Amor Em Las Vegas
2 Capítulo 2 - A Noitada
Notas iniciais
Adoro vocês e escrevi esse capítulo por vocês...
Lori fora carregada pelo pai até a poltrona mais próxima. Um médico foi chamado para atender a mulher que ao acordar encontrava-se totalmente histérica e fora de controle. Ela insultava escandalosamente todas as gerações McGarret existentes. como poderia aquele maldito ex-SEAL deixá-la para trás no dia di casamento? Ela queria apenas um pescoço para apertar naquele momento.
A família da noiva sofria juntamente com ela, o pai e a mãe ofendiam Steve com todos os termos de seu extenso vocabulário de ofensas baixas, mas nada poderia reduzir o ódio da noiva abandonada. Até que uma amiga surgiu para confortá-la.
– Hei Lori, e se o Steve foi sequestrado?
– Como pode pensar algo assim?!
– Você é tão egoísta que nem por um momento pensou na segurança de seu noivo. Ele pode estar amarrado numa cadeira nesse exato momento com um carrasco lhe torturando para obter informações.
– Mãe!!! Por Deus por que não pensei nisso? Passei todo esse tempo acusando o Steve de algo que ele nem saberia. Como pude ser egoísta?
– Ainda bem que reconheceu. Agora ele pode estar sofrendo barbaridades na mão do carrasco. O carrasco estaria cortando os dedos dele por se recusar a dar informações do submarino russo que carregava um explosivo nuclear que poderia revolucionar o mundo.
– Oh céus!! Vou ligar para a polícia.
– Sim, enquanto ele ainda tem as pernas para andar, ligue logo. O submarino pode ser encontrado.
O baque surdo de um corpo indo ao chão foi ouvido. Lori havia derrubado a amiga com o golpe de uma cadeira na cabeça. Ela obviamente estava enlouquecendo. Submarino russo? Tortura para obter informações? Pelo amor de Deus ele não era James Bond. E diga-se e passagem já estava na hora de alguém calar a boca daquela maluca.
Alguns segundos depois a porta foi aberta bruscamente e os pais da noiva adentraram o recinto assustados com o barulho que ouviram. Encontraram a filha segurando a cadeira usada para abater a mulher desmaiada no chão.
– Filha solte essa cadeira imediatamente!!
– Você está enlouquecendo por causa de todo esse transtorno no casamento. Vou matar aquele sem vergonha com as minhas mãos!!
Enquanto isso na suíte presidencial de um hotel luxuoso nos primeiros raios de sol, oito mulheres espalhadas pelo quarto acordavam para ir embora. O serviço estava feito e pelo comportamento do casal, muito bem feito. Eles estavam muito empolgados e o sexo entre eles era incrível. Fora um programa emocionante.
Elas vestiram-se e saíram deixando os dois ocupantes da cama ainda adormecidos. Danny acordou com o barulho da porta se fechando. Abriu os olhos e tentou focar o espelho no teto. Espelho no teto... Ops!... Espelho no teto?! Por que diabos havia um espelho no teto? Sim, havia apenas um lugar onde Danny vira espelhos no teto. Quando levou Rachel num motel no início do casamento.Foram algumas vezes durante o tempo em que viveram juntos.
Ótimo, um motel. Por que ele estava num motel? Desde quando levantar da cama parecia uma tarefa tão difícil? A cabeça pesava todas as toneladas do mundo. A iluminação solar feria seus olhos e o estômago embrulhava. Virou o corpo devagar e com a mão sobre os olhos ele olhou para o chão procura de algo que o ajudasse a se orientar. Garrafas e mais garrafas de alguma bebida forte e cara se espalhavam pelo chão e algumas na mesinha de cabeceira.
Preservativos e vibradores coloridos, roupas e frascos de lubrificantes também estavam espalhados pelo chão. Seu olhar seguiu a trilha e localizou uma porta, provavelmente o banheiro. Respirou aliviado. Agora era só conseguir levantar da cama e correr para aquela porta. Com muito sacrifício conseguiu sentar. Arrependeu-se amargamente. Seu traseiro doía como nunca e ardia como se estivesse enfiado uma pimenta gigante nele.
Devido a dor aguda num local tão inusitado, que Danny preferiu conferir depois o que ocasionara o desconforto, ele moveu a perna para levantar e foi assolado por câimbras intensas na virilha como se tivesse passado a noite inteira montado sobre algo largo ou tivesse passado muito tem com as pernas abertas o que lhe remetia a questão do desconforto no traseiro.
Voltou a deitar de lado para que a dor, a câimbra e a ânsia de vômito passassem quando um braço o puxou para um abraço e um beijo na nuca. Ele sorriu. Que jeito gostoso de desejar bom dia. A língua quente percorreu a nuca e avançou pelo pescoço causando arrepios involuntários em Danny até que ele ouviu a voz da companhia.
– Bom dia!
A resposta parou na garganta. Aquela voz grave era sem dúvida alguma masculina. Ele pediu a Deus que quando virasse o rosto para olhar estivesse errado. Qual não foi a surpresa em encontrar o rosto serio de seu chefe. Sim ali na cama do motel luxuosa não era uma mulher ao seu lado. Era Steve!! Steve McGarret!! Oh my God! Ele dormiu com o ex-SEAL e sabe Deus o que fizeram para Danny acordar todo doído. Ele nem queria pensar nas possibilidades.
– NÃOOOOOOO!!!!!
Não se sabe de onde veio a força, mas em cinco segundos Danno estava trancado no banheiro esmurrando a parede e xingando tudo e todos pelo infeliz ocorrido em sua vida tão maravilhosamente azarada. Nada dava certo pra ele todos os seus planos pareciam conspirar contra sua vontade. Ele queria apenas estar bem com o chefe novamente. Ele tinha obviamente transado com um homem e estava todo fodido! Literalmente fodido!!
Steve ainda estava em choque sobre a cama. Aquilo tudo parecia irreal. A noitada regada a sexo, drogas e rock'n roll era real. Menos a parte das drogas, as pesadas pelo menos. Mas o álcool fora consumido sem controle algum. Ele levantou da cama e ficou surpreso com a bagunça que estava o quarto. A noite fora realmente muito boa. Um meio sorriso enfeitou seu rosto até ele se dar conta de que a noite fora com Danny, seu melhor amigo e seu subordinado no five-0.
Ele não havia de embriagado tanto e ainda tinha alguns flashes de lembranças da noite passada ao lado de Danno. Lembrava-se de se despedir dos outros e arrastar o carrancudo engravatado para um táxi e ir a um cassino famoso. As bebidas deixaram Daniel descontraído a ponto de fazer altas apostas e até mesmo faturar algum dinheiro. Mas depois uma mulher muito linda, ele não se lembrava do rosto é que no fundo sabia que ela era bonita, ela o levou a uma suíte onde um presente da governadora o aguardava.
Daniel estava bêbado e ele não o deixaria sozinho para que acontecesse algo. Estavam num cassino. Havia de tudo e todos ali. Matadores, estupradores, pervertidos e toda sorte de escória humana possível. Carregou o amigo com ele até o quarto reservado. Abriu a porta e foi recepcionado por mulheres, na verdade coelhinhas nuas que o esperavam. Ótimo dividiria a diversão com Danno, claro que na condição dele não duraria muito.
Naquele momento ele não imaginava as surpresas que aquela noite traria para sua vida e de Daniel. Havia um longo caminho a percorrer, responsabilidades a assumir e vidas para com que se importar.
Notas finais
Críticas?
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