Amor Em Las Vegas
6 Capítulo 6 - Em clima de Lua-de-mel
Notas iniciais
Perdoem o sumiço. Tava com dor de cotovelo. Na verdade quebrei o cotovelo esquerdo e sendo canhota... Minha vida ficou tensa. Eu estava curtindo meu quarto dia de férias do trabalho quando caí. Passe o restante das férias de molho e ainda peguei um atestado pra concluir o tratamento.
Já estou melhor, só não posso esticar o braço.
Bom, aí está mais um capítulo. Espero que gostem!!
Joe White estava pasmado com o que ouvira de Chin. Depois da narração do oriental sobre um suposto casamento, num suposto local de aparência suspeita, evolvendo dois integrantes do Five-0, definitivamente não sabia onde o ele queria chegar.
– Não estou te entendendo.
– É simples, esse DVD é fruto de uma brincadeira que uma das casas de jogos faz. Podemos ir lá e descobrir para onde Steve e Danny foram depois de se casarem de brincadeira.
– Eles se casaram?!
– Estavam bêbados. O pessoal da casa é bem louco e aproveita que estão embriagados para realizar os casamentos e lucrar acima de tudo.
– Eu não sei. Isso tudo é meio estranho e não entendo como eles puderam cair nesse golpe.
– Ok, depois tentamos desvendar tudo para que você fique feliz. Por hora vamos procura-los.
Os dois homens saíram do hotel em que estavam hospedados e pegaram um táxi para chegar ao local onde o casamento fora realizado. A fachada chamativa não deixava dúvidas da loucura que era o lugar. Bêbados lotavam a sala de espera e faziam escândalo quando não eram compreendidos.
Chin e Joe tiveram que distribuir cotoveladas para chegar ao balcão de atendimento. Mãos passavam por seus traseiros continuamente, até mesmo um homem drogado tentou beijar o oriental, causando uma crise de riso em Joe. Obviamente teve vingança, um travesti agarrou o homem e queria beijá-lo por toda lei.
Finalmente alcançaram o balcão e foram atendidos por um jovem de aparência drogada e agressiva. Havia resíduos de pó branco nas narinas do atendente e ele mal conseguia falar. Apenas quando mostraram o DVD do casamento ele teve uma reação que pôde se interpretar.
– Caesar’s Palace.
– Como?
– Lua-de-mel!! Esses dois não acabaram de casar? Então, o grandão tinha qualquer coisa pra ver nesse hotel chique e foram pra lá. Eles pareciam ter dinheiro também...
Joe mal esperou o cara terminar de falar e arrastou Chin pra fora. O hotel não ficava tão longe, portanto foram a pé até o Caesar’s Palace. Tiveram algum contratempo para chegar, nada tão alarmante, apenas uma tentativa de assalto.
Quando finalmente adentraram a recepção e perguntaram por McGarret, foram brindados pelo sorriso constrangido do rapaz atendente. O rapaz enrubesceu e se inclinou para confidenciar algo para os dois homens. Porém o outro atendente, prevendo suas ações, interrompeu o ato antes que fosse tarde demais.
– Sejam bem-vindos cavalheiros! Em que posso ser útil?
Discretamente o primeiro rapaz foi colocado para fora do balcão debaixo do olhar fuzilante do colega e um “O que pensa que estava fazendo?! Não se fornece informações de hóspedes!”
– Apenas gostaríamos muito de falar com um amigo nosso que está hospedado aí. Steve McGarret e talvez outro homem esteja com ele, Daniel Williams.
– Lamento profundamente, não podemos fornecer informações sobre hóspedes presentes, ou não. Vou chamar alguém para acompanhá-los até a saída. Tenham um bom dia.
Chin perdeu a paciência e, por milagre tinha levado o distintivo na carteira. Colocou o distintivo sobre o balcão e rosnou para o rapaz.
– Escute aqui seu merdinha, conhece este distintivo? Sabe quem sou eu?
– Lamento profundamente, senhor. Mas não estou habilitado para lidar com pessoas mentalmente perturbadas.
