelo louro, vestida com roupas medievais. No dia seguinte de manhã vi a mesma mulher a ser penteada por um homem muito parecido contigo e apareceu misteriosamente uma frase no ecrã do meu computador, dizia assim: tem cuidado, esta é a tua casa, tens de a proteger. Depois mais tarde quando estava na varanda vi o mesmo casal a passear no jardim, ele apanhou uma flor e prendeu-a no cabelo dela, depois apareceu a Melissa para me chamar para o almoço e distrai-me, quando voltei a olhar eles não estavam lá, mas estava uma rosa no chão, que não estava antes. Hoje de manhã estava na biblioteca depois de saíres e apareceu uma frase escrita num bloco que estava poisado na mesa. Dizia assim: não o percas. – baixa os olhos. – Foi por isso que tentei ir atrás de ti, mas a cabei por me perder e aconteceu aquilo com o quadro e o resto já sabes.Olha de lado para Carlisle. Ele não a olha com a cara de quem não acredita, mas sim com um ar de compreensão.- Talvez sejam antepassados da minha família. – acaba por dizer.- E porque me apareceriam a mim? – pergunta Esme.“Talvez porque querem que fiques aqui comigo”, pensa.- Não sei. – diz em voz alta.- Mas no início parecia que eles me queriam lá em casa, mas depois aquilo do quadro parecia precisamente o contrário. – continua Esme. – Será que eles mudaram de ideias? E porque é que me avisaram para ter cuidado e para proteger a casa? E depois para não te perder? – completa corando.- Não sei. – é realmente tudo muito estranho. Mas ela está a dizer a verdade, ele sabe que está. – Temos muito tempo para pensar nisso. – declara sorrindo. – Agora vamos aproveitar.Ela repara que estão ao pé de um rio. Um barco está encostado a uma árvore e tem os remos.- Também é teu? – pergunta ela aproximando-se do barco.- É. – diz sorrindo. – O meu pai e os meus tios quando eram novos vinham muitas vezes pescar para aqui.- Vamos nele? – pergunta ela um pouco a medo.- Vamos. Já é um barco velho, mas está em perfeitas condições e foi pintado há pouco tempo. – aproxima-se dela e passa-lhe a mão no rosto. – Tens medo?Ela faz um pequeno sorriso.- Um pouco. Nunca andei num barco a remos.Ele sorri.- Estarás segura comigo. Prometo.Ela assente.Carlisle põe o barco na água, entra e oferece a mão a Esme para a ajudar a entrar.Ela acomoda-se no centro do barco e ele começa a remar.
O barquinho anda devagar pelo rio, deslizando suavemente.“É romântico.” Pensa Esme olhando para as águas do rio.Em menos de dez minutos estão do outro lado.Carlisle oferece-lhe a mão para a ajudar a sair. Depois puxa o barco para terra.Caminham de mãos dadas pelo meio da floresta não se afastando do trilho.Ao chegar ao topo do monte, Esme depara-se com um parque infantil feito numa clareira. Como estão no cimo de um monte a vista é maravilhosa. Também sopra bastante vento que faz com que o cabelo de Elizabeth rodopie. O parque infantil é constituído por um escorrega, dois baloiços, uma roda e um balancé.- Meu Deus! Nunca vi nada assim.Ele sorri vendo o deslumbre dela.- O meu pai mandou faze-lo para mim.- Mas que sorte a tua. Qualquer criança gostaria de ter um parque só para si.- Não tive assim tanta sorte. – ela vira-se para ele e vê os seus olhos tristes. – O meu pai mandou faze-lo para compensar o pouco tempo que passava comigo. Tal como me deu uma enorme quantidade de brinquedos. Claro que não compensava. – encolhe os ombros. – Eu brincava sempre sozinho.Esme olha para o parque. Imagina-o a brincar sozinho ali. Sem mais nenhuma criança, sem nenhum amigo, sem ninguém a observa-lo e a sorrir para ele por o ver brincar.Caminha até ele.- Brinca comigo. – pede.- O quê? – pergunta surpreso.- Vamos brincar os dois. Há anos que não ando de baloiço. – pega-lhe na mão e puxa-o para os baloiços.Senta-se num e começa a baloiçar as pernas para dar balanço ao baloiço.- Anda, vamos ver quem vai mais alto. – incentiva ela.Carlisle sorri, senta-se no outro baloiço e começa a dar balanço.- Estou a ganhar. – grita Esme sorrindo.Carlisle abranda o baloiço até parar.- Desisto. – anuncia rindo.- Vou saltar. – grita Esme. – Apanhas-me?Ele põe-se à frente do baloiço a uma certa distância.- Apanho. – garante.- Apanhas mesmo? – procura confirmar Esme.- Claro que sim. Salta.O baloiço vai para trás e quando vem para a frente ela solta-se e salta com os olhos fechados. Quando dá conta sente uns braços fortes à volta dela.- Apanhei-te. – diz ele sorrindo. Dá-lhe um beijo leve nos lábios.Ela abre os olhos quando ele os afasta.- Apanhaste-me. – “e beijaste-me” pensa.- Seria incapaz de te deixar cair. – poisa-a no chão devagarinho.Ficam assim abraçados a olhar um para o outro durante uns momentos. Devagar como se quisesse ter a certeza de que ela não vai fugir, ele volta a encostar os lábios aos dela. Sem conseguir resistir àqueles lábios suaves, doces e carinhosos Esme corresponde ao beijo. Carlisle aperta-a mais contra ele e intensifica o beijo.Acabam por separar os lábios por falta de ar, mas não afastam os corpos um milímetro que seja.- Se calhar não devia… – murmura Carlisle sem se afastar.- O culpado não foste tu. Não me obrigas-te a beijar-te.Ele sorri.- Estou perdoado?- Só se me deres outro. – diz Esme com um sorrisinho provocador.Carlisle sorri com a resposta dela e beija-a intensamente voltando a deixa-la sem ar.Ouve-se um trovão ao fundo.- Vem aí trovoada. – diz Carlisle olhando para o céu. – Temos de ir para casa.- Estava a gostar tanto de estar aqui. – faz beicinho.- Podemos voltar sempre que quiseres. – promete ele. – Agora vamos, não quero que apanhes chuva.
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