Notas iniciais
Oii E vai aqui mais um capitulo xD Espero que gostem (: Boa leitura...

NATSU POV

Ficámos um tempo na gruta a comer as frutas que eu tinha apanhado. A Lucy ia fazendo várias perguntas à Mari e ao Hiro sobre aldeia e os guardas… Eu estava a tentar prestar atenção, a sério que estava, mas era um pouco difícil com a loirinha sentada ao meu lado. Não conseguia deixar de pensar na noite anterior, tinha sonhado e fantasiado tanto com aquilo…

Ela é simplesmente perfeita, aquele corpo… aquele cabelo… aqueles lábios… o pescoço… Ei! Pensei que tinha deixado ali um chupão! Apesar de ela não ter o cabelo solto, não dava para ver bem… Antes de pensar, aproximei a cara ao pescoço dela e desviei as madeixas que estavam à frente. Não tinha marca nenhuma, estava lisinho como se nunca tivesse sido tocado… nunca tivesse sido tocado por mim. Deve ter sido do rio, o Hiro disse que era mágico.

Sinto a Lucy a arrepiar-se de repente e a afastar-se de mim para me olhar nos olhos.

— O-o que é que estás a fazer? – Perguntou-me meio atrapalhada e muito corada.

Olhei para os outros dois e vi que eles estavam constrangidos… Deviam de estar a pensar que eu era um tarado a cheirar o pescoço da loira. Não é que eu me importe, mas como não quero que a minha parceira tenha um ataque cardíaco, tive de inventar uma desculpa.

— A… Tinhas ai um bicho – disse olhando para ela, mas a Lucy ficou com uma expressão ainda pior. – Mas já desapareceu, não te preocupes.

Isso pareceu acalmá-la, tanto a ela como ao casal sentado à nossa frente. Se estivéssemos sozinhos a loirinha já teria pelo mais dois chupões naquele belo pescoço… não sei se vou conseguir esperar até ao final da missão.

Eles continuaram a falar do plano, ao qual eu QUASE prestei atenção e passados uns minutos eles levantaram-se. Parece que está na hora do espetáculo! Estou a ficar empolgado!

A Mari agarrou num par de calças de homem e numa capa com capuz preta. O Hiro agarrou no balde que tinha água e a Lucy agarrou num balde vazio. Senti-me mal por ser o único com as mãos a abanar por isso perguntei se alguém precisava de ajuda. Acabei por levar a capa preta. Se eu tivesse tomado atenção ao plano provavelmente saberia para que servia tudo isto…

Parámos na entrada da gruta e olhámos todos para o Hiro. Ele tinha-me contado sobre a vida dele como monstro, então todos já sabíamos o que ia acontecer quando ele saísse. O Hiro despejou o balde e entregou-o à Lucy.

A Mari abraçou-o e ele começou a despir-se… Olhei para a Lucy e ela parecia nem se importar. Abracei-a rapidamente e virei-me para que ela ficasse de costas para o show de strip.

— N-Natsu… N-não consigo… respirar – a loirinha disse tentando se soltar. Alarguei um pouco o abraço mas não a deixei virar-se.

— A… Ele não vai ficar totalmente nu, vai só ficar de boxers… — ela tentou-me explicar. Mas mesmo assim eu não a ia deixar olhar!

— Não quero saber – respondi seriamente.

Sinto ela a rir-se contra o meu peito enquanto passava os braços à volta da minha cintura. Mas o que é que se passa com ela? Nós não estávamos sozinhos… Comecei a sentir as mãos dela a percorrerem-me as costas puxando-me mais para si… O que é que aconteceu à timidez? Talvez ela queira apenas um abraço… Vi que estava completamente enganado quando sinto uma pequena dor no peito que me apanha desprevenido, fazendo-me largar a loirinha.