Chin, bufou exasperado e voltou ao balcão pronto para ameaçar e agredir o moço. Mas foi interrompido pela voz zombeteira que saía dos alto-falantes.
– Atenção!! Temos um homem aqui no balcão principal que não sabem quem é. Caso o responsável legal por esse cavalheiro desorientado esteja presente, compareça a recepção central para recolher o dependente.
Chin sentiu o sangue fluir com mais força pelo corpo e explodindo no rosto. Os clientes que aguardavam na fila olhavam com ar de riso para o oriental esquentado que agora corava de vergonha.
Joe tentou remediar o estrago e pediu a atenção do atendente para esclarecer os fatos. Explicou que eram policiais e estavam procurando dois amigos que se perderam e foram vistos nas proximidades do hotel.
– Lamento, mas esse distintivo serve apenas no Hawaii. Em Las Vegas as regras são outras.
Joe apenas assentiu derrotado e arrastou Chin para fora. Voltariam no dia seguinte, no momento ele precisava espairecer. Precisava clarear as ideias e bolar um plano pra descobrir a presença de Steve e Daniel naquele hotel.
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Steve passou a noite em claro velando o sono de Danny. Ficou preocupado com a saúde do amigo depois de toda confusão. O homem dormia profundamente e ressonava, após do trabalho que o moreno tivera pra obrigá-lo a comer e tomar os analgésicos. Steve precisava estar atento, caso Danny acordasse para ir ao banheiro, ele ainda não estava bem para andar.
Droga, esquecera completamente do casamento, de Lori, dos amigos e da despedida de solteiro. O que seus amigos estavam fazendo? Lori devia estar louca para matá-lo com requintes de crueldade. Mas o que podia fazer se acabara causando uma grande confusa e envolvera seu melhor amigo no meio de tudo isso?
– Steve...
O moreno foi acordado de seus devaneios com o chamado. Danno estava acordado e olhou para a porta do banheiro. Steve entendeu e o ajudou a se levantar.
– Não precisa, eu posso ir sozinho.
Na verdade, Danno estava constrangido por ter acordado com uma ereção depois de sonhar com o companheiro. Seria vergonhoso se Steve notasse seu estado. Tudo que ocorria a sua volta era de cunho sexual. Pelo menos ele estava interpretando tudo dessa forma, por terem transado.
– Eu te ajudo a ficar de pé.
“Ficar de pé”, ora, ele já estava “de pé”. O causador de tudo estava ao seu lado e fingia não ouvir sua recusa pela ajuda. Foi arrastada cama e carregado nos braços até o banheiro. Lá Steve o depositou no chão diante do vaso sanitário e dirigiu as mãos para a calça do pijama na intenção de tirar.
– NÃO!!
O comandante se assustou com a negativa e irritou-se com o amigo. Segurou as duas mãos de Danny atrás das costas e com a outra mão apalpou o membro desperto sobre o tecido do pijama. Segurou o corpo do loiro firmemente contra seu próprio corpo e abaixou a calça dele.
– Não me toque!
– Shhhh... Você não deveria falar nada. Está sob meus cuidados e eu farei tudo para te deixar confortável.
A mão deslizou pela coxa definida e alcançou o membro teso. Fechou os dedos na ereção e moveu mão lentamente pela extensão ereta. Sentiu o homem em seus braços fraquejar e sorriu discreto com a resignação dele. Logo os quadris se moviam de encontro a mão que acariciava e gemidos ecoaram pelo banheiro.
– Droga!! Steve!... Ahnnnn... Ahn!...
O loiro foi virado de frente com Steve e teve sua boca atacada com fúria pelo homem mais alto. Suas mãos percorreram o tórax musculoso e encontraram o caminho para os cabelos curtos onde se embrenhavam tentando conter o prazer que o assolava. Sentia o aperto em seu quadril aumentar e a mão descer para sua nádega.
