Amor Eterno
23 Capítulo 23
Esme dorme nos braços de Carlisle como em todas as noites. Está a sonhar. Sonha com a Esme fantasma. “Vocês correm perigo.” Diz Esme fantasma no sonho. “Tenham cuidado.”
Esme vê o rosto de James no sonho e depois James a pegar numa arma.
Acorda com o som de um tiro. Senta-se na cama. Carlisle dorme profundamente ao lado dela.
- O que me queres dizer? – pergunta Esme para a escuridão. – O que vai acontecer? Diz-me. Mostra-me alguma coisa para eu ter a certeza que isto não foi só um sonho causado pelos meus medos. Qualquer coisa. Nem que seja uma luz.
O quarto está silencioso e escuro.
Carlisle mexe-se ao lado dela e abre os olhos.
- Amor? – murmura.
Esme olha para ele.
- Que se passa? Sentes alguma coisa? – pergunta sentando-se.
- Não. – encosta a cabeça ao ombro dele. – Foi só um sonho.
Ele abraça-a.
- Tiveste um pesadelo foi, amorzinho? – acaricia os cabelos dela.
- Parecia tão real. – murmura. – Aparecia a Esme fantasma a dizer que corremos perigo e depois o James a pegar numa arma e a seguir o som de um tiro. – estremece. – Parecia que Esme me estava a tentar avisar de qualquer coisa.
Carlisle beija-lhe a testa.
- Vai para Londres, meu amor. – pede docemente. – Não quero que fiques aqui com medo.
- Não te vou deixar. – jura abraçando-o. – Nunca.
- E eu vou proteger-te. Sempre.
Beijam-se.
Esme sente um enjoo e vai a correr até à casa de banho. Carlisle vai atrás dela.
- Estás bem? – pergunta e recebi-a nos seus braços.
- Só meio enjoada. Deve ser da gravidez.
- Assim de repente?
- O médico disse-me que era normal que me acontecesse.
- Sentes-te melhor agora?
- Nem por isso. – admite.
- Queres alguma coisa? – pergunta ele disposto a ir buscar qualquer coisa que ela queira.
- Apenas um beijo. – ele beija-a imediatamente. – E dormir.
Ele sorri e pega-lhe ao colo. Desliga a luz da casa de banho e deita-a na cama delicadamente. Deita-se ao lado dela. Puxa-a para os seus braços.
- Vamos dormir, então. – beija-a. – Boa-noite, amorzinho.
Ela sorri.
- Boa noite, lindo.
- Eu sei que sou.
- Deixa de ser convencido.
- Tenho razões para o ser.
- Sem comentários. Boa noite.
- Boa noite, minha pequena.
Na manhã seguinte Esme acorda enjoada. Fica a manha toda no quarto a ler um livro. À tarde vai dar um passeio pelo jardim com o Carlisle, enquanto a polícia faz os interrogatórios em casa e não descobre nada.
Às sete e meia Edward entra no quarto dela.
- Vou sair, maninha. – avisa.
- Agora. – olha para as horas. – Não jantas?
- Estou sem fome. – dá-lhe um beijo na bochecha. – Vou ver a Bella. Porta-te bem.
- Sempre. – abraça-o. – Toma cuidado.
- Tenho que tomar mesmo, carro com volante à direita não é para brincadeiras. – diz com ar de gozo.
Esme ri.
- Tens de te habituar.
- Pois tenho. Assim que arranjar emprego compro um carro topo de gama.
- Tens dinheiro para isso?
- Ver se rifo ao teu marido.
Ela abana a cabeça.
- Oportunista.
- Estou a brincar, maninha, estou a brincar. – dá-lhe outro beijo. – Até logo.
- Xau.
Edward chega à esquadra e é acompanhado por um polícia até à cela de Isabella.
- Como estás? – pergunta assim que são deixados sozinhos.
Ela encolhe os ombros.
- Bella, tens de contar o que sabes.
- Nunca me iriam perdoar.
- Eu iria. – jura ele.
- Ias achar que eu sou um monstro por não ter dito nada antes.
- Tu tinhas a tua avó. Mas agora já não faz sentido guardar segredo. Disseste à minha irmã que ele não ia desistir. Quem é ele?
- Não posso dizer?
- É o James não é?
- Não vou dizer. Ele fará mal à minha avó. – começa a chorar.
