Amor Em Las Vegas
10 Capítulo 10 - Sequestro
Notas iniciais
Alguns cientistas haviam descoberto algo incrível. O milagre da vida sob uma nova perspectiva. A possibilidade de um ser humano do sexo masculino gerar vida! Embora ainda estivessem em fase inicial, os testes realizados em cobaias humanas estavam obtendo sucesso. Para isso precisavam de homens que fossem jovens de boa aparência e saudáveis. Obviamente, para divulgar o sucesso precisariam de patrocínio. Que patrocínio melhor ao não ser a família da cobaia? Para isso era necessário família rica de grande influência.
O procedimento era simples, descobriram um verme que desenvolvia uma “bolsa” similar a placenta desenvolvida no útero da mulher. O verme serviria como o útero e manteria a conexão entre o corpo gestante e o embrião. O verme encapsulado era introduzido através do ânus e durante seis horas a cobaia estaria fértil para a fecundação que consistia no ato sexual. A cápsula era absorvida pelo intestino e a larva do verme, devidamente fecundada, atravessaria as paredes intestinais para se abrigar na região abdominal onde haveria espaço para o desenvolvimento da gestação.
No início, as cobaias acabavam sofrendo infecções após o organismo rejeitar o verme. Esse verme era alterado para produzir uma célula similar ao óvulo e em contato com o organismo humano ele copiava o DNA do hospedeiro. Devido a baixa resistência causada pela rejeição, os homens acabavam morrendo. Quando eram medicados antes para prevenir as infecções, o organismo rejeitava e expulsava o verme antes de sua formação.
Depois de muitas perdas, conseguiram uma gestação de três meses, o gestante morreu por razões desconhecidas antes de entrar no quarto mês. Dois anos depois obtiveram sucesso com outras cinco gestações que passaram do quinto mês. Porém um deles contraiu uma bactéria não identificada e morreu em menos de uma semana, não demorou muitos dias para os outros quatro manifestarem os mesmos sintomas e acabarem mortos também.
O projeto estava perto de ser abandonado. A equipe achou melhor arquivar o caso, mas um pequeno grupo discordou e deu sequência as pesquisas sem o apoio dos outros. As mortes se tornaram rotineiras e, em um momento de desespero, sequestraram vários jovens numa tentativa de testar um novo resultado que foi obtido. Mark era um deles.
Depois de descobrirem que a fecundação poderia ser alcançada através da relação sexual, recrutaram alguns ex-militares desertores e procurados pelas autoridades para fazer o serviço. Esses homens foram combatentes nos piores lugares do mundo e o organismo deles seria resistente para manter o embrião vivo. Resultado: nenhuma cobaia aceitou fazer sexo com os homens agressivos e perigosos. Muitos estupros aconteceram e as vítimas entraram em depressão, alguns casos culminaram em suicídio e outros em abortos. Ainda assim duas gestações tiveram sucesso e os gestantes estavam entrando no sexto mês sem qualquer problema.
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Steve aguardava na entrada da sua casa a chegada dos companheiros do Five-0. Logo o carro vermelho de Kono estacionou e ela desceu correndo ao seu encontro acompanhada pelo primo. Estavam jantando na casa de Chin com a esposa dele quando Steve ligou.
Precisavam continuar a investigar os sequestros e descobrir o paradeiro de todas as vítimas. Depois de analisarem o quintal de Steve e coletar possíveis evidências para serem analisadas pelo laboratório, voltaram para a sede. Lá havia mais recursos para o trabalho se desenvolver.
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Mark acordou num local escuro e frio. Seus instintos o alertaram para o perigo e ele finalmente se deu conta de que fora sequestrado, estava amarrado e amordaçado. As mãos e os pés formigavam pela dormência por estarem amarrados por tanto tempo. Ele tentou se mover e descobriu estar deitado em posição fetal num cubículo com paredes de metal.
Alguns minutos se passaram e ele escutou passos se aproximando. Vozes e choro foram ouvidos seguidos por uma porta batendo e o choro cessou, ou foi abafado pelo local. Ele não conseguia raciocinar direito. Logo outras portas foram abertas e gritos de socorro dispararam até a porta onde ele estava ser aberta também.
–Ele está acordado?
