Amor Eterno
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Depois do pequeno-almoço Carlisle sai no seu Mercedes preto reluzente. Esme vai para o quarto.
Ia começar a escrever quando o telemóvel toca.
É o Edward.
Atende.
- Hello?
- Maninha do meu coração. – cumprimenta Edward.
- Olá, jeitoso.
Ele ri.
- Eu sei que sou. Posso saber o que te deu para atenderes em inglês?
- É a força do hábito.
- Já te estás a tornar mais inglesa que portuguesa, maninha.
- Parece que sim. Tenho uma novidade para ti.
- Uma novidade? – pergunta sempre curioso.
- Encontrei o homem da minha vida.
- O quê? – pergunta sem perceber nada.
- Vou casar com um inglês e viver aqui em Inglaterra.
- Estás a brincar! – exclama ele.
- Não. É o dono da casa onde eu tenho estado. Carlisle Cullen.
- Não! Esse homem é um ricalhaço, maninha. Vais ser riquíssima.
Esme ri.
- Não é o dinheiro que me interessa, só o homem.
- Mas ele deve ser um velho, não?
- Se ele é velho então tu também és.
- Não me chames velho, eu tenho vinte e nove anos.
- É exatamente a idade dele.
- Não posso! Quer dizer que o homem é novo e rico. Isso é que é, maninha.
Ela volta a rir.
- Já te disse que só quero o homem. – lembra.
- Está bem, está bem.
- E de momento quero um favor teu. – pede.
- Mau! Já falamos melhor.
- Não é nada de mais.
- Diz lá, sabes que faço tudo por ti.
- Não estás a pensar tirar umas férias? – pergunta.
- Por acaso até estou.
- Não queres passar essas férias aqui?
- Por acaso gostava de conhecer o meu futuro cunhado. – admite.
Esme sorri.
- Eu gostaria que viesses cá e me trouxesses o resto da roupa que deixei no apartamento e que tratasses de o vender ou alugar como preferires.
- Espera lá! Tu já não voltas?
- Não, Ed. Eu vou viver em Inglaterra para sempre.
- Espera lá, outra vez. Há quanto tempo conheces esse tipo?
- Há duas semanas. – admite.
- Tu tens a certeza que é isso que tu queres? Casares com um tipo qualquer rico que conheceste há duas semanas?
- Eu amo-o como nunca amei ninguém. Tenho a certeza que é com ele que quero passar o resto da minha vida.
- Se tu o dizes, eu acredito.
- Ainda bem.
- E o que é que vais fazer aos livros e à mobília?
- Os livros podes ficar com eles.
- Com os teus livros? – pergunta espantado. – Tu amas os teus livros mais que a mim.
- Que disparate. – diz ela a rir. – E de qualquer forma o meu futuro marido tem uma coleção enorme de livros, muitos que não se vendem aí em Portugal e todos os que eu tenho. Ele tem uma biblioteca enorme. Não vale a pena trazer para aqui livros que ele já tem. Ele deve ter todos os livros de ficção histórica que existem.
Edward ri.
- Suponho que estejas nas nuvens.
- Estou.
- E a mobília?
- Se alugares podes deixar a mobília, se venderes ficas com ela.
- Acho que posso alugar a uns amigos ou então dar uma chave à Lídia para ela ir lá de vez em quando ver como está tudo, assim sempre que quiseres vir a Portugal tens uma casa.
- Faz como preferires. – diz com um encolher de ombros. – E quando é que vens.
- Já marquei as próximas três semanas de férias portanto acho que podes contar comigo para terça.
- Que bom! – diz verdadeiramente entusiasmada.
- Só gostava de saber é para que aeroporto vou.
- Para o de Derbyshire.
- Certo, vou comprar os bilhetes assim que desligar.
- Depois manda mensagem com a hora a que chegas para eu te ir buscar.
- Certo. E vou ficar numa dessas casas à século XVI.
- Mais ou menos.
- Fixe. Então vemo-nos na terça.
- Já vais desligar.
- As chamadas para aí são caras.
- Tens razão. Beijos.
- Beijos para a melhor maninha do mundo. Adoro-te.
- E eu a ti. Um beijo.
- Outro. Até terça.
- Xau.
Esme desliga e poisa o telemóvel em cima da mesa-de-cabeceira.
Sorri.
- O meu irmão vem cá. – diz alto. – Espero que o Carlisle não se importe. Tenho de lhe perguntar assim que chegar.