Steve não tinha certeza de seus atos. Danny estava excitado e ele se aproveitara disso, mas quando ele se deixou levar pelos seus toques não pôde resistir. Queria tocar e beijar o loiro novamente. Sentir o corpo dele estremecer por seus toques e ele se derreter em suas mãos novamente. Estava atraído por ele e agora não era o momento ideal para se recriminar.
Seus instintos falaram mais alto e virou o corpo do loiro para si, louco para provar aqueles lábios tentadores novamente. O beijo foi voraz e devorador assim como ele estava se sentindo em relação a seu subordinado. Tudo nele gritava sensualidade e não queria acordar daquele surto.
Seu corpo pedia por Danno e ele parou de se negar. Apertou o quadril dele com força e desceu a mão para as nádegas firmes. Apertou com gosto e sentiu o loiro gemer entre o beijo. Levantou o corpo dele pelas nádegas e o sentou na pia. Rompeu o beijo e direcionou os lábios para o pescoço pálido com vestígios de chupões do outra noite.
As mãos do loiro encontraram a barra da camiseta que o moreno usava e puxou para cima, Steve ergueu os braços para facilitar e logo sentiu sua calça descer por suas pernas juntamente com a peça íntima. Danny realmente estava desesperado e desligou-se de tudo. Queria focar apenas naquele momento.
Quando as ereções se tocaram ambos gemeram deliciados pelo contato. Daniel cruzou os pés às costas de McGarret na tentativa de aproximar mais os corpos. Ambos não resistiriam por muito tempo e precisavam se aliviar o mais rápido possível, nada de preliminares.
O ex-SEAL tocou o membro de Danno e iniciou uma carícia lenta e torturante fazendo espasmo percorrer o corpo sentado sobre a pia e gemidos altos deixarem os lábios do homem loiro. Sentia que ele estava próximo de chegar ao ápice, acelerou os movimentos e sua mão foi parada.
– Não, quero gozar com você dentro de mim.
– Mas...
– Não me faça implorar! Eu to derretendo!
Rapidamente as mãos do comandante tatearam a pia à procura de algo que pudesse servir de lubrificante para não machucar seu querido Danno. Na pressa acabou derrubando tudo no chão, vidros e frasco de algo perfumado, mas não identificou o que seria. Seus sentidos estavam aguçados para outro propósito no momento.
Danny deitou na pia para alcançar uma prateleira que havia do outro lado e esticou o braço para pegar o shampoo que havia caído com o movimento brusco de Steve, não era experiente com essas coisas, não costumava usar lubrificante. Nunca precisou usar, na verdade e agora não sabia se o shampoo serviria.
– Passa o condicionador pra cá, eu me viro. Só não quero que você sinta dor e fique machucado de novo.
Com o condicionador em mãos, Steve retirou as pernas do outro que estavam presas a seus quadris e despejou uma porção do produto sobre os dedos, manteve as pernas do loiro suspensas e ajoelhou-se em frente a pia. Seu rosto estava na altura correta, seus olhos febris devoravam a entradinha enrugada que parecia piscar e chamá-lo para entrar.
– Steve, não fique aí olhando, é constrangedor. Eu me sinto...
– Me deixe apreciar o prato, afinal vou estar me deliciando em alguns instantes.
– Que cheiro é esse? Abacaxi?!
– É o condicionador, realmente tem cheiro de abacaxi. Mais uma refeição com a fruta tropical. Parece que os abacaxis estão conspirando contra você Danno...
– Pare de enrolar e faça logo!
O moreno parou, um sorriso perverso no rosto e levantou. Seus olhos brilharam com a cena que se desenvolvia diante dos seus olhos. Danny estava ofegante, olhos fechados, segurava as pernas suspensas e abertas para que Steve o preparasse e dizia coisas sem sentido.
– Fazer o que? Fale pra mim, Danno. O que quer que eu faça?
– Anhhh, Cretino!... Não fique aí parado me olhando assim, eu...
– Você se excita mais, não é?
– Droga, para de falar essas coisas!
– Sim, você gosta quando eu falo. Está ficando até mais duro...