Não pôde ver o rosto, seus olhos estavam sensíveis a claridade de fora. Manteve os olhos fechados até que fosse confortável abrir novamente. Mãos rudes lhe puxaram para fora do cubículo e foi colocado de pé, porém suas pernas fraquejaram, só não caiu porque o mesmo homem que o tirou do cubículo – ele identificou pela voz grave e o porte físico – estava por perto e lhe segurou.
–Ele está fraco, não sei se aguenta. — respondeu outro homem falando com o que lhe segurava.
Esse último parecia ser algum tipo de líder ali. Pelo que conseguiu ouvir, havia outros rapazes sequestrados como ele. Escutava pedidos para ir embora, ofereciam dinheiro e grandes favores, choravam e suplicavam por liberdade, principalmente pediam para não ser machucados novamente.
Mark entrou em alerta. O que estava acontecendo ali era demasiado perigoso e ilegal. Ele foi levado até o laboratório onde teve que trocar suas roupas por uma camisola hospitalar, coletaram seu sangue e o identificaram como amostra número vinte e sete. Cobaia vinte e sete azul. Que raio de experiência estavam fazendo que não chamava a atenção de ninguém com tantos sequestros?!
O homem que lhe amparava atendia pelo gentil apelido de “Big Joe” ou simplesmente “Big J”. Mas ele nem era tão grande, apenas oitenta e nove quilinhos bem distribuídos em um metro e noventa e oito. Tinha porte militar e era moreno com os olhos verdes.
–Tenente Joseph, traga o experimento número vinte e sete. Espero que tenha mais sorte com esse. O número treze não resistiu à primeira tentativa, o número quinze morreu durante a terceira e o número vinte e quatro...
–Acredito que esse tenha resistência.
Um dos médicos indicou a Big J que levasse a nova cobaia para a cabine e preenchesse o formulário de dados pessoais, essa ocorrência era para criar um vínculo entre o futuro gestante e o possível pai. A cabine era pequena, acomodava uma maca, uma mesa metálica e uma cadeira. Sobre a mesa havia um embrulho, era um kit para o exame. No teto, sobre a maca, havia um foco de luz. As paredes eram revestidas de um material espesso.
Mark foi depositado sobre a maca e antes que pudesse se dar conta, amarrado a ela com tiras de couro. Gritou por socorro e então percebeu que a cabine era a prova de som e ninguém iria ouvi-lo, não que estivessem dispostos a ajudar. Finalmente ele entendeu. Estava ali por um motivo que não envolvia resgate e qualquer coisa sobre o dinheiro de sua família ou política. Não voltaria mais pra casa, se sobrevivesse.
Joe abriu o kit e calçou as luvas, sentou na cadeira ficando a cabeceira do rapaz. Examinou o cabelo claro e coletou alguns fios num tubo próprio para análise. Verificou os olhos, pupilas saudáveis de cor apreciada: verde azulado. O nariz não tinha vestígios de secreção ou muco. Na boca, os dentes estavam saudáveis e a arcada completa, a língua apresentava cor, tamanho e textura normais. Lábios sem rachaduras e qualquer anomalia.
A camisola foi levantada e a nudez da vítima exposta. A pele em geral tinha aspecto saudável e coloração pálida. Poucos pelos nos braços e pernas. O rosto quase imberbe apresentava sinais de uma barba rala e bem aparada. Apenas a pilosidade genital era mais abundante e espessa. As pernas foram dobradas e separadas, permitindo melhor visão de toda estrutura íntima do avaliado.
O membro sexual era mediano e não apresentava sinais de infecção, uma sonda uretral de alívio foi usada para coletar urina. Mais abaixo o saco mantinha a mesma aparência saudável do membro anterior. Abaixo do períneo, o ânus estava contraído e uma leve penugem o rodeava. O examinador pressionou um dedo sobre o canal fechado tentando penetrá-lo.
–Por favor, aí não!
A pressão aumentou e o local ficou mais contraído, Joe não era conhecido por sua paciência e simplesmente empurrou o indicador sem qualquer delicadeza ou lubrificação. O corpo protestou contra a invasão apertando o dedo intruso.
–Virgem. Vou gostar de ter você apertando meu pau desse jeito.
O tenente tentou inserir um segundo dedo, mas não conseguiu e decidiu parar de tentar. O rapaz estava às lágrimas pela dor causada na primeira penetração. Ao fim do exame só lhe restava o terror, a descrença, o medo e a compreensão do que lhe aconteceria ali. Seria usado como objeto sexual e isso lhe causava extremo asco. Porém ele não fazia ideia de isso era apenas o início.
