Amor Eterno

18 Capítulo 18


No dia seguinte dormem até tarde. Depois levantam-se, tomam banho juntos e descem para almoçar, uma vez que é demasiado tarde para tomar o pequeno-almoço
Carlisle não pode deixar de reparar em como Esme está bonita. Tem vestido uns calções beges com um cinto branco, uma t-shirt branca e umas botas beges.
Depois do almoço ficaram simplesmente a conversar e às cinco meteram-se no carro para irem para o aeroporto.
Havia trânsito como é costume e a meio do caminho começou a chover.
Às seis e vinte chegaram finalmente ao aeroporto.
Caminham de mãos e esperam.
Pouco tempo depois o avião chega e minutos depois veem o Edward caminhar pelo aeroporto.
- Edward. – chama Esme.
Ele sorri para ela. Esme corre para ele e abraça-o.
- Que saudades, maninha. – diz abraçando-a.
- Bem-vindo ao nosso segundo país. – diz ela sorrindo. Pega-lhe na mão e leva-o até ao Carlisle. – Este aqui é o meu namorado, quase noivo. – apresenta.
- Olá. – cumprimentam-se com um aperto de mão.
- Muito prazer. – diz Edward. – É só não percebi foi essa parte do namorado quase noivo. – confessa meio confuso.
Eles riem.
- É que o Carlisle ainda não me pediu oficialmente, com anel e essas coisas. – explica.
- Ah.
- Mas estou quase a pedir. – acrescenta Carlisle. – Se não fossem umas coisas que teem acontecido.
Esme e Carlisle trocam um olhar.
- Está tudo bem? – pergunta Edward.
- Não te preocupes. – diz Esme.
- Se alguma coisa te está a preocupar ou ao teu namorado quase noivo é óbvio que me vou preocupar.
- Contamos-te pelo caminho. – diz Esme. – Agora é melhor irmos buscar as malas.

- Então, vocês desconfiam desse tal James pelo que percebi. – diz Edward depois de lhe explicarem todo já no carro.
- Não achas que tem lógica? – pergunta Esme. – Tu é que és o advogado.
Ele sorri.
- Ter lógica tem, mas sem provas não vão a lado nenhum.
- A única prova que temos é o papel, que não tem qualquer impressão digital. – diz Carlisle.
- O papel que constitui uma ameaça, certo? – procura confirmar Edward.
- Isso não é problema. – diz Carlisle. – Se for o James, ele não tem forma de cumprir a ameaça. Está apenas a ver se me assusta.
- É possível. – concorda Edward.
Esme não diz nada. Tem medo que lhe aconteça alguma coisa. Docemente toca-lhe na mão numa espécie de caricia.

Assim que chegam a casa jantam e depois do jantar vão para a sala conversar.
Carlisle deixa-os sozinhos enquanto atende um telefonema das empresas.
- Notei que não estás muito convencida que o James não conseguirá cumprir a ameaça. – diz Edward.
- Não estou realmente. – concorda Esme séria. – Ele conseguiu meter colunas aqui dentro para nos assustar o que o impede de conseguir infiltrar um empregado cá dentro para o tentar envenenar.
Edward suspira, de certa forma a irmã tem razão e ele consegue perceber que ela está com muito medo que isso aconteça.
- Tu ama-lo muito não é verdade?
- Amo. – murmura. – Tenho impressão de que se lhe acontecesse alguma coisa morria.
Ele abraça-a.
- Não podes pensar nisso. Tens que pensar que tudo correrá pela melhor maneira.
Isabella está a ver a cena da porta da sala de jantar.
Esteve quase a ir ter com eles para lhes contar que o James pode realmente tentar matar o Carlisle. Mas depois pensou na avó que precisa da ajuda dela, criou-a como a uma filha e só a tem a ela para ajudar. Se não contar está a pôr em perigo a vida de Carlisle, mas se contar será despedida e não poderá ajudar a avó.
Uma lágrima escorre-lhe pela bochecha. Carlisle e Esme estão felizes, ela não quer que essa felicidade acabe. Não quando pode evita-lo.