Danno se recusava a abrir os olhos e encara o homem a sua frente, sabia que ele estava de pé agora, devorando-lhe com aqueles olhos em chamas e se deliciando com sua posição embaraçosa. Sentia as mãos dele lhe tocando a excitação e logo uma língua atrevida roçou por seus mamilos sensíveis deixando-os mais eriçados, mordidinhas um tanto doloridas foram acrescentadas e ele se ouviu gemendo vergonhosamente.
Não, o que era pra ser apenas uma rapidinha estava se tornando muito mais intenso e arrebatador, seus ouvidos estavam atentos aos gemidos e pedidos por mais que Danno proferia e ele não conseguia parar de tocar aquela pele macia e arrepiada por seus toques. Sua mente estava em branco e ele queria apenas se enterrar no corpo que derretia sob suas carícias.
Tocou a entrada rosada com um dedo lambuzado de condicionador e pressionou com cuidado até o músculo ceder passagem, seu dedo foi engolfado pelas paredes quentes do interior de Danny e ele se continha para não ser rude e tomá-lo sem preparação. O segundo dedo logo se fez presente e o movimento ganhou velocidade. Quando afundou os dois dedos tocaram em algo que fez o corpo invadido estremecer com espasmos fortes e gritos de prazer ecoaram pelo cômodo abafado.
Sua mão tomou impulso e aumentou a velocidade da penetração com os dedos. Tocava a próstata repetidamente. Adicionou o terceiro dedo e logo mais sentiu as paredes contraírem repetidamente até Danny gozar. Os gemidos, a expressão de prazer absoluto, o corpo arqueando para trás, sua mão molhada pelo gozo... Tudo foi registrado em câmera lenta. Jamais esqueceria cada milésimo de segundo que durou aquele momento de êxtase.
Ficou encantado, observando cada detalhe das reações de Danno. O relaxamento, a expressão de tamanho prazer sentido, o sorriso de satisfação e os instantes de silêncio e quietude apenas curtindo o orgasmo. Então as pálpebras tremeram e os olhos brilhantes surgiram.
– Eu...
– Bem-vindo de volta!
– Você, não?!...
– Não diga nada, ver você sentindo prazer não tem preço. Nem sei explicar como foi bonito. Eu estou satisfeito com isso.
– Eu quero ver você sentindo o que eu senti! Entra em mim.
Steve sorriu sem jeito. Durante seu momento de contemplação não percebeu que havia gozado apenas assistindo o êxtase de Danny. Sentiu o rosto corar e olhou constrangido para o parceiro.
– Acho que gozei só de te olhar.
Daniel desceu da pia e ajoelhou diante do homem mais alto. Suas mãos envolveram o membro adormecido e iniciou a carícia com movimentos suaves. Sentiu a ereção tomar forma em sua mão e apertou os dedos em volta da carne quente e olhou para Steve. Ele mantinha os olhos fechados e continha os gemidos cerrando os lábios com força.
– Eu quero ouvir. Deixe-me escutar seus gemidos.
– Danno!... Droga!...
– Pare de segurar!
A mão deslizava com firmeza pelo membro rígido, o pré-gozo escorreu e a língua de Daniel amparou a gota. Logo a boca tocou a cabeça do pênis e sorveu o líquido perolado que saiu.
– Ohhhhh!
Beijos foram distribuídos pela ereção e uma lambida poderosa da base até ponta quase colocou o ex-SEAL abaixo. A umidade morna da boca do loiro foi o próximo contato que Steve recebeu. Suas mãos crispadas deixaram a borda da pia para agarrarem os cabelos loiros do homem ajoelhado, tomando o controle da situação e aumentado a velocidade das estocadas na boca de Danny.
Danny gemeu causando vibrações pela excitação do comandante e segurou os quadris dele quebrando o contato. Precisava respirar, o membro havia forçado sua garganta e estava quase engasgando.
– Tempo, por favor. Eu preciso respirar.
– Desculpe...