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McGarret estava furioso. A polícia não queria cooperar e havia assumido a investigação do caso. A preferência era do FBI porque o pai da vítima solicitou através de um contato no bureau. O Comandante falava com um dos agentes para participar da investigação. Ele precisava estar no caso. Precisava ajudar Danno a voltar.
Kono e Charlie estavam trabalhando nas provas encontradas sem que a polícia soubesse, até que Steve conseguisse o caso não poderiam tornar público qualquer resultado proveniente dessas evidências. Ficariam investigando por conta própria.
Joe ao perceber a aflição do comandante, contatou um amigo do Serviço de Inteligência da Marinha para ajudar. Catherine estava em missão no Golfo Pérsico e não se tinha notícias dela por quase oito meses. Até que um dos superiores dela nessa mesma missão recebeu uma informação que havia possibilidade de contatá-la, porém não havia mais nada nessa informação sobre sua localização, saúde ou mesmo se estava viva. Já havia recebido algo assim antes e quando o encontro se concretizou o militar era apenas um monte de cinzas.
Joe não teria coragem de dar essa notícia para Steve. Ele sabia que embora o relacionamento deles estava fadado ao fracasso, havia alguma cumplicidade e respeito entre os dois. O que os separou foi o compromisso com a nação. Missões cada vez mais distantes e perigosas por ambos os lados. A morte era uma companhia constante e nenhum deles estava disposto a causar a dor de perder um grande amor para sempre. A melhor decisão era terminar o que tinham. Na verdade, nem sabiam se poderiam nomear o envolvimento deles.
O contato de White usou algumas imagens de um satélite ativo para visualizar as imagens capturadas no momento do sequestro. O carro e pelo menos duas pessoas foram identificadas e ligadas a uma empresa. Depois dessa ajuda não foi difícil localizar uma clínica famosa por seus trabalhos de fertilização artificial com sucesso garantido. Devido ao nome da dita clínica e o poder do seu presidente, foi bastante complicado conseguir evidências fortes para ligá-los aos sequestros.
No entanto, uma vítima sequestrada há alguns anos foi vista na clínica por uma paciente. Era um rapaz jovem, menos de vinte anos e filho de um senador. Na época, uma força-tarefa foi designada para atender ao chamado do senador e encontrar seu filho desaparecido. Fotos do rapaz foram divulgadas e uma paciente se encontrou com ele na sala de cardiotocografia durante o exame que permite ouvir as batidas do coração do bebê e verificar as contrações.
O médico responsável se manifestou e alegou que a paciente estava dopada para a realização de um procedimento, por isso o testemunho dela não seria válido e foi descartado. Logo depois, o caso do sequestro foi encerrado e arquivado como “sem solução”. Quando soube disso, Steve entrou com um pedido do Governador e conseguiu assumir o caso do sequestro de Danny para o 5-0.
Joe entrou em contato com essa suposta testemunha e conseguiu convencer a mulher a se encontrar com ele. Ele foi a casa dela e notou que ela parecia estar nervosa e assustada. Suspeitou que algo estivesse acontecendo e, por precaução, manteve sua arma à mão. Discretamente tirou a mulher da casa e a escondeu na casa de Steve. Quando estavam em segurança, ela finalmente relaxou e contou a Joe tudo o que sabia:
–Eu procurei a clínica porque pretendia realizar reprodução independente. Me cadastrei e fui submetida aos procedimentos exigidos por ela. Durante um exame, eu estava deitada numa maca e vi quando trouxeram uma gestante desacordada para a sala. Depois que a deitaram na maca ao meu lado, retiraram a camisola eu vi a barriga, parecia estar de uns cinco meses e não tinha seios.
–Você foi medicada nesse tempo em que ficou na sala?
–Não. Fizeram o exame do coração do bebê e eu pude ouvir as batidas. Os homens de jaleco branco que estavam acompanhando comentavam que estava tudo bem e poderiam seguir com o plano. Quando o exame acabou, levantaram a paciente e então vi que ela tinha um pênis. Uma grávida que não tinha nem peito, mas tinha um pênis!
–Tinha mais alguma característica masculina nessa pessoa?
–Não vi mais nada depois que ele saiu. Mas eu vi o rosto e reconheci o moço sequestrado quando estava passando na TV, era filho do senador. Me medicaram assim que eles deixaram a sala. É estranho, eu vi um homem grávido?!
