Amor Esquecido...
5 Lucy versus Monstro
Notas iniciais
LUCY POV
Balancei a minha mão para o Natsu me largar. Queria olhar para ele para ver se percebia no que raio é que ele estava a pensar, mas não podia… Sentia a cara a arder, provavelmente estava da cor do cabelo da Erza.
Mas o que se terá passado com ele para fazer aquilo? Ele roçou o nariz dele no meu… e aquela boca… aqueles lábios… tão próximos… Ah!! MAS O QUE É QUE SE ESTÁ A PASSAR NESTA MISSÃO? Primeiro aquilo no comboio e agora… Se isto continuar assim, não vou conseguir resistir…
Olhei para o monstro à minha frente. Okay, Lucy concentra-te! Não é altura para estar a pensar neste tipo de coisas, tens um monstro para derrotar.
Peguei numa das chaves douradas que estavam no meu cinto. Respirei fundo para me concentrar e tentar pôr de lado o que “quase” aconteceu. Estiquei o braço para o ar e gritei:
– Abre-te, Portão do Leão, Leo!!
A chave brilha e uma figura que eu conheço muito bem aparece do meu lado. Loki! Eu consegui invocá-lo.
– Há quanto tempo minha linda Lucy – Loki inclina-se ligeiramente, agarra na minha mão e beija-a. Apesar de ele estar sempre fazer este tipo de coisas quando eu o chamo, ainda não me consegui habituar.
Desvio ligeiramente o olhar para o Natsu… Os nossos olhos encontram-se e ambos coramos. Eu volto a olhar para o Loki. Reparei que ele estava a olhar para o Natsu e a sorrir, mas antes de lhe conseguir perguntar o porquê ele largou-me a mão e endireitou-se.
– Então minha querida, para que me cham… — ele perdeu a fala no momento em que olhou para a besta.
– É bem grande não é? – Disse enquanto observava o inimigo.
– Desculpa Lucy, mas não te posso ajudar a derrotá-lo – ele olhou para mim. Deve ter reparado que eu não o estava perceber e por isso continuou – Se eu chegar perto da besta, a parte da tua magia que me mantém neste mundo vai desaparecer e eu serei enviado outra vez para o mundo dos espíritos. Acho que só me conseguiste invocar porque não estamos muito perto dele.
– Então ele é mesmo imune à magia…- Comecei a pensar que se calhar o Natsu estava certo. Mas é melhor não começar a pensar nele agora…
– Não acho que seja isso. Consigo sentir uma espécie de escudo protetor, ele deve ter algum tipo de objeto mágico com ele…
– Deve de estar debaixo do pelo – disse enquanto olhava para a besta à procura desse tal objeto.
– Isso quer dizer que só precisamos de lhe tirar esse tal objeto e depois podemos derrota-lo, certo? – Perguntou o Natsu ainda sentado no chão.
– Suponho que sim…- Loki ficou a olhar pensativamente para o monstro. – Bem acho que me vou embora. No entanto acho que deviam de prestar mais atenção ao comportamento do vosso gorila…
– Como assim? – Perguntei sem perceber o que ele queria dizer.
– Não é nada de especial. Só é um bocado estranho, nós estamos aqui a falar há algum tempo e ele não nos atacou nem se foi embora… — Ele respondeu.
Realmente… O Loki tinha razão! Porque é que o monstro não nos atacava? Olhei na direcção do meu espírito celestial, mas ele já tinha desaparecido.
De repente lembrei-me da senhora que falou comigo na aldeia… Será que ela se referia ao monstro? Será que o gorila gigante à nossa frente não é mau? Mas pelo que sabemos ele fez desaparecer um dos aldeões. Algo muito estranho se estava a passar…
Voltei a olhar para o rapaz de cabelo rosa, ele estava todo magoado… O meu Natsu… Se o monstro não fosse perigoso não o teria deixado naquele estado. Com isto em mente, virei-me para a besta. Guardei a chave do Leão no cinto e tirei o meu chicote.
Reparei que o Natsu estava a tentar levantar-se, por isso comecei a correr na direcção do gigante. Não podia deixar que ele me impedisse de lutar!
Corri o mais depressa que pude e apertei com força o meu chicote. Ainda bem que trouxe o meu chicote normal, o outro que a Virgo me deu provavelmente não ia funcionar…
À medida que me aproximava do monstro os meus pensamentos começavam a dispersar. Eu, ÀS VEZES, também gostava de lutar, fazia-me esquecer dos problemas.
Quando me aproximei o suficiente, saltei e dei-lhe umas quatro chicotadas na barriga. Depois do ataque aterrei no chão perfeitamente e já em posição para o atacar novamente. O monstro rugiu de dor, assustei-me um pouco mas não podia parar agora, conseguia ver um pouco de sangue no sítio onde o tinha atacado, tinha de continuar…
Voltei a saltar para o atacar novamente mas antes de lhe acertar, a besta agarra o meu chicote e levanta-me no ar. Era por causa deste tipo de coisa que eu, MAIOR PARTE DAS VEZES, não gostava de lutar. Agora estava, literalmente, pendurada a muitos metros do chão.
Estava ao nível dos olhos da besta e muito próxima daqueles dentes… Comecei a olhar em todas as direcções à procura de um lugar “menos duro” para aterrar e vi uma coisa a brilhar no pescoço do monstro. Era o objecto mágico!
Virei-me para o Natsu para lhe dizer o que tinha encontrado. Ele já estava de pé e a andar na nossa direcção! Mesmo àquela distância, conseguia ver na expressão dele que a perna lhe doía… Porque é que ele é sempre tão teimoso?!
– Larga-a, sua besta!! – Ele gritou.
Mas ele está maluco? Se a besta me larga eu vou ter uma queda muito feia…
Como se o percebesse, o monstro balançou o braço e mandou-me pelo ar… Obrigado Natsu...
Consegui sentir o meu corpo a ser mandado para cima e depois a gravidade a começar a atuar. Conseguia ver o Natsu a correr na minha direção, mas ele estava muito lento… não ia chegar a tempo.
Sentia o vento a passar por mim à medida que caia… olhei para baixo e vi que ia passar por muitos ramos de árvore antes de embater no chão, talvez os ramos me amparassem a queda… Coloquei rapidamente os braços à frente da cara para me proteger e fechei os olhos. Por favor que acabe depressa…
Senti o embate com o primeiro ramo e este partiu-se à minha passagem… Veio um segundo ramo… um terceiro… talvez um quarto… deixei de os contar…
Não sentia nada, até que finalmente bati no chão, senti uma dor enorme na cabeça… e tudo ficou preto...
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