– Não, quero que goze dentro de mim, junto comigo.
O loiro puxou a mão do chefe e despejou mais shampoo, virou de costas e se apoiou na pia. Sentiu as mãos grandes de Steve percorrerem seus ombros e descerem pelos braços até suas mãos na borda da pia. Gentilmente suas mãos foram levadas até as nádegas e ele entendeu o recado. Separou as duas partes se expondo para o homem atrás de si.
Levantou a cabeça e se arrependeu no mesmo momento. Um espelho enorme tomava toda a parede incluindo a parte da pia. Seu reflexo mostrava o quanto estava enrubescido e sentindo prazer. Via a expressão de puro deleite no rosto de Steve enquanto as mãos dele se ocupavam em preparar seu corpo para recebê-lo. Aquilo era tão embaraçoso quanto prazeroso. Steve olhou para ele pelo espelho e sorriu com malícia.
– Ora, ora. Agora poderemos ver a cara que você faz enquanto eu mexo aqui atrás.
Danno arregalou os olhos ao ver Steve se abaixar até estar de joelhos atrás dele. Sentiu a língua deslizando pela fenda entre as nádegas e umedecendo o local. Vários beijos foram depositados sobre o botão rosado que ainda permanecia fechado e depois a língua forçou a entrada.
– Ahnnn!! Não!...
Suas pernas tremiam e ele lutava para se sustentar de pé. Não conseguia desviar o olhar do espelho. Seu rosto expressando deleite pela carícia. Ele não podia estar fazendo aquela cara de prazer. Obviamente com aquela expressão ele estava pedindo para ser literalmente comido. Não se espantava a ferocidade que Steve demonstrou durante o sexo anteriormente.
– Ahnn... Ahnnn... Ahnnn...
Steve empurrou a língua contra o buraquinho apertado de Danny e apertava as coxas dele deixando marcas que se transformariam em hematomas roxos. Seu rosto completamente enterrado na bunda de Danny. Que imagem para se olhar!
– S-steve!... Eu vou... Ahnn!...
Ele parou e apertou o membro do loiro para impedir o gozo iminente. Não deixaria Danny gozar antes dele se enterrar naquele traseiro gostoso. Seus dedos fizeram o mesmo caminho da língua e entraram no orifício lambuzado com a saliva. O shampoo ajudou a deslizar os dedos pelo interior e rapidamente ele preparou o companheiro.
– Não posso mais esperar...
Posicionou-se atrás do detetive e entrou. Lentamente cada centímetro foi engolido pelo ânus apertado. Danno cerrou os dentes para resistir ao desconforto inicial. Steve o preparara, mas dedos não poderiam ser comparados ao membro avantajado dele. O volume grande parecia que o partiria ao meio.
Quando o membro entrou completamente, o comandante soltou o ar que nem notara ter segurado. Respirou devagar e apoiou a testa na cabeça para recuperar as forças. Levantou o rosto e viu o reflexo de Danny pelo espelho Ele mordia os lábios e estava muito vermelho. Distribuiu beijos cálidos pelas costas suadas tentando passar conforto.
– Quer para? Eu não me importo se você estiver com dor.
– Não!!
– Mas...
– Eu quero ir até o fim.
– Você manda.
– Vamos, comece a se mexer!
Steve saiu quase todo do interior quente e aconchegante e entrou com mais força batendo na pia. Danno chiou com o impacto. Os dois mudaram de lugar e o comandante o jogou contra a parede.
– Ah! Ouchi!! Cuidado aí!
O detetive foi empurrado contra a parede e apoiou-se com as mãos para não bater o rosto. Ele gemeu com o contato da parede fria com o membro excitado. Sentia as arremetidas vigorosas que levava por trás e arrependeu-se de ter atiçado Steve com as palavras de incentivo. Ele estava um tanto selvagem.
– Ahn!! Ahnn!!
– Porra, Danno!... Ahnnn!!!
– Maissss!!