- Ele ameaçou-te dessa forma? – pergunta Edward aproximando-se mais. Desejava abraça-la e beija-la até aquelas lágrimas desaparecerem e um sorriso aparecer naquele rosto bonito.
Ela assente e esconde a cara nas mãos.
- Ele não fará mal à tua avó. Bella! – ela levanta o rosto para ele. – Conta-me a verdade. A tua avó está segura. Assim que me contares contamos à polícia e ele é preso, não terá tempo de fazer nada à tua avó.
- Tenho medo. – murmura com olhinhos assustados.
- Não te irá acontecer nada nem à tua avó, juro-te.
Ela olha para os olhos sinceros dele. São iguais aos olhos da irmã. Verdes. Verdes e sinceros. Mas depois pensa na sua própria irmã. Ela não merece que se preocupem com ela, mas é sua irmã. Como poderia acusa-la?
- Bella, por favor. – quase implora. – Se a minha irmã ou o Carlisle correm perigo, diz-me. Por favor.
Ela permanece calada. O Carlisle e a Esme merecem muito mais a sua preocupação do que a Victoria.
- Bella, conta-me. A minha irmã está grávida. Tu podes impedir que lhe façam mal ou ao Carlisle ao pai da criança. Eles estão tão felizes. Conta-me e podemos fazer com que continuem. Eles vão ter um filho, Bella.
“Eles vão ter um filho” pensa Isabella. “Não posso deixar que o James lhes faça mal, nem ao bebé.”
- É o James. – murmura. – O James e tem como cúmplices a Victoria, minha irmã e o Riley, marido dela.
Edward abra a boca. Como a Victoria pode ser tão falsa?
- O James quer a propriedade e a Victoria quer vingar-se da família Cullen. Eles planeiam casar depois de conseguirem a casa.
- Porque é que a Victoria se quer vingar? – pergunta Edward.
- Ela é apenas minha meia-irmã e também meia-irmã do Carlisle. – explica. – O pai do Carlisle teve um caso com a nossa mãe e nunca quis saber da filha. Ela quer vingar-se porque o Carlisle e a falecida irmã dele sempre tiveram tudo e ela nada.
- Provavelmente o Carlisle nem sabe. – presume Edward. – Tenho a certeza que se soubesse teria ajudado a irmã.
- Ele não sabe. – garante Isabella. – O James tentou assustar o Carlisle com os fantasmas como sabes. Não deu resultado por isso tentou o veneno com os cavalos como ameaça.
- Foi ele que deixou o bilhete?
- Foi o Riley a mando dele. Como também não funcionou ele mandou a Victoria pôr veneno na bebida do Carlisle assim que tivesse oportunidade. A Esme é que acabou por beber. Pelo que sei o veneno devia estar enganado porque a ideia era provocar ataque cardíaco.
- O médico disse que o veneno era o mesmo usado nos cavalos.
- Então foi realmente um erro.
- E agora o que eles planeiam fazer uma vez que não resultou?
- Não tenho bem a certeza. Ouvi uma conversa da minha irmã ao telefone antes dos interrogatórios e de ser presa. Acho que ela falava com o James. Pareceu-me que a ideia é ameaçar o Carlisle para que assine um documento de passagem da propriedade para o nome do James. Não só da propriedade como das empresas e dos hotéis.
- Meu Deus. – murmura Edward. – E de que maneira o ameaçariam?
- Isso não sei.
- Porque é que não dissestes nada?
- Antes porque precisava do dinheiro para ajudar a minha avó. Ela está num lar porque precisa de cuidados uma vez que está numa cadeira de rodas. Se eu disse-se alguma coisa o James deixava de me pagar e a Victoria arranjava maneira de o Carlisle me despedir.
- O James pagava-te para trabalhares na casa do Carlisle?
- Pagava.
- E quando a polícia te interrogou porque não contaste?
- Porque a Victoria me ameaçou que se contasse fazia mal à minha avó. E Também porque a Victoria é minha irmã. – novas lágrimas aprecem nos seus olhos. – Não a queria acusar. Não lhe quero mal. Mas também não quero que ela destrua uma família feliz. Compreendes-me?
Ele assente.
- Claro que sim. Agora vamos contar tudo à polícia e agir o mais rapidamente possível. Depois do teu testemunho eles já não podem deixar o James à solta.
Contam tudo à polícia e depois de fazer algumas perguntas vão vários carros da polícia em direção à casa de James. Edward e Isabella vão no carro atrás deles.
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