Joe ligou para Steve, pois o Comandante precisava saber que realmente era possível que a clínica estivesse engravidando homens por aí. Talvez Danny e o rapaz sequestrando estivessem em poder desses malucos e se tornassem cobaias. Não sabiam o que fariam com eles. Só deveriam ser rápidos e encontrar o local onde faziam os experimentos.
Logo que a testemunha foi liberada e voltou para sua casa, Steve foi notificado que a casa da mulher explodiu e a explosão causou sua morte. Uma equipe foi direcionada ao local e Joe acompanhou. O artefato usado para a bomba foi identificado e, através de registros no banco de dados de um laboratório, descobriram o comprador. O homem que havia adquirido uma quantidade tão grande de nitroglicerina durante os últimos sete meses usava um nome falso e, consequentemente, uma empresa de fachada para aquisição de variados produtos.
Depois de algumas pesquisas, o Five-0 triangulou a possível localização do cativeiro. Uma parte abandonada no cais com vários armazéns antigos e vazios em propriedade de uma sociedade particular foi identificada com algum movimento suspeito nos últimos dois meses e alguma atividade com transporte também no mesmo local. Tudo indicava que poderiam estar escondendo suas cobaias naquele lugar. Uma equipe preparada invadiu o local e descobriu as instalações no subsolo.
O trabalho final foi rápido. Infelizmente a invasão foi detectada e os cientistas se livraram das cobaias gestantes matando os rapazes com gás venenoso e explodiram a câmara onde eles estavam isolados. Não restou nada da pesquisa ou experiência que pudesse servir como evidência de atividade ilegal para processar a clínica famosa que estava por trás das ações dos cientistas.
A equipe que estava trabalhando foi indiciada e conduzida para interrogatórios. Alguns tentaram suicídio, nem todos obtiveram sucesso. Os que sobraram não falaram nenhuma palavra sobre o projeto. Após a burocracia foram conduzidos a prisão. No entanto, todos os sobreviventes que sabiam qualquer coisa da pesquisa morreram silenciosamente no transporte. Ninguém soube explicar a causa de tantos ataques cardíacos ao mesmo tempo. Provavelmente alguém muito poderoso estava por trás de tudo e simplesmente apagou os rastros.
Danny e Mark foram entregues sãos e salvos às suas devidas famílias. O policial foi encontrado ainda na sala de identificação, nem tinham coletado material para catalogar. Mark foi encontrado no local de espera para ser fertilizado. A família do jovem fez muitas homenagens ao Five-0 por ter encontrado o moço.
Após ser examinado e devidamente interrogado, Danny voltou para a sede. O local estava vazio, Chin fora encontrar a esposa e Kono desapareceu feito fumaça. Nos últimos dias, ela estava bastante esquiva, o detetive tinha certeza de que ela estava saindo com alguém. A sala de Steve estava aberta e o loiro viu que o comandante estava lá dentro.
Steve estava preocupado com o desaparecimento de Cath, embora confiasse na competência da tenente e suas habilidades de sobrevivência. No momento ele só queria respirar em paz depois de todo o sufoco com o sequestro de Danno. Estava realmente assustado quando percebeu que corria o risco de nunca mais ver o detetive estressadinho.
– Danno?
– Ah... Eu só passei pra saber e está tudo bem. Se você está bem. Eu queria agradecer pelo que fez por mim.
– Tudo bem, eu faria por qualquer um nós. Somos uma família e cuidamos dos nossos.
Daniel puxou Steve para um abraço bem apertado e deixou que lágrimas silenciosas corressem por seu rosto. Não queria deixar que os outros vissem, mas estava com muito medo de não poder ver o Comandante novamente. Quando acordou amarrado num lugar estranho e com pessoas desconhecidas, pensou que fosse morrer e seria o fim de sua lastimável vida.
Steve percebeu o choro do parceiro e manteve silêncio em respeito a dor que ele estava sentindo. O SEAL também estava assustado e aos poucos o alívio se fazia presente. Mas como transmitir em palavras tudo o que estava sentindo naquele momento?
Não precisou falar. Sentiu o loiro se soltar do abraço e procurar por seus lábios iniciando um beijo apaixonado. Ele não podia resistir, passou tanto tempo esperando por isso e a saudade daqueles beijos estava fazendo efeito em seus nervos de forma que apenas correspondeu o beijo.