Danno virou o rosto para trás tentando olhar para o homem que o penetrava. Era difícil manter a cabeça virada e quis voltar a posição anterior quando uma das mãos de Steve agarrou seus cabelos e manteve o rosto virado para si. Seus lábios foram tomados com paixão e fome. A entrega era certa, quem era ele para resistir aquele beijo que transmitia tanto sentimento?
As vozes ecoavam com gemidos pelo banheiro num dueto de prazer e barulho das peles se chocando com força. Os amantes estavam entregues ao prazer e nada mais importava naquele momento. O ar exalava o aroma do sexo e embriagava os corpos em movimento.
Os sentidos aguçados de SEAL estavam alertas a cada sensação. Os quadris em movimento em suas mãos, as paredes apertando sua excitação, a pele suada das costas pálidas tremendo em espasmos pelo prazer proporcionado, os cabelos loiros escurecidos pela umidade do suor grudados na nuca marcada por chupões e mordidas.
A parede fria não era o suficiente para quebrar a alta temperatura que tomava o corpo de Daniel, o membro quente e duro entrando e saindo, tocando sua próstata e causando arrepios e gritos de prazer, o quadril de Steve batendo contra suas nádegas, o azulejo embaçado pelo seu hálito e a respiração de Steve contra sua orelha.
Seu sangue corria loucamente pelas veias e o coração batia tão forte em seu peito que chegou a pensar que ele explodiria. A adrenalina liberada em seu organismo o deixava mais vigoroso e arremetia com mais força dentro do detetive. As contrações das paredes internas o esmagavam sem parar e ele tinha certeza que não duraria muito tempo.
O seu sistema respiratório parecia não dar conta de sua respiração tão ofegante, os pulmões estavam prestes a estourarem de tanto que forçava para inspirar e expirar mais rápido. Suas pernas não sustentavam mais o corpo de tanto tremerem e os braços haviam perdido as forças para se apoiarem na parede a sua frente. Os lábios formigavam e a garganta arranhava de tanto que havia gritado.
Mordia os lábios tentando segurar os gemidos e sabia que eles estavam inchados de tanto morder e beijar rudemente o parceiro. Não sabia de onde tirava forças para se suster em pé e segurar Danny junto a si. Sentiu o êxtase se aproximar e tomou o membro negligenciado do outro nas mãos. As mãos se moviam a velocidade das estocada e logo o outro estava se desmanchando em suas mãos.
As contrações das paredes ficaram mais fortes e ele arremeteu com mais força para acompanhar o parceiro. Os quadris moviam-se freneticamente e logo ele pôde sentir o membro expelindo sua semente no interior quente e apertado que o recebera tão calorosamente.
Daniel teve espasmos quando as mãos do ex-SEAL tocaram sua excitação. A mão grande e máscula circundou seu membro e movia-se com destreza proporcionando prazer. O toque o fez se mover com mais força contra a mão e, de quebra contra o membro teso que o invadia. O toque constante em sua próstata juntamente com a mão que o masturbava causaram uma revolução sem tamanho e ele alcançou o ápice sujando as mãos do comandante com sua semente.
Steve perdeu as forças e apoiou-se na parede levando Danno junto com ele, escorregaram até o chão. Passaram algum tempo sem se moverem até que as forças fossem restabelecidas e pudessem levantar. Estavam sujos de sêmen, suados, ofegantes e plenamente satisfeitos.
– Obrigado.
– Pelo que?
– Não seja ridículo!
– Quero te ouvir dizer.
– Eu não vou falar esse tipo de coisa!
– Há! Foi você quem começou com isso me agradecendo pelo sexo excepcionalmente ótimo.
– Nem foi tudo isso...
– Mesmo assim você gozou duas vezes nas minhas mãos.
– Chega! Vou dormir!
O loiro tentou se levantar para fazer acontecer suas últimas palavras e não conseguiu. As pernas ainda não estavam firmes o suficiente para que pudesse ficar de pé. Os braços fortes do chefe o aconchegaram e beijos cálidos foram depositados em seu ombro.