Carlisle chega às três da tarde com um sorriso no rosto. Corre imediatamente até ao quarto de Esme e entra sem bater. Esme vira-se e corre para os braços dele.
- Isso é tudo saudades? – pergunta abraçando-a apenas com um braço enquanto poisa três sacos em cima do sofá.
- É. Senti tanto a tua falta.
- E eu a tua.
- Agora vamos viver aqui, não é? Já não vais para Londres?
- Não. – assegura-lhe. – Viveremos nesta casa para sempre.
Beijam-se.
- Trouxe-te uma coisa. – diz pegando num dos sacos.
- Pensei que tinhas ido encontrar-te com um cliente.
Ela faz um sorriso malandro.
- Menti. – confessa olhando para o chão.
- Mentiste? – ela abre muito os olhos. – Porquê?
- É por uma boa causa. – jura. – Eu queria comprar-te uma coisa e queria que fosse surpresa. A única maneira que arranjei de não vires comigo foi dizer que ia ter com um cliente.
- Malvado. – bate-lhe no braço. – Mentiste-me. Ainda agora começamos a namorar e já me mentes. – bate-lhe novamente. – Mau.
Ele agarra-a pela cintura e dá-lhe um beijo apaixonado.
- Foi por uma boa causa. Não fiques chateada.
Ela sorri.
- Espero que só me mintas para coisas destas.
Carlisle ri.
- Juro. – beija-a novamente.
- Compraste-me um presente, foi?
- Sim. Espero que gostes. – entrega-lhe o saco.
- Não quero que gastes dinheiro comigo. – murmura.
- Já te disse que senão gastar contigo não tenho com quem gastar.
Ela sorri.
- Lembra-me que tenho de compensar.
- Não tens nada. É um presente. Não quero nada em troca a não ser o teu amor.
O sorriso dela abre-se mais e abraça-o.
- Amo-te. – murmura. – Prometo que o meu amor vais ter sempre.
Ele sorri.
- Prometo-te o mesmo. Agora abre.
Esme abre o saco. Lá dentro está um telemóvel da mais alta qualidade. Ela abre a boca.
- Isto deve ter sido caríssimo.
- Não vou dizer o valor de um presente.
- Meu Deus!
- Pouco importa o preço, o que importa é se gostas.
- Adoro. – olha para ele com um sorriso. – Adoraria qualquer coisa que me desses.
- É bom saber porque tenho mais coisas.
- Mais?
- Mais. – concorda e dá-lhe outro saco. – Abre?
Esme abre. Lá dentro está um vestido vermelho curto, cai-cai justo.
- Gostas?
- Adoro. – murmura.
- Achei que ficaria bem com os teus sapatos pretos.
- Tens bom gosto. – elogia.
- Gostaria muito que o vestisses quando formos jantar fora num destes dias.
- Vamos jantar fora? – pergunta ela.
- É uma surpresa. – pisca-lhe o olho e passa-lhe outro saco.
- Outro?
- Juro que é o último por agora.
Ela sorri e abre. É um perfume.
Ela tira-o e cheira-o.
- Cheira bem.
- Também achei que sim.
- Obrigada. – abraça-o. – Deves ter gasto montes de dinheiro.
- O dinheiro não é problema. – assegura ele novamente.
- Com as prendas que me dás vai passar a ser. – diz com um sorriso.
Carlisle puxa-a para si e beija-a.
- Nunca será. Viverás como uma rainha.
- Esta rainha só precisa do seu rei.
Beijam-se.
- E agora vais-me compensar por não teres tomado banho comigo? – pergunta enquanto a beija.
- Logo à noite.
- Já é quase noite.
- Mentiroso. Ainda não são quatro horas.
- Vá lá. Fechamos a porta, ninguém nos vai incomodar. Temos a tarde toda.
Esme já estava a ceder aos beijos dele quando ouvem a porta a abrir-se.
Carmen pára ao ver a cena.
- Peço desculpa senhores. – murmura corando toda atrapalhada.
- Não faz mal. – assegura Carlisle.
Esme não diz nada. Está bastante corada.
- Eu não queria atrapalhar, mas está lá em baixo o Thomas que trata dos cavalos e ele quer falar com o senhor. Diz que é importante.
Carlisle dá um beijo no rosto de uma Esme envergonhada e desce com Carmen.
Esme sorri para os presentes e começa a arruma-los.
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