Danny foi empurrado até a mesa touch da sede, sentiu o parceiro descer as mãos por suas costas até as nádegas e apertá-las com gosto, depois suas coxas foram agarradas com força e Steve o ergueu para lhe colocar sentado na mesa. As mãos grandes dele não deixaram as coxas do detetive e continuaram apertando com força numa vã tentativa de conter tanta excitação.
O corpo do SEAL era pressionado contra Danny de forma que os membros excitados se roçassem libidinosamente. O ar se fez necessário e o beijo foi partido para que pudessem recuperar o fôlego. Gemidos e ofegos romperam o silêncio enquanto os lábios de Steve tomavam o pescoço exposto a sua mercê deixando marcas de mordidas e chupões.
As mãos do loiro apertavam as costas musculosas por cima da camisa e pareciam querer rasgar o tecido para tocar diretamente a pele quente do homem que estava entre suas pernas tocando seu corpo e distribuindo lava por onde seus lábios passavam. Os quadris se moviam ao encontro da pélvis do comandante exigindo mais contato até que o loiro gozou e Steve se afastou bruscamente.
McGarret se afastou do corpo do melhor amigo sentado sobre a mesa e respirou fundo tentando se conter para não fazer besteira como aconteceu das outras vezes. Virou as costas para o detetive e tentava colocar a cabeça em ordem enquanto acalmava a excitação que acometia o próprio corpo.
O detetive Williams tentou se segurar na borda da mesa, mas suas mãos não tinham mais forças para sustentar o corpo, deixou-se cair para trás e ficou parcialmente deitado sobre a mesa enquanto suas pernas pendiam trêmulas. O orgasmo drenou suas forças durante alguns momentos. Ele ainda se sentia deliciado pela sensação de relaxamento e letargia que o tomava. Foi tudo tão intenso que ele não estava surpreso por não conseguir se segurar e gozar tão rápido.
Obviamente não estava satisfeito apenas com o pouco. Queria se unir a Steve e chegar ao ápice novamente sentido o corpo do homem que amava lhe arrebatar em prazer. Quando conseguiu reunir forças de novo, levantou com esforço e sentou. Steve ainda estava ali e o olhava com uma expressão de dúvida.
O SEAL tinha nervos de ferro, ficar ali parado enquanto via o parceiro sofrer as consequências do orgasmo que ele havia proporcionado e não fazer nada. Todo esse esforço exigia uma força de vontade que ele nem sabia possuir. Seus instintos gritavam para que concluísse a missão e tomasse o homem sobre a mesa com toda a luxúria que seu corpo precisava, mas ele necessitava do consentimento do outro.
– Steve...
– Danny, eu não quero repetir os episódios anteriores. Eu me sinto culpado quando você me acusa de te coagir a transar comigo. Eu pensava que fosse consensual, mas você disse que estava bêbado na primeira vez e que eu o forcei indiretamente quando transamos no banheiro.
– Eu...
– Se você me quer vai ter que tomar a iniciativa. Eu não vou te tocar até que me implore para fazer isso. Eu quero te ouvir pedindo pra ser meu.
– Você realmente me coagiu naquele banheiro!
– Ora! Faça-me o favor. Pare de bancar a vítima indefesa quando você estava pedindo para que eu te penetrasse logo em vez de preparar com os dedos!
As palavras ficaram ecoando pelas paredes do prédio e reverberando na mente de Daniel. Sentiu as bochechas corarem com a lembrança e no fundo tinha conhecimento de que fora totalmente consensual. Apenas não queria admitir que naquele momento necessitava de contato com o chefe, não qualquer contato. Precisava ser possuído com a avidez que somente o líder do 5-0 poderia proporcionar.
McGarret ficou observando as reações do parceiro enquanto se decidia sobre o próximo passo. Obviamente estava se segurando ao máximo para não se atirar contra Danny e fodê-lo como seus instintos excitados exigiam. Porém vê-lo sentado sobre a mesa com as pernas abertas, as roupas desalinhadas e o rosto corado esperando como um prato saboroso a ser comido, só tornava tudo mais difícil para Steve.
Danny sabia que o comandante estava olhando, mas manteve a cabeça baixa. O olhar do outro homem queimava e o excitava. Ele não queria ser visto tão entregue dessa forma, Respirou fundo e tomou a iniciativa. Desceu da mesa com cuidado e caminhou decidido até Steve.
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