— Ah… — ela mordeu-me o mamilo, com força… Mesmo por cima do tecido esta merda ainda dói…

A Lucy aproveitou para se afastar de mim. Ela olhava-me divertida e quando eu fiz uma expressão interrogativa, a loira mostrou-me a língua e piscou-me o olho. Safadinha… Ela ia ver quando eu a apanhasse sozinha…

Voltei a concentrar-me no que estava à nossa volta quando o Hiro saiu da gruta… bastou-lhe dar alguns passos lá fora para começar a emanar uma luz forte que nos cegou a todos por uns segundos. Quando a luz desapareceu, no lugar do homem estava agora um monstro.

Ele era tão grande, peludo e feio como eu me lembrava. Eu e a Lucy ficamos dentro da gruta enquanto a Mari se dirigiu ao monstro/marido.

— Sou eu meu amor… Lembras-te do que falamos há pouco? – Ela falava com uma voz calma e com as mãos no ar, para que ele percebesse que ninguém o ia magoar. – Lembras-te deles? – Mari apontou para nós.

O gorila gigante olhou para a Mari e depois para nós. Parecia estar calmo, mas nunca se sabe…

Passaram-se vários minutos, finalmente o Hiro acenou com a cabeça lentamente e começou a andar. A Mari suspirou de alívio.

— Ele está a ir na direção do rio… Ele lembra-se! – Ela parecia animada, ainda bem.

Começámos a segui-lo. Cada passo que ele dava avançava não sei quantos metros, por isso nós tivemos que correr para o conseguirmos acompanhar. Chegámos rapidamente ao rio. Tenho de admitir que a paisagem é muito agradável.

O monstro entrou logo no rio e foi direito à queda de água. Uma vez lá debaixo, ele começou a brilhar… quando esta luz desapareceu o Hiro voltou ao normal e voltou-se para nós.

— Vamos acabar com isto, já estou farto de cheirar a cão molhado. – Ele começou a dirigir-se à beira do rio. À medida que se ia aproximando e o nível da água ia descendo eu reparei que ele estava nu… Oh boa já devia ter imaginado.

Olhei para a Lucy e ela já estava a olhar para mim. Prendemo-nos no olhar um do outro… Aqueles grande olhos amendoados olhavam-me divertidos… dava tudo para saber no que é que a loirinha estava a pensar naquele momento.

Ela desviou o olhar para o rio, quando eu fiz o mesmo, o Hiro continuava na água, completamente encharcado, mas pelo menos já tinha as calças vestidas, eram aquelas que ele tinha na gruta.

A Lucy encheu os baldes com água e entregou-me um deles.

— Tenta não derramar. Se vires que o Hiro se está a transformar manda-lhe a água para cima. – Oh então era este o plano… chegar à aldeia com um monstro dava muito nas vistas. Assim já tínhamos mais hipóteses de conseguir invadir aquele lugar sem sermos detetados.

Começamos a andar em passo rápido até à aldeia. Se fossemos a correr, para além de a água cair toda do balde, o Hiro ia se secar mais depressa.

— Tens a certeza que esta é a melhor hora para entrar? – Lucy perguntou.

— Sim. Ainda não houve troca de turnos por isso os guardas devem de estar exaustos – respondeu o Hiro.

— É assim que entras e sais sem ser detetada?

— Eu entro e saio por um pequeno buraco na vedação perto da nossa casa. Mas ele fica muito longe da fonte por isso… vamos ter de arranjar maneira de passar pelo portão do jardim – desta vez foi Mari que falou.

Continuámos a andar por um tempo até que reparei no braço do Hiro a começar a brilhar… Oh espera isso é mau!

— Ele está a brilhar! – Gritei.

— Ah! – Gritou a Lucy.

Antes de pensar atirei a água ao Hiro e a Lucy fez a mesma coisa. A luz desapareceu.

— Não era para atirares! – Gritou-me a Lucy chateada.

— Mas tu disseste para eu o fazer… — disse confuso.