Na manhã seguinte, depois do pequeno-almoço, Carlisle e Esme saem animados da sala para irem andar a cavalo. Edward recusou e deixa-se ficar na mesa a acabar de beber o café.
- Posso levar? – pergunta Isabella pegando no cesto do pão. Ela tem estado a observa-lo desde o jantar do dia anterior. É um homem tão bonito. O cabelo ruivo e os olhos verdes iguais aos da irmã.
- Claro. – responde sorrindo. Aquele sorriso faz parar o coração de Isabella. – Estou só a acabar de beber o café.
Ela assente e pega no cesto.
- Como se chama? – pergunta Edward não tirando os olhos dela.
- Isabella e trate-me por tu, por favor. – pede corando pela atenção dele.
- Só se me tratar por tu também. – sorri.
- Combinado! – retribui o sorriso.
- Eles são sempre assim?
- Quem? – pergunta baralhada. Ainda agora estavam a falar dela e ele já mudou de assunto.
- A minha irmã e o Carlisle.
- São. – diz com um sorriso. – Andam sempre assim a rir e a divertir-se.
- E a minha irmã que tinha vindo cá trabalhar...
- O senhor Carlisle é uma grande distração… para qualquer mulher. – cora ao dizer isto.
Edward ri.
- Não posso afirmar se teem ou não bom gosto, prefiro apreciar a empregada. – sorri para ela que cora intensamente. – Que por sinal é muito bonita. – cora ainda mais, são poucos os que lhe dizem que é bonita.
Ele levanta-se e passa a mão na bochecha dela.
- Ficas ainda mais bonita envergonhada.
É verdade, ela fica com um ar encantador.
- Agora que a minha irmã vai casar com o Carlisle ei de vir cá muitas vezes. – dá-lhe um beijo na bochecha. – Espero ver-te em todas as vezes que cá vier. E também espero encontrar sempre a minha irmã assim feliz.
Isabella levanta os olhos para ele.
- Gostas muito dela, não é?
- Muito. É a minha irmãzinha. Avisa-me se o Carlisle não a tratar como deve ser. Ela merece ser feliz.
Aparecem lágrimas nos olhos de Isabella.
- Então, porque choras? – pergunta preocupado com alguma coisa que disse.
Ela encolhe os ombros.
- Apenas porque não tenho um irmão que se preocupe assim comigo. – mente. Está a chorar porque sabe que a felicidade deles irá acabar, e mais depressa do que pensam.

Esme e Carlisle voltam do passeio a cavalo com o habitual sorriso e de mão dada.
- Eu devia estar a escrever o meu livro. – diz Esme subitamente séria.
- Tens muito tempo, amor. – ele agarra-a por trás apertando-a contra si. – Agora vives aqui.
- Eu sei, ainda quero escrever este livro e muitos mais. Mas por este andar vou levar anos a escrever um.
Ele ri.
- Que exagerada. – murmura ao ouvido dela.
- A sério, Carlisle. – vira-se para ele. – Eu tenho de começar a trabalhar mais.
- Até parece que não gostas de estar comigo. – faz beicinho.
Ela dá-lhe um beijo. Quando faz àquela cara fica irresistível.
- Adoro estar contigo, meu amor. Mas tenho de trabalhar e tu também.
Ele suspira.
- Podemos parar de falar em trabalho?
- Podemos… Por agora. – acrescenta com uma sobrancelha franzida.
Ele ri da expressão dela.
- Falemos de outra coisa então.
- Neste momento eu preferia encher a banheira de água e meter-me lá dentro. – murmura ela suspirando.
Ele ri.
- É uma boa ideia se eu estiver incluído nisso.
Ela sorri.
- O que é que achas?
- Não sei, mazinha como és…
- Seu tolo. É claro que estás incluído. – bate-lhe no braço.
Ele ri, aperta-a nos seus braços e dá-lhe um beijo.
- Amo-te, Es da minha vida.
- Também te amo.
- Posso perguntar-te uma coisa? – pergunta ele.
- Claro. O que quiseres, amor.
- Gostava de saber quantos namorados é que tiveste. – murmura.
Ela ri.
- Estás com ciúmes dos meus ex-namorados?
- Não. – encolhe os ombros. – Talvez um pouco. – admite fazendo-a rir mais.
- Que parvoíce!
- É só que não consigo imaginar outro a beijar esses lábios e a tocar no teu corpo, outro a quem tu tenhas dito amo-te.
- Então não penses.
- Conta-me.
- O que é que interessa. São meus ex-namorados nada mais.
- Mas eu quero saber. Por favor. – faz beicinho.
Como sempre ela não consegue resistir.
- Está bem.
Ele sorri, já percebeu que ela não resiste à sua carinha de cachorrinho abandonado.
- Então… quem foi o teu primeiro namorado? – pergunta.
- Chamava-se Rui. Era um idiota, burro.
- Porque dizes isso? – pergunta rindo.
- Repetiu o ano uma data de vezes. Só gostava de jogar à bola, não ia às aulas.
- Tinha quantos anos?
- Doze.
- E tu?
- Doze. Eu estava no sétimo e ele no quarto.
Carlisle ri.
- Nem todos são cérebros como tu.
Esme sorri.
- E tu, tinhas boas notas?
- Até tinha. Era um excelente aluno. Tu também, suponho.
- Não era má. A história, a geografia e a línguas estrangeiras tinha sempre boa nota, uma vez tive 20 a história. A português e a ciências era razoável. A matemática e a físico-química era péssima.
- Duvido.
- A sério. Tirava sempre positivas muito baixas, por duas vezes tirei negativa a físico-química. O meu irmão era bom a tudo, o melhor da turma dele, ninguém o superava. Depois ponha-se a gozar comigo porque tirava sempre notas melhores que as minhas. Só não me conseguia superar a história, ou tinha um pouco menos ou igual.
- Eu era como o teu irmão. Um excelente aluno.
- Convencido.
Ele sorri.
- Tu gostas.
- Muito.
Beijam-se.
- E agora vamos tomar o tal banho? – pergunta ele.
- Adoraria.