– Não seja orgulhoso, assuma que foi tão bom pra você com foi pra mim.
– ...
– Eu não quero brigar, Danno. Foi tão maravilhoso que nem sei se consigo dar um nome ao que senti. Foi arrebatador.
– Ok, você venceu. Foi bom. Eca! Eu to imundo. Você ainda está dentro?!
Steve sorriu brincalhão e ajudou Danny se erguer para que pudesse sair de seu interior, mesmo ainda cambaleante conseguiu ficar de pé e ajudou o loiro a se levantar. Realmente estavam uma bagunça. Cabelos completamente despenteados, lábios mordidos e inchados, marcas de chupões espalhadas pelos ombros, pescoço, peito, sêmen grudado no abdômen e nas mãos.
– Banho!
Falaram e uníssono e correram para a ducha. Nenhum dos dois tinha pique pra enfrentar a banheira e conseguir sair depois de relaxar. Steve alcançou a espoja e despejou sabonete líquido. Passou pelos ombros de Danny enquanto ele passava shampoo de abacaxi nos cabelos.
– Esse cheiro me lembra...
– Por favor, eu já tenho todas as lembranças embaraçosas que preciso do Hawaii e de abacaxis.
– Pelo menos o sabonete não tem o mesmo cheiro.
Silêncio novamente, cada um imerso em seus próprios pensamentos. Danny virou de costas para o chefe e este lavou suas costas, depois fez o mesmo com ele. Depois de cabelos lavados e muita brincadeira, o detetive ficou imóvel.
– Danno?!
– Tem alguma coisa escorrendo pela minha perna!...
Steve abaixou para olhar e constatou o inevitável. Sêmen e sangue novamente. Mesmo com todo o cuidado que tivera para preparar o companheiro, ainda tinha machucado o corpo dele. Não conseguiu evitar um pouco de culpa.
– Não se preocupe, é sêmen e sangue. O sêmen é meu e o sangue, bom, é seu.
Daniel enrubesceu de vergonha ao lembrar-se do momento em que gozaram. Ainda tinha esperma do Steve na bunda! Ele não conseguiria lavar o local sozinho e pedir para o outro estava fora de cogitação. Ok, era só pedir educadamente para o comandante sair do banheiro e fazer tudo com privacidade.
– Steve, eu preciso de um momento sozinho.
– Ok, vamos lavar isso que está escorrendo e te deixo sozinho.
– NÃO!! Quer dizer, não precisa se incomodar com isso. Posso lavar sem ajuda.
– Mas eu quero ajudar. Já fiz isso antes, então tenho mais experiência. Vire para a parede, incline o corpo pra frente e abra as pernas.
– Steve!!
– Quer ajuda pra se posicionar?
– Quero que saia!
Steve ignorou a recusa de Danny e o segurou contra a parede. Com uma mão segurou as duas do detetive nervosinho sobre a cabeça dele e com a outra lavou o interior dele sob muitos protestos. Usou os dedos para lavar o local tão delicado e extremamente sensível no momento. O loiro ainda tentou se soltar, mas logo aceitou a derrota e deixou o ex-SEAL fazer o trabalho.
Depois do banho tomado, o casal voltou ao quarto e jogaram-se na cama, não vestiam nada. Até porque encontrar uma peça de roupa no meio da bagunça que estava o quarto era impossível. Estavam cansados e com fome, devoraram alguns petiscos que sobraram de algumas refeições e deitaram para dormir. Danny preferiu deitar de lado e Steve o acompanhou. Não demorou muito, foram embalados pelo sono. Dormiram de conchinha.
()
De manhã Joe e Chin estavam parados diante da porta da suíte presidencial. O plano fora perfeito. Durante a noite, conseguiram se infiltrar no meio dos funcionários do hotel e finalmente descobriram que Steve e Daniel estavam mesmo hospedados lá. Driblaram algumas camareiras e subiram o elevador até o local onde estavam acomodados os dois fujões. Como não conseguiram as chaves, iam bater na porta.
Notas finais
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