— Sim mas como eu atirei, tu já não precisavas de atirar! Agora já não temos água suplente.

— Eu atirei primeiro por isso a culpa é tua! – Gritei para ela.

— Atiraram os dois ao mesmo tempo… — o Hiro tentou acalmar-nos, mas assim que olhamos chateados para ele, o homem, sabiamente, recuou.

— Agora temos que nos despachar… — Lucy disse virando-me as costas.

Ela é tão teimosa…

Continuámos a andar rapidamente. E finalmente, chegámos à vedação da aldeia. Ficámos à frente do portão escondidos atrás de uns arbustos.

— Bem agora temos de ser rápidos. Fiquem aqui – disse a Lucy vindo na minha direção.

— O que é que tu vais fazer? – Perguntei quando ela me tirou a capa da mão.

— Vou distrai-los e não posso arriscar que me conheçam. – Ela vestiu a capa e colocou o capuz. – Quando vires uma oportunidade, ataca mas é só para os deixares inconscientes, ok?

Ela não esperou pela minha resposta e saiu dos arbustos em direção aos dois guardas. A loira caminhava confiante mas eu conseguia cheirar o seu nervosismo. O que é que ela vai fazer?

Ela falou baixo mas eu consegui ouvir na mesma.

— Ah… Senhores guardas… — Lucy tentou chamar-lhes a atenção. Eles olharam para ela, desinteressados. – Estou um pouco perdida. Será que me podem ajudar?

Eles iam, claramente, mandá-la embora. Mas ela inclinou-se para a frente e meteu os braços por debaixo dos seios, dando aos guardas uma vista privilegiada do seu peito. A atitude deles mudou completamente.

— Oh! E o que faz uma jovem, tão linda como você na floresta a esta hora? – Perguntou o moreno, largando a lança junto à vedação e aproximando-se dela. O loiro fez o mesmo.

— Ahh… Podia perguntar a mesma coisa… O que estão aqui a fazer? Homens tão fortes – ela passou a mão pelo braço do guarda – e lindos como vocês mereciam um turno melhor. Devem de estar tão cansados e entediados…

O QUE É QUE ELA ESTÁ A FAZER? Odeio quando a loirinha decide usar os seus “atributos” para distrair outros homens! Eu já devia de estar habituado, ela já fez isto muitas outras vezes, mas agora é diferente…

A minha mente voltou a ficar em branco… uma grande quantidade de energia começou a percorrer-me… estava a acontecer-me o mesmo de aquela vez, quando o Hiro olhou para a Lucy… a minha visão focou-se apenas nos dois guardas…

— E porque é que tu não nos entreténs? – Perguntou o guarda loiro tentando agarrar no pulso da Lucy, mas ela desviou-se a tempo.

Mesmo daquela distância, consegui sentir o cheiro da excitação dos dois homens… isso deixou com ainda mais raiva… uma única palavra preencheu-me a mente:

MINHA

Tal como na gruta, eu perdi o controlo deixando-me dominar pelos meus instintos.

Saltei dos arbustos e corri até eles, saltei novamente e antes que dessem pela minha presença dei um pontapé no focinho do loiro. Ele foi jogado para trás e bateu na vedação, ficando inconsciente.

O segundo guarda olhou para mim apavorado e antes que ele pudesse mover-se dei-lhe um murro no nariz. Também ele caiu para trás e perdeu os sentidos. Que fracos… chamam a isto de guardas? Os meus instintos ainda dominavam e preparei-me para continuar a atacá-los… No entanto, o meu corpo parou assim que ouvi a voz dela…

— Demoraste muito! O que é que estavas a fazer? – Perguntou a Lucy um pouco chateada.

Não respondi, fiquei só a olhar para ela… Eu é que estava chateado! Queria ver a reação dela se fosse ao contrário… A loirinha tirou a capa, atirou-a para uns arbustos e falou qualquer coisa com a Mari e o Hiro, que já tinham saído do esconderijo. A minha mente já estava a voltar ao normal mas eu não conseguia tomar atenção a nada… só a ela.

