Amor Esquecido

2 A Liberdade


E finalmente, chegou segunda. Depois de um final de semana cheio de lembranças da minha antiga família e do tempo em que eu ainda não era depressiva e mutilada, finalmente vou fazer o teste de emprego pra finalmente sair daqui e ser livre. Não vejo a hora d tirar meu irmão e minha mãe dos cuidados do governos, mas antes tenho que comprovar uma renda fixa e mostrar que posso sustenta-los, o que, se eu pudesse ja tinha feito há muito tempo, nem tudo que a gente quer, a gente pode fazer. Só faltavam 10 minutos pra hora do café da manhã, Julie já tinha descido e como sempre, ficou brigando comigo por meus atrasos. Eu nem tinha escovados os dentes ainda. Eu tinha muita habilidade pra me arrumar rápido, depois que vim para este orfanato, perdi totalmente a vontade de me arrumar, o que fez que meus cabelos que antigamente eram super lisos e castanhos escuros ficassem secos embaraçados e de tão mal tratador começaram a quebrar e os pobres fios agora são ondulados, eu adorava cuidar do meu cabelo, minha mãe me levava no salão e eu saia de lá radiante... me dói ficar lembrando disso, de lembrar da minha mãe, que assim como eu, era feliz e bela, nem se compara com hoje em dia, porque estamos separadas, atormentadas e depressivas, só que diferente de mim, a minha mãe não virou um monstro todo mutilado. Prendi o que restava do meu cabelo em um coque, e corri no banheiro para escovar meus dentes e lavar meu rosto. Depois troquei minha fina blusa que eu usava pra dormir por um moletom grandalhão. Desci as escadas correndo e acabei alcançando Julie, nos sentamos na enorme mesa, eu tomei um copo de café com leite e peguei um pão, acabei tendo que engolir meu café da manhã, pois ja tinha que entrar na sala pra fazer o teste. Tínhamos 2 horas pra fazer o teste e esperar o resultado. Entrei na sala e me sentei atrás de Julie. A professora Sophia estava responsável por cuidar de todos os alunos que iriam fazer a prova, cerca de 130 alunos. Fiz a prova em uma 1 hora e 47 minutos. Agora só esperar o resultado. Os alunos mais inteligentes iriam trabalhar na Livraria, uma das mais famosas da Califórnia, a Times Books, e os medianos iriam para o restaurante chinês do qual eu até me esqueci do nome, pois não me preparei para trabalhar la, e quanto aos alunos ruins, aqui não tem alunos ruins, como eu tinha ótimas notas na escola, fui mandada pra esse orfanato, onde o ensino era considerado melhor. Eu estou ansiosa para ver logo em qual empresa vou trabalhar. — Como você foi nos teste? — perguntei assim que vi Julie. — Hmm, eu n sei, tinha umas perguntas difíceis... Mas vc foi bem, né, tenho certeza que você vai conseguir a vaga na livraria — ela falou com um sorriso largo, tentando frustadamente me animar, ela tinha essa mania, poi s depois que fiz meu primeiro corte no pulso, que na verdade fora apenas um arranhão, ela ficou sem reação e muito preocupada. Como não tinha aula, Julie e eu voltamos para o quarto e começamos a planejar e arrumar nossas coisas pra ir embora do orfanato, assim como eu, ela também está ansiosa pra ir logo embora daqui e poder, ser feliz.

Notas finais
Adorei escrever esse capítulo, pois estava bem inspirada.