Quando o Hiro e a Mari passaram pelo portão e entraram na aldeia. A Lucy ia segui-los mas eu impedia agarrando-lhe no pulso e atirando-a contra a vedação.

— Auu… Mas o que é que… — Impedi-a de continuar cobrindo-lhe os lábios com os meus.

Pensei que ela me fosse afastar mas enganei-me. A loira passou os braços à volta do meu pescoço e percorreu o meu cabelo com a mão, puxando-me mais para si. Rapidamente abriu passagem para que a minha língua lhe invadisse a boca. Beijei-a ferozmente… eu precisava daquilo… e não era o único.

Só quebrei o beijo quando fiquei sem ar… maldito ar! Olhámos nos olhos um do outro enquanto tentávamos recuperar… Ela tirou os braços do meu pescoço.

—T-temos… temos que ir… — a Lucy conseguiu dizer.

Oh não! A loirinha que nem pense que isto vai ficar assim. Agarrei-lhe nos pulsos e prendi-os com apenas uma mão acima da sua cabeça.

— Natsu… não podemos fazer isto aqui… — ela falou com a voz fraca.

— Promete… — falei-lhe ao ouvido.

— Prometo o quê? – Como é que ela não sabe? Mordi-lhe o lóbulo da orelha com força e ela gemeu.

— Promete que não voltas a fazer isto… — eu continuava a falar-lhe ao ouvido, sabia o efeito que isso tinha nela. – Promete que não voltas a fazer-te a outros homens.

Olhei-a nos olhos e ela parecia confusa. Tentou soltar os pulsos mas eu não deixei.

— Mas isto foi só para os distrair… não era a sério. E não é a primeira vez que…

Interrompi-a, mordendo-lhe o pescoço e apertando-lhe o seio. A loira gemeu alto e eu beijei-a tentando abafar o som, não queria que ninguém nos ouvisse e viesse interromper. Chupei-lhe o lábio inferior e mordisquei-o um pouco.

— Promete…

— Eu não percebo. Porquê isto agora? Antes não te parecias importar… — Ela respirava com dificuldade. Consegui sentir pelo cheiro que ela já estava excitada, exatamente como eu a queria…

Eu importava-me só não podia fazer nada para impedir, agora posso. Voltei a apertar-lhe o seio e comecei a chupar-lhe o pescoço. Passado uns segundos, ela cedeu.

— Okay… Okay! Eu prometo… — Lucy disse corada e desviando o olhar.

Assim está bem. Larguei-lhe o seio e lambi-lhe o novo chupão. Agarrei-lhe no queixo obrigando-a a olhar para mim.

— Linda menina – disse-lhe com um grande sorriso.

O olhar dela alternava dos meus olhos para a minha boca. Eu sabia o que ela queria… aproximei os meus lábios dos dela, mas antes que eles se tocassem larguei-lhe os pulsos e afastei-me.

Pisquei-lhe o olho e mostrei-lhe a língua tal como ela fez na gruta. A Lucy olhava-me chocada. Ri com a expressão dela. Provavelmente, quando eu lhe soltei os pulsos, ela queria-me abraçar para mais um daqueles beijos apaixonantes. Não que eu não quisesse, mas eu sabia que a Mari vinha aí… E ela apareceu ao portão.

— Já estamos a ir! – Disse sorrindo para a Mari.

Vamos lá acabar com esta missão… Mal posso esperar para chegar com a Lucy ao apartamento e mostrar-lhe quem é que é o “homem forte”.

Notas finais
E foi assim, a missão está quase no fim e ainda bem... Acho que o Natsu está a ficar maluco xD Espero que tenham gostado! E comentem muito para eu ficar feliz :D Até breve